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>> MURAL DE RECADOS
 
Mural
De: Victor Hugo
Para: MARIA AMÉLIA DE ARAÚJO
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 04/05/16 00:35

Irmã Maria Amélia,

Disse Jesus:

\"Perdoa-os Pai, porque eles não sabem o que fazem.\"

Não desça a sua faixa vibratória até a faixa vibratória do agressor. Fique em paz!

Se cumpres o teu dever e não aspiras a outro
prêmio que não seja a consciência tranqüila,
quem te poderá fazer o mal, se procuras
somente o bem?

Pense nisso, atendendo a isso, e verificarás que a
segurança íntima reside em ti mesmo, qual
acontece à paz da alma, que vem a ser
patrimônio de cada um.

Emmanuel (espírito)
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Benção de Paz
.......

VIVER EM PAZ

\"..Vivei em paz...\"
Paulo, (II CORÍNTIOS. 13:11.)

Mantém-te em paz.
É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para isso, contudo - para que a tranqüilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.

Uns acusam, outros choram.
Ajuda-os, enquanto podes.
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.
Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.

Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

Emmanuel (espírito)
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Fonte Viva
..............

Não Merecem

Guarde-se do mal e defenda-se dele com a realização do bem operante. O mal não merece consideração.
Há muito que fazer, valorizando a oportunidade de serviço que surge inesperada.
A intriga não merece a atenção dos seus ouvidos.
A injúria não merece o respeito da sua preocupação.
A ingratidão não merece o zelo da sua aflição.
O ultraje não merece o seu revide verbalista.
A mentira não merece a interrupção das suas nobres tarefas.
A exasperação não merece o seu sofrimento.
A perseguição gratuita não merece a sua solicitude.
A maledicência não merece o alto-falante da sua garganta.
A inveja não merece o tempo de que você necessita para o trabalho nobre.

Os maus não merecem a sua inquietação.
Entregue-os ao tempo benfazejo.

Abra os braços ao dever, firme-se no solo do serviço, abrace-se à cruz da responsabilidade, recordando o madeiro onde expirou o Cristo e, em perfeita magnitude, desafie a fúria do mal.
O lídimo cristão é fiel servidor.


Você tem somente um amo a quem prestará contas: Jesus!

Preocupado com o que deve fazer, não pare a escutar os que não têm o que fazer ou nada querem fazer.
Transformando-se em antena viva da inspiração superior, registre o ensinamento evangélico do amor, no coração, viva-o na ação e prossiga sem medo.

Você sabe que em toda seara existem abelhas diligentes e marimbondos destruidores. Também, não ignora “que os maus por si mesmos se destroem”, como afirma a sabedoria popular.


Identifique no obstáculo o ensejo iluminativo e não se detenha.

Por essa razão, enquanto a ventania açoita, guarde a sua fé robusta e, sem dar atenção ao mal, esteja acautelado, porque, não descendo às ondas mentais dos maus, você paira inatingível nas vibrações superiores das Altas Potências da Vida. Doe amor e, assim, faça o bem, para que não venha “a responder por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem”.

Autor: Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Legado Kardequiano

De: Maria Amelia de Araujo
Para: Todos
E-mail: lia.ever@live.com
Data: 03/05/16 12:59

Boa tarde.
Eu tenho dificuldade em lidar com pessoas que me critica e me ofende, fico magoada e sentida.

De: Victor Hugo
Para: BARTOLOMEU
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 03/05/16 10:43

A BARTOLOMEU

Irmão querido, bom dia!
Que seus segundos sejam repletos de luz, paz, harmonia, saúde, bom ânimo e infinita alegria.
Lamento os fatos, mas confie sempre no sublime irmão Amado Mestre Jesus e no Pai todo amor.
Persevere no bem, prossiga resoluto fazendo sempre a sua parte. Não desanime nunca! Dará tudo certo!
Sugerimos que procure uma Casa Espírita de boa procedência a fim de ouvir as palestras, receber o passe e iniciar o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.
Logo todas essas questões serão normalizadas, mas, sobretudo, é a construção que você tem no seu interior que importa. Edifique em si um reino de paz e conhecimento para que, se for necessário, qualquer outra circunstância aziaga seja enfocada como uma simples e inofensiva pedrinha no caminho.

Leia o cap. V de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Faça o Evangelho no Lar.
Abaixo seguem mensagens de paz.
Forte abraço
Fique com DEUS

\"Bem-aventurados os mansos e pacíficos, pois herdarão a Terra\". JESUS (Mateus, cap. 5, vers. 5)

\"Buscai a Verdade; a Verdade vos libertará\". JESUS (João, cap. 8, vers. 32)

\"Fora da caridade não há salvação\" ALLAN KARDEC

\"Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade\". ALLAN KARDEC

\"Todos os Espíritos estão destinados à perfeição, e Deus lhes fornece as maneiras de alcançá-la por meio da reencarnação\". ALLAN KARDEC


\"Pensamento otimista e sadio, palavra esclarecedora, sem a pimenta da
malícia ou da censura e atitudes bem definidas no compromisso superior
aceito, ser-te-ão abençoadas forças mentais e escoras morais
impedindo-te que erres ou que caias. Abre, desse modo, os teus braços, submete- te cruz redentora e avança. Para a ouvir um pouco as vozes do passado
que ensinam experiências e não temas: sê fiel a Jesus até o fim!\"
Joanna de Ângelis (espírito) / Divaldo Franco


Nosso espírito residirá onde projetarmos nossos pensamentos, alicerces
vivos do bem e do mal. Por isto mesmo, dizia Paulo, sabiamente: -
\"Pensai na coisas que são de cima.\"
Emmanuel (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Cada criatura constrói na própria mente e no próprio coração o paraíso
que a erguerá ao nível sublime da perfeita alegria, ou o inferno que a
rebaixará aos mais escuros antros de sofrimento. Emmanuel (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Acalma a mente e harmoniza o mundo interior.
A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age
e confia. Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco

Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim
de que não percas a oportunidade de viver com alegria. André Luiz (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier.


ALEGRIA

A vida é bênção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias. Sempre pense de modo saudável, por mais que sintas o coração doer ou sensações ruins. Eleva-te sempre, não dês atenção à perturbação. Seguindo esta conduta alegre você irá, com o passar do tempo, ficar bem e desfrutar de paz interior.

Vives consoante pensas e almejas, consciente ou inconscientemente.

Conforme dirijas a mente, recolherás os resultados. Possuis todos os recursos ao alcance da vontade. Canalizando-a para o bem ou para o mal, fruirás saúde ou doença. Tem em mente, no entanto, que o teu destino é programado pela tua mente e pelos teus atos, dependendo de ti a direção que lhe concedas.

Autor: Joanna de Ângelis (espírito)
Psicografia de Divaldo Franco


PERSEVERANÇA

Sempre que aflições te visitem na forma de enfermidade ou tristeza, humilhação ou penúria, perseguição ou tentação, prejuízo ou desastre, não te rendas às sugestões de rebeldia ou desalento. Trabalha e espera, entre o prazer de servir e a felicidade de confiar, recordando que, se procuras pelo socorro de Deus, o socorro de Deus também te procura. E se a tranqüilidade parece tardar, porque privações e provações se multipliquem, persevera com o trabalho e com a esperança, lembrando-te de que a lei do bem opera sempre e de que o amparo de Deus está oculto ou vem vindo.

Emmanuel (espírito) / psicografia de Chico Xavier



ELES ESTÃO VIVOS

Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêem e te escutam!
Quando possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições.

Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!
Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando os derradeiros pensamentos terrestres através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos. Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.
Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a fôrça precisa para restauração espiritual que demandam.

Muitos deles, ainda inadaptados a vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor...
Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.

Outros muitos, seguem-te ainda. Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida... Os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores ... Os que lenantas-te para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia com o ósculo da amizade e da beneficiência. Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.
Auxilia aos entes queridos na espiritualidade a fim de que te possam auxiliar!

Se lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à Alma, abraçando o trabalho que terão deixado de fazer. Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar sustentando no mundo!

Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!

Chora, porque a dor é forte e, é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre!
E deixa que os corações amados, hoje no mais Além, te enxuguem as lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-lo-ás a todos positivamente contigo nas alegrias do Novo despertar.


Autor: Emmanuel (espírito)
Psicografia de Chico Xavier


SEMPRE COM DEUS

Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.
Se te encontras cansado, pensa Nele, o eterno Pai que jamais descansa. Como nos ensinou o próprio Jesus, o Pai trabalha constantemente.
Se te encontras triste, eleva a Deus os teus sentimentos, meditando na alegria solar com que, todas as manhãs, a infinita bondade do Pai dissolve as trevas, anunciando um dia novo de oportunidades.
Se estás doente pensa em como Deus, na sua compaixão e equilíbrio, reajusta os quadros da natureza. Pensa em como após a tempestade que arranca árvores centenárias e destrói montanhas, tudo se asserena.
Se te sentes incompreendido, ainda assim volta-te para Deus. Ele, o eterno doador de todas as bênçãos, quantas vezes é incompreendido pelas criaturas que criou e sustenta. Mesmo assim, a sua paciência inesgotável não desanima, aguardando que nos decidamos por abandonar nossas imperfeições.
Se te sentes humilhado, entrega a Deus as dores da tua sensibilidade ferida ou do orgulho menosprezado, refletindo no anonimato com que ele esconde a sua imensa grandeza, servindo-nos todos os dias.
Se te sentes sozinho, busca a companhia sublime de Deus na pessoa daqueles que seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento. Os mais solitários que tu mesmo, que se encontram em provações mais difíceis que as tuas. Procura aqueles que a miséria encara todas as horas e necessitam da tua ajuda para matar a fome, a sede, acalmar a dor.
Sai de ti mesmo e procura-os. Eles se encontram nas favelas, nas praças, nos hospitais, nos asilos, nas prisões. Talvez, ao teu lado, nos familiares que te esperam um gesto de carinho, uma palavra amiga, um pouco de atenção.
Se estás aflito, confia a Deus as tuas ansiedades. Fala-lhe de tudo aquilo que te vai na intimidade e Nele, que é o amor, todas as tuas tormentas haverão de se acalmar.
Enfim, seja qual for a dificuldade, recorda o todo misericordioso que não nos esquece.
Na oração haverás de encontrar a força a fim de te ergueres e superares os problemas, pequenos ou grandes que te estejam a supliciar.
Na oração, que é rota de luz, não haverá de te faltar o ânimo para enfrentar mais este dia, com coragem, bom ânimo e alegria, porque, afinal de contas, dia como este nunca houve e nem haverá igual.
***
Na vida, auxilia quanto puderes. Faze o bem sem olhar a quem.
Imagina que és o lavrador e o teu próximo é o campo. Tu plantas e o outro produz. Tu és o celeiro, o outro é o cliente.
Se desejas seguir para Deus, pensa que entre Deus e tu mesmo, o próximo é a ponte.
O Criador atende às criaturas através das criaturas.
Por isso mesmo, é preciso viver e servir.
(Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado nos caps. 13 e 19 do livro \"O Espírito da Verdade, ed. FEB)


ESPIRITISMO

O Espiritismo estabelece com base em fatos, provas e evidências que:


. DEUS é o Pai Criador, a Inteligência Suprema e Causa Primeira de todas as coisas.

