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Mural
De: Wilson
Para: Todos e Victor Hugo
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 24/10/14 23:08

Victor hugo suas colocações são perfeitas, isso mesmo, busquemos a fé raciocinada sem misticismos e fantasias, um abraço

De: Victor Hugo
Para: Todos e FREDERICO
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 23/10/14 09:31

Queridos irmãos, tenham um lindo dia, repleto de muita paz, harmonia, saúde, bem-estar, trabalho e infinita alegria.

O termo MILAGRE não é usado no Espiritismo, pois, em sua concepção, milagre é sempre algo sobrenatural, fugindo, assim, às leis divinas. Quando Jesus realizou certos fenômenos e as pessoas não entendiam as leis naturais, davam o nome de milagre para designar o fato.

O espírito André Luiz afirma:

Milagre - designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar à Lei Divina ainda se encontra incompleto ao entendimento fragmentário da criatura. (Livro O Espírito da Verdade, psicografado por Francisco Cândido Xavier).

Ao irmão FREDERICO:
Caríssimo irmão, Allan Kardec é o maior gênio do mundo depois de Jesus, inclusive enviado por este para o trabalho da Codificação Espírita, pois, somente ele seria capaz de tão iluminativo cometimento. Confie sempre no Codificador!

Quanto à apometria, isso não é Espiritismo. Se possível, leia o texto de Divaldo Franco intitulado \"Apometria não é Espiritismo\". Dessa forma, existem várias práticas que podem até ser respeitáveis, mas não se enquadram nos quadros da Doutrina Espírita, pois, Allan Kardec estabeleceu uma nova ordem de ideias baseadas na Realidade (livre-arbítrio, reencarnação, lei de causa e efeito, mediunidade, obsessão, sintonia, caridade, etc, etc, etc), sendo que não se pode incorporar novidades ao corpo do Espiritismo. Ocorre, lamentavelmente - como diz o espírito Vianna de Carvalho no livro Reflexões Espíritas, psicografado por Divaldo Franco, que muitos não estudam profundamente o Espiritismo e, assim, trazem tudo o que é novidade para o Espiritismo (vide mensagem abaixo de minha despedida).

Não confie nas Casas que fazem apometria.

No que tange ao espírito Ramatis, não confie nos seus escritos. Passe sempre pelo crivo da razão e lembre-se que J. Herculano Pires, na opinião do espírito Emmanuel (mentor de Chico Xavier) é o \"metro que melhor mediu Kardec\", informação contida no livro Herculano Pires: O homem no mundo (capítulo Herculano no além).
E Herculano - com sua argumentação extraordinária - demonstra os equívocos de Ramatis, cujas opiniões chocam-se diretamente com vários preceitos Espíritas. Portanto, não confie!

Quanto ao uso da mediunidade para desvendar crimes, isso foi usado em algumas ocasiões....leia o livro Psicografia no Tribunal.

Mas recorde-se de que a Terra deve resolver suas questões e o Excelso Legislador estabeleceu Leis Naturais imutáveis para que haja equilíbrio universal. Assim, a dinâmica Mundo Espiritual - Reencarnação implica na possibilidade de um relacionamento entre desencarnados e reencarnados, mas lembre-se que existe um limite.
Considere as nobres palavras de Léon Denis no prefácio do livro No Invisível:

\"Não esperem os homens que os espíritos façam o que compete aos homens realizar.\"

Forte abraço a todos

Fiquem com DEUS

Buscai a Verdade; a Verdade vos libertará. Jesus
(João, cap. 8, vers. 32)

E hoje, quando o Espiritismo sensibiliza milhões de vidas, o seu Movimento parecer deperecer, perdendo em qualidade o que adquire em quantidade.

Adeptos precipitados tentam enxertar conceitos supersticiosos no organismo impoluto da Doutrina que dispensa apêndices, permanecendo ideal conforme foi legada por Allan Kardec.

A invigilância de alguns simpatizantes procura adaptar crendices ultramontanas ao texto doutrinário, para acomodar interesses imediatos e vazios, por falta de coragem para arrostar as conseqüências da fé na sua legitimidade.

O Espiritismo sobrepõe-se-lhes, porque nenhum exotismo pode fazer parte do seu contexto.

Teimam introduzir no seu conteúdo superior práticas que, embora respeitáveis, são do Orientalismo, não se coadunando com a tecedura da verdade de que Allan Kardec se fez intermediário consciente.

A Doutrina Espírita, não obstante, respeitando todos os comportamentos religiosos e éticos da Humanidade, permanece acima de qualquer conotação suspeita ou desfiguração nas suas bases. Portanto, a Codificação Espírita se mantém inamovível, num todo granítico, iluminando o pensamento e explicando a causalidade da vida e a realidade do homem.

Vianna de Carvalho (espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Reflexões Espíritas

De: Wilson
Para: Os estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 22/10/14 23:18

Deus não faz milagres.

Deus o Criador incriado rege e regula toda a Obra Universal através de Leis naturais, eternas e imutáveis são as Leis divinas.
Tudo no mundo visível e no mundo invisível é regulado por essas Leis.
O milagre e o sobrenatural seriam derrogações das Leis naturais, como as Leis de Deus são perfeitas e imutáveis e Deus não derroga as suas Leis, vamos concluir que não existem milagres e nem o sobrenatural no Universo, por que, tudo é regulado por essas Leis perfeitas, naturais e imutáveis.
Deus não derroga as suas leis.
Todos os fenômenos psíquicos e físicos que observamos no Universo, são fenômenos NATURAIS regulados pelas Leis divinas, que são naturais, perfeitas e imutáveis.
Deus para provar a sua grandeza não precisa derrogar as suas Leis, ele prova a sua grandeza e sabedoria pela harmonia e perfeição das Leis que regulam o Universo.
Tudo na Obra Universal é Perfeição, Beleza profunda, Sabedoria, Evolução, Deus é perfeito em suas Leis e em suas Obras.
Deus é a Ciência completa e perfeita em tudo.
O Deus bíblico é uma criação humana, esse Deus que castiga, que pune, que realiza milagres, que pede sacrifícios de animais, que realiza guerras, que sente cólera e ira, manda exterminar povos estrangeiros, é um Deus Matéria com as imperfeições morais dos homens.
O Deus colocado por Moises gera medo e pavor.

Vejamos uma Observação importante do Mestre Allan Kardec sobre essa questão que se encontra no livro a A Gênese.

OS MILAGRES NÃO SÃO NECESSÁRIOS PARA A GLÓRIA DE DEUS; NADA NO UNIVERSO SE AFASTA DAS LEIS GERAIS. DEUS NÃO FAZ MILAGRES, PORQUE, SENDO SUAS LEIS PERFEITAS, ELE NÃO TEM NECESSIDADE DE AS DERROGAR. SE SE TRATA DE FATOS QUE NÃO COMPREENDEMOS, É QUE AINDA NOS FALTAM OS CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS.

O Mestre Kardec disse. Deus não faz milagres.
O Espiritismo pela fé raciocinada combate as superstições, o sobrenatural e as crendices.
O Racionalismo Cristão também explana esses assuntos.

Busquemos Deus mais de uma forma racional pelo caminho do Bem, das Virtudes, da caridade, do amor, do respeito pelos animais, da honestidade.
Deus é Espírito e não matéria.


O Deus bíblico não existe.


Deus existe, Ele é o Criador da Vida, do Universo e da Luz, o que eu estou tentando analisar que o Deus que esta na bíblia é um Deus criado pela mente dos homens, esse Deus bíblico sente ira, cólera, sente raiva, pedi sacrifícios de animais, manda exterminar povos estrangeiros, vamos analisar que Deus sendo a Perfeição Completa o Criador da Vida e do Universo ele não pode ter as imperfeições morais que o ser humano tem, Deus não sente ira, Deus não sente cólera, Deus não manda exterminar povos estrangeiros, Deus não pede sacrifícios de animais.
Vamos concluir que o Deus bíblico tem as paixões e as imperfeições morais dos homens, foi o homem que imaginou Deus dessa forma.
Deus existe ele é real, nós somos seus filhos, nós somos seres divinos, Deus nos criou.
Portanto, eu acredito em Deus.
Sobre a natureza de Deus, o Mestre Jesus disse Deus é ESPIRITO, portanto, a natureza de Deus é espiritual e não material, Deus não tem forma material nem corporal, Deus é Espirito e Luz.
Para se adorar Deus só existe uma forma PRATICAR as Virtudes, são as boas obras, os bons pensamentos, a pratica do Bem, da Caridade, do Amor, da honestidade, que vai nos ligar ao Criador incriado.
Deus é Amor, Perfeição e Luz.
Temos que buscar Deus de uma forma Moral, pelo aprimoramento espiritual, praticando as virtudes.
Eu posso acreditar em Deus e continuar maldoso, desonesto, falso, racista, mesquinho, vulgar, malandro, vicioso, buscar Deus é se melhorar MORALMENTE e intelectualmente, trilhando o caminho da Luz, das Virtudes, da Justiça, da Moralidade, da Paz.
Deus é Virtudes e o caminho para Ele é exatamente as Virtudes.

Sobre a bíblia ela é um livro de origem humana e como tal apresenta coisas certas e erradas, coisas positivas e negativas, coisas boas e ruins, temos que estudar a bíblia de uma forma racional sem misticismos e fantasias, a bíblia apresenta coisas boas e positivas, mais ela não é um livro divino e perfeito, ela é de origem humana.
Deus não escreve livros, a bíblia de Deus é a Ciência, a Natureza, o Universo.

O ser humano é um espírito encarnado no plano material para EVOLUIR pelo aprimoramento moral e Intelectual, estamos no mundo terra é para Vencer e crescer, nós somos seres divinos filhos da Luz.
Deus não criou nenhum espírito para ser um fraco, um derrotado, um pobre coitado, uma vitima do destino, nada disso existe.
Deus nós criou para Vencer, Evoluir e sermos felizes.
O ser humano é um ser divino dotado de um grande poder espiritual que vai sendo desenvolvido gradativamente mediante múltiplas reencarnações, nós podemos vencer muita coisa, basta acreditar em si mesmo, na força invisível dos seus pensamentos.
Nós somos o que pensamos.
Perguntamos.
Deus criou o ser humano para ser fraco, pequeno, limitado, para sermos seres fracassados diante da vida??????
Claro que não.
Deus te criou para a Vitoria e para a Luz.
NÓS SOMOS CRIADOS PELO MESMO PODER QUE CRIOU O UNIVERSO, DEU PARA ENTENDER.

Nós somos uma CRIAÇÃO DIVINA.

Nós somos seres divinos e poderosos.
Vos sois deuses.

O Bem e o mal.
Deus sendo o Criador do universo a Perfeição em tudo, ele não poderia criar coisas ruins e negativas.
Deus criou a Luz, o Bem, as Virtudes, a Moral, a Fraternidade, a Paz.
O homem pela sua baixa evolução moral e espiritual é que criou as guerras, as violências, a miséria, a exploração capitalista, as maldades contra os animais, a desonestidade, o racismo etc...
O mal é de origem humana.
O bem é de origem Divina.
Mais pela evolução espiritual o homem vai se melhorando moralmente e passa a edificar as virtudes, a moral e a justiça.
Ele passa a promover a Luz, sendo um agente dessa luz.

Wilson Moreno

De: FREDERICO HAUPT BESSIL
Para: médiuns
E-mail: fredhaupt@hotmail.com
Data: 22/10/14 12:34

Por que os centros espíritas federados não recomendam fazer apometria ? Pode-se confiar nas casas espiritualistas-Universalistas Ramatis que fazem apometria? Pode-se confiar nos ensinamentos dos livros de Ramatis? Quanto às últimas postagens, acho equivocado afirmar que Deus não faz milagres e que o Deus da Bíblia não existe e dizer que muita coisa escrita na bíblia não está certa e, por outro lado, asseverar que tudo que Allan Kardec escreveu é irrefutável e incontroverso. Nesse sentido, por que os médiuns não ajudam a desvendar crimes descobrindo a autoria dos delitos investigados?

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 22/10/14 08:58

ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO

Allan Kardec


Livro: Obras Póstumas


I - Fonte das provas da natureza do Cristo



A questão da natureza do Cristo foi debatida

desde os primeiros séculos do Cristianismo, e

pode-se dizer que não está ainda resolvida, uma

vez que ainda é discutida em nossos dias. Foi a

diferença de opinião sobre este ponto, que deu

nascimento à maioria das seitas que dividiram a

Igreja há dezoito séculos, e é notável que todos

os chefes dessas seitas foram bispos ou

membros do clero com diversos títulos. Por

consegüinte, eram homens esclarecidos, a

maioria escritores de talento, nutridos na ciência

teosófica, que não achavam concludentes as

razões evocadas em favor do dogma da

divindade do Cristo; não obstante, então como

hoje, as opiniões se formaram sobre abstrações,

mais do que sobre fatos, procurou-se,

sobretudo, o que o dogma poderia ter de

plausível ou de irracional, e, geralmente, se

negligenciou, de parte a parte, em fazer ressaltar

os fatos que poderiam lançar, sobre a questão,

uma luz decisiva.



Mas onde encontrar esses fatos se isso não for

nos atos e nas palavras de Jesus?



Jesus, nada tendo escrito, seus únicos

historiadores foram os apóstolos que, eles não

mais, nada escreveram quando vivos; não tendo

nenhuma história profana contemporânea falado

dele, não existe sobre a sua vida e a sua

doutrina, nenhum outro documento senão os

Evangelhos; portanto, é ali somente que é

necessário procurar a chave do problema. Todos

os escritos posteriores, sem disso excetuar os de

São Paulo, não são, e não podem ser, senão

comentários ou apreciações, reflexo de opiniões

pessoais, freqüentemente contraditórias, que não

poderiam, em nenhum caso, ter a autoridade do

relato daqueles que receberam as instruções

diretamente do Mestre.



Sobre essa questão, como sobre as de todos os

dogmas em geral, o acordo dos Pais da Igreja, e

outros escritores sacros, não poderia ser evocado

como argumento preponderante, nem como uma

prova irrecusável em favor de sua opinião, tendo

em vista que nenhum deles pôde citar um único

fato, fora do Evangelho, concernente a Jesus,

nenhum deles descobriu documentos novos

desconhecidos de seus predecessores.



Os autores sacros não puderam senão voltar

sobre o mesmo círculo, dar a sua apreciação

pessoal, tirar conseqüências de seu ponto de

vista, comentar sob novas formas, e com mais ou

menos desenvolvimento, as opiniões

contraditórias. Todos os do mesmo partido

deveram escrever no mesmo sentido, se não nos

mesmos termos, sob pena de serem declarados

heréticos, como o foram Orígenes e tantos

outros. Naturalmente, a Igreja não colocou, entre

seus Pais, senão os escritores ortodoxos do seu

ponto de vista; ela não exaltou, santificou e

colecionou senão aqueles que tomaram a sua

defesa, ao passo que rejeitou os outros e

destruiu os seus escritos tanto quanto possível.

O acordo entre os Pais da Igreja, portanto, nada

tem de concludente, uma vez que é uma

unanimidade de escolha formada pela eliminação

dos elementos contrários. Se se leva em

consideração tudo o que foi escrito pró e contra,

não se sabe muito de que lado penderia a

balança.



Isso nada tira ao mérito pessoal dos

sustentadores da ortodoxia, nem ao seu valor

como escritores e homens conscienciosos; foram

os advogados de uma mesma causa, que

defenderam com incontestável talento, e

deveriam, forçosamente, chegar às mesmas

conclusões. Longe de querer denegri-los, em

que quer que seja, quisemos simplesmente

refutar o valor das conseqüências que se

pretende tirar de seu acordo.