. Jesus é um espírito puro, tendo atingido o grau máximo de perfeição a que um espírito pode chegar. É o Governador Espiritual da terra, é o Incomparável Mestre, o nosso único Guia e Modelo.

. O Espírito é imortal.

. Todos reencarnamos várias vezes, seja na Terra ou em outro mundo, pois, conforme Jesus disse “Há muitas moradas na casa de Meu Pai”.

. Todos temos o livre-arbítrio (liberdade de pensar e agir) e arcamos com as conseqüências dos nossos atos, sejam boas ou não. A isso dá-se o nome de Lei de Causa e Efeito, conforme Jesus estabeleceu “A cada um será dado segundo as suas obras”.


Princípios da Doutrina Espírita (pontos fundamentais):

DEUS: O Pai Criador, a Inteligência Suprema, a Causa Primeira de Todas as Coisas.
JESUS: O Guia e Modelo, O Amado Mestre, O Espírito Mais Perfeito que já passou pela Terra, o Governador Espiritual do Planto Terrestre.
KARDEC: A Base Fundamental.

. Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
. O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
. Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (Homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
. No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
. O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semi-material que une o Espírito ao corpo material.
. Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
. Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
. Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
. Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
. As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.
. Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.
. O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
. A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
. A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
. A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.


Prática Espírita

. Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: \"Dai de graça o que de graça recebestes\". Assim, todos os trabalhadores espíritas (oradores, passistas, dirigentes, médiuns de toda ordem, etc) trabalham sem recebimento financeiro algum.
. A prática espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
. O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeter os seus ensinos ao crivo da razão antes de aceitá-los.
. A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.
. Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
. O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que \"o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza\".
O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.


O Centro Espírita

É escola de formação espiritual e moral, baseada no Espiritismo, ou seja, nos ensinamentos de Jesus. É posto de atendimento fraternal a todos os que o procuram com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação. É núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita.

É casa onde as crianças, os jovens, os adultos e os idosos tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar, dentro dos princípios espíritas.
É oficina de trabalho que proporciona aos seus freqüentadores oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo, pela vivência do Evangelho em suas atividades. É recanto de paz construtiva, propiciando a união de seus freqüentadores na vivência da recomendação de Jesus: \"Amai-vos uns aos outros\".

Caracteriza-se pela simplicidade própria das primeiras Casas do Cristianismo nascente na prática da caridade, na total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores.
É a unidade fundamental do Movimento Espírita.


Seus Objetivos

Promover o Estudo, a Difusão e a Prática da Doutrina Espírita atendendo e ajudando às pessoas:
- que buscam orientação e amparo para seus problemas espirituais e materiais;
- que querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita;
- que querem exercitar e praticar a Doutrina Espírita, em todas as suas áreas de ação.

Suas Atividades Básicas

1. Divulgação da Doutrina Espírita (por todas as formas e meios compatíveis com os princípios doutrinários): palestras, aulas, grupos de estudos, livros, etc.

2. Assistência espiritual (orientação e ajuda às pessoas com necessidades espirituais): atendimento fraterno, exposição de temas espíritas, estudo do evangelho à luz da Doutrina Espírita, passes e atividade mediúnica.

4. Assistência e promoção social (orientação e ajuda às pessoas com necessidades materiais): assistência através da distribuição de alimento, roupa e remédio, e promoção através de cursos de orientação, ensino e formação profissional.


O EVANGELHO NO LAR


ROTEIRO PARA A REALIZAÇÃO \"O EVANGELHO NO LAR\": deixe o seu lar em Paz

1º) Escolher um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os elementos da família, ou da maior parte deles. Observar, rigorosamente, esse dia e essa hora da reunião, para facilitar a assistência espiritual. Nunca mudar o horário, pois os bons espíritos estarão no horário agendado. É possível fazer individualmente se for preciso.

2º) Iniciar a reunião com uma prece, simples e espontânea, em que, mais que as palavras, tenham valor os sentimentos, não devendo, portanto, ser decoradas.

3º) Fazer a leitura, metódica e seqüente, de \"O Evangelho Segundo o Espiritismo\".

4º) Fazer comentários breves sobre o trecho lido, buscando sempre a essência dos sentimentos de Jesus, para a sua aplicação na vida diária. A reunião poderá ser dirigida pelo chefe da casa, ou pela pessoa que tiver maiores conhecimentos doutrinários, a qual deverá incentivar a participação de todos os presentes, colocando as lições ao alcance dos de menor compreensão.

5º) Fazer vibrações pelo lar onde o Evangelho está sendo estudado, para os presentes, seus parentes e amigos.

6º) Relembrar sempre que é dever de todos os que procuram viver o Evangelho, concorrer, sem esmorecimento:

para a Paz da terra;
para a implantação e a vivencia do Evangelho em todos os lares;
para o entendimento fraternal entre todas as Religiões;
para a cura ou melhoria de todos os enfermos, do corpo ou da alma, minimizando seus sofrimentos e suas vicissitudes;
para o incentivo dos trabalhadores do bem e da Verdade;
7º) Fazer a prece de encerramento.

8) Colocar copos de água e solicitar aos espíritos, quando da prece inicial, que fluidifiquem as águas.

9) Podem ser usados livros psicografados por Chico Xavier e Divaldo Franco

\"Dilate a confiança em favor de você mesmo, esperando em Jesus. A idéia é poderosa força em criação ininterrupta. Cada pensamento infeliz é como um ser à parte, destruindo sua alegria. Cada idéia deprimente é semelhante a vírus sutil aniquilando sua saúde.
Liberte-se das influências inferiores, cultivando a serenidade e desenvolvendo a esperança.
Surpreenda o mal, sem lhe dar maior importância, e aniquile-o na grura onde se acolhe. Levante as próprias energias e lute.
Toda luz que você acender no mundo, nascida em seu íntimo, transformar-se-á em lâmpada luminosa no caminho de todos, porquanto nenhum vendaval poderá, jamais, apagar uma única luz alimentada pela energia a derramar-se do Pai, que nos inspira e guia através de sua Leis naturais e imutáveis\".

Marco Prisco (espírito) / psicografia de Divaldo Franco

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 03/05/16 10:38

ESPIRITISMO ESTUDADO

Vianna de Carvalho (espírito)

Impostergável, nos cometimentos diários, o dever de estudar e aplicar as nobres lições do Espiritismo, no atual estágio da evolução do pensamento.
À medida que as luzes da Doutrina Espírita clarificam o entendimento humano, mais imperioso se torna o cultivo das informações que ressumam da Revelação, a fim de que a ignorância em torno dos problemas do espírito seja em definitivo combatida.

A responsabilidade dos que travaram contato com a Mensagem de Jesus, desvelada e atualizada pelos Espíritos, é muito grande, pois que àquele que usufrui a bênção do esclarecimento não se pode conceder a indulgência da leviandade, nem tampouco a reprochável conduta da indiferença em face das magnas questões que se agigantam em todo lugar.

Até hoje o egoísmo tem exercido sobre o espírito humano um soberano comando, O Espiritismo, preconizando o amor que liberta e a fraternidade que socorre, é o mais severo adversário desse sicário destruidor.

Todavia, para que o adepto do Espiritismo se integre realmente no espírito da Doutrina, exige-se-lhe aprofundamento intelectual no conteúdo da informação espírita, de modo a poder corporificá-la conscientemente no comportamento moral e social, na jornada diária.


Nesse sentido, há que fazer justa quão indispensável diferença entre o Espiritismo e o Movimento Espírita.


Vigem, em muitos setores da prática espiritista, normas e diretrizes ultrajantes à Mensagem de que Allan Kardec foi instrumento do Alto, seja por negligência de muitos dos seus membros, seja pela crassa ignorância daqueles que assumem responsabilidades definidas, ante os dispositivos abraçados, sem os necessários recursos culturais indispensáveis. Por exemplo, é equivocado dizer Espiritismo Kardecista, pois, o próprio Kardec rejeitou a denominação kardecista, pois, só há um Espiritismo. Ocorre que, por falta de conhecimento, muitas pessoas confundem a Doutrina Espírita com outras crenças e práticas, como candomblé, umbanda, etc. O Espiritismo não tem nada a ver com essas crenças e práticas.


Ante a grandeza da Revelação, por estarem acostumados às limitações típicas das seitas do passado, ou porque ainda vinculados às superstições nefandas dos dias recuados, muitos pseudo-espiritas pretendem reduzir a grandeza imensurável do Espiritismo à estreiteza de uma nova seita, em cujo organismo grassem os erros derivados da incompetência e do abastardamento, de que o desconhecimento da Codificação se faz motivação poderosa.

O Movimento Espírita é o resultado do labor dos homens, enquanto o Espiritismo é a Doutrina dos Espíritos dirigida aos homens.

O Espiritismo, pois, não cessemos de repetir, é ciência de observação e investigação incessante. Tateamos agora as primeiras constatações, ante o infinito das realidades que ele busca, devassa e esclarece. Há, ainda e continuamente, infindo campo de informação a perquirir e constatar no eloqüente continente da vida espiritual.

Estudado, o Espiritismo dealba a antemanhã luminosa da humanidade do futuro, desde agora.
Como Filosofia, a sua escola de indagação não se limita às linhas clássicas da discussão, nem se empareda na estreiteza dos conceitos ultramontanos ou do debate limitado, porquanto estas não são as primeiras nem as últimas palavras das elucidações que faculta, nem dos esclarecimentos que oferta.



Religião da ciência, como ciência da filosofia, é, ao mesmo tempo, a filosofia da religião, e sua ética não se estratifica na moralidade das convenções transitórias, nem se resume a dogmas atentatórios à razão.


Com fundamentos na Revelação Moisaica, através do insubstituível código do Decálogo, sempre oportuno e novo em toda a sua elaboração — segurança para cada homem e arbítrio para todas as nações — abranda, com a excelsa beleza do Evangelho do Cristo, a aspereza severa das antigas leis de Talião, dando cumprimento às promessas dos Profetas e de Jesus.

Doutrina que acompanha o progresso do Conhecimento e estimula novas formas de averiguação e pesquisa, não se detém nas conquistas conseguidas, antes projeta para o mundo das causas as suas alocuções filosóficas, facultando empreendimentos mais audaciosos e profundos, tendo em vista o investimento homem — esse objetivo essencial da sua obstinada busca transcendental.


Convertê-lo em resíduo seitista é desfigurá-lo danosamente, ceifando os elevados objetivos a que se propõe. Mantê-lo em círculo de mediunismo desregrado, significa desconsiderá-lo no aspecto superior das suas realizações: o da pesquisa científica, por cujos roteiros a ciência e a fé se unirão na romagem para a vida e para Deus.

É verdade que se alastram formas primitivas de mediunismo em toda parte, merecendo esta questão mais cuidadoso exame, para melhor serem debeladas as nefastas conseqüências de tal fenômeno. E, por essa razão, maior deve ser o nosso empenho na sadia divulgação dos postulados espíritas, lavrados no estudo sistemático e constante do contexto doutrinário, para que o medicamento com que pretendemos amenizar ou erradicar os males morais da sociedade hodierna, não venha a produzir maiores danos, como resultado da sua má dosagem e aplicação.

A princípio, o Cristianismo foi eficiente remédio aplicado sobre as feridas do Paganismo. A indiscriminada e irracional utilização da Doutrina do Cristo, deformada nos seus pontos básicos, sobre as chagas sociais da época, produziu cânceres mais virulentos do que aqueles que visava a combater e de cujos danos ainda sofrem as comunidades modernas...


Fenômeno consentâneo pode ocorrer nestes dias com o Espiritismo... Sem dúvida, a Doutrina é irreversível e sadia. Todavia, a Boa Nova também o é. . .

Dilatam-se as referências espíritas no organismo social do momento; multiplicam-se as Casas Espíritas; há adesões em massa ao Espiritismo; surgem os primeiros sintomas de cultos espíritas; aparecem fartas concessões ao Espiritismo. . . Respeitando e considerando todas as formas de divulgação, não nos podemos furtar à conclusão de que a quantidade tem recebido maior valorização do que a qualidade, que deve manter o caráter específico de pureza que não podemos subestimar.

O movimento espírita cresce e se propaga, mas a Doutrina Espírita permanece ignorada, quando não adulterada em muitos dos seus postulados, ressalvadas as excelentes e incontáveis exceções.

O que se possa lucrar pela quantidade pode redundar em prejuízo na qualidade.

No que diz respeito ao capítulo das obsessões, aventureiros inescrupulosos se intrometem, inspirados por mentes desencarnadas afeiçoadas à lavoura da perturbação, fazendo que promovam espetáculos lamentáveis, nos quais a mediunidade se transforma em chaga espiritual, por cuja purulência exsudam as misérias pretéritas...


Alardeiam perseguições, esses malfazejos diretores de trabalhos, e, em nome do esclarecimento, apavoram os neófitos, fazendo que, pelo medo e através do desconhecimento do Espiritismo, se vinculem aos seus desafetos desencarnados, mediante a fixação mental ou ao pavor que os dominam, após as incursões inconscientes em misteres de tal monta.

O Espiritismo é doutrina de otimismo, de educação integral, de higiene mental e moral. É o retorno do Cristo ao atormentado homem do século ciclópico da Tecnologia, através dos seus emissários, renovando a Terra e multiplicando a esperança e a paz nas mentes e nos corações que Lhe permaneçam fiéis.

Nos redutos em que o estudo da Doutrina Espírita é considerado desnecessário, afirma-se que êle se faz adversário da cultura e, a pretexto de auxílio aos que sofrem, atenta-se contra a ciência médica, principalmente, reduzindo-o a superstição danosa e inconseqüente.



Destinado aos infelizes, estes não são apenas os que sofrem as dificuldades econômicas e são conhecidos como constituintes das classes humildes. A dor não se limita a questões de circunstância, tempo e lugar. Dessa maneira, não prescreve a ignorância, mas proscreve-a.

lmpostergável, portanto, o compromisso que temos, todos nós, desencarnados e encarnados, de estudar e divulgar o Espiritismo nas bases nobres com que no-lo apresentou Allan Kardec, a fim de que o Consolador, de que se faz instrumento, não apenas enxugue em nós os suores e as lágrimas, mas faça estancar, nas fontes do sofrimento, as causas de todas as aflições que produzem as lágrimas e os suores.

Nesta aferição de valores, para o elevado mister da divulgação espírita, oremos e vigiemos, conforme a recomendação do Mestre, para que nos desincumbamos a contento do cometimento aceito, dando conta da nossa responsabilidade, com o espírito tranquilo e a mente pacificada.

Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Sementeira da Fraternidade

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 02/05/16 09:51

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

222. Não é novo, dizem alguns, a ideia da
reencarnação; ressuscitaram-no da doutrina de
Pitágoras. Nunca dissemos ser de invenção
moderna a Doutrina Espírita.

Constituindo uma lei da Natureza, o Espiritismo
há de ter existido desde a origem dos tempos e
sempre nos esforçamos por demonstrar que dele
se descobrem sinais na antiguidade mais remota.
Pitágoras, como se sabe, não foi o autor do
sistema da metempsicose; ele o colheu dos
filósofos indianos e dos egípcios, que o tinham
desde tempos imemoriais. A ideia da
transmigração das almas formava, pois, uma
crença vulgar, aceita pelos homens mais
eminentes. De que modo a adquiriram? Por uma
revelação, ou por intuição?

Ignoramo-lo Seja, porém, como for, o que não
padece dúvida é que uma ideia não atravessa
séculos e séculos, nem consegue impor-se a
inteligências de escol, se não contiver algo de
sério. Assim, a ancianidade desta doutrina, em
vez de ser uma objeção, seria prova a seu favor.
Contudo, entre a metempsicose dos antigos e a
moderna doutrina da reencarnação, há, como
também se sabe, profunda diferença, assinalada
pelo fato de os Espíritos rejeitarem, de maneira
absoluta, a transmigração da alma do homem
para os animais e reciprocamente.

Portanto, ensinando o dogma da pluralidade das
existências corporais, os Espíritos renovam uma
doutrina que teve origem nas primeiras idades
do mundo e que se conservou no íntimo de
muitas pessoas, até aos nossos dias.
Simplesmente, eles a apresentam de um ponto
de vista mais racional, mais acorde com as leis
progressivas da Natureza e mais de
conformidade com a sabedoria do Criador,
despindo-a de todos os acessórios da
superstição. Circunstância digna de nota é que
não só neste livro os Espíritos a ensinaram no
decurso dos últimos tempos: já antes da sua
publicação, numerosas comunicações da mesma
natureza se obtiveram em vários países,
multiplicando-se depois, consideravelmente.
Talvez fosse aqui o caso de examinarmos por
que os Espíritos não parecem todos de acordo
sobre esta questão. Mais tarde, porém,
voltaremos a este assunto.

Examinaremos de outro ponto de vista a matéria
e, abstraindo de qualquer intervenção dos
Espíritos, deixemo-los de lado, por enquanto,.
Suponhamos que esta teoria nada tenha que ver
com eles; suponhamos mesmo que jamais se
haja cogitado de Espíritos.

Coloquemo-nos, momentaneamente, num
terreno neutro, admitindo o mesmo grau de
probabilidade para ambas as hipóteses, isto é, a
da pluralidade e a da unicidade das existências
corpóreas, e vejamos para que lado a razão e o
nosso próprio interesse nos farão pender.

Muitos repelem a ideia da reencarnação pelo só
motivo de ela não lhes convir. Dizem que uma
existência já lhes chega de sobra e que,
portanto, não desejariam recomeçar outra
semelhante. De alguns sabemos que saltam em
fúria só com o pensarem que tenham de voltar à
Terra. Perguntar-lhes-emos apenas se imaginam
que Deus lhes pediu o parecer, ou consultou os
gostos, para regular o Universo. Uma de duas: ou
a reencarnação existe, ou não existe; se existe,
nada importa que os contrarie; terão que a
sofrer, sem que para isso lhes peça Deus
permissão. Afiguram-se-nos os que assim falam
um doente a dizer: Sofri hoje bastante, não
quero sofrer mais amanhã. Qualquer que seja o
seu mau-humor, não terá por isso que sofrer
menos no dia seguinte, nem nos que se
sucederem, até que se ache curado.
Conseguintemente, se os que de tal maneira se
externam tiverem que viver de novo,

corporalmente, tornarão a viver, reencarnarão.
Nada lhes adiantará rebelarem-se, quais crianças
que não querem ir para o colégio, ou
condenados, para a prisão. Passarão pelo que
têm de passar.

São demasiado pueris semelhantes objeções,
para merecerem mais seriamente examinadas.

Diremos, todavia, aos que as formulam que se
tranquilizem, que a Doutrina Espírita, no tocante
à reencarnação, não é tão terrível como a julgam;
que, se a houvessem estudado a fundo, não se
mostrariam tão aterrorizados; saberiam que
deles dependem as condições da nova existência,
que será feliz ou desgraçada, conforme ao que
tiverem feito neste mundo; que desde agora
poderão elevar-se tão alto que a recaída no
lodaçal não lhes seja mais de temer.

Suponhamos dirigir-nos a pessoas que acreditam
num futuro depois da morte e não aos que criam
para si a perspectiva do nada, ou pretendem que
suas almas se vão afogar num todo universal,
onde perdem a individualidade, como os pingos
da chuva no oceano, o que vem a dar quase no
mesmo. Ora, pois: se credes num futuro
qualquer, certo não admitis que ele seja idêntico
para todos, porquanto de outro modo, qual a
utilidade do bem? Por que haveria o homem de
constranger-se? Por que deixaria de satisfazer a
todas as suas paixões, a todos os seus desejos,
embora a custa de outrem, uma vez que por isso
não ficaria sendo melhor, nem pior? Credes, ao
contrário, que esse futuro será mais ou menos
ditoso ou inditoso, conforme ao que houverdes
feito durante a vida e então desejais que seja tão
afortunado quanto possível, visto que há de
durar pela eternidade, não? Mas, porventura,
teríeis a pretensão de ser dos homens mais
perfeitos que hajam existido na Terra e, pois,
com direito a alcançardes de um salto a suprema
felicidade dos eleitos? Não. Admitis então que há
homens de valor maior do que o vosso e com
direito a um lugar melhor, sem daí resultar que
vos conteis entre os réprobos. Pois bem!
Colocai-vos mentalmente, por um instante,
nessa situação intermédia, que será a vossa,
como acabastes de reconhecer, e imaginai que
alguém vos venha dizer: Sofreis; não sois tão
felizes quanto poderíeis ser, ao passo que diante
de vós estão seres que gozam de completa
ventura. Quereis mudar na deles a vossa posição?
- Certamente, respondereis; que devemos fazer?
- Quase nada: recomeçar o trabalho mal
executado e executá-lo melhor. - Hesitaríeis em
aceitar, ainda que a poder de muitas existências
de provações? Façamos outra comparação mais
prosaica. Figuremos que a um homem que, sem
ter deixado a miséria extrema, sofre, no entanto,
privações, por escassez de recursos, viessem
dizer: Aqui está uma riqueza imensa de que
podes gozar; para isto só é necessário que
trabalhes arduamente durante um minuto.