No exame que vamos fazer, da questão da

divindade do Cristo, pondo de lado as sutilezas

da escolástica que não serviram senão para

embrulhar em lugar de elucidar, nos apoiaremos

exclusivamente sobre os fatos que ressaltam do

texto do Evangelho, e que, examinados

friamente, conscienciosamente, sem idéia

preconcebida, fornecem superabundantemente

todos os meios de convicção que se possam

desejar. Ora, entre esses fatos, não há de mais

preponderante, nem de mais concludentes,

senão as palavras mesmas do Cristo, palavras

que não se saberia recusar sem infirmar a

veracidade dos apóstolos. Pode-se interpretar de

diferentes maneiras uma palavra, uma alegoria;

mas afirmações precisas, sem ambigüidade, cem

vezes repetidas, não poderiam ter um duplo

sentido. Nenhum outro, senão Jesus, pode

pretender saber melhor do que ele o que quis

dizer, como ninguém pode pretender estar

melhor informado do que ele sobre a sua própria

natureza: quando ele comenta as suas palavras, e

as explica, para evitar todo equívoco, deve-se

confiar nele, a menos lhe neguemos a

superioridade que se lhe atribui, e substituamos

a sua própria inteligência. Se foi obscuro em

certos pontos, quando se serviu de linguagem

figurada, sobre o que toca à sua pessoa não há

equívoco possível. Antes do exame das palavras,

vejamos os atos.



II. - A divindade do Cristo está provada pelos

milagres?



Segundo a Igreja, a divindade do Cristo está

estabelecida, principalmente pelos milagres,

como testemunho de um poder sobrenatural.

Esta consideração pôde ter um certo peso numa

época em que o maravilhoso era aceito sem

exame; mas hoje, que a ciência levou as suas

investigações até as leis da Natureza, os milagres

encontram mais incrédulos do que crentes; e o

que não contribuiu pouco para o seu descrédito,

foi o abuso das imitações fraudulentas e a

exploração que deles se fez. A fé nos milagres

foi destruída pelo próprio uso que dela se fez;

disso resultou que os do Evangelho são agora

considerados, por muitas pessoas, como

puramente legendários.



A Igreja, aliás, ela mesma, retira aos milagres

toda a sua importância, como prova da divindade

do Cristo, declarando que o demônio também

pode fazê-los tão prodigiosos quanto ele:

porque se o demônio tem um tal poder, fica

evidente que os fatos desse gênero não têm, de

nenhum modo, um caráter exclusivamente

divino; se ele pode fazer coisas admiráveis para

seduzir mesmo os eleitos, como simples mortais

poderiam distinguir os bons milagres dos maus,

e não há a temer que, vendo fatos similares, não

confundam Deus e Satanás?



Dar a Jesus um tal rival em habilidade era uma

grande falta de jeito; mas, pelo que respeita a

contradições e inconseqüências, não eram

olhadas de tão perto em uma época em que os

fiéis ter-se-iam feito um caso de consciência em

pensar por eles mesmos, e de discutir o menor

artigo imposto à sua crença; então, não se

contava com o progresso e não se pensava que o

reino da fé cega e ingênua, reino cômodo como o

do bel prazer, pudesse ter um termo. O papel,

tão preponderante que a Igreja se obstinou em

dar ao demônio, teve conseqüências desastrosas

para a fé, à medida que os homens se sentiram

capazes de ver pelos próprios olhos. O demônio,

que se explorou com sucesso durante um tempo,

tornou-se o machado posto ao velho edifício das

crenças, e uma das principais causas da

incredulidade; pode-se dizer que a Igreja, se

fazendo dele um auxiliar indispensável,

alimentou em seu seio aquele que deveria virar-

se contra ela e miná-la em seus fundamentos.



Uma outra consideração não menos grave, é que

os fatos miraculosos não são o privilégio

exclusivo da religião cristã: não há, com efeito,

uma religião idólatra ou pagã, que não teve os

seus milagres, tão maravilhosos e tão autênticos,

para os adeptos, quanto os do cristianismo. A

Igreja se tirou o direito de constatá-los,

atribuindo às potências infernais o poder de

produzi-los.



O caráter essencial do milagre, no sentido

teológico, é ser uma exceção nas leis da

Natureza, e, por consegüinte, inexplicável por

essas mesmas leis. Desde o instante que um fato

pode se explicar, e que se ligue a uma causa

conhecida, cessa de ser milagre. Assim é que as

descobertas da ciência fizeram entrar no domínio

do natural, certos efeitos qualificados de

prodígios enquanto a causa ficou ignorada. Mais

tarde, o conhecimento do princípio espiritual, da

ação dos fluidos sobre a economia, do mundo

invisível no meio do qual vivemos, das

faculdades da alma, da existência e das

propriedades do perispírito, deu a chave dos

fenômenos de ordem psíquica, e provou que não

são, não mais do que os outros, derrogações às

leis da Natureza, mas que, ao contrário, delas

são aplicações freqüentes. Todos os efeitos de

magnetismo, de sonambulismo, de êxtase, de

dupla vista, de hipnotismo, de catalepsia, de

anestesia, de transmissão do pensamento, de

presciência, de curas instantâneas, de

possessões, de obsessões, de aparições e de

transfigurações, etc., que constituem a quase

totalidade dos milagres do Evangelho, pertencem

a essa categoria de fenômenos.



Sabe-se agora que esses efeitos são o resultado

de aptidões e de disposições fisiológicas

especiais; que se produziram em todos os

tempos, entre todos os povos, e puderam ser

considerados como sobrenaturais sob o mesmo

título de todos aqueles cuja causa era

incompreendida. Isso explica por que todas as

religiões tiveram os seus milagres, que não são

outros senão os fatos naturais, mas quase

sempre amplificados ao absurdo pela

credulidade, a ignorância e a superstição, e que

os conhecimentos atuais reduziram ao seu justo

valor, permitindo levá-los em conta de lenda.



A possibilidade da maioria dos fatos que o

Evangelho cita como tendo sido realizados por

Jesus, está hoje completamente demonstrada

pelo Magnetismo e pelo Espiritismo, enquanto

fenômenos naturais. Uma vez que se produzem

sob os nossos olhos, seja espontaneamente, seja

por provocação, não há nada de anormal em que

Jesus possuísse faculdades idênticas às de

nossos magnetizadores, curadores, sonâmbulos,

videntes, médiuns, etc. Desde o instante que

essas mesmas faculdades se encontram, em

diferentes graus, numa multidão de indivíduos

que nada têm de divino, que são encontradas

mesmo entre os heréticos e os idólatras, elas não

implicam, em nada, uma natureza sobre-

humana.



Se Jesus qualificava, ele mesmo, os seus atos de

milagres, é que nisso, como em muitas outras

coisas, devia apropriar a sua linguagem aos

conhecimentos de seus contemporâneos; como

estes poderiam aprender uma nuança de palavra

que não é ainda compreendida por todo o

mundo? Para o vulgo, as coisas extraordinárias

que ele fazia, e que pareciam sobrenaturais,

naquele tempo e mesmo muito mais tarde, eram

milagres; não podia dar-lhe um outro nome. Um

fato digno de nota é que deles se serviu para

afirmar a missão que tinha de Deus, segundo as

suas próprias expressões, mas disso jamais se

prevaleceu para se atribuir o poder divino (1).



(1) Para o desenvolvimento completo da questão

dos milagres, ver A Gênese segundo o

Espiritismo, capítulos XIII e seguintes, onde são

explicados, pelas leis naturais, todos os milagres

do Evangelho.



É necessário, pois, riscar os milagres das provas

sobre as quais se pretende fundar a divindade da

pessoa do Cristo; vejamos agora se as

encontramos em suas palavras.



III. - Divindade de Jesus está provada pelas suas

palavras?



Dirigindo-se aos discípulos, que entraram em

disputa, para saber qual dentre eles era o maior;

e lhes disse pegando uma criança e colocando-a

junto a si:



\"Quem me recebe, recebe aquele que me enviou;

porque aquele que é o menor entre vós, é o

maior.\" (São Lucas, cap. IX, v. 48.)



\"Quem recebe em meu nome uma criancinha

como esta, me recebe, e quem me recebe, não

recebe só a mim, mas recebe aquele que me

enviou.\" (São Marcos, cap. IX, v. 36.)



\"Jesus lhes disse, pois: \"Se Deus fosse o vosso

Pai, me amaríeis, porque foi de Deus que eu saí,

e que é de sua parte que vim; porque não vim

por mim mesmo, mas foi ele quem me enviou.\"

(São João, cap. VIII, v. 42.)



\"Jesus lhes disse, pois: \"Estou ainda convosco por

um pouco de tempo, e em seguida vou para

aquele que me enviou.\" (São João, cap. VII, v. 33.)



\"Aquele que vos escuta me escuta; aquele que

vos despreza me despreza, e quem me despreza,

despreza aquele que me enviou.\" (São João, cap.

X, v. 16.)



O dogma da divindade de Jesus está fundado

sobre a igualdade absoluta entre a sua pessoa e

Deus, uma vez que é o próprio Deus: é um artigo

de fé; ora, estas palavras, tão freqüentemente

repetidas por Jesus: Aquele que me enviou,

testemunham não somente quanto a dualidade

das pessoas, mas, ainda, como dissemos,

excluem a igualdade absoluta entre elas; porque

aquele que é enviado, necessariamente, está

subordinado àquele que envia; obedecendo, faz

ato de submissão. Um embaixador, falando de

seu soberano, dirá: Meu senhor, aquele que me

enviou; mas se é o soberano em pessoa que vem,

ele falará em seu próprio nome e não dirá:

Aquele que me enviou, porque não se pode

enviar a si mesmo. Jesus o disse, em termos

categóricos por estas palavras: eu não vim por

mim mesmo, mas foi ele quem me enviou.



Estas palavras: Aquele que me despreza,

despreza aquele que me enviou, não implicam,

de nenhum modo, a igualdade e ainda menos a

identidade; em todos os tempos, o insulto feito a

um embaixador era considerado como feito ao

próprio soberano. Os apóstolos tinham a palavra

de Jesus, como Jesus tinha a de Deus; quando

lhes disse: Aquele que vos escuta me escuta, não

entendia dizer que seus apóstolos e ele não

faziam senão uma única e mesma pessoa, igual

em todas as coisas.



A dualidade de pessoas, assim como o estado

secundário e subordinado de Jesus, com relação

a Deus, ressaltam, além disso, sem equívoco, das

passagens seguintes:



\"Fostes vós que permanecestes sempre firmes

comigo nas minhas tentações. – Por isso eu vos

preparo o Reino, como meu pai mo preparou, – a

fim de que comais e bebais à minha mesa no

meu reino, e que vos senteis sobre os tronos

para julgar as doze tribos de Israel.\" (São Lucas,

cap. XXII, v. 28, 29 e 30.)



\"Por mim eu digo o que vi na casa de meu Pai,

fazeis vós o que vistes na casa de vosso pai.\"

(São João, cap. VIII, v. 38.)



\"Ao mesmo tempo apareceu uma nuvem que os

cobriu, e saiu dessa nuvem uma voz que fez

ouvir estas palavras: Este é meu filho bem-

amado; escutai-o.\" (Transfigur. São Marcos, cap.

IX, v. 6.)



\"Ora, quando o filho do homem vier em sua

majestade, acompanhado de todos os anjos,

sentar-se-á sobre o trono de sua glória; – e

todas as nações estando reunidas, separará umas

das outras, como o pastor separa as ovelhas dos

bodes, – e colocará as ovelhas à sua direita e os

bodes à sua esquerda. – Então, o Rei dirá àqueles

que estarão à sua direita: Vinde, vós que fostes

abençoados por meu Pai, possuir o reino que vos

foi preparado desde o começo do mundo.\" (São

Mateus, cap. XXV, v. 31 a 34.)



\"Quem me confessar e me reconhecer diante dos

homens, eu o reconhecerei e o confessarei

também diante de meu pai que está nos céus; – e

quem me renunciar diante dos homens, eu o

renunciarei também, eu mesmo, diante de meu

pai que está nos céus.\" (São Mateus, cap. X, v.

32, 33.)



\"Ora, eu vos declaro que quem me confessar e

me reconhecer diante dos homens, o filho do

homem o reconhecerá também diante dos anjos

de Deus; mas se alguém me renunciar diante dos

homens, eu o renunciarei também diante dos

anjos de Deus.\" (São Lucas, cap. XII, v. 8, 9.)



\"Mas se alguém se envergonhar de mim e de

minhas palavras, o filho do homem se

envergonhará também dele, quando vier em sua

glória e na de seu pai e dos santos anjos.\" (São

Lucas, cap. IX, v. 26.)



Nestas duas últimas passagens, Jesus parecia

mesmo colocar acima dele os santos anjos,

compondo o tribunal celeste, diante do qual seria

o defensor dos bons e o acusador dos maus.



\"Mas por aquilo que é de estar sentado à minha

direita ou à minha esquerda, não é a mim, de

nenhum modo, que cabe vo-lo dar, mas será por

aquele a quem meu Pai preparou.\" (São Mateus,

cap. XX, v. 23.)



\"Ora, os Fariseus estando reunidos, Jesus lhes fez

esta pergunta – e lhes disse: \"Que vos parece do

Cristo? De quem é filho? Eles lhe responderam:

De David. – E como, pois, lhes disse, David

chama-o em espírito o seu Senhor com estas

palavras: O Senhor disse ao meu Senhor: Sentai-

vos à minha direita até que reduza os vossos

inimigos a vos servir de escabelo? Se, pois, David

chama-o seu Senhor, como é seu filho? \"(São

Mateus, cap. XXII, v. 41 a 45.)



\"Mas Jesus, ensinando no templo, lhes disse:

Como os escribas dizem que o Cristo é o filho de

David, – uma vez que David, ele mesmo, disse ao

meu Senhor: Sentai-vos à minha direita até que

haja reduzido vossos inimigos a vos servir de

escabelo? – Depois, portanto, que David o chama,

ele mesmo, seu senhor, como é seu filho? \"(São

Marcos, cap. XII, v. 35, 36, 37. – São Lucas, cap.

XX, v. 41 a 44.)



Jesus consagra, com estas palavras, o princípio

da diferença hierárquica que existe entre o Pai e

o Filho. Jesus podia ser o filho de David por

filiação corpórea, e como descendente de sua

raça, foi porque teve o cuidado de ajuntar:

\"Como o chama em espírito, seu senhor? \" Se há

uma diferença hierárquica entre o pai e o filho;

Jesus, como filho de Deus, não pode ser o igual

de Deus.



Jesus confirma essa interpretação e reconhece

sua inferioridade em relação a Deus, em termos

que não deixam equívoco possível:



\"Ouvistes o que vos disse:\" Eu me vou, e volto a

vós. Se me amais, vos alegrareis de que vou para

meu Pai, porque meu Pai É MAIOR DO QUE EU.\"

(São João, cap. XIV, v. 28).



\"Então um jovem se aproxima e lhe diz: Bom

mestre, que bem é necessário que eu faça para

adquirir a vida eterna? – Jesus lhe respondeu:

\"Por que me chamais bom? Não há senão Deus

que seja bom. Se quereis entrar na vida, guardai

os mandamentos.\" (São Mateus, cap. XIX, v. 16,

17. – São Marcos, cap. X, v. 17, 18, – São Lucas,

cap. XVIII, v. 18, 19.)



Não somente Jesus não se deu, em nenhuma

circunstância, por ser o igual de Deus, mas aqui

ele afirma positivamente o contrário, considera-

se como inferior em bondade; ora, declarar que

Deus está acima dele pelo poder e suas

qualidades morais, é dizer que ele mesmo não é

Deus. As passagens seguintes vêm em apoio

destas, e são também explícitas.



\"Não falei, de nenhum modo, de mim mesmo;

mas meu Pai, que me enviou, foi quem me

prescreveu, por seu poder, o que devo dizer, e

como devo falar; – e eu sei que o seu poder é a

vida eterna; o que eu digo, pois, o digo segundo

o que meu Pai mo ordenou.\" (São João, cap. XII,

v. 49, 50.)



\"Jesus lhes respondeu: \"Minha doutrina não é

minha doutrina, mas a doutrina daquele que me

enviou. – Se alguém quer fazer a vontade de

Deus, reconhecerá se a minha doutrina é dele, ou

se falo de mim mesmo. – Aquele que fala de seu

próprio movimento procura sua própria glória,

mas aquele que procura a glória de quem o

enviou é verídico, e nele, de nenhum modo, há

injustiça.\" (São João, cap. VII, v. 16, 17, 18.)



\"Aquele que não me ama nada, não guarda,

minha palavra; e a palavra que ouvistes não foi a

minha palavra em nada, mas a de meu Pai que

me enviou.’ (São João, cap. XIV, v. 24.)



\"Não credes que estou em meu Pai e que meu Pai

está em mim? O que vos digo, não vo-lo digo por

mim mesmo; mas meu Pai, que mora em mim

faz, ele mesmo, as obras que eu faço.\" (São João,

cap. XIV, v. 10.)



\"O céu e a Terra passarão, mas as minhas

palavras não passarão. – Pelo que é do dia e da

hora, o homem não o saiba, não, nem mesmo os

anjos que estão no céu, nem mesmo o Filho, mas

somente o Pai. \"(São Marcos, cap. XIII. v. 32. –

São Mateus, cap. XXIV v. 35, 36.) .



\"Jesus lhes disse, pois: \"Quando houverdes

levantado ao alto o filho do homem, então

conhecereis o que sou, porque eu não faço nada

de mim mesmo, não digo senão o que meu Pai

me ensinou; e aquele que me enviou está

comigo, e de modo nenhum me deixou só,

porque faço sempre o que lhe é agradável.\" (São

João, cap. VIII, v. 28, 29.)



\"Desci do céu não para fazer a minha vontade,

mas para fazer a vontade daquele que me

enviou.\" (São João, cap. VI, v. 38.)



Não posso nada fazer de mim mesmo. Julgo

segundo o que entendo, e meu julgamento é

justo porque não procuro minha vontade, mas a

vontade daquele que me enviou.\" (São João, cap.

V, v. 30.)



\"Mas, por mim, tenho um testemunho maior do

que o de João, porque as obras que meu Pai me

deu o poder de fazer, as obras, digo eu, que

faço, dão testemunho de mim, que foi meu Pai

que me enviou.\" (São João, cap. V, v. 36.)



\"Mas agora procurais me fazer morrer, eu que

vos disse a verdade que aprendi de Deus, foi o

que Abraão nunca fez.\" (São João, cap. VIII, v.

40.)



Desde então, que ele não disse nada de si

mesmo; que a doutrina que ensinou não é a sua,

mas que a tem de Deus, que lhe ordenou vir

fazê-la conhecer; que não faz senão o que Deus

lhe deu o poder de fazer; que a verdade que

ensina, ele aprendeu de Deus, à vontade de

quem está submetido; é que não é o próprio

Deus, mas seu enviado, seu messias e seu

subordinado.



É impossível recusar, de maneira mais positiva,

toda assimilação à pessoa de Deus, e de

determinar seu principal papel em termos mais

precisos. Não estão aí pensamentos ocultos sob

o véu da alegoria, e que não se descobrem senão

à força de interpretação: é o sentido próprio,

expresso sem ambigüidade.



Se se objetasse que Deus, não querendo se fazer

conhecer na pessoa de Jesus, enganasse sobre a

sua individualidade, poder-se-ia perguntar sobre

o quê está fundada essa opinião, e quem tem

autoridade para sondar o fundo de seu

pensamento, e dar, às suas palavras, um sentido

contrário àquele que elas exprimem? Uma vez

que, quando vivo, ninguém o considerava como

Deus, mas era olhado, ao contrário, como um

messias, se não quisesse ser conhecido pelo que

era, bastar-lhe-ia nada dizer; de sua afirmação

espontânea é preciso concluir que ele não era

Deus, ou que, se o era, voluntariamente e sem

utilidade, disse uma coisa falsa.



É de notar-se que São João, aquele dos

Evangelistas sobre a autoridade de quem mais se

apoiou para estabelecer o dogma da divindade

do Cristo, seja precisamente o que encerra os

argumentos contrários mais numerosos e os

mais positivos; pode-se disso convencer pela

leitura das passagens seguintes, que não

acrescentam nada, é verdade, às provas já

citadas, mas vêm em seu apoio, porque delas

ressaltam evidentemente a dualidade e a

desigualdade das pessoas.



\"Por causa disso, os Judeus perseguiam Jesus e

procuravam fazê-lo morrer, porque fizera essas

coisas no Sábado. – Mas Jesus lhes disse: Meu pai

age até o presente, e eu ajo também. (São João,

cap. V, v. 16, 17.)



\"Porque o Pai não julga ninguém; mas dá todo

poder de julgar ao Filho, – a fim de que todos

honrem o Filho, como honram o Pai. Aquele que

não honra em nada o Filho, não honra em nada o

Pai que o enviou.



Em verdade, em verdade vos digo, aquele que

ouve a minha palavra, e que crê naquele que me

enviou, tem a vida eterna, e não cai, na

condenação; mas já passou da morte à vida.\"



\"Em verdade, em verdade vos digo, a hora vem, e

ela já veio, em que os mortos ouvirão a voz do

Filho de Deus, e aqueles que ouvirão, viverão;

porque como o Pai tem a vida em si mesmo,

também deu ao Filho ter a vida nele mesmo, – e

lhe deu o poder de julgar, porque é o Filho do

homem. \"(São João, cap. V, v. 22 a 27.)



\"E o Pai que me enviou, ele mesmo, tem dado

testemunho de mim. Jamais ouvistes a sua voz,

nem vistes a sua face. E sua palavra não

permanecerá em vós, porque não credes naquele

que ele enviou.\" (São João, cap. V, v. 37,38.)



\"E quando eu julgar, o meu julgamento será

digno de fé, porque não estou só; mas meu Pai,

que me enviou, está comigo.\" (São João, cap. VIII,

v. 16.)



Jesus, tendo dito essas coisas, levou os olhos ao

céu e disse: \"Meu Pai, a hora é chegada; glorificai

vosso Filho, a fim de que vosso Filho vos

glorifique. – Como lhe deste poder sobre todos

os homens, a fim de que dê a vida eterna a todos

aqueles que lhe destes. – Ora, a vida eterna

consiste em vos conhecer, a vós que sois O

ÚNICO DEUS verdadeiro, e a Jesus Cristo que

enviastes.



\"Eu vos glorifiquei sobre a Terra; acabei a obra

da qual me encarregastes. – E vós, meu Pai,

glorificai-me, pois, agora em vós mesmos, dessa

glória que tive em vós antes que o mundo fosse.



\"Logo eu não estarei mais no mundo; mas, por

eles, estão ainda no mundo, e eu dele retorno a

vós. Pai santo, conservai em vosso nome aqueles

que me destes, a fim de que sejam um como

nós.\"



\"Eu lhes dei vossa palavra, e o mundo os odiou,

porque não são em nada do mundo, como eu,

não sou, eu mesmo, do mundo.\"



\"Santificai-os na verdade. A vossa palavra é a

própria verdade. – Assim como vós me enviastes

ao mundo, eu também os enviei ao mundo, – e

eu me santifico, a mim mesmo, por eles, a fim de

que sejam também santificados na verdade. \"



\"Eu não peço por eles somente, mas ainda por

aqueles que devem crer em mim pela sua

palavra; – a fim de que estejam todos juntos,

como vós, meu Pai, estais em mim e eu em vós;

que eles, sejam do mesmo modo, um em nós, a

fim de que o mundo creia que me enviastes.\"



\"Meu Pai, desejo que lá onde estou, aqueles que

me destes ali estejam também comigo; a fim de

que contemplem minha glória, que me destes,

porque me amastes antes da criação do mundo.\"



\"Pai justo, o mundo em nada vos conheceu; mas

eu, eu vos conheci: e estes conheceram que me

enviastes. – Eu lhes fiz conhecer vosso nome e o

farei conhecer ainda, a fim de que o amor, com o

qual me amastes, esteja neles, e que eu próprio

o esteja neles.\" (São João, cap. XVII, v. 1 a 5, 11 a

14, de 17 a 26, Prece de Jesus.)



\"É por isso que meu Pai me ama, porque deixo a

minha vida para retomá-la. – Ninguém ma

arrebata, mas sou eu que a deixo por mim

mesmo; tenho o poder de deixá-la e tenho o

poder de retomá-la. É o poder que recebi de meu

Pai.\" (São João, cap. X, v. 17, 18.)



\"Eles tiraram a pedra, e Jesus, levantando os

olhos para o alto, disse estas palavras: Meu Pai,

eu vos dou graça pelo que me atendestes. – Por

mim, sabia que me atenderíeis sempre; mas digo

isso para esse povo que me cerca, a fim de que

creia que foi vós que me enviastes.\" (Morte de

Lázaro, São João, cap. XI, v. 41, 42.)



\"Eu não vos falarei muito mais, porque o príncipe

deste mundo vai chegar, embora não tenha nada

em mim que lhe pertença: mas a fim de que o

mundo conheça que amo meu Pai, e que faço o

que meu Pai me ordenou.\" (São João, cap. XIV, v.

30 e 31.)



\"Se guardardes meus mandamentos,

permanecereis no meu amor, como eu mesmo

guardei os mandamentos de meu Pai, e

permaneço em seu amor.\" (São João, cap. XV, v.

10.)



\"Então Jesus, lançando uma grande exclamação,

disse: Meu Pai, reponho minha alma em vossas

mãos. E, pronunciando estas palavras, expirou.\"

(São Lucas, cap. XXIII, v. 46.)



Uma vez que Jesus, ao morrer, repunha a sua

alma entre as mãos de Deus, tinha, portanto,

uma alma distinta de Deus, submissa a Deus,

portanto, não era o próprio Deus.



As palavras seguintes dão testemunho de uma

certa fraqueza humana, de uma aprensão da

morte e dos sofrimentos que Jesus vai suportar,

e que contrasta com a natureza, essencialmente

divina, que se lhe atribui; mas elas testemunham,

ao mesmo tempo, uma submissão que é a do

inferior ao superior.



\"Então, Jesus chegou num lugar chamado

Getsêmani; e disse aos seus discípulos: Sentai-

vos aqui enquanto vou ali para orar. – E tendo

tomado consigo Pedro e os dois filhos de

Zebedeu, começou a se entristecer e a estar

numa grande aflição. Então, lhes disse: Minha

alma está triste até à morte; permanecei aqui e

velai comigo. – e indo um pouco mais longe, se

prosternou o rosto contra a terra, pedindo e

dizendo: Meu Pai, se for possível, faça com que

este cálice se afaste de mim; não obstante, que

isso seja não como eu o quero, mas como o

quereis. – Veio em seguida para os seus

discípulos, e tendo-os encontrado dormindo,

disse a Pedro: O quê! Não pudestes velar uma

meia hora comigo? – Velai e orai, a fim de que

não cairdes, na tentação. O Espírito está pronto,

mas a carne é fraca. – Foi-se ainda orar uma

segunda vez, dizendo: \"Meu Pai, se este cálice

não pode passar sem que eu o beba, que a vossa

vontade seja feita.\" (Jesus no Jardim das

Oliveiras. (São Mateus, cap. XXVI, v. de 36 a 42.)



\"Então, lhes disse: Minha alma está triste até à

morte; permanecei aqui e velai. – E, tendo ido um

pouco mais longe, se prosternou contra a terra,

pedindo que, se fosse possível, essa hora se

afastasse dele. – E dizia: Abba, meu Pai, tudo vos

é possível, transportai este cálice para longe de

mim; contudo, que a vossa vontade seja feita e

não a minha.\" (São Marcos, cap. XIV, v. 34, 35,

36.)



\"Quando chegou naquele lugar, lhes disse: Orai a

fim de que não sucumbais em nada à tentação. –

E estando longe deles em torno de um lanço de

pedra, pôs-se de joelhos, dizendo: Meu Pai, se

quereis, afastai este cálice de mim; contudo, que

isso não seja minha vontade que se faça, mas a

vossa. – Então apareceu-lhe um anjo do céu que

veio fortificá-lo. – E, tendo caído em agonia,

redobrou as suas preces. – E lhe veio um suor de

gotas de sangue que corria até a terra.\" (São

Lucas, cap. XXII, v. de 40 a 44.)



E na nona hora, Jesus lançou um grande grito,

dizendo: Eli! Eli! Lamma Sabachthani? quer dizer:

meu Deus! meu Deus! por que me abandonastes?

(São Mateus, cap. XXVII, v. 46.)



\"E na nona hora, Jesus lançou um grande grito,

dizendo: Meu Deus! Meu Deus! Por que me

abandonastes?\" (São Marcos, cap. XX, v. 34.)



As palavras seguintes poderiam deixar alguma

incerteza e dar lugar a crer numa identificação de

Deus com a pessoa de Jesus; mas, além de que

não poderia prevalecer sobre os termos precisos

daquelas que precedem, levam ainda, nelas

mesmas, a sua própria retificação.



\"Eles lhe disseram: Que sois vós, pois? Jesus lhes

respondeu: eu sou o princípio de todas as coisas,

eu mesmo que vos falo. – Tenho muitas coisas a

dizer de vós; mas aquele que me enviou é

verdadeiro, e não digo senão o que aprendi com

ele.\" (São João, cap. VII, v. 25, 26.)



\"O que meu Pai me deu é maior do que todas as

coisas; e ninguém pode arrebatá-lo da mão de

meu Pai. Meu Pai e eu somos uma mesma coisa. \"



Quer dizer, que seu pai e ele não são senão um

pelo pensamento, uma vez que exprime o

pensamento de Deus; que ele tem a palavra de

Deus.



\"Então, os judeus pegaram pedras para lapidá-lo.

– e Jesus lhes disse: Fiz, diante de vós, várias

boas obras pelo poder de meu Pai: por qual delas

é que me lapidais? – Os judeus lhe responderam:

Não é por nenhuma boa obra que vos lapidamos,

mas por causa de vossa blasfêmia e porque,

sendo homem, vos fazeis Deus. – Jesus lhes

replicou: Não está escrito na vossa lei: Eu disse

que sois deuses? – Se, pois, ela chama deuses

àqueles a quem a palavra de Deus está dirigida, e

que as Escrituras não possam ser destruidas, –

por que dizeis que blasfemo, eu que meu Pai

santificou e enviou no mundo, porque eu disse

que sou filho de Deus? – Se não faço as obras de

meu Pai, não me creiais; mas se as faço, quando

não queirais crer em mim, crede nas minhas

obras, a fim de que conheçais e creiais que meu

Pai está em mim, e eu em meu Pai.\" (São João,

cap. X, v. 29 a 38.)