Fosse ele o mais preguiçoso da Terra, que sem
hesitar diria: Trabalhemos um minuto, dois
minutos, uma hora, um dia, se for preciso. Que
importa isso, desde que me leve a acabar os
meus dias na fartura? Ora, que é a duração da
vida corpórea, em confronto com a eternidade?
Menos que um minuto, menos que um segundo.

Temos visto algumas pessoas raciocinarem deste
modo: Não é possível que Deus, soberanamente
bom como é, imponha ao homem a obrigação de
recomeçar uma série de misérias e tribulações.
Acharão, porventura, essas pessoas que há mais
bondade em condenar Deus o homem a sofrer
perpetuamente, por motivo de alguns momentos
de erro, do que em lhe facultar meios de reparar
suas faltas? “Dois industriais contrataram dois
operários, cada um dois quais podia aspirar a se
tornar sócio do respectivo patrão.

Aconteceu que esses dois operários certa vez
empregaram muito mal o seu dia, merecendo
ambos ser despedidos. Um dos industriais, não
obstante as súplicas do seu, o mandou embora e
o pobre operário, não tendo achado mais
trabalho, acabou por morrer na miséria.

O outro disse ao seu: Perdeste um dia; deves-me
por isso uma compensação. Executaste mal o teu
trabalho; ficaste a me dever uma reparação.
Consinto que o recomeces. Trata de executá-lo
bem, que te conservarei ao meu serviço e
poderás continuar aspirando à posição superior
que te prometi.” Será preciso perguntemos qual
dos industriais foi mais humano?

Dar-se-á que Deus, que é a clemência mesma,
seja mais inexorável do que um homem?

Alguma coisa de pungente há na ideia de que a
nossa sorte fique para sempre decidida, por
efeito de alguns anos de provações, ainda
quando de nós não tenha dependido o
atingirmos a perfeição, ao passo que
eminentemente consoladora é a ideia oposta,
que nos permite a esperança. Assim, sem nos
pronunciarmos pró ou contra a pluralidade das
existências, sem preferirmos uma hipótese a
outra, declaramos que, se aos homens fosse
dado escolher, ninguém quereria o julgamento
sem apelação. Disse um filósofo que, se Deus
não existisse, fora mister inventá-lo, para
felicidade do gênero humano. Outro tanto se
poderia dizer sobre a pluralidade das existências.
Mas, conforme atrás ponderamos, Deus

não nos pede permissão, nem consulta os nossos
gostos. Ou isto é, ou não é. Vejamos de que lado
estão as probabilidades e encaremos de outro
ponto de vista o assunto, unicamente como
estudo filosófico, sempre abstraindo do ensino
dos Espíritos.

Se não há reencarnação, só há, evidentemente,
uma existência corporal. Se a nossa atual
existência corpórea é única, a alma de cada
homem foi criada por ocasião do seu
nascimento, a menos que se admita a
anterioridade da alma, caso em que se caberia
perguntar o que era ela antes do nascimento e se
o estado em que se achava não constituía uma
existência sob forma qualquer. Não há meio
termo: ou a alma existia, ou não existia antes do
corpo. Se existia, qual a sua situação? Tinha, ou
não, consciência de si mesma? Se não tinha, é
quase como se não existisse. Se tinha
individualidade, era progressiva, ou estacionária?
Num e noutro caso, a que grau chegara ao tomar
o corpo?

Admitindo, de acordo com a crença vulgar, que a
alma nasce com o corpo, ou, o que vem a ser o
mesmo, que, antes de encarnar, só dispõe de
faculdades negativas, perguntamos: 1º Por que
mostra a alma aptidões tão diversas e
independentes das ideias que a educação lhe fez
adquirir?

2º Donde vem a aptidão extranormal que muitas
crianças em tenra idade revelam, para esta ou
aquela arte, para esta ou aquela ciência,
enquanto outras se conservam inferiores ou
medíocres durante a vida toda?

3º Donde, em uns, as ideias inatas ou intuitivas,
que noutros não existem?

4º Donde, em certas crianças, o instituto precoce
que revelam para os vícios ou para as virtudes,
os sentimentos inatos de dignidade ou de
baixeza, contrastando com o meio em que elas
nasceram?

5º Por que, abstraindo-se da educação, uns
homens são mais adiantados do que outros?

6º Por que há selvagens e homens civilizados? Se
tomardes de um menino hotentote recém-
nascido e o educardes nos nossos melhores
liceus, fareis dele algum dia um Laplace ou um
Newton?

Qual a filosofia ou a teosofia capaz de resolver
estes problemas? É fora de dúvida que, ou as
almas são iguais ao nascerem, ou são desiguais.
Se são iguais, por que, entre elas, tão grande
diversidade de aptidões? Dir-se-á que isso
depende do organismo. Mas, então, achamo-nos
em presença da mais monstruosa e imoral das
doutrinas. O homem seria simples máquina,
joguete da matéria; deixaria de ter a
responsabilidade de seus atos, pois que poderia
atribuir tudo às suas imperfeições físicas. Se
almas são desiguais, é que Deus as criou assim.
Nesse caso, porém, por que a inata superioridade
concedida a algumas?

Corresponderá essa parcialidade à justiça de
Deus e ao amor que Ele consagra igualmente a
todas suas criaturas?

Admitamos, ao contrário, uma série de
progressivas existências anteriores para cada
alma e tudo se explica. Ao nascerem, trazem os
homens a intuição do que aprenderam antes: São
mais ou menos adiantados, conforme o número
de existências que contem, conforme já estejam
mais ou menos afastados do ponto de partida.
Dá-se aí exatamente o que se observa numa
reunião de indivíduos de todas as idades, onde
cada um terá desenvolvimento proporcionado ao
número de anos que tenha vivido. As existências
sucessivas serão, para a vida da alma, o que os
anos são para a do corpo. Reuni, em certo dia,
um milheiro de indivíduos de um a oitenta anos;
suponde que um véu encubra todos os dias
precedentes ao em que os reunistes e que, em
consequência, acreditais que todos nasceram na
mesma ocasião. Perguntareis naturalmente como
é que uns são grandes e outros pequenos, uns
velhos e jovens outros, instruídos uns, outros
ainda ignorantes. Se, porém, dissipando-se a
nuvem que lhes oculta o passado, vierdes a saber
que todos hão vivido mais ou menos tempo, tudo
se vos tornará explicado. Deus, em Sua justiça,
não pode ter criado almas desigualmente
perfeitas. Com a pluralidade das existências, a
desigualdade que notamos nada mais apresenta
em oposição à mais rigorosa equidade: é que
apenas vemos o presente e não o passado. A
este raciocínio serve de base algum sistema,
alguma suposição gratuita? Não. Partimos de um
fato patente, incontestável: a desigualdade das
aptidões e do desenvolvimento intelectual e
moral e verificamos que nenhuma das teorias
correntes o explica, ao passo que uma outra
teoria lhe dá explicação simples, natural e lógica.
Será racional preferir-se as que não explicam
àquela que explica?

À vista da sexta interrogação acima, dirão
naturalmente que o hotentote é de raça inferior.
Perguntaremos, então, se o hotentote é ou não
um homem. Se é, por que a ele e à sua raça
privou Deus dos privilégios concedidos à raça
caucásica? Se não é, por que tentar fazê-lo
cristão? A Doutrina Espírita tem mais amplitude
do que tudo isto. Segundo ela, não há muitas
espécies de homens, há tão-somente cujos
espíritos estão mais ou menos atrasados, porém,
todos suscetíveis de progredir. Não é este
princípio mais conforme à justiça de Deus?

Vimos de apreciar a alma com relação ao seu
passado e ao seu presente. Se a considerarmos,
tendo em vista o seu futuro, esbarraremos nas
mesmas dificuldades.

1ª Se a nossa existência atual é que, só ela,
decidirá da nossa sorte vindoura, quais, na vida
futura, as posições respectivas do selvagem e do
homem civilizado? Estarão no mesmo nível, ou se
acharão distanciados um do outro, no tocante à
soma de felicidade eterna que lhes caiba?

2ª O homem que trabalhou toda a sua vida por
melhorar-se, virá a ocupar a mesma categoria de
outro que se conservou em grau inferior de
adiantamento, não por culpa sua, mas porque
não teve tempo, nem possibilidade de se tornar
melhor?

3ª O que praticou o mal, por não ter podido
instruir-se, será culpado de um estado de coisas
cuja existência em nada dependeu dele?

4ª Trabalha-se continuamente por esclarecer,
moralizar, civilizar os homens. Mas, em
contraposição a um que fica esclarecido, milhões
de outros morrem todos os dias antes que a luz
lhes tenha chegado. Qual a sorte destes últimos?
Serão tratados como réprobos? No caso
contrário, que fizeram para ocupar categoria
idêntica à dos outros?

5ª Que sorte aguarda os que morrem na infância,
quando ainda não puderam fazer nem o bem,
nem o mal? Se vão para o meio dos eleitos, por
que esse favor, sem que coisa alguma hajam
feito para merecê-lo? Em virtude de que
privilégio eles se veem isentos das tribulações da
vida?

Haverá alguma doutrina capaz de resolver esses
problemas? Admitam-se as existências
consecutivas e tudo se explicará conformemente
à justiça de Deus. O que se não pôde fazer numa
existência faz-se em outra. Assim é que ninguém
escapa à lei do progresso, que cada um será
recompensado segundo o seu merecimento real
e que ninguém fica excluído da felicidade
suprema, a que todos podem aspirar, quaisquer
que sejam os obstáculos com que topem no
caminho.