Num outro capítulo, dirigindo-se aos seus

discípulos, lhes disse:



\"Naquele dia, conhecereis que estou em meu Pai

e vós em mim, e eu em vós.\" (São João, cap. XIV,

v. 20.)



Dessas palavras, não é preciso concluir que Deus

e Jesus não fazem senão um, de outro modo

seria preciso concluir também, das mesmas

palavras, que os apóstolos não fazem,

igualmente, senão um com Deus.



IV. Palavras de Jesus depois de sua morte



\"Jesus lhes respondeu: Não me toqueis, porque

ainda não subi para o meu Pai; mas ide procurar

os meus irmãos e lhes dizei, de minha parte: Eu

subi para o meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e

vosso Deus.\" (Aparição a Maria Madalena. São

João, cap. XX, v. 17.)



\"Mas Jesus, aproximando-se, assim lhes falou:

Todo poder me foi dado no céu e sobre a Terra.\"

(Aparição aos Apóstolos. São Mateus, cap. XXVIII,

v. 18.)



\"Ora, sois testemunhas destas coisas; – E eu vou

enviar-vos o dom de meu Pai que vos foi

prometido.\" (Aparição aos Apóstolos. São Lucas,

cap. XXIV, v. 48, 49.)



Tudo acusa, pois, nas palavras de Jesus, seja

quando vivo, seja depois de sua morte, uma

dualidade de pessoas perfeitamente distintas,

assim como o profundo sentimento de sua

inferioridade e de sua subordinação com relação

ao Ser supremo. Por sua insistência ao afirmar

espontaneamente, sem ser a isso constrangido,

nem provocado, por quem quer que seja, parece

querer protestar de antemão contra o papel que

ele previa que se lhe seria atribuído um dia. Se

tivesse guardado silêncio sobre o caráter de sua

personalidade, o campo estaria aberto para todas

as superstições como a todos os sistemas; mas a

precisão de sua linguagem afasta toda incerteza.



Que autoridade maior se pode encontrar do que

as próprias palavras de Jesus? Quando diz,

categoricamente: sou ou não sou tal coisa, quem

ousaria se arrogar o direito de dar-lhe um

desmentido, fosse isso para colocá-lo mais alto

do que ele mesmo não se coloca? Quem é que,

razoavelmente, pode pretender estar mais

esclarecido do que ele sobre a sua própria

natureza? Que interpretações podem prevalecer

contra afirmações tão formais e tão multiplicadas

como estas:



\"Não vim por mim mesmo, mas aquele que me

enviou é o único Deus verdadeiro. – É de sua

parte que venho. – Eu digo o que vi na casa de

meu Pai. – Não cabe a mim vo-lo dar, mas isso

será para aqueles a quem meu Pai o preparou. –

Eu me vou para meu Pai, porque meu Pai é maior

do que eu. – Por que me chamais bom? Não há

senão Deus que seja bom. – Não falo por mim

mesmo, mas meu Pai, que me enviou, foi quem

me prescreveu pelo seu mandamento, o que

devo dizer. – A minha doutrina não é minha

doutrina, mas a doutrina daquele que me enviou.

– A palavra que ouvistes, não é a minha palavra,

mas a do meu Pai que ma enviou. – Não faço

nada por mim mesmo, mas não digo senão

aquilo que meu Pai me ensinou. – Nada pude

fazer por mim mesmo. – Eu não procuro a minha

vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

– Eu vos disse a verdade que aprendi de Deus. –

Meu alimento é fazer a vontade daquele que me

enviou. – Vós sois o único Deus verdadeiro, e

Jesus Cristo que enviastes. – Meu Pai, reponho a

minha alma em vossas mãos. – Meu Pai, se for

possível, fazei com que este cálice se afaste de

mim. – Meu Deus, meu Deus, por que me

abandonastes? – Eu subo para o meu Pai e vosso

Pai, para o meu Deus e vosso Deus.\"



Quando se lê tais palavras, pergunta-se somente

como pôde vir ao pensamento dar-lhes um

sentido diametralmente oposto àquele que elas

exprimem tão claramente, conceber uma

identificação completa de natureza e de poder

entre o senhor e aquele que se diz seu servidor.

Nesse grande processo, que dura há quinze

séculos, quais são as peças de convicção? Os

Evangelhos, – não há outras, – que, sobre o

ponto em litígio, não dão lugar a nenhum

equívoco. A esses documentos autênticos, que

não se pode contestar sem se inscrever em falso

contra a veracidade dos evangelistas e do próprio

Jesus, documentos estabelecidos por

testemunhos oculares, que se lhes opõem? Uma

doutrina teórica puramente especulativa, nascida

três séculos mais tarde de uma polêmica

estabelecida sobre a natureza abstrata do Verbo,

vigorosamente combatida durante vários séculos,

e que não prevaleceu senão pela pressão de um

poder civil absoluto.



V. Dupla natureza de Jesus



Poder-se-ia objetar que, em razão da dupla

natureza de Jesus, suas palavras eram a

expressão de seu sentimento como homem, e

não como Deus. Sem examinar, neste momento,

por qual encadeamento de circunstâncias se

conduziu, bem mais tarde, à hipótese dessa

dupla natureza, admitamo-la, por um instante, e

vejamos se, em lugar de elucidar a questão, ela

não a complica mais, ao ponto de torná-la

insolúvel.



O que devia ser humano em Jesus era o corpo, a

parte material; deste ponto de vista

compreende-se que ele haja mesmo podido

sofrer como homem. O que devia ser divino nele

era a alma, o Espírito, o pensamento, em uma

palavra, a parte espiritual do Ser. Se sentia e

sofria como homem, deveria pensar e falar como

Deus. Ele falou como homem ou como Deus?

Está aí uma questão importante pela autoridade

excepcional de seus ensinamentos. Se falou

como homem, suas palavras são discutíveis; se

falou como Deus elas são indiscutíveis; é preciso

aceitá-las e a elas se conformar sob pena de

deserção e de heresia; o mais ortodoxo seria

aquele que delas se aproximasse mais.



Dir-se-á que, sob o envoltório corpóreo, Jesus

não tinha consciência de sua natureza divina?

Mas, se fora assim, não teria mesmo pensado

como Deus, sua natureza divina teria ficado no

estado latente; só a natureza humana teria

presidido à sua missão, aos seus atos morais

como aos seus atos materiais. É, pois, impossível

fazer abstração de sua natureza divina durante a

sua vida, sem enfraquecer a sua autoridade.



Mas se falou como Deus, por que esse incessante

protesto contra a sua natureza divina que, nesse

caso, não podia ignorar? Estaria, pois, enganado,

o que seria pouco divino, ou teria

conscientemente enganado o mundo, o que o

seria ainda menos. Parece-nos difícil sair desse

dilema.



Admitindo-se que falou ora como homem, ora

como Deus, a questão se complica, pela

impossibilidade de distinguir o que vinha do

homem e o que vinha de Deus.



No caso, onde haveria tido motivos para

dissimular a sua verdadeira natureza durante a

sua missão, o meio mais simples era dela não

falar, ou se exprimir como o fez em outras

circunstâncias, de maneira vaga e parabólica,

sobre os pontos cujo conhecimento estava

reservado para o futuro; ora, tal não é aqui o

caso, uma vez que as suas palavras não têm

nenhuma ambigüidade.



Enfim, se, apesar de todas essas considerações,

se pudesse ainda supor que, quando vivo,

ignorou a sua verdadeira natureza, essa opinião

não é mais admissivel depois da sua

ressurreição; porque, quando aparece aos seus

discípulos, não é mais o homem que fala, é o

Espírito desligado da matéria, que deve ter

recobrado a plenitude de suas faculdades

espirituais e a consciência de seu estado normal,

de sua identificação com a divindade; e,

entretanto, é então que diz: Eu subo para o meu

Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus!



A subordinação de Jesus é ainda indicada pela

sua própria qualidade de mediador, que implica a

existência de uma pessoa distinta; é ele que

intercede junto de seu Pai; que se oferece em

sacrifício para resgatar os pecadores; ora, se é

Deus, ele mesmo, ou lhe era igual em todas as

coisas, não tinha necessidade de interceder,

porque não se intercede junto de si mesmo.



VI. Opinião dos Apóstolos



Até o presente, apoiamos-nos exclusivamente

nas próprias palavras do Cristo, como o único

elemento peremptório de convicção, porque fora

disso não pode haver senão opiniões pessoais.



De todas essas opiniões, as que têm mais valor,

incontestavelmente, são as dos apóstolos, tendo

em vista que eles o assistiram em sua missão, e

que, se lhes deu instruções secretas quanto à sua

natureza, delas se encontrará traços em seus

escritos. Tendo vivido em sua intimidade, melhor

do que quem quer que seja, deveriam conhecê-

lo. Vejamos, pois, de que maneira o

consideraram.



\"Ó Israelitas, escutai as palavras que vou vos

dizer: Sabeis que Jesus de Nazaré foi um homem

que Deus tornou célebre entre vós pelas

maravilhas, pelos prodígios e pelos milagres que

fez por ele no vosso meio. – Entretanto, o

crucificastes, e o fizestes morrer pelas mãos dos

maus, tendo-o entregue por uma ordem

expressa da vontade de Deus e por um decreto

de sua presciência. – Mas Deus o ressuscitou,

parando as dores do inferno, sendo impossível

que ali fosse retido. – Porque Davi disse em seu

nome: Tenho sempre o Senhor presente diante

de mim, porque ele está à minha direita, a fim de

que eu não seja abalado. – É por isso que o meu

coração está alegre, que a minha língua cantou

cânticos de alegria, e que mesmo a minha carne

repousará em esperança; – porque não deixareis,

minha alma no inferno, e que não permitis nunca

que vosso Santo sofra a corrupção. – Vós me

fizestes conhecer o caminho da vida, e me

enchereis com a alegria que dá a visão do vosso

rosto.\" (Atos dos Apóstolos, cap. II, v. 22 a 28.

Pregação de São Pedro.)



\"Depois, portanto, que foi elevado pelo poder de

Deus, e que recebeu o cumprimento da promessa

de que o Pai lhe enviara o Santo Espírito, ele

difundiu esse Espírito Santo que vedes e

entendeis agora; – porque Davi nunca subiu ao

céu; – ora, ele mesmo disse: O Senhor disse ao

meu Senhor: Sentai-vos à minha direita, até que

eu haja reduzido os vossos inimigos a vos servir

de escabelo. – Que toda a casa de Israel saiba,

pois, muito certamente que Deus fez Senhor e

Cristo esse Jesus que crucificastes.\" (Atos dos

Apóstolos, capítulo II, v. de 33 a 36, Pregações

de São Pedro.)



\"Moisés disse aos nossos pais: O Senhor vosso

Deus vos suscitará, dentre os vossos irmãos, um

profeta como eu; escutai-o em tudo o que vos

dirá. – Quem não escutar esse profeta será

exterminado do meio do povo.



\"Foi por vós primeiramente que Deus suscitou

seu filho, e vo-lo enviou para vos bendizer, a fim

de que cada um se convertesse de sua má vida.\"

(Atos dos Ap., cap. III, v. 22, 23, 26. Pregação de

São Pedro.)



\"Nós vos declaramos, a todos vós e a todo povo

de Israel, que é pelo nome de Nosso Senhor Jesus

Cristo de Nazaré, o qual haveis crucificado, e que

Deus ressuscitou dentre os mortos; foi por ele

que este homem está agora curado como o vedes

diante de vós.\" (Atos dos Ap., cap. IV, v. 10.

Pregação de São Pedro.)



\"Os reis da Terra foram levantados, os príncipes

se uniram juntos contra o Senhor e contra seu

Cristo. – Porque Herodes e Pôncio Pilatos, com os

Gentios e o povo de Israel, verdadeiramente se

puseram de acordo, nesta cidade, contra vosso

santo Filho Jesus, que consagrastes pela vossa

unção, para fazer tudo o que o vosso poder e o

vosso conselho ordenaram dever ser feito.\" (Atos

dos Ap. cap. IV, v. 26, 27, 28. Prece dos

Apóstolos.)



\"Pedro e os outros apóstolos responderam: é

necessário antes obedecer a Deus do que aos

homens. – O Deus de nossos Pais ressuscitou

Jesus que fizestes morrer dependurando-o no

madeiro. – Foi ele que Deus elevou para a sua

direita como sendo o príncipe e o salvador, para

dar a Israel a graça da penitência e a remissão

dos pecados.\" (V. Atos dos Ap., cap. V, v. 29, 30,

31. Respostas dos Apóstolos ao grande

sacerdote.)



\"Foi esse Moisés que disse aos filhos de Israel:

Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um

profeta como eu, escutai-o.



Mas o Mais Alto não habita, nos templos feitos

pela mão dos homens, segundo esta palavra do

profeta: – O céu é o meu trono, e a terra é o meu

escabelo. Que casa me edificareis, disse o

Senhor? E qual poderia ser o lugar de meu

repouso? \"(Atos dos Apóstolos, cap. VII, v. 37,

48, 49. Discurso de Estêvão.)



\"Mas Estêvão, estando cheio do Santo Espírito, e

levantando os olhos aos céus, viu a glória de

Deus, e Jesus que estava de pé à direita de Deus,

e ele disse: Vejo abertos os céus, e o Filho do

homem que está de pé à direita de Deus.



\"Então, lançando grandes gritos, e tapando os

ouvidos, lançaram-se juntos sobre ele; – e

tendo-o arrastado fora dos muros da cidade,

lapidaram-no; e as testemunhas depuseram as

sua vestes aos pés de um jovem chamado Saulo

(mais tarde São Paulo). – Assim lapidaram

Estêvão, e invocava Jesus, e dizia: Senhor Jesus,

recebei o meu Espírito.\" (Atos dos Apóstolos,

cap. VII, v. de 55 a 58. Martírio de Estêvão)



Estas citações testemunham claramente o caráter

que os apóstolos atribuíam a Jesus . A idéia

exclusiva que delas ressalta é a de sua

subordinação a Deus, da constante supremacia

de Deus, sem que nada ali revele um pensamento

de assimilação qualquer de natureza e de poder.

Para eles, Jesus era um homem profeta,

escolhido e bendito por Deus. Não foi, pois,

entre os apóstolos que a crença na divindade de

Jesus nasceu. São Paulo, que não conhecera

Jesus, mas que, de ardente perseguidor se

tornou o mais zeloso e o mais eloqüente

discípulo da fé nova, e cujos escritos prepararam

os primeiros formulários da religião cristã, não é

menos explícito a esse respeito. É o mesmo

sentimento de dois seres distintos, e da

supremacia do Pai sobre o filho.



\"Paulo, servidor de Jesus Cristo, apóstolo da

vocação divina, escolhido e destinado para

anunciar o evangelho de Deus, – que ele

prometera antes, pelos seus profetas, nas

escrituras santas, – com respeito a seu filho, que

lhe nasceu, segundo a carne, do sangue e da

raça de Davi; – que foi predestinado para ser

filho de Deus, num soberano poder, segundo o

Espírito de santidade, pela ressurreição dentre os

mortos; com respeito, disse eu, a Jesus Cristo,

nosso Senhor; – por quem recebemos a graça do

apostolado, para fazer obedecer, ao mesmo

tempo, todas as nações pela virtude de seu

nome; – na fileira das quais estais também, como

sendo chamadas por Jesus Cristo; – a vós que

estais em Roma, que sois queridos de Deus, e

chamados para serem santos; que Deus, nosso

Pai, e Jesus Cristo, nosso Senhor, vos dêem a

graça e a paz.\" (Romanos, cap. I, v. 1 a 7.)