Essas questões facilmente se multiplicariam ao
infinito, porquanto inúmeros são os problemas
psicológicos e morais que só na pluralidade das
existências encontram solução.

Limitamo-nos a formular as de ordem mais
geral. Como quer que seja, alegar-se-á talvez
que a Igreja não admite a doutrina da
reencarnação; que ela subverteria a religião. Não
temos o intuito de tratar dessa questão neste
momento. Basta-nos o havermos demonstrado
que aquela doutrina é eminentemente moral e
racional. Ora, o que é moral e racional não pode
estar em oposição a uma religião que proclama
ser Deus a bondade e a razão por excelência.
Que teria sido da religião, se, contra a opinião
universal e o testemunho da ciência, se houvesse
obstinadamente recusado a render-se à
evidência e expulsado de seu seio todos os que
não acreditassem no movimento do Sol ou nos
seis dias da criação? Que crédito houvera
merecido e que autoridade teria tido, entre povos
cultos, uma religião fundada em erros manifestos
e que os impusesse como artigos de fé? Logo
que a evidência se patenteou, a Igreja,
criteriosamente, se colocou do lado da evidência.
Uma vez provado que certas coisas existentes
seriam impossíveis sem a reencarnação, que, a
não ser por esse meio, não se consegue explicar
alguns pontos do dogma, cumpre admiti-lo e
reconhecer meramente aparente o antagonismo
entre esta doutrina e a dogmática. Mais adiante
mostraremos que talvez seja muito menor do
que se pensa a distância que, da doutrina das
vidas sucessivas, separa a religião e que a esta
não faria aquela doutrina maior mal do que lhe
fizeram as descobertas do movimento da Terra e
dos períodos geológicos, as quais, à primeira
vista, pareceram desmentir os textos sagrados.
Demais, o princípio da reencarnação ressalta de
muitas passagens das Escrituras, achando-se
especialmente formulado, de modo explícito, no
Evangelho:

“Quando desciam da montanha (depois da
transfiguração), Jesus lhes fez esta
recomendação: Não faleis a ninguém do que
acabastes de ver, até que o Filho do homem
tenha ressuscitado, dentre os mortos.
Perguntaram-lhe então seus discípulos: Por que
dizem os escribas ser preciso que primeiro venha
Elias? Respondeu-lhes Jesus: É certo que Elias há
de vir e que restabelecerá todas as coisas. Mas,
eu vos declaro que Elias já veio, e eles não o
conheceram e o fizeram sofrer como
entenderam. Do mesmo modo darão a morte ao
Filho do homem. Compreenderam então seus
discípulos que era de João Batista que ele lhes
falava.” (São Mateus, cap. XVII.)

Pois que João Batista fora Elias, houve
reencarnação do Espírito ou da alma de Elias no
corpo de João Batista.

Em suma, como quer que opinemos acerca da
reencarnação, quer a aceitemos, quer não, isso
não constituirá motivo para que deixemos de
sofrê-la, desde que ela exista, mau grado a
todas as crenças em contrário. O essencial está
em que o ensino dos Espíritos é eminentemente
cristão; apóia-se na imortalidade da alma, nas
penas e recompensas futuras, na justiça de Deus,
no livre-arbítrio do homem, na moral do Cristo.
Logo, não é antireligioso.

Temos raciocinado, abstraindo, como dissemos,
de qualquer ensinamento espírita que, para
certas pessoas, carece de autoridade. Não é
somente porque veio dos Espíritos que nós e
tantos outros nos fizemos adeptos da pluralidade
das existências. É porque essa doutrina nos
pareceu a mais lógica e porque só ela resolve
questões até então insolúveis.

Ainda quando fosse da autoria de um simples
mortal, tê-la-íamos igualmente adotado e não
houvéramos hesitado um segundo mais em
renunciar às ideias que esposávamos. Em sendo
demonstrado o erro, muito mais que perder do
que ganhar tem o amor-próprio, com o se
obstinar na sustentação de uma ideia falsa.
Assim também, tê-la-íamos repelido, mesmo
que provindo dos Espíritos, se nos parecera
contrária à razão, como repelimos muitas outras,
pois sabemos, por experiência, que não se deve
aceitar cegamente tudo o que venha deles, da
mesma forma que se não deve adotar às cegas
tudo o que proceda dos homens. O melhor título
que, ao nosso ver, recomenda a ideia da
reencarnação é o de ser, antes de tudo, lógica.
Outro, no entanto, ela apresenta: o de a
confirmarem os fatos, fatos positivos e por bem
dizer, materiais, que um estudo atento e
criterioso revela a quem se dê ao trabalho de
observar com paciência e perseverança e diante
dos quais não há mais lugar para a dúvida.
Quando esses fatos se houverem vulgarizado,
como os da formação e do movimento da Terra,
forçoso será que todos se rendam à evidência e
os que se lhes colocaram em oposição ver-se-ão
constrangidos a desdizer-se.

Reconheçamos, portanto, em resumo, que só a
doutrina da pluralidade das existências explica o
que, sem ela, se mantém inexplicável; que é
altamente consoladora e conforme à mais
rigorosa justiça; que constitui para o homem a
âncora de salvação que Deus, por misericórdia,
lhe concedeu.

As próprias palavras de Jesus não permitem
dúvida a tal respeito. Eis o que se lê no
Evangelho de São João, capítulo III:

3. Respondendo a Nicodemos, disse Jesus: Em
verdade, em verdade, te digo que, se um homem
não nascer de novo, não poderá ver o reino de
Deus.

4. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem
nascer já estando velho? Pode tornar ao ventre de
sua mãe para nascer segunda vez?

5. Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te
digo que, se um homem não renascer da água e
do Espírito, não poderá entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne e o que é
nascido do Espírito é Espírito. Não te admires de
que eu te tenha dito: é necessário que torneis a
nascer. (Ver, adiante, o parágrafo “Ressurreição
da carne”, n° 1010.)

De: Paulo
Para: Todos
E-mail: paulolimak@hotmail.com
Data: 02/05/16 09:43

“E em qualquer circunstância, não te entregues ao desalento nem ao medo, não engrossando as massas desgovernadas, convicto de que Jesus, o Governador Amorável da Terra, está vigilante, no entanto, conta contigo para a obra do bem geral”. Joanna de Ângelis

De: Bartolomeu de Freitas Chaves
Para: O Espiritismo. mediuns.
E-mail: bartofch@hotmail.com
Data: 29/04/16 19:33

Prezados Senhores
Que a paz do bom Deus esteja conosco.
Estou em situação muito difícil, tanto material quanto espiritual. Nada da certo, faço tudo conforme as leis do bem , tento ajudar da melhor maneira possível outras pessoas, sem nenhum interesse. não sei o que houve de rente, tudo mudou (perdi o meu trabalho, sai da casa que morava etc.). Procuro respostas e não encontro. estou tomando remédios antidepressivos, pois a pressão é muito grande, e tudo que faço da errado 1 Desculpe-me pelo desabafo. Com muita paz em Jesus. Bartolomeu.

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 28/04/16 11:57

\"DA PROIBIÇÃO DE EVOCAR OS MORTOS\"

(Allan Kardec, livro O Céu e o Inferno, ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo - Primeira Parte - Doutrina, cap. XI - Da proibição de evocar os mortos)


1.– A Igreja não nega absolutamente o fato das manifestações; ela admite-as todas, ao contrário, como se viu nas citações precedentes, mas atribui-as à intervenção exclusiva dos demônios. É erradamente que alguns evocam o Evangelho para proibi-las, pois o Evangelho não diz uma palavra sobre isso. O supremo argumento brandido é a proibição de Moisés. Eis em que termos se exprime a este respeito a pastoral citada nos artigos precedentes:

“Não é permitido colocar-se em relação com eles (os Espíritos), quer imediatamente, quer por intermédio daqueles que os invocam e os interrogam. A lei mosaica punia com a morte essas práticas detestáveis, correntes entre os gentios.” “Não vades encontrar os mágicos, está dito no livro do Levítico, e não dirijais aos adivinhos pergunta nenhuma, por medo de incorrer na mácula dirigindo-vos a eles.” (Cap. XIX, “v. 31.) – “Se um homem ou uma mulher tem um Espírito de Píton ou de adivinhação, que sejam punidos com a morte; serão lapidados, e seu sangue recairá sobre suas cabeças.” (Cap. XX, v. 27.) E no livro do Deuteronômio: “Que não haja entre vós ninguém que consulte os adivinhos, que observe os sonhos e os augúrios, ou que use de malefícios, sortilégios e encantamentos, ou que consulte aqueles que têm o Espírito de Píton e que praticam a adivinhação, ou que interrogam os mortos para saber a verdade; pois o Senhor tem em abominação todas essas coisas, e destruirá, à vossa chegada, as nações que cometem esses crimes.” (Cap. XVIII, v. 10, 11, 12.)


2. – É útil, para a inteligência do verdadeiro sentido das palavras de Moisés, relembrar o texto completo, um pouco abreviado nessa citação:

“Não vos afasteis de vosso Deus, para ir procurar os mágicos, e não consulteis os adivinhos, de medo de vos maculardes dirigindo-vos a eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Levítico, cap. XIX, v.31.)

“Se um homem ou uma mulher tem um Espírito de Píton, ou um espírito de adivinhação, que sejam punidos com a morte; serão lapidados, e seu sangue recairá sobre suas cabeças.” (Id., cap. XX, v. 27.)

“Quando tiverdes entrado no país que o Senhor vosso Deus vos dará, ficai muito atentos a não querer imitar as abominações desses povos; – e que não se encontre ninguém entre vós que pretenda purificar seu filho ou sua filha, fazendo-os passar pelo fogo, ou que consulte os adivinhos, ou que observe os sonhos e os augúrios, ou que use de malefícios, de sortilégios e encantamentos, ou que consulte aqueles que têm o espírito de Píton, e que se dedicam a adivinhar, ou que interrogam os mortos para aprender a verdade. – Pois o Senhor tem em abominação todas essas coisas, e ele exterminará todos esses povos à vossa entrada, por causa desses tipos de crimes que eles cometeram.” (Deuteronômio, cap. XVIII, v. 9, 10, 11 e 12.)

3. – Se a lei de Moisés deve ser rigorosamente observada sobre este ponto, ela o deve ser sobre todos os outros, pois por que ela seria boa no que se refere às evocações, e má em outras partes? É preciso ser coerente; se se reconhece que sua lei não está mais em harmonia com nossos costumes e nossa época para certas coisas, não há razão para que não ocorra o mesmo com a proibição de que se trata.