\"Assim, estando justificados pela fé, tenhamos a

paz com Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.



Pois por que, quando estávamos na languidez do

pecado, Jesus Cristo morreu por ímpios como

nós, no tempo destinado por Deus?



Jesus Cristo não deixou de morrer por nós no

tempo destinado por Deus. Assim, estando agora

justificados pelo seu sangue, seremos com mais

forte razão livrados por ele da cólera de Deus.



E não somente fomos reconciliados, a nós, nos

glorificamos mesmo em Deus por Jesus Cristo,

nosso Senhor, por quem obtivemos essa

reconciliação.



Se pelo pecado de um só vários morreram, a

misericórdia e o dom de Deus se derramaram,

com mais forte razão, abundantemente, sobre

vários pela graça de um só homem, que é Jesus

Cristo.\" (Romanos, cap. V, v. 1, 6, 9, 11, 15, 17.)



\"Se somos filhos, somos também herdeiros;

HERDEIROS de Deus e CO-HERDEIROS de Jesus

Cristo, desde que, todavia, soframos com ele.\"

(Romanos, cap. VIII, v. 17.)



\"Se vos confessais de boca que Jesus Cristo é o

Senhor e se credes de coração que Deus o

ressuscitou dentre os mortos, sereis salvos.\"

(Romanos, cap. X, v. 9.)



\"Em seguida virá a consumação de todas as

coisas, quando terá entregue o seu reino a Deus,

seu Pai, e tiver destruido todo império, toda

dominação, todo poder, – porque Jesus Cristo

deve reinar até que seu Pai tenha posto todos os

seus inimigos sob os pés. – Ora, a morte será o

último inimigo que será destruído; porque as

Escrituras disseram que Deus os pôs todos sob

os pés e a todos sujeitou-lhe; é indubitável que

nisso é preciso excetuar aquele que sujeitou

todas as coisas. – Quando, pois, todas as coisas

estiverem submetidas ao Filho, quando o Filho

estiver, ele mesmo, submetido a aquele que lhe

terá submetido todas as coisas, a fim de que

Deus seja tudo em todos.\" (1a. aos Coríntios,

cap. XV, v. de 24 a 28.)



\"Mas veremos que Jesus, que se tornara, por um

pouco de tempo, inferior aos anjos, foi coroado

de glória e de honra por causa da morte que

sofreu; Deus, em sua bondade, tendo querido

que ele morresse por todos, – porque era bem

digno de Deus, por quem e para quem são todas

as coisas, que, querendo conduzir à glória vários

filhos, consumou e aperfeiçoou pelo sofrimento,

aquele que deveria ser o chefe e o autor de sua

salvação.



\"Assim, aquele que santifica e aqueles que são

santificados, vêm todos de um mesmo princípio;

é por isso que não ruboriza ao chamá-los seus

irmãos, – dizendo: Eu anunciarei o vosso nome

aos meus irmãos; eu cantarei os vossos louvores

no meio da assembléia de vosso povo. – E,

alhures, porei a minha confiança em Deus. E em

um outro lugar: eis-me com os filhos que Deus

me deu.



\"Eis porque foi necessário que fosse em tudo

semelhante aos seus irmãos, para ser para com

Deus um pontífice compassivo e fiel em seu

ministro, a fim de expiar os pecados do povo. –

porque foi das penas e dos próprios sofrimentos,

pelos quais foi tentado e provado, que tirou a

virtude e a força de socorrer aqueles que, são

também tentados.\" (Hebreus, cap. II, v. de 9 a 13,

17, 18.)



\"Portanto, vós meus santos irmãos, que tendes

parte na vocação celeste, considerai Jesus, que é

o apóstolo e o pontífice da religião que

professamos; – que é fiel àquele que o

estabeleceu nesse cargo, como Moisés lhe foi fiel

em toda sua casa; – porque ele foi julgado digno

de uma glória tanto maior do que a de Moisés,

do que aquele que edificou a casa, e mais

estimável do que a própria casa; porque não há

casa que não haja sido construída por alguém.

Ora, aquele que é o arquiteto e o criador de

todas as coisas é Deus.\" (Hebreus, cap. III, v. de 1

a 4.)



VII. Predições dos profetas concernentes a Jesus



Além das afirmações de Jesus e da opinião dos

apóstolos, há um testemunho do qual os mais

ortodoxos dos crentes não saberiam contestar o

valor, uma vez que o apontam constantemente

como artigo de fé; é o do próprio Deus; quer

dizer, o dos profetas, falando sob a inspiração e

anunciando a vinda do Messias. Ora, eis as

passagens da Bíblia consideradas como a

predição desse grande acontecimento.



\"Eu o vejo, mas não agora; eu o vejo mas não de

perto; uma estrela procede de Jacó, e um cetro se

levanta de Israel e trespassa os chefes de Moab,

e destruirá todos os filhos de Seth.\" (Números,

XXIV, v. 17.)



\"Eu lhes suscitarei um profeta, como tu, de entre

seus irmãos, e colocarei as minhas palavras em

sua boca, e lhes dirá ele o que eu lhe tiver

ordenado. E ocorrerá que, quem não escutar as

palavras que dirá em meu nome, disso lhe

pedirei conta.\" (Deuteronômio. XVIII, v. 18, 19.)



\"Ocorrerá, pois, quando os dias tiverem se

cumprido para lá levar-te com teus pais que farei

levantar a tua posteridade depois de ti, um dos

teus filhos, e estabelecerei o seu reino, e ele me

construirá uma casa, e afirmarei seu trono para

sempre. Eu lhe serei pai e ele me será filho; e não

retirarei a minha misericórdia dele, como a retirei

daquele que foi antes de ti, e o estabelecerei em

minha casa e em meu reino para sempre, e seu

trono será afirmado para sempre.\" (I,

Paralipômenos, XVII, v. de 11 a 14.)



\"É porque o próprio Senhor vos dará um sinal.

Eis: uma virgem ficará grávida, e ela parirá um

filho, e será chamado seu nome Emmanuel.\"

(Isaías, VII, v. 14.)



\"Porque a criança nos nasceu, o Filho nos foi

dado, e o poder foi posto sobre o seu ombro, e

se chamará seu nome o Admirável, o

Conselheiro, o Deus forte, o Poderoso, o Pai da

eternidade, o Príncipe da paz.\" (Isaías, IX, v. 5)



\"Eis meu servidor, eu o sustentarei; é o meu

eleito, minha alma nele colocou sua afeição;

coloquei o meu Espírito sobre ele; ele exercerá a

justiça entre as nações.



\"Não se retirará nunca, nem se precipitará nunca,

até que haja estabelecido a justiça sobre a Terra,

e os seres se detiverem à sua lei.\" (Isaias, XLII, v.

1 e 4.)



\"Ele gozará do trabalho de sua alma, e nisso será

saciado; e meu servidor justo nisso justificará

vários, pelo conhecimento que terão dele e ele

mesmo levará suas iniqüidades.\" (Isaías, LIII, v.

11.)



\"Rejubila-te extremamente, filha de Sião; lance

gritos de alegria, filha de Jerusalém! Eis: teu rei

virá a ti, justo e salvador humilde, e montará

sobre um asno, e sobre o potro de uma jumenta.

E proibirei os carros de guerra de Efraim, e os

cavalos de Jerusalém, e o arco do combate será

também proibido e teu rei falará de paz às

nações; e seu domínio se estenderá desde um

mar ao outro mar, e desde o rio até os confins da

Terra.\" (Zacarias, IX, v. 9, 10.)



\"E ele (o Cristo) se manterá, e governará pela

força do Eterno, e com a magnificência do nome

do Eterno, seu Deus. E eles farão as pazes, e

agora será glorificado até os confins da Terra, e

será ele que fará a paz. (Miquéias, V, v. 4.)



A distinção entre Deus e seu enviado futuro está

caracterizada da maneira mais formal; Deus o

designa seu servidor, por conseqüência seu

subordinado; em suas palavras, nada há que

implique a idéia de igualdade de poder, nem de

consubstancialidade entre as duas pessoas. Deus

ter-se-ia enganado, e os homens vindos três

séculos após Jesus Cristo teriam visto mais justo

do que ele? Tal parece ser a sua pretensão.



VIII. O Verbo se fez carne



\"No começo era o Verbo, e o Verbo estava com

Deus, e o Verbo era Deus. – Ele estava no começo

com Deus. – Todas as coisas foram feitas por ele;

e nada do que fez não fez sem ele. – Nele estava

a vida e a vida era a luz dos homens; – E a luz

brilhou nas trevas, e as trevas não a

compreenderam.



\"Houve um homem enviado de Deus que se

chamava João. – Ele veio para servir de

testemunha, para dar testemunho à luz, a fim de

que todos cressem por ele. – Ele não era a luz,

mas veio para dar testemunho daquele que era a

luz.



\"Aquela era a verdadeira luz que clareia todo

homem vindo neste mundo. – Ele estava no

mundo e o mundo nada fez por ele, e o mundo

não o conheceu. – Ele veio aos seus e os seus

não o receberam. – Mas deu a todos aqueles que

o receberam o poder de serem feitos filhos de

Deus, àqueles que creram em seu nome, que não

são nascidos do sangue nem da vontade da

carne, nem da vontade do homem, mas de Deus

mesmo.



\"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós; e

vimos a sua glória, sua glória tal quanto o Filho

único deveria recebê-la do Pai; ele, digo eu,

habitou entre nós, cheio de graça e de verdade.\"

(João, cap. 1º, v. de 1 a 14.)



Esta passagem dos Evangelhos é a única que, à

primeira vista, parece encerrar implicitamente

uma idéia de identificação entre Deus e a pessoa

de Jesus; é também aquela sobre a qual se

estabeleceu, mais tarde, a controvérsia a este

respeito. Essa questão da divindade de Jesus não

chegou senão gradualmente; nasceu das

discussões levantadas a propósito das

interpretações dadas, por alguns, às palavras

Verbo e Filho. Não foi senão no quarto século

que ela foi adotada, em princípio, por uma parte

da Igreja. Esse dogma é, pois, o resultado de

uma decisão dos homens e não de uma revelação

divina.



Há de início a notar que, as palavras que citamos

mais acima, são de João, e não de Jesus, e que,

admitindo que não hajam sido alteradas, não

exprimem, em realidade, senão uma opinião

pessoal, uma indução onde se encontra o

misticismo habitual de sua linguagem; elas não

poderiam, pois, prevalecer contra as afirmações

reiteradas do próprio Jesus.



Mas, aceitando-as tais quais são, elas não

resolvem de nenhum modo a questão no sentido

da divindade, porque se aplicariam igualmente a

Jesus, criatura de Deus.



Com efeito, o Verbo é Deus, porque é a palavra

de Deus. Tendo Jesus recebido essa palavra

diretamente de Deus, com a missão de revelá-la

aos homens, assimilou-a; a palavra divina, da

qual estava penetrado, se encarnou nele; trouxe-

a ao nascer, e foi com razão que Jesus pôde

dizer: O Verbo se fez carne, e habitou entre nós.

Jesus pode, pois, estar encarregado de transmitir

a palavra de Deus sem ser Deus, ele mesmo,

como um embaixador transmite as palavras de

seu soberano, sem ser o soberano. Segundo o

dogma da divindade, é Deus que fala; na outra

hipótese, ele fala pela boca de seu enviado, o

que não rouba nada à autoridade de suas

palavras.



Mas quem autoriza essa suposição antes do que

outra? A única autoridade competente para

decidir a questão são as próprias palavras de

Jesus, quando disse: \"Eu nunca falei de mim

mesmo, mas aquele que me enviou me

prescreveu , por seu mandamento o que devo

dizer; - minha doutrina não é a minha doutrina,

mas a doutrina daquele que me enviou, a palavra

que ouvistes não é, minha palavra, mas a de meu

Pai que me enviou.\" É impossível exprimir-se

com mais clareza e precisão.



A qualidade de Messias ou enviado, que lhe é

dada em todo o curso dos Evangelhos, implica

uma posição subordinada com relação àquele

que ordena; aquele que obedece não pode estar

igual àquele que manda. João caracteriza essa

posição secundária, e, por conseqüência,

estabelece a dualidade das pessoas quando

disse: E vimos a sua glória, tal quanto \"o Filho

único deveria receber do Pai\".

De: jaine
Para: Encarnados e Desencarnados
E-mail: jaine22@bol.com.br
Data: 20/10/14 20:50

Que os bons espíritos, Jesus, e DEUS, o nosso Criador, possam nos fortalecer a todos os encarnados, que possamos ficar me luz e harmonia aqui nesse plano terrestre para que aceitemos de bom grado e nos dando muitas vibrações positivas porque estamos aqui só de passagem e Deus sabe o que é bom para nós todos do mundo inteiro,vamos emanar muita humildade e misericórdia a mim e a todos que me rodeiam no dia a dia sempre muita força e paz e aos desencarnados que estejam em sabedoria plena em suas novas caminhadas aceitamos que espíritos de luz estarão acompanhando-os e olhando por eles sempre assim seja paz

De: jaine
Para: Todos e Família
E-mail: jaine22@bol.com.br
Data: 18/10/14 21:24

Venho pedir aos bons espíritos muita luz,sabedoria,harmonia,humildade,humanidade e muito amor a todas as pessoas do mundo inteiro,paz e paciência,tolerância, verdadeiramente muito amor e paz em todos os sentidos. Mandar vibrações positivas para os encarnados e desencarnados amigos e inimigos que estão aqui na vida terrena e na espiritual agora, que encontremos todos a alegria e a lógica de que estamos aqui de passagem e que a nossa caminhada com Jesus e os companheiros espirituais temos de agradecer pelos que estiveram conosco em muito ou pouco tempo olhe pela mamãe,irmão e parentes assim seja

De: Wilson
Para: Os Estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 17/10/14 08:32

As Mistificações como evitar.

O Mestre Allan Kardec fala sobre as Mistificações e a Identidade dos Espíritos desencarnados.
Vejamos as suas Observações Doutrinarias, que se encontra na Obra O Livro dos Médiuns.

1)A malandragem dos Espíritos mistificadores ultrapassa ás vezes tudo que se possa imaginar.A arte com que assestam as suas baterias e tramam os meios de persuadir seria digno de atenção, caso se limitassem a brincadeiras inocentes. Mas as mistificações podem ter conseqüências desagradáveis abrimos os olhos a tempo a muitas pessoas que nos pediram conselhos, livrando-as de situações ridículas e comprometedoras.

Entre os meios empregados por esses Espíritos devemos colocar em primeiro lugar, como os mais freqüentes, os que excitam a cupidez, como a revelação de pretensos tesouros ocultos, o anúncio de herança e de outras fontes de riqueza. Devem, também se considerar desde logo suspeitas às predições com épocas marcadas e todas as indicações precisas referentes a interesses materiais.Toda cautela com as providências prescritas ou aconselhadas pelos Espíritos, Quando os fins não forem claramente razoáveis.