É preciso, aliás, se reportar aos motivos que provocaram essa proibição, motivos que tinham então sua razão de ser, mas que não mais existem seguramente hoje em dia. O legislador hebreu queria que seu povo rompesse com todos os costumes trazidos do Egito, onde aquele das evocações era usual e um motivo de abuso, como provam estas palavras de Isaías: “O Espírito do Egito se aniquilará nela, e derrubarei sua prudência; eles consultarão seus ídolos, seus adivinhos, seus pítons e seus mágicos.” (Cap. XIX, v. 3.)

Além disso, os israelitas não deviam contrair nenhuma aliança com as nações estrangeiras; ora, eles iam encontrar as mesmas práticas entre aquelas onde iam entrar e que deviam combater. Moisés precisou então, por política, inspirar ao povo hebreu aversão por todos seus costumes que tivessem tido pontos de contato se eles os tivessem assimilado. Para motivar essa aversão, era preciso apresentá-los como reprovados pelo próprio Deus; é por isso que ele disse: “O Senhor tem em abominação todas essas coisas, e ele destruirá, à vossa chegada, as nações que cometem esses crimes.”

4 .– A proibição de Moisés era tanto mais justificada quanto não se evocavam os mortos por respeito ou afeição a eles, nem com um sentimento de piedade; era um meio de adivinhação, da mesma maneira que os augúrios e os presságios, explorado pelo charlatanismo e a superstição. Por mais tenha feito, não conseguiu desenraizar esse hábito tornado objeto de tráfico, assim como o atestam as passagens seguintes do mesmo profeta:

“E quando eles vos disserem: Consultai os mágicos e os adivinhos que falam baixinho em seus encantamentos, respondei-lhes: “Cada povo não consulta seu Deus? E vai-se falar aos mortos do que diz respeito aos vivos?” (Isaías, cap. VIII, v. 19.)

“Sou eu que faço ver a falsidade dos prodígios da magia; que torno insensatos aqueles que se dedicam a adivinhar; que confundo o espírito dos sábios, e que provo ser loucura a sua vã ciência.” (Cap. XLIV, v. 25.)

“Que esses augúrios que estudam o céu, que contemplam os astros, e que contam os meses para tirar daí as predições que querem dar-vos do futuro, venham agora, e que eles vos salvem. – Eles se tornaram como a palha, o fogo os devorou; não poderão livrar suas almas das chamas ardentes; nem mesmo restará de seu abrasamento carvões com os quais se possa aquecer, nem fogo diante do qual se possa sentar. – Eis o que se tornarão todas essas coisas nas quais vós vos empregáveis com tanto trabalho: esses mercadores que traficaram convosco desde vossa juventude fugirão todos, um para um lado, o outro para o outro, sem que se encontre um único que vos tire de vossos males.” (Cap. XLVII, v. 13, 14, 15.)

Neste capítulo, Isaías dirige-se aos babilônios, sob a figura alegórica da “virgem filha de Babilônia, filha dos caldeus.” (Vers. 1.) Ele diz que os encantadores não impedirão a ruína de sua monarquia. No capítulo seguinte, ele se dirige diretamente aos israelitas.

“Vinde aqui, vós, filhos de uma adivinha, raça de um homem adúltero e de uma mulher prostituída. – De quem troçastes? Contra quem abristes a boca, e lançastes vossas línguas penetrantes? Não sois filhos pérfidos e rebentos bastardos, – vós que procurais vosso consolo em vossos deuses debaixo de todas as árvores carregadas de folhagens, que sacrificais vossas criancinhas nas torrentes sob as rochas proeminentes? – Pusestes vossa confiança nas pedras da torrente; espalhastes licores para venerá-las; ofereceste-lhes sacrifícios. Depois disso, minha indignação não se inflamará?” (Cap. LVII, v. 3, 4, 5, 6.)

Estas palavras são inequívocas; provam claramente que, naquele tempo, as evocações tinham por finalidade a adivinhação, e que se fazia comércio delas; estavam associadas às práticas da magia e da bruxaria, e mesmo acompanhadas de sacrifícios humanos. Moisés tinha portanto razão de proibir essas coisas, e de dizer que Deus as tinha em abominação. Essas práticas supersticiosas se perpetuaram até a Idade Média; mas hoje a razão lhes fez justiça, e o Espiritismo veio mostrar a finalidade exclusivamente moral, consoladora e religiosa das relações de além-túmulo; uma vez que os espíritas não “sacrificam as criancinhas e não espalham licores para venerar os deuses,” não interrogam nem os astros, nem os mortos, nem os augúrios para conhecer o futuro que Deus sabiamente escondeu aos homens; repudiam todo tráfico da faculdade que alguns receberam de comunicar-se com os Espíritos; não são movidos nem pela curiosidade, nem pela cupidez, mas por um sentimento piedoso e unicamente pelo desejo de se instruir, de se aperfeiçoar e de aliviar as almas sofredoras; a proibição de Moisés não lhes diz respeito de maneira nenhuma; é o que teriam visto aqueles que a invocam contra eles, se tivessem aprofundado melhor o sentido das palavras bíblicas; teriam reconhecido que não existe nenhuma analogia entre o que ocorria entre os hebreus e os princípios do Espiritismo; muito mais: que o Espiritismo condena precisamente o que motivava a proibição de Moisés; mas, cegos pelo desejo de encontrar um argumento contra as ideias novas, eles não se aperceberam de que esse argumento não se sustenta.

A lei civil atual pune todos os abusos que Moisés queria reprimir. Se Moisés pronunciou o supremo suplício contra os delinquentes, é porque precisava de meios rigorosos para governar aquele povo indisciplinado; assim a pena de morte é prodigada em sua legislação; não havia de resto grande escolha em seus meios de repressão; não havia prisões, nem casas de correção no deserto, e seu povo não era de natureza a temer penas puramente disciplinares; ele não podia graduar sua penalidade como se faz em nossos dias. É portanto injustamente que se considera a severidade do castigo para provar o grau de culpa da evocação dos mortos. Seria preciso por respeito à lei de Moisés manter a pena capital para todos os casos em que ele a aplicava? Por que, aliás, se faz reviver com tanta insistência este artigo, ao passo que não se fala do começo do capítulo que proíbe aos padres possuir os bens da terra, e ter parte em qualquer herança, porque o Senhor é ele próprio sua herança? (Deuteronômio, cap. XXVIII, v. 1 e 2.)


5. – Há duas partes distintas na lei de Moisés: a lei de Deus propriamente dita, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar apropriada aos costumes e ao caráter do povo; uma é invariável, a outra se modifica de acordo com os tempos, e não pode vir ao pensamento de ninguém que possamos ser governados pelos mesmos meios que os hebreus no deserto, como também os capitulares de Carlos Magno não se poderiam aplicar à França do século dezenove. Quem sonharia, por exemplo, fazer reviver hoje este artigo da lei mosaica: “Se um boi ferir com seu chifre um homem ou uma mulher, e eles morrerem por isso, o boi será lapidado, e não se comerá sua carne; mas o dono do boi será julgado inocente.” (Êxodo, cap. XXI, v. 28 e seg.)
Este artigo que nos parece tão absurdo, não tinha porém por objeto punir o boi e absolver seu dono; ele equivalia simplesmente ao confisco do animal, causa do acidente, para obrigar o proprietário a ser mais vigilante. A perda do boi era a punição do dono, punição que devia ser bastante sensível para um povo pastor, para que não fosse necessário infligir-lhe outra; mas ela não devia beneficiar ninguém, por isso era proibido comer-lhe a carne. Outros artigos estipulam o caso em que o dono é responsável.

Tudo tinha sua razão de ser na legislação de Moisés, pois tudo está aí previsto até nos menores detalhes; mas a forma assim como o fundo eram segundo as circunstâncias em que ele se achava. Decerto, se Moisés voltasse hoje para dar um código a uma nação civilizada da Europa, não lhe daria o dos hebreus.


6. – A isso objeta-se que todas as leis de Moisés são editadas em nome de Deus, assim como a do Sinai. Se todas são julgadas de fonte divina, por que os mandamentos se limitam ao Decálogo? É portanto porque se diferenciaram; se todas emanam de Deus, todas são igualmente obrigatórias; por que não são todas observadas? Por que, além disso, não se conservou a circuncisão que Jesus sofreu e não aboliu? Esquece-se que todos os legisladores antigos, para dar mais autoridade às suas leis, disseram que elas provinham de uma divindade. Moisés tinha mais do qualquer outro necessidade desse apoio, por causa do caráter de seu povo; se, apesar disso, teve tanta dificuldade para se fazer obedecer, teria sido bem pior, se as tivesse promulgado em seu próprio nome.
Não veio Jesus modificar a lei mosaica, e não é sua lei o código dos cristãos? Não disse ele: “Aprendestes que foi dito aos antigos tal e qual coisa, e eu vos digo tal outra coisa?” Mas tocou ele na lei do Sinai? De modo nenhum; ele a sanciona, e toda sua doutrina moral não é senão o desenvolvimento daquela. Ora, ele não fala em nenhum lugar da proibição de evocar os mortos. Era porém uma questão bastante grave, para que ele a tivesse omitido em suas instruções, enquanto tratou de outras mais secundárias.


7. – Em resumo, trata-se de saber se a Igreja põe a lei mosaica acima da lei evangélica, dito de outro modo, se ela é mais judia do que cristã. Deve-se mesmo observar que, de todas as religiões, aquela que menos oposição fez ao Espiritismo é a judia, e que ela não invocou contra as relações com os mortos a lei de Moisés sobre a qual se apoiam as seitas cristãs.

8. – Outra contradição. Se Moisés proibiu evocar os Espíritos dos mortos, é portanto porque esses Espíritos podem vir, de outro modo sua proibição teria sido inútil. Se eles podiam vir no tempo dele, ainda o podem hoje; se são os Espíritos dos mortos, então não são exclusivamente demônios. De resto, Moisés não fala absolutamente destes últimos.

Logo, é evidente que não se poderia logicamente apoiar-se na lei de Moisés nesta circunstância, pelo duplo motivo de que ela não rege o Cristianismo, e não é apropriada aos costumes da nossa época. Mas, supondo-lhe toda a autoridade que alguns lhe concedem, ela não pode, assim como vimos, aplicar-se ao Espiritismo.

Moisés, é verdade, engloba a interrogação dos mortos na sua proibição; mas é apenas de maneira secundária, e como acessório das práticas da magia. A própria palavra interrogar posta ao lado dos adivinhos e dos augúrios prova que, entre os hebreus, as evocações eram um meio de adivinhação; ora, os espíritas não evocam os mortos para obter deles revelações ilícitas, mas para receber sábios conselhos e obter alívio para os que sofrem. Decerto, se os hebreus se tivessem servido das comunicações de além-túmulo unicamente com esse objetivo, longe de proibi-las, Moisés as teria encorajado, porque elas teriam tornado seu povo mais dócil.


9. – Se alguns críticos jocosos ou mal intencionados se deleitaram em apresentar as reuniões espíritas como assembleias de feiticeiros e de necromantes, e os médiuns como adivinhos; se alguns charlatães misturam esse nome a práticas ridículas que ele desaprova, bastante gente conhece perfeitamente o caráter essencialmente moral e grave das reuniões do espiritismo sério; a doutrina escrita para toda gente, protesta suficientemente contra os abusos de todo gênero para que a calúnia recaia sobre quem a merece.


10. – A evocação, diz-se, é uma falta de respeito pelos mortos cuja cinza não se deve perturbar. Quem diz isso? Os adversários de dois campos opostos que se dão as mãos: os incrédulos que não creem nas almas, e aqueles que, crendo, pretendem que elas não podem vir e que unicamente o demônio se apresenta.


Quando a evocação é feita religiosamente e com recolhimento; quando os Espíritos são chamados, não por curiosidade, mas por um sentimento de afeição e de simpatia, e com o desejo sincero de se instruir e de se tornar melhor, não vemos o que haveria de mais desrespeitoso em chamar as pessoas após sua morte do que enquanto vivas. Mas há outra resposta peremptória a esta objeção, é que os Espíritos vêm livremente e não por coerção; que eles vêm mesmo espontaneamente sem ser chamados; que eles testemunham sua satisfação de se comunicar com os homens, e se queixam com frequência do esquecimento em que por vezes são deixados. Se fossem perturbados em sua quietude ou ficassem descontentes com nosso chamado eles o diriam, ou não viriam. Visto que são livres, quando vêm, é que isso lhes convém.



11. – Alega-se outra razão: “As almas, diz-se, permanecem na morada que a justiça de Deus lhes designou, ou seja, no inferno ou no paraíso;” assim aquelas que estão no inferno não podem sair de lá, embora a esse respeito toda liberdade seja deixada aos demônios; aquelas que estão no paraíso estão inteiramente na sua beatitude; estão demasiado acima dos mortais para se ocuparem deles, e demasiado felizes para voltarem a esta terra de miséria se interessar pelos parentes e amigos que aqui deixaram. Elas são, portanto, como esses ricos que afastam a vista dos pobres, de medo que isso lhes perturbe a digestão? Se assim fosse, elas seriam pouco dignas da felicidade suprema, que nesse caso seria o prêmio do egoísmo. Restam aquelas que estão no purgatório; mas essas são sofredoras e têm de pensar em sua salvação antes de tudo; portanto, não podendo vir nem umas nem outras, unicamente o diabo vem em lugar delas. Se elas não podem vir, não se deve temer perturbar-lhes o repouso.


12. – Mas aqui se apresenta outra dificuldade. Se as almas que estão na beatitude não podem deixar sua morada afortunada para vir em socorro dos mortais, por que a Igreja invoca a assistência dos santos, que devem gozar da maior soma possível de beatitude? Por que diz ela aos fiéis para invocá-los nas doenças, aflições, e para se preservar dos flagelos? Por que, segundo ela, os santos, a própria Virgem, vêm mostrar-se aos homens e fazer milagres? Portanto, eles deixam o céu para vir à terra. Se aqueles que estão no mais alto dos céus podem deixá-lo, por que os que são menos elevados não o poderiam?


13. – Que os incrédulos neguem a manifestação das almas, isso se concebe visto que não creem na alma; mas o que é estranho é ver aqueles cujas crenças repousam sobre sua existência e seu futuro, se encarniçarem contra os meios de provar que ela existe, e esforçarem-se por demonstrar que isso é impossível. Pareceria natural, ao contrário, que aqueles que mais têm interesse na sua existência devessem acolher com alegria, e como um benefício da Providência, os meios de confundir os negadores por provas irrefutáveis, visto que são os negadores da religião. Eles deploram sem cessar a invasão da incredulidade que dizima o rebanho dos fiéis, e quando o meio mais poderoso de combatê-la se apresenta, eles o repelem com mais obstinação do que os próprios incrédulos. Depois, quando as provas transbordam a ponto de não deixar nenhuma dúvida, recorre-se, como argumento supremo, à proibição de se ocupar disso, e para justificá-la vai-se buscar um artigo da lei de Moisés, com que ninguém nem sonhava, e onde se quer ver, por toda força, uma aplicação que não existe. Fica-se tão contente com esta descoberta que não se percebe que esse artigo é uma justificação da doutrina espírita.


14. – Todos os motivos alegados contra as relações com os Espíritos não podem resistir a um exame sério; da obstinação posta nisso, no entanto, pode-se inferir que a essa questão se vincula um grande interesse, sem isso não haveria tanta insistência. A ver essa cruzada de todos os cultos contra as manifestações, dir-se-ia que eles as temem. O verdadeiro motivo poderia bem ser o temor de que os Espíritos, muito clarividentes, viessem esclarecer os homens sobre os pontos que se faz questão de deixar na sombra, e fazer-lhes conhecer exatamente o que ocorre no outro mundo e as verdadeiras condições para ser ali feliz ou infeliz. É por isso que, assim como se diz a uma criança: “Não vás lá, há um lobisomem;” diz-se aos homens: “Não chameis os Espíritos, é o diabo.” Mas por mais que se faça, se proibirem os homens de chamar os Espíritos, não impedirão os Espíritos de vir aos homens tirar a lâmpada de sob o alqueire.


O culto que estiver na verdade absoluta não terá nada a temer da luz, pois a luz fará sobressair a verdade, e o demônio não poderia prevalecer contra a verdade.

15. – Repelir as comunicações de além-túmulo é rejeitar o poderoso meio de instrução que resulta para si mesmo da iniciação à vida futura, e dos exemplos que elas nos fornecem. Ensinando-nos a experiência, além disso, o bem que se pode fazer afastando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a se libertar da matéria e a se melhorar, proibi-las é privar almas infelizes da assistência que lhes podemos dar. As seguintes palavras de um Espírito resumem admiravelmente as consequências da evocação praticada com um objetivo caridoso:

“Cada Espírito sofredor e queixoso vos contará a causa de sua queda, os arrastamentos a que sucumbiu; ele vos falará de suas esperanças, seus combates, seus terrores; ele vos contará seus remorsos, suas dores, seus desesperos; ele vos mostrará Deus, justamente irritado, punindo o culpado com toda a severidade de sua justiça.

Escutando-o, ficareis tomados de compaixão por ele e de temor por vós mesmos; seguindo-o em suas queixas, vereis Deus não o perdendo de vista, aguardando o pecador arrependido, estendendo-lhe os braços tão logo ele tente avançar. Vereis os progressos do culpado, para os quais tereis a felicidade e a glória de ter contribuído; vós os acompanhareis com solicitude, como o cirurgião acompanha os progressos do ferimento que ele trata diariamente.” (Bordeaux, 1861.)




De: wilson
Para: Os estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 26/04/16 12:20

Allan Kardec em suas obras não manda ninguém usar velas, incenso, amuletos, talismã, roupas brancas, imagens nada disso existe na Doutrina Espírita pura de Kardec, o Espiritismo não pode ser misturado com praticas místicas de magia, umbanda, ocultismo nada disso tem sentido racional e doutrinário para o Espiritismo.
Não existe Espiritismo de umbanda ou espírita umbandista, Kardec como disse antes ele nunca mandou ninguém usar objetos matérias, velas, imagens, roupas brancas, amuletos etc....

Objetos matérias não tem nenhum poder espiritual para afastar os maus espíritos e nem para atrair os espíritos elevados, somente nossos pensamentos, sentimentos e conduta moral podem atrair ou repelir os espíritos desencarnados.
Eu posso usar roupas brancas, velas, amuletos, talismã, imagens de santos e continuar com maus pensamentos, maus desejos, fraquezas, medos, vícios, desonesto, picareta etc....
É a minha elevação moral a pratica do bem e das virtudes é que vai me proteger psiquicamente dos espíritos obsessores, tudo esta em meus pensamentos e conduta moral.
A Proteção espiritual quem faz é a própria pessoa pelos seus pensamentos e atitudes morais.
Os maus espíritos adoram pessoas de vontade fraca, com vícios, maus pensamentos ou pensamentos de fraquezas, as pessoas que não procuram se melhorar moralmente e são fracas nos pensamentos são um alvo fácil para os espíritos obsessores, eles adoram pessoas fracas.


Uma outra questão muito importante.

Os espíritos elevados estão livres das influencias da matéria, eles não pedem coisas matérias como velas, despachos, cigarros, charutos, bebidas alcoólicas, sacrifícios de pobres animais, somente espíritos inferiores ainda apegados a matéria é que pedem coisas matérias.
Os espíritos que estão apegados a matéria pedem coisas matérias.
Os espíritos que não estão apegados a matéria não pedem coisas matérias.
Os espíritos superiores e elevados e nobres não vão mandar ninguém beber e fumar e muito menos sacrificar pobres animais.
Os espíritos de Luz pregam o respeito e o amor pelos animais.

Vejamos essas questões.

1) Os espíritos elevados e nobres precisam de coisas matérias???
Eles pedem bebidas alcoólicas, cigarros, charutos e despachos????

2) Os espíritos elevados vão pedir sacrifícios de pobres animais????

3) Os espíritos elevados falam palavrões????

4) Vc confia nessas entidades que bebem e fumam???

Essas praticas vão materializar o senso moral das pessoas, os espíritos elevados pregam somente as virtudes, a elevação moral e o DESAPEGO AS COISAS MATERIAS.
Se um espírito desencarnado fala palavrões, pede bebidas alcoólicas, cigarros, comida, charutos e despachos ele esta dando UM MAU EXEMPLO MORAL para as pessoas.
Já pensou um espírito falando palavrões e fumando e bebendo, isso vai materializar o senso moral das pessoas que estão nesses ambientes .
Os espíritos elevados procuram ESPIRITUALIZAR o ambiente e as pessoas pregando a elevação moral, a pureza dos pensamentos e O DESAPEGO AS COISAS MATÉRIAS.
Os espíritos que pedem coisas matérias é por que eles estão ainda apegados a matéria, aos desejos e vícios terrenos.