Existe muitos espíritos mentirosos, hipócritas, embusteiros no mundo invisível, eles tomam nomes falsos, nomes venerados, pomposos, importantes para iludir as pessoas, também usam uma linguagem melosa, doce, meiga para seduzir as pessoas, falam em Deus, Jesus, caridade para nos enganar é um tipo de mascara, temos que analisar todas as mensagens e comunicações que venha dos espíritos desencarnados pelo crivo severo da razão e da lógica, qualquer ofensa a razão, a lógica e ao bom sendo, denuncia a presença de espíritos atrasados e embusteiros, fiquem sempre alertas, analisem tudo de forma rigorosa pelo crivo da razão e da lógica.
Não aceite nada sem exame, espíritos desencarnados que pedem bebidas alcoólicas, cigarros, charutos, despachos, velas, sacrifícios de pobres animais, são espíritos inferiores ainda apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos.
Fiquem sempre alertas, analise tudo de forma racional sem empolgações e sem entusiasmos, sejam precavidos, orar e vigiar.

Jamais se deixar ofuscar pelos nomes usados pelos Espíritos para darem validade ás suas palavras.
Desconfiar das teorias e sistemas científicos ousados.Enfim, desconfiar de tudo o que se afaste do objetivo moral das manifestações.Poderíamos escrever um volume dos mais curiosos com as estórias de todas as mistificações que têm chegado ao nosso conhecimento.

A PRÁTICA DO ESPIRITISMO, COMO ADIANTE VEREMOS, REQUER MUITO TATO PARA SE DESFAZER O EMBUSTE DOS ESPÍRITOS MISTIFICADORES.

2)SUBMETENDO-SE TODAS AS COMUNICAÇÕES A RIGOROSO EXAME, SONDANDO E ANALISANDO SUAS IDÉIAS E EXPRESSÕES, COMO SE FAZ AO JULGAR UMA OBRA LITERÁRIA – E REJEITANDO SEM HESITAÇÃO TUDO O QUE FOR CONTRÁRIO À LÓGICA E AO BOM SENSO, TUDO O QUE DESMENTE O CARÁTER DO ESPÍRITO QUE SE PENSA ESTAR MANIFESTANDO, — consegue-se desencorajar os Espíritos mistificadores que acabam por se afastar, desde que se convençam de que não podem nos enganar.

REPETIMOS QUE ESTE É O ÚNICO MEIO, MAS É INFALÍVEL PORQUE NÃO EXISTE COMUNICAÇÃO MÁ QUE RESISTA A UMA CRÍTICA RIGOROSA. Os Espíritos bons jamais se ofendem, pois eles mesmos nos aconselham a proceder assim e nada têm a temer do exame. Somente os maus se melindram e procuram dissuadir-nos, porque têm tudo a perder. E por essa mesma atitude provam o que são.

Como explica Kardec temos que usar a Critica para analisar as comunicações dos espíritos desencarnados.
Tudo tem que ser analisado pelo Crivo severo da Razão e da lógica, qualquer ofensa a razão, a lógica e a moral elevada, deve ser rigorosamente rejeitado.
A fé no Espiritismo tem que ser Raciocinada e não cega.


Eis o conselho dado por São Luís a respeito:
“Por mais legítima confiança que vos inspirem os Espíritos dirigentes os vossos trabalhos, há uma recomendação que nunca seria demais repetir e que deveis ter sempre em mente aos vos entregar aos estudos: a de pensar e analisar, submetendo ao mais rigoroso controle da razão todas as comunicações que receberdes; a de não negligenciar, desde que algo vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro, de pedir as explicações necessárias para formar a vossa opinião”.


3) Como avaliar o estado evolutivo dos espíritos desencarnados, vejamos as observações do Mestre Allan Kardec, que se encontra na obra O Livro dos médiuns.

a) Não há outro critério para se discernir o valor dos Espíritos senão o bom senso. Qualquer fórmula dada pelos próprios Espíritos, com esse fim, é absurda e não pode provir de Espíritos superiores.
Julgamos os Espíritos pela sua linguagem e as suas ações. As ações dos Espíritos são os sentimentos que eles inspiram e os conselhos que dão.

Admitido que os Espíritos bons só podem dizer e fazer o bem, tudo o que é mau não pode provir de um Espírito bom.
A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS SUPERIORES É SEMPRE DIGNA, ELEVADA, NOBRE, SEM QUALQUER MISTURA DE TRIVIALIDADE. ELES DIZEM TUDO COM SIMPLICIDADE E MODÉSTIA, NUNCA SE VANGLORIAM, NÃO FAZEM JAMAIS EXIBIÇÃO DO SEU SABER NEM DE SUA POSIÇÃO ENTRE OS DEMAIS. A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS INFERIORES OU VULGARES É SEMPRE ALGUM REFLEXO DAS PAIXÕES HUMANAS.
TODA EXPRESSÃO QUE REVELE BAIXEZA, AUTO-SUFICIÊNCIA, ARROGÂNCIA, FANFARRONICE, MORDACIDADE É SINAL CARACTERÍSTICO DE INFERIORIDADE. E DE MISTIFICAÇÃO, SE O ESPÍRITO SE APRESENTA COM UM NOME RESPEITÁVEL E VENERADO.

b) Os Espíritos superiores têm, como dissemos em muitas circunstâncias, uma linguagem sempre digna, nobre, elevada, sem mistura com qualquer trivialidade; eles dizem tudo com simplicidade e modéstia, não se vangloriam nunca, não exibem jamais seu saber nem sua posição entre os outros. A dos Espíritos inferiores ou vulgares tem sempre algum reflexo das paixões humanas; toda a expressão que exala a baixeza, a suficiência, a arrogância, a fanfarrice, a acrimônia, é um indício característico de inferioridade, ou de fraude se o Espírito se apresenta sob um nome respeitável e venerado.

Os bons Espíritos não dizem senão o que sabem; eles se calam ou confessam sua ignorância sobre o que não sabem. Os maus falam de tudo com segurança, sem se importarem com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choca com a razão e o bom senso, mostra a fraude se o Espírito se dá por um Espírito esclarecido.


c) Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil.
A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS SUPERIORES É CONSTANTEMENTE DIGNA, NOBRE, REPLETA DA MAIS ALTA MORALIDADE, LIVRE DE TODA PAIXÃO INFERIOR; SEUS CONSELHOS EXALTAM A SABEDORIA MAIS PURA E SEMPRE TÊM POR OBJETIVO NOSSO APERFEIÇOAMENTO E O BEM DA HUMANIDADE. A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS INFERIORES, AO CONTRÁRIO, É INCONSEQÜENTE, MUITAS VEZES BANAL E ATÉ MESMO GROSSEIRA; se por vezes dizem coisas boas e verdadeiras, dizem na maioria das vezes coisas falsas e absurdas por malícia ou por ignorância. Zombam da credulidade e se divertem à custa daqueles que os interrogam ao incentivar a vaidade, alimentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos, visando ao bem.


d) Os Espíritos levianos são ainda reconhecidos pela facilidade com que predizem o futuro e se referem com precisão a fatos materiais que não podemos conhecer. Os Espíritos bons podem fazer-nos pressentir as coisas futuras, quando esse conhecimento for útil, mas jamais precisam as datas. Todo anúncio de acontecimento para uma época certa é indício de mistificação.
Os Espíritos superiores se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia das idéias e das expressões, claro, inteligível a todos, não exigindo esforço para a compreensão. Eles possuem a arte de dizer muito em poucas palavras, porque cada palavra tem o seu justo emprego.
Os Espíritos inferiores ou pseudo-sábios escondem sob frases empolgadas o vazio das idéias. Sua linguagem é freqüentemente pretensiosa, ridícula ou ainda obscura, a pretexto de parecer profunda.
OS ESPÍRITOS BONS JAMAIS DÃO ORDENS: NÃO QUEREM IMPOR-SE, APENAS ACONSELHAM E SE NÃO FOREM OUVIDOS SE RETIRAM. OS MAUS SÃO AUTORITÁRIOS, DÃO ORDENS, QUEREM SER OBEDECIDOS E NÃO SE AFASTAM FACILMENTE. TODO ESPÍRITO QUE SE IMPÕE TRAI A SUA CONDIÇÃO.
São exclusivistas e absolutos em suas opiniões e pretendem possuir o privilégio da verdade. Exigem a crença cega e nunca apelam para a razão, pois sabem que a razão lhes tiraria a máscara.
OS ESPÍRITOS BONS NÃO FAZEM LISONJAS. APROVAM O BEM QUE SE FAZ, MAS SEMPRE DE MANEIRA PRUDENTE.
OS MAUS EXAGERAM NOS ELOGIOS, EXCITAM O ORGULHO E A VAIDADE, EMBORA PREGANDO A HUMILDADE, E PROCURAM EXALTAR A IMPORTÂNCIA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM CONQUISTAR.


e)Devemos desconfiar dos nomes bizarros e ridículos usados por certos Espíritos que desejam impor-se à credulidade. Seria extremamente absurdo tomar esses nomes a sério.

Devemos igualmente desconfiar dos Espíritos que se apresentam com muita facilidade usando NOMES BASTANTE VENERADOS, e só com muita reserva aceitar o que dizem. Nesses casos, sobretudo, é que um controle se torna indispensável. Porque é freqüentemente a máscara que usam para levar-nos a crer em pretensas relações íntimas com Espíritos excelsos. Dessa maneira eles lisonjeiam a vaidade do médium e se aproveitam dela para o induzirem a atos lamentáveis e ridículos.
Os Espíritos bons são muito escrupulosos no tocante às providências que podem aconselhar. Em todos os casos têm apenas em vista um fim sério e eminentemente útil. Devemos pois encarar como suspeitas todas aquelas que não tenham esse caráter ou sejam condenáveis pela razão, refletindo maduramente antes de adotá-las, pois do contrário nos exporemos a mistificações desagradáveis.


f)Os Espíritos bons só ensinam o bem. Toda máxima, todo conselho que não for estritamente conforme a mais pura caridade evangélica não pode provir de Espíritos bons.
OS ESPÍRITOS BONS SÓ DÃO CONSELHOS PERFEITAMENTE RACIONAIS. TODA RECOMENDAÇÃO QUE SE AFASTE DA LINHA RETA DO BOM SENSO OU DAS LEIS IMUTÁVEIS DA NATUREZA ACUSA A PRESENÇA DE UM ESPÍRITO RESTRITO E PORTANTO POUCO DIGNO DE CONFIANÇA.
Os Espíritos maus ou simplesmente imperfeitos ainda se revelam por sinais materiais que a ninguém poderão enganar.
A ação que exercem sobre o médium é às vezes violenta, provocando movimentos bruscos e sacudidos, uma agitação febril e convulsiva que contrasta com a calma e a suavidade dos Espíritos bons.
Estudando-se com atenção o caráter dos Espíritos que se manifestam, sobretudo sob o aspecto moral, reconhece-se a sua condição e o grau de confiança que devem merecer. O bom senso não se enganará.

4) Podemos concluir o seguinte.
Vamos reconhecer a elevação dos espíritos desencarnados pela sua Linguagem e pelos seus ensinamentos.
Os Espíritos de Luz ou Espíritos Elevados possuem sempre uma Linguagem moralmente limpa e elevada.
Os Espíritos Elevados possuem uma Linguagem pura, digna, nobre, lógica, isenta de vulgaridades e expressões grosseiras, sua Linguagem é sempre Moralizadora incentivando as pessoas a seguirem o Caminho do Bem e das Virtudes.
Os espíritos inferiores possuem uma Linguagem moralmente pesada e grosseira, sua linguagem reflete as paixões e vícios humanos, como, o ódio, a revolta, o rancor, o medo, o fanatismo, desejos de vingança, apego aos vícios de beber e fumar e outros vícios como a gula, o jogo e as drogas, esses espíritos inferiores estão na atmosfera terrena tentando viver entre os encarnados.
Os encarnados que possuem maus pensamentos, maus desejos, vícios, e tem uma vontade fraca, são os mais visados por esses espíritos inferiores e obsessores da atmosfera terrena, eles procuram intuir ou inspirar maus pensamentos e vícios na mente das pessoas.
Para afastar esses maus espíritos, temos que cultivar uma vida terrena digna, correta, honesta, com pensamentos elevados e positivos e procurar sempre combater os maus pensamentos, os maus desejos, os vícios.
A nossa Conduta Moral tem que ser Reta no Cristo.
Dessa forma os maus espíritos não conseguem se sintonizar com a nossa mente estamos vibrando em outra faixa, a proteção espiritual quem faz é a própria pessoa, conforme a sua forma de pensar, sentir e agir.
Tudo depende dos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.
Uma outra questão muito importante.
TODA COMUNICAÇÃO DADA PELOS ESPIRITOS DESENCARNADOS, TEM QUE PASSAR PELO CRIVO SEVERO DA RAZÃO E DA LÓGICA PARA PODER SER ACEITO.
QUALQUER OFENSA A RAZÃO, A LÓGICA E A MORAL ELEVADA, DEVE SER RIGOROSAMENTE REJEITADO, SEJA QUAL FOR O NOME DADO PELO ESPÍRITO COMUNICANTE.
EXISTE MUITOS ESPIRITOS EMBUSTEIROS, MENTIROSOS, HIPÓCRITAS E MISTIFICADORES NO MUNDO ESPIRITUAL, DEVEMOS TOMAR MUITO CUIDADO.

Wilson Moreno


De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 15/10/14 09:33

Vive de tal forma que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade. Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Momentos de Felicidade.

A existência terrestre pode ser comparada a uma laboriosa viagem. O corpo é a embarcação, o pensamento é a força, a língua é o leme. Emmanuel (espírito) / psicografia de Chico Xavier. Livro: O Espírito da Verdade

De: Wilson
Para: Os Estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 14/10/14 19:35

O Deus bíblico não existe.

Deus existe, Ele é o Criador da Vida, do Universo e da Luz, o que eu estou tentando analisar que o Deus que esta na bíblia é um Deus criado pela mente dos homens, esse Deus bíblico sente ira, cólera, sente raiva, pedi sacrifícios de animais, manda exterminar povos estrangeiros, vamos analisar que Deus sendo a Perfeição Completa o Criador da Vida e do Universo ele não pode ter as imperfeições morais que o ser humano tem, Deus não sente ira, Deus não sente cólera, Deus não manda exterminar povos estrangeiros, Deus não pede sacrifícios de animais.
Vamos concluir que o Deus bíblico tem as paixões e as imperfeições morais dos homens, foi o homem que imaginou Deus dessa forma.
Deus existe ele é real, nós somos seus filhos, nós somos seres divinos, Deus nos criou.
Portanto, eu acredito em Deus.
Sobre a natureza de Deus, o Mestre Jesus disse Deus é ESPIRITO, portanto, a natureza de Deus é espiritual e não material, Deus não tem forma material nem corporal, Deus é Espirito e Luz.
Para se adorar Deus só existe uma forma PRATICAR as Virtudes, são as boas obras, os bons pensamentos, a pratica do Bem, da Caridade, do Amor, da honestidade, que vai nos ligar ao Criador incriado.
Deus é Amor, Perfeição e Luz.
Temos que buscar Deus de uma forma Moral, pelo aprimoramento espiritual, praticando as virtudes.
Eu posso acreditar em Deus e continuar maldoso, desonesto, falso, racista, mesquinho, vulgar, malandro, vicioso, buscar Deus é se melhorar MORALMENTE e intelectualmente, trilhando o caminho da Luz, das Virtudes, da Justiça, da Moralidade, da Paz.
Deus é Virtudes e o caminho para Ele é exatamente as Virtudes.

Sobre a bíblia ela é um livro de origem humana e como tal apresenta coisas certas e erradas, coisas positivas e negativas, coisas boas e ruins, temos que estudar a bíblia de uma forma racional sem misticismos e fantasias, a bíblia apresenta coisas boas e positivas, mais ela não é um livro divino e perfeito, ela é de origem humana.
Deus não escreve livros, a bíblia de Deus é a Ciência, a Natureza, o Universo.

O ser humano é um espírito encarnado no plano material para EVOLUIR pelo aprimoramento moral e Intelectual, estamos no mundo terra é para Vencer e crescer, nós somos seres divinos filhos da Luz.
Deus não criou nenhum espírito para ser um fraco, um derrotado, um pobre coitado, uma vitima do destino, nada disso existe.
Deus nós criou para Vencer, Evoluir e sermos felizes.
O ser humano é um ser divino dotado de um grande poder espiritual que vai sendo desenvolvido gradativamente mediante múltiplas reencarnações, nós podemos vencer muita coisa, basta acreditar em si mesmo, na força invisível dos seus pensamentos.
Nós somos o que pensamos.
Perguntamos.
Deus criou o ser humano para ser fraco, pequeno, limitado, para sermos seres fracassados diante da vida??????
Claro que não.
Deus te criou para a Vitoria e para a Luz.
NÓS SOMOS CRIADOS PELO MESMO PODER QUE CRIOU O UNIVERSO, DEU PARA ENTENDER.

Nós somos uma CRIAÇÃO DIVINA.

Nós somos seres divinos e poderosos.
Vos sois deuses.

O Bem e o mal.
Deus sendo o Criador do universo a Perfeição em tudo, ele não poderia criar coisas ruins e negativas.
Deus criou a Luz, o Bem, as Virtudes, a Moral, a Fraternidade, a Paz.
O homem pela sua baixa evolução moral e espiritual é que criou as guerras, as violências, a miséria, a exploração capitalista, as maldades contra os animais, a desonestidade, o racismo etc...
O mal é de origem humana.
O bem é de origem Divina.
Mais pela evolução espiritual o homem vai se melhorando moralmente e passa a edificar as virtudes, a moral e a justiça.
Ele passa a promover a Luz, sendo um agente dessa luz.


Os milagres

Deus o Criador incriado rege e regula toda a Obra Universal através de Leis naturais, eternas e imutáveis são as Leis divinas.
Tudo no mundo visível e no mundo invisível é regulado por essas Leis.
O milagre e o sobrenatural seriam derrogações das Leis naturais, como as Leis de Deus são perfeitas e imutáveis e Deus não derroga as suas Leis, vamos concluir que não existem milagres e nem o sobrenatural no Universo, por que, tudo é regulado por essas Leis perfeitas, naturais e imutáveis.
Deus não derroga as suas leis.
Todos os fenômenos psíquicos e físicos que observamos no Universo, são fenômenos NATURAIS regulados pelas Leis divinas, que são naturais, perfeitas e imutáveis.
Deus para provar a sua grandeza não precisa derrogar as suas Leis, ele prova a sua grandeza e sabedoria pela harmonia e perfeição das Leis que regulam o Universo.
Tudo na Obra Universal é Perfeição, Beleza profunda, Sabedoria, Evolução, Deus é perfeito em suas Leis e em suas Obras.
Deus é a Ciência completa e perfeita em tudo.
O Deus bíblico é uma criação humana, esse Deus que castiga, que pune, que realiza milagres, que pede sacrifícios de animais, que realiza guerras, que sente cólera e ira, manda exterminar povos estrangeiros, é um Deus Matéria com as imperfeições morais dos homens.
O Deus colocado por Moises gera medo e pavor.

Vejamos uma Observação importante do Mestre Allan Kardec sobre essa questão que se encontra no livro a A Gênese.

OS MILAGRES NÃO SÃO NECESSÁRIOS PARA A GLÓRIA DE DEUS; NADA NO UNIVERSO SE AFASTA DAS LEIS GERAIS. DEUS NÃO FAZ MILAGRES, PORQUE, SENDO SUAS LEIS PERFEITAS, ELE NÃO TEM NECESSIDADE DE AS DERROGAR. SE SE TRATA DE FATOS QUE NÃO COMPREENDEMOS, É QUE AINDA NOS FALTAM OS CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS.

O Mestre Kardec disse. Deus não faz milagres.
O Espiritismo pela fé raciocinada combate as superstições, o sobrenatural e as crendices.
O Racionalismo Cristão também explana esses assuntos.

Busquemos Deus mais de uma forma racional pelo caminho do Bem, das Virtudes, da caridade, do amor, do respeito pelos animais, da honestidade.
Deus é Espírito e não matéria.

Depois eu procuro ver outras questões.
Um abraço a todos.

Wilson Moreno.

De: Victor Hugo
Para: EVERSON
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 14/10/14 15:40

Caro irmão EVERSON,
Que a Paz do Amado Mestre Jesus lhe envolva hoje e sempre!
Tenha um dia lindo!

O Espiritismo é o Consolador prometido por Jesus, que veio, no devido tempo, recordar e complementar o que Ele ensinou, \"restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido\", trazendo, assim, à Humanidade, as bases reais para sua espiritualização. É de grande relevância recordarmos que Jesus, em sua primeira e única encarnação na Terra, despediu-se dos discípulos com um discurso. Assim, o Mestre – o espírito mais perfeito que já passou pela Terra, o nosso Governador Espiritual, o nosso único Guia e Modelo – afirmou:
\"Se vós me amais, guardai meus mandamentos; e eu pedirei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: - O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê e não o conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis porque permanecerá convosco e estará em vós. - Porém, o Consolador, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito. Ademais, eu não posso dizer tudo agora.\" (João, cap. XIV, v. 15 a 17 e 26).


Sendo assim, é a Doutrina de Jesus, é a Doutrina Filosófica, Científica, e Religiosa Codificada pelo missionário Allan Kardec, sendo que há cinco obras básicas:
O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese.


Todas as religiões dizem que DEUS é justo: o Espiritismo prova com a reencarnação, tal como disse Jesus \"Para adentrar ao Reino dos Céus é necessário nascer de novo\". Todas as religiões dizem que a alma é imortal, o Espiritismo demonstra pela comunicação dos Espíritos. Somente a Doutrina Espírita elucida os meandros da Lei de causa e efeito, o porque da dor, do sofrimento e da aflição, como Jesus disse (Mateus, cap. 16, vers. 27): \"A cada um será dado segundo as suas obras\". Apenas a Doutrina Espírita apresenta argumentos irrefutáveis acerca da pluralidade dos mundos habitados, tal como estabeleceu Jesus (João, cap. 14, vers. 1 a 3): \"Há muitas moradas na Casa de meu Pai\". Finalmente, para não tomarmos muito o seu tempo, só o Espiritismo explica como ocorre o intercâmbio entre os dois planos da vida, o mundo espiritual e o material. E assim por diante.

Posto isso, deve-se fazer o auto-encontro, o auto-descobrimento, e trabalhar para Jesus. Na questão 919 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec perguntou:

\"Qual é o meio prático mais eficaz para evoluir na Terra sem se deixar levar pelas más tendências?\" É o mesmo que perguntar: como chegar à felicidade possível na Terra?

E os espíritos superiores responderam: \"Um sábio da antiguidade já disse: conhece-te a ti mesmo\".

Posto isso, a Terra configura-se como sendo uma escola de bençãos em que nós aprendemos bastante; mas também a Terra é uma oficina de Luz na qual, se nos empenhamos no Evangelho de Jesus, nós trabalhamos muito, pois o Evangelho é muito claro: todos temos uma tarefa na Terra.

Se você recorrer ao maior tratado de psicoterapia já escrito na Terra, O Evangelho Segundo o Espiritismo, irá perceber que, no capítulo 3 Allan Kardec classifica a Terra como um mundo de expiação e provas. Se for ao capítulo 5, irá encontrar os ítens Causas Atuais das Aflições e causas Anteriores das Aflições.

Cabe lembrar que DEUS nos concedeu o livre-arbítrio, a liberdade de pensar e agir como quisermos e, assim, somos os responsáveis pelos nossos atos nesta reencarnação e nas outras e arcamos com as conseqüências sejam boas ou não, da mesma forma que somos os construtores do nosso futuro tendo como base as nossas ações nos dias atuais. Daí a máxima do Mestre já citada: \"A cada um será dado segundo as suas obras\". (Mateus, cap. 16, vers. 27) Consulte a questão 115 de O Livro dos Espíritos, e perceberá que todos fomos cridos espíritos simples e ignorantes; por conseguinte, ao longo das várias reencarnação, mediante o uso do livre-arbítrio, construímos a nossa própria personalidade. Desse modo, por exemplo, não está previsto que alguém reencarne na Terra, use cigarro, e tenha câncer no pulmão: está previsto que a pessoa supere, se liberte da má tendência do vício. Como? Pelo bom uso do livre-arbítrio.


Sugerimos que vá à Casa Espírita e ouça as palestras. Inicie o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.

Leia os seguintes livros: O Evangelho Segundo o Espiritismo (de Allan Kardec); O Livro dos Espíritos (de Allan Kardec) e O Livro dos Médiuns (Allan Kardec). Siga em frente com perseverança.

Comece por O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos.


A partir daí, indico-lhe os seguintes:


Manoel Philomeno de Miranda (espírito), escreveu 16 livros até o momento por Divaldo Franco. É o maior especialista em mediunidade e obsessão que se comunica com a Terra. Sugiro que leia Entre os Dois Mundos e Nas Fronteiras da Loucura.


Emmanuel (espírito), guia de Chico Xavier, sempre retrata a questão moral, como nos livros Fonte Viva, Vinha de Luz, e Caminho, Verdade e Vida. Também há os romances.....leia Paulo e Estevão.


André Luiz é um repórter do mundo espiritual. Escreveu por Chico Xavier também. Sugiro que leia E a Vida Continua e No Mundo Maior.


Victor Hugo (espírito), é aquele que foi romancista francês. Escreve por Divaldo Franco e é, simplesmente, muito bom. Sugiro Os Diamantes Fatídicos e Quedas e Ascensão. São romances verídicos que abordam as Leis Divinas de maneira veemente.


Amélia Rodrigues (espírito). Poetisa notável que escreve sobre a época de Jesus e os eventos em que o Mestre ensinou. São 12 livros psicografados por Divaldo Franco. Sugiro Até o Fim dos Tempos e Há Flores no Caminho.

Joanna de Ângelis é a mentora espiritual de Divaldo Franco. Sugerimos Vida Feliz, Episódios Diários, Iluminação Interior, Nascente de Bênçãos e Entrega-te a DEUS. Além disso, indicamos a série psicológica de 16 livros da benfeitora espiritual:

01 - Jesus e Atualidade
02 - O Homem Integral
03 - Plenitude
04 - Momentos de Saúde
05 - O Ser Consciente
06 - Autodescobrimento
07 - Desperte e Seja Feliz
08 - Vida: Desafios e Soluções
09 - Amor, Imbatível Amor
10 - O Despertar do Espírito
11 - Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda
12 - Triunfo Pessoal
13 - Conflitos Existenciais
14 - Encontro com a Paz e a Saúde
15 - Em Busca da Verdade
16 - Psicologia da Gratidão



E assim vai.....

Faça, também, o evangelho no lar. (instruções abaixo)

Colocamos abaixo mensagens de Luz para você

Muita Paz

Fique com DEUS

\"Bem-aventurados os mansos e pacíficos, pois herdarão a Terra\". JESUS (Mateus, cap. 5, vers. 5)

\"Buscai a Verdade; a Verdade vos libertará\". JESUS (João, cap. 8, vers. 32)

\"Fora da caridade não há salvação\" ALLAN KARDEC

\"Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade\". ALLAN KARDEC

\"Todos os Espíritos estão destinados à perfeição, e Deus lhes fornece as maneiras de alcançá-la por meio da reencarnação\". ALLAN KARDEC


\"Pensamento otimista e sadio, palavra esclarecedora, sem a pimenta da
malícia ou da censura e atitudes bem definidas no compromisso superior
aceito, ser-te-ão abençoadas forças mentais e escoras morais
impedindo-te que erres ou que caias. Abre, desse modo, os teus braços, submete- te cruz redentora e avança. Pára a ouvir um pouco as vozes do passado
que ensinam experiências e não temas: sê fiel a Jesus até o fim!\"
Joanna de Ângelis (espírito) / Divaldo Franco


Nosso espírito residirá onde projetarmos nossos pensamentos, alicerces
vivos do bem e do mal. Por isto mesmo, dizia Paulo, sabiamente: -
\"Pensai na coisas que são de cima.\"
Emmanuel (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Cada criatura constrói na própria mente e no próprio coração o paraíso
que a erguerá ao nível sublime da perfeita alegria, ou o inferno que a
rebaixará aos mais escuros antros de sofrimento. Emmanuel (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Acalma a mente e harmoniza o mundo interior.
A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age
e confia. Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco

Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim
de que não percas a oportunidade de viver com alegria. André Luiz (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier.


ALEGRIA

A vida é benção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias. Sempre pense de modo saudável, por mais que sintas o coração doer ou sensações ruins. Eleva-te sempre, não dês atenção à perturbação. Seguindo esta conduta alegre você irá, com o passar do tempo, ficar bem e desfrutar de paz interior.

Vives consoante pensas e almejas, consciente ou inconscientemente.

Conforme dirijas a mente, recolherás os resultados. Possuis todos os recursos ao alcance da vontade. Canalizando-a para o bem ou para o mal, fruirás saúde ou doença. Tem em mente, no entanto, que o teu destino é programado pela tua mente e pelos teus atos, dependendo de ti a direção que lhe concedas.

Autor: Joanna de Ângelis (espírito)
Psicografia de Divaldo Franco


PERSEVERANÇA

Sempre que aflições te visitem na forma de enfermidade ou tristeza, humilhação ou penúria, perseguição ou tentação, prejuízo ou desastre, não te rendas às sugestões de rebeldia ou desalento. Trabalha e espera, entre o prazer de servir e a felicidade de confiar, recordando que, se procuras pelo socorro de Deus, o socorro de Deus também te procura. E se a tranqüilidade parece tardar, porque privações e provações se multipliquem, persevera com o trabalho e com a esperança, lembrando-te de que a lei do bem opera sempre e de que o amparo de Deus está oculto ou vem vindo.

Emmanuel (espírito) / psicografia de Chico Xavier



ELES ESTÃO VIVOS

Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêem e te escutam!
Quando possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições.

Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!
Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando os derradeiros pensamentos terrestres através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos. Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.
Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a fôrça precisa para restauração espiritual que demandam.

Muitos deles, ainda inadaptados a vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor...
Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.

Outros muitos, seguem-te ainda. Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida... Os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores ... Os que lenantas-te para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia com o ósculo da amizade e da beneficiência. Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.
Auxilia aos entes queridos na espiritualidade a fim de que te possam auxiliar!

Se lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à Alma, abraçando o trabalho que terão deixado de fazer. Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar sustentando no mundo!

Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!

Chora, porque a dor é forte e, é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre!
E deixa que os corações amados, hoje no mais Além, te enxuguem as lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-lo-ás a todos positivamente contigo nas alegrias do Novo despertar.