Os espíritos elevados pregam a DESMATERIALIZAÇÃO moral e espiritual e não a materialização do senso moral, com essas praticas de pedir coisas matérias.
Fumar, beber, usar palavrões, pedir despachos, velas e sacrifícios de pobres animais vai contribuir para provocar o apego material nas pessoas.
Deu para entender.
Nós temos é que nos espiritualizar se livrando de vícios, maus desejos, maus pensamentos, fraquezas, medos, timidez, maus hábitos etc...

Se os guias da umbanda fosse espíritos elevados eles não iriam pedir coisas matérias como velas, despachos, bebidas alcoólicas, cigarros, charutos e oferendas, os espíritos que pedem essas coisas matérias são espíritos inferiores ainda apegados a matéria, espíritos sem luz e sem esclarecimentos.
Como eles estão apegados a matéria eles vão pedir coisas matérias, eles estão com seu senso moral ainda materializados.

Wilson Moreno



De: wilson
Para: Os estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 22/04/16 09:16

A proteção espiritual esta em nossos pensamentos e conduta moral.

Vejamos essa questão.
Os espíritos elevados e superiores e os bons espíritos não podem se aproximar vibratoriamente de pessoas que estejam cultivando maus desejos, maus pensamentos ou pensamentos de fraquezas, vícios e maus hábitos.
Por que, não existe condições de SINTONIA MENTAL OU SINTONIA VIBRATORIA.
O Bem tem sintonia com o bem.
A Virtude tem sintonia com a virtude.
A Luz tem sintonia com a Luz.

O mal tem sintonia com o mal.
Os vícios tem sintonia com os vícios.
A escuridão tem sintonia com a escuridão.

Tudo é SINTONIA.

Vamos analisar que a pessoa tem que se melhorar moralmente e mentalmente, elevar seus pensamentos e sentimentos e ter atitudes mais corretas e honestas, para poder criar um campo vibratório positivo para atrair a assistência luminosa dos espíritos elevados.
Vibrações elevadas vão atrair outras vibrações elevadas.
Vibrações baixas vão atrair outras vibrações baixas.
Conclusão, a proteção espiritual quem faz é a própria pessoa pelos seus pensamentos, sentimentos, raciocínio e força de vontade.
Uma pessoa de vontade fraca, com pensamentos negativos, fraquezas, vícios, manias, será um alvo fácil para os espiritos obsessores, ela pode falar muito em Deus e em Jesus que isso não vai mudar nada.
São os pensamentos, os sentimentos e as atitudes dela que vai fazer a diferença.

Eu posso falar muito em Deus, em Jesus, em Buda, posso acender velas para os santos catolicistas, mais se eu continuo com maus pensamentos, fraquezas, vícios, maus desejos e tenho uma vontade fraca, vou ser uma presa fácil para as falanges de espiritos obsessores que estão aos milhões vagando pela crosta terrena.

Os maus espíritos adoram pessoas de vontade fraca, com maus desejos, vícios, manias, que se irritam com facilidade que são invigilantes com seus pensamentos e conduta moral.
Ela pode falar muito em Deus ou Jesus ou rezar muito que isso não tem nenhum poder espiritual para afastar os espiritos perturbadores e obsessores do plano espiritual.
Seu poder espiritual esta em seus PENSAMENTOS, SENTIMENTOS, CONDUTA MORAL E FORÇA DE VONTADE.

Não existem milagres e nem o Deus protetor.

Vejamos essa pergunta.
Por que muitos materialistas e ateus não são obsedados????
Eles não acreditam em Deus e nem em Jesus, mais possuem boas qualidades morais, possuem pensamentos elevados, sentimentos nobres, são corretos e honestos, dessa forma eles vão entrar em sintonia com os espiritos elevados e superiores.
Eles vão ter uma boa assistência espiritual.
Tudo vai depender das nossas condições morais e mentais, nossos pensamentos, sentimentos e conduta moral É NISSO QUE ESTA A NOSSA PROTEÇÃO ESPIRITUAL.
Disciplina moral para afastar os espiritos obsessores e as energias negativas do plano espiritual.

Procure sempre ser calmo e concentrado.
Cuidado com as irritações e o nervosismo.
Se afaste de pessoas maldosas e negativas.
Se afaste de ambientes de baixo nível moral.
Procure cultivar pensamentos elevados e positivos
Procure desenvolver sua força mental
Desenvolva sua força de vontade seja forte na vontade.
Combata os vícios e maus desejos
Procure ser uma pessoa boa, correta e honesta mais cuidado para vc não ser usado ou explorado por pessoas sacanas e maliciosas.
Não seja um bobão nem um fraco na vida aprenda a dizer não para as coisas negativas da vida.

SEJA FORTE MENTALMENTE E MORALMENTE, POR QUE, OS FRACOS SERÃO SEMPRE PERDEDORES, FRACASSADOS E OBSEDADOS.



TUDO É AFINIDADE, ATRAÇÃO E SINTONIA NO MUNDO ESPIRITUAL, PELO PENSAMENTO ATRAÍMOS BONS OU MAUS ESPÍRITOS.

TUDO RESIDE EM NOSSOS PENSAMENTOS.

Como disse Jesus, o ser conforme pensar assim será.
Nós somos o que pensamos e atraímos o bem e o mal pelos pensamentos.
Uma pessoa de pensamentos elevados, positivos e nobres e de conduta moral reta no Bem, na caridade e nas virtudes, fica imune as influencias nocivas dos espíritos obsessores.
Os pensamentos elevados, puros e firmes no Bem repele facilmente os maus espíritos.
O Bem é mais forte que o mal.

Como afastar os maus espíritos.

Para afastar os maus espíritos temos que cultivar pensamentos elevados e positivos e ter uma Conduta Moral reta no Bem e nas Virtudes.
Na realidade a proteção espiritual quem faz é a própria pessoa conforme seus pensamentos e conduta moral, os espíritos inferiores, perturbadores e obsessores do plano astral, não conseguem entrar em sintonia com as pessoas dignas, corretas, honestas e caridosas.
O Bem repele o mal.
A Luz repele as sombras.

NÃO HAVENDO SINTONIA OS MAUS ESPÍRITOS SE AFASTAM.

TUDO É SINTONIA VIBRATÓRIA NO MUNDO ESPIRITUAL, OS IGUAIS SE ATRAEM E OS DIFERENTES SE REPELEM.

Uma pessoa com pensamentos elevados e firmes no Bem e de conduta moral reta, repele naturalmente e facilmente os espíritos inferiores e obsessores.

Os espíritos inferiores, perturbadores, maldosos, vingativos e obsessores, possuem um perispirito denso, turvo, grosseiro, eles estão envolvidos em fluidos impuros, na crosta terrena tem milhões de espíritos desencarnados em estado de apego as coisas matérias e aos vícios e desejos terrenos, eles exercem uma forte influencia negativa sobre as pessoas que são invigilantes com seus pensamentos e conduta moral.
Temos que tomar muito cuidado com nossos pensamentos, por que, esses espíritos inferiores que estão na crosta terrena procuram nos influenciar é pelos pensamentos, pela sintonia vibratória.

Como esses espíritos desencarnados não possuem mais seus corpos físicos para saciarem seus vícios e desejos, eles vão procurar os encarnados que possuem os mesmos vícios e desejos.
É o encosto, esses espíritos inferiores vão encostar o seu perispirito no perispirito do encarnado e vão sentir as mesmas coisas que essa pessoa sente, se a pessoa bebe e fuma, os desencarnados viciados vão sugar os fluidos da nicotina e do álcool, é o vampirismo psíquico.
Os desencarnados viciados em Sexo, vão encostar o seu perispirito no perispirito do encarnado que esta praticando sexo sem elevação moral, e o desencarnado vai sentir os mesmos prazeres de uma transa.
É por isso que devemos ter uma vida terrena digna, correta, honesta, com elevação moral, para podermos repelir esses espíritos inferiores do plano astral.
O Bem repele o mal.


Wilson Moreno.

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 14/04/16 16:00

PERSEVERAI NO BEM E NÃO VACILEIS
Filhos e filhas do coração, guarde-nos na sua paz o Mestre incomparável.

Os ciclos da evolução sucedem-se invariavelmente obedecendo à planificação superior. Períodos de ascendência evolutiva caracterizados pelo conhecimento, períodos outros de maturidade para fixação dos postulados apreendidos. É inevitável que vivamos as crises existenciais decorrentes da situação moral em que se encontra o nosso planeta.

Reencarnastes-vos para contribuir com o momento da mudança de paradigmas do planeta de provas e de expiações para o mundo de regeneração. Assumistes o compromisso de divulgar Jesus Cristo conforme as lições insuperáveis do seu Evangelho.

A ciência e a tecnologia, a partir do século XVII, vêm realizando mister para o qual foram criadas pela Divindade esses paradigmas, mas o amor, experiência nova no mapa evolutivo das criaturas terrestres, não pode acompanhar esse desenvolvimento fascinante que, de um lado, proporciona comodidade, diminuição de aflições, facilidades no intercâmbio, aproximação dos sentimentos na construção do bem, mas sob outro aspecto, utilizados por mentes enfermas e corações aturdidos, têm sido os instrumentos da degradação das massas, da apropriação indébita das consciências, da vulgarização das propostas nobres do bem.

Alucinam-se aqueles que desejam controlar as inteligências humanas e proclamam o niilismo, assumindo a responsabilidade grave de diluir a fé nas almas já enfraquecidas, contribuindo para que se estabeleça o caos, através da perda de valores morais e de sentimentos de engrandecimento da alma. É necessário vigiar para depois orar em tranquilidade ante os recursos que se intrometem com objetivos nefandos na sementeira luminosa do conhecimento.

Olhamos uma sociedade que se degrada na luta infeliz do egocentrismo, do individualismo, da consumpção dos valores herdados da divina Providência e, não poucas vezes, a dúvida interroga as mentes mais saudáveis, “quando a sociedade será melhor?”, porque a grande mídia prefere a divulgação daquelas condições canhestras, exageradamente perniciosas, como as que devem ser vivenciadas pelas massas. Surgem comportamentos esdrúxulos, atitudes que chocam, e lentamente o desencanto e o medo passam a residir nos sentimentos antes audazes com a deserção de muitos lutadores empenhados na construção do reino de Deus.

Não temais o mal, nem os maus. As suas artimanhas têm a durabilidade da sua própria facécia, logo desaparecem assim que são arrebatados pelo túmulo os idealistas