Autor: Emmanuel (espírito)
Psicografia de Chico Xavier


SEMPRE COM DEUS

Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.
Se te encontras cansado, pensa Nele, o eterno Pai que jamais descansa. Como nos ensinou o próprio Jesus, o Pai trabalha constantemente.
Se te encontras triste, eleva a Deus os teus sentimentos, meditando na alegria solar com que, todas as manhãs, a infinita bondade do Pai dissolve as trevas, anunciando um dia novo de oportunidades.
Se estás doente pensa em como Deus, na sua compaixão e equilíbrio, reajusta os quadros da natureza. Pensa em como após a tempestade que arranca árvores centenárias e destrói montanhas, tudo se asserena.
Se te sentes incompreendido, ainda assim volta-te para Deus. Ele, o eterno doador de todas as bênçãos, quantas vezes é incompreendido pelas criaturas que criou e sustenta. Mesmo assim, a sua paciência inesgotável não desanima, aguardando que nos decidamos por abandonar nossas imperfeições.
Se te sentes humilhado, entrega a Deus as dores da tua sensibilidade ferida ou do orgulho menosprezado, refletindo no anonimato com que ele esconde a sua imensa grandeza, servindo-nos todos os dias.
Se te sentes sozinho, busca a companhia sublime de Deus na pessoa daqueles que seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento. Os mais solitários que tu mesmo, que se encontram em provações mais difíceis que as tuas. Procura aqueles que a miséria encara todas as horas e necessitam da tua ajuda para matar a fome, a sede, acalmar a dor.
Sai de ti mesmo e procura-os. Eles se encontram nas favelas, nas praças, nos hospitais, nos asilos, nas prisões. Talvez, ao teu lado, nos familiares que te esperam um gesto de carinho, uma palavra amiga, um pouco de atenção.
Se estás aflito, confia a Deus as tuas ansiedades. Fala-lhe de tudo aquilo que te vai na intimidade e Nele, que é o amor, todas as tuas tormentas haverão de se acalmar.
Enfim, seja qual for a dificuldade, recorda o todo misericordioso que não nos esquece.
Na oração haverás de encontrar a força a fim de te ergueres e superares os problemas, pequenos ou grandes que te estejam a supliciar.
Na oração, que é rota de luz, não haverá de te faltar o ânimo para enfrentar mais este dia, com coragem, bom ânimo e alegria, porque, afinal de contas, dia como este nunca houve e nem haverá igual.
***
Na vida, auxilia quanto puderes. Faze o bem sem olhar a quem.
Imagina que és o lavrador e o teu próximo é o campo. Tu plantas e o outro produz. Tu és o celeiro, o outro é o cliente.
Se desejas seguir para Deus, pensa que entre Deus e tu mesmo, o próximo é a ponte.
O Criador atende às criaturas através das criaturas.
Por isso mesmo, é preciso viver e servir.
(Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado nos caps. 13 e 19 do livro \"O Espírito da Verdade, ed. FEB)


ESPIRITISMO

O Espiritismo estabelece com base em fatos, provas, evidências que:


. DEUS é o Pai Criador, a Inteligência Suprema e Causa Primeira de todas as coisas.

. Jesus é um espírito puro, tendo atingido o grau máximo de perfeição a que um espírito pode chegar. É o Governador Espiritual da terra, é o Incomparável Mestre, o nosso único Guia e Modelo.

. O Espírito é imortal.

. Todos reencarnamos várias vezes, seja na Terra ou em outro mundo, pois, conforme Jesus disse “Há muitas moradas na casa de Meu Pai”.

. Todos temos o livre-arbítrio (liberdade de pensar e agir) e arcamos com as conseqüências dos nossos atos, sejam boas ou não. A isso dá-se o nome de Lei de Causa e Efeito, conforme Jesus estabeleceu “A cada um será dado segundo as suas obras”.


Princípios da Doutrina Espírita (pontos fundamentais):

DEUS: O Pai Criador, a Inteligência Suprema, a Causa Primeira de Todas as Coisas.
JESUS: O Guia e Modelo, O Amado Mestre, O Espírito Mais Perfeito que já passou pela Terra, o Governador Espiritual do Planto Terrestre.
KARDEC: A Base Fundamental.

. Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
. O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
. Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (Homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
. No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
. O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semi-material que une o Espírito ao corpo material.
. Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
. Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
. Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
. Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
. As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.
. Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.
. O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
. A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
. A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
. A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.


Prática Espírita

. Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: \"Dai de graça o que de graça recebestes\". Assim, todos os trabalhadores espíritas (oradores, passistas, dirigentes, médiuns de toda ordem, etc) trabalham sem recebimento financeiro algum.
. A prática espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
. O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeter os seus ensinos ao crivo da razão antes de aceitá-los.
. A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.
. Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
. O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que \"o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza\".
O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.


O Centro Espírita

É escola de formação espiritual e moral, baseada no Espiritismo, ou seja, nos ensinamentos de Jesus. É posto de atendimento fraternal a todos os que o procuram com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação. É núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita.

É casa onde as crianças, os jovens, os adultos e os idosos tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar, dentro dos princípios espíritas.
É oficina de trabalho que proporciona aos seus freqüentadores oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo, pela vivência do Evangelho em suas atividades. É recanto de paz construtiva, propiciando a união de seus freqüentadores na vivência da recomendação de Jesus: \"Amai-vos uns aos outros\".

Caracteriza-se pela simplicidade própria das primeiras Casas do Cristianismo nascente na prática da caridade, na total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores.
É a unidade fundamental do Movimento Espírita.


Seus Objetivos

Promover o Estudo, a Difusão e a Prática da Doutrina Espírita atendendo e ajudando às pessoas:
- que buscam orientação e amparo para seus problemas espirituais e materiais;
- que querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita;
- que querem exercitar e praticar a Doutrina Espírita, em todas as suas áreas de ação.

Suas Atividades Básicas

1. Divulgação da Doutrina Espírita (por todas as formas e meios compatíveis com os princípios doutrinários): palestras, aulas, grupos de estudos, livros, etc.

2. Assistência espiritual (orientação e ajuda às pessoas com necessidades espirituais): atendimento fraterno, exposição de temas espíritas, estudo do evangelho à luz da Doutrina Espírita, passes e atividade mediúnica.

4. Assistência e promoção social (orientação e ajuda às pessoas com necessidades materiais): assistência através da distribuição de alimento, roupa e remédio, e promoção através de cursos de orientação, ensino e formação profissional.


O EVANGELHO NO LAR


ROTEIRO PARA A REALIZAÇÃO \"O EVANGELHO NO LAR\": deixe o seu lar em Paz

1º) Escolher um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os elementos da família, ou da maior parte deles. Observar, rigorosamente, esse dia e essa hora da reunião, para facilitar a assistência espiritual. Nunca mudar o horário, pois os bons espíritos estarão no horário agendado. É possível fazer individualmente se for preciso.

2º) Iniciar a reunião com uma prece, simples e espontânea, em que, mais que as palavras, tenham valor os sentimentos, não devendo, portanto, ser decoradas.

3º) Fazer a leitura, metódica e seqüente, de \"O Evangelho Segundo o Espiritismo\".

4º) Fazer comentários breves sobre o trecho lido, buscando sempre a essência dos sentimentos de Jesus, para a sua aplicação na vida diária. A reunião poderá ser dirigida pelo chefe da casa, ou pela pessoa que tiver maiores conhecimentos doutrinários, a qual deverá incentivar a participação de todos os presentes, colocando as lições ao alcance dos de menor compreensão.

5º) Fazer vibrações pelo lar onde o Evangelho está sendo estudado, para os presentes, seus parentes e amigos.

6º) Relembrar sempre que é dever de todos os que procuram viver o Evangelho, concorrer, sem esmorecimento:

para a Paz da terra;
para a implantação e a vivencia do Evangelho em todos os lares;
para o entendimento fraternal entre todas as Religiões;
para a cura ou melhoria de todos os enfermos, do corpo ou da alma, minimizando seus sofrimentos e suas vicissitudes;
para o incentivo dos trabalhadores do bem e da Verdade;
7º) Fazer a prece de encerramento.

8) Colocar copos de água e solicitar aos espíritos, quando da prece inicial, que fluidifiquem as águas.

9) Podem ser usados livros psicografados por Chico Xavier e Divaldo Franco

\"Dilate a confiança em favor de você mesmo, esperando em Jesus. A idéia é poderosa força em criação ininterrupta. Cada pensamento infeliz é como um ser à parte, destruindo sua alegria. Cada idéia deprimente é semelhante a vírus sutil aniquilando sua saúde.
Liberte-se das influências inferiores, cultivando a serenidade e desenvolvendo a esperança.
Surpreenda o mal, sem lhe dar maior importância, e aniquile-o na grura onde se acolhe. Levante as próprias energias e lute.
Toda luz que você acender no mundo, nascida em seu íntimo, transformar-se-á em lâmpada luminosa no caminho de todos, porquanto nenhum vendaval poderá, jamais, apagar uma única luz alimentada pela energia a derramar-se do Pai, que nos inspira e guia através de sua Leis naturais e imutáveis\".

Marco Prisco (espírito) / psicografia de Divaldo Franco


“A obsessão sempre nos convida a acuradas reflexões em torno da conduta interior
do ser humano, que sempre procede do campo mental, a irradiar-se em todas as
direções, produzindo sintonias compatíveis com a sua equivalência em outros
campos e áreas vibratórias que propiciam as vinculações por afinidade.


Quando as criaturas compreenderem que são as responsáveis por tudo
quanto lhes diz respeito, certamente serão alterados os comportamentos
individuais e coletivos, elegendo-se aquilo que conduz à harmonia e à
felicidade, mesmo que a esforço, ao invés do prazer desgastante de um momento
com as suas consequências perturbadoras de longo prazo. Muitos, na ilusão
orgânica, preferem a intoxicação do gozo doentio, sem qualquer responsabilidade.
Não é de estranhar-se a grande mole que recorrer ao Espiritismo, à mediunidade,
procurando solução milagrosa para os problemas que engendraram e pretendem ser
resolvidos, mesmo sem a sua contribuição sacrificial”.

Manoel Philomeno
de Miranda (espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Transição
Planetária


“A reencarnação é sublime concessão divina para a
construção ditosa da imortalidade pessoal”.

Manoel Philomeno de Miranda
(espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Transição
Planetária


“A religião, quando liberta da ignorância, destituída de
fantasias e superstições, caracterizando-se pela lógica e pela razão, é via de
acesso sublime à liberdade plena, pelo que proporciona de lucidez e
esclarecimento, auxiliando o viajor a melhor contribuir em favor do próprio
êxito na jornada imortalista”.

Manoel Philomeno de Miranda (espírito),
psicografia de Divaldo Franco. Livro: Transição Planetária

“A mente é
portadora das energias que se movimentam através da aparelhagem carnal, e quando
são deletérias produzem efeitos compatíveis. Da mesma forma que uma emoção
forte, em estado de vigília danifica o organismo e provoca distúrbios muito
graves na maquinaria fisiológica, aquelas que têm lugar lugar durante o parcial
desprendimento pelo sono, pelo coma ou situações equivalentes, repercutem nas
células, danificando-as ou harmonizando-as se defluem das alegrias e bênçãos que
vivienciem. Tudo quanto ocorre no soma procede da psique, portanto, do Espírito,
que é o condutor do carro material”

Manoel Philomeno de Miranda
(espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Transição
Planetária

“Sempre, portanto, que se viva em harmonia, desincumbindo-se
dos deveres que lhe dizem respeito com seriedade e elevação, será lograda a
felicidade real, aquela que nada consome”.

Manoel Philomeno de Miranda
(espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Transição Planetária


De: Wilson
Para: Os Estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 13/10/14 17:27

Esclarecimentos de Raul Teixeira

1)Por que no Brasil se confunde Espiritismo com cultos africanistas, com terreiros e coisas assim?

Raul Teixeira responde: Isso se deve ao fato de termos um grande contingente de pessoas que desconhecem o que seja o Espiritismo e que não se interessam, nem desejam saber o que realmente ele é. MUITOS ESPALHAM INFORMAÇÕES SOBRE O ESPIRITISMO DE ACORDO COM O QUE SUPÕEM QUE SEJA, DEMONSTRANDO GRANDE DOSE DE LEVIANDADE OU DE MÁ INTENÇÃO. Ainda que o Espiritismo e, por sua vez, os espíritas, não tenham nada contra as práticas e crenças africanistas, é importante que cada coisa esteja no seu lugar, facilitando até a busca e o enquadramento das criaturas que estão procurando novas propostas de vida. Somente por meio das leituras sérias e dos estudos metódicos se conseguirá desfazer a confusão que gera tantos mal entendidos entre os espiritualistas.



Nós espíritas pensamos o seguinte: ESPÍRITOS QUE PEDEM CHARUTO, BEBIDAS ALCOÓLICAS, COMIDA, SANGUE DE UM IRMÃO INFERIOR (ANIMAL) OU MESMO HUMANO, QUE PARTICIPAM DE TRABALHOS DE VINGANÇA OU OUTRA MALDADE QUALQUER, PRECISAM DE ESCLARECIMENTO CRISTÃO. ELES AINDA ESTÃO APEGADOS À COISAS MATERIAIS E SENTIMENTOS INFERIORES. Seria incoerente falarmos de Jesus e nos propor fazer maldade seja lá a quem for. Como podemos pedir ajuda a quem precisa de ajuda? Se Espíritos resolvessem problemas, Chico Xavier, que foi muito mais merecedor que muitos de nós, não teria sofrido com doenças e problemas. Já que vivia em contato direto com eles. Então, sigamos o conselho do apóstolo Paulo:\"Não creiais em todos os espíritos, mas examinai se eles são de Deus.\" (João 4:1). Paulo sabia que todos os Espíritos são de Deus, mas o propósito de alguns não são divino. Por isso, precisamos ter cuidado para não nos confundirmos, não nos aliarmos, não incentivarmos, não nos comprometermos com a lei divina. O Espiritismo é uma doutrina sem sacerdotes, sem dogmas, sem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais (as vestes brancas devem ser as que nos cobrem o espírito e o nosso perispírito); não utilizamos sal grosso, plantas, amuletos, etc. (porque o nosso coração é nosso escudo, quando nele mora o amor); não adotamos cálice com vinho ou bebidas alcoólica (os espíritas não devem alimentar o vício do álcool nem do fumo, porque precisamos estar lúcidos para apreciar a beleza da vida); não utilizamos incenso, mirra, velas (porque são coisas materiais e nós usamos a prece para nos sustentar o espírito); não temos altares, imagens, andores, procissões, pagamento pelos trabalhos espirituais, talismãs, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não temos curas espirituais com cortes, orações milagrosas para resolver problemas sentimentais, financeiros, etc.


2)Vou realçar essa observação do Raul Teixeira.
Nós espíritas pensamos o seguinte: ESPÍRITOS QUE PEDEM CHARUTO, BEBIDAS ALCOÓLICAS, COMIDA, SANGUE DE UM IRMÃO INFERIOR (ANIMAL) OU MESMO HUMANO, QUE PARTICIPAM DE TRABALHOS DE VINGANÇA OU OUTRA MALDADE QUALQUER, PRECISAM DE ESCLARECIMENTO CRISTÃO. ELES AINDA ESTÃO APEGADOS À COISAS MATERIAIS E SENTIMENTOS INFERIORES.

Nessas observações do Raul Teixeira, vemos que somente espíritos materializados apegados as sensações matérias é que pedem essas coisas como, bebida, cigarros, charutos, despachos e sacrifícios de pobres animais.
Os espíritos de luz não necessitam de coisas matérias.
Isso é lógico e racional basta estudar o Espiritismo para ver essa Verdade.

Fonte Site Grupo Allan Kardec.

Wilson Moreno


 
 
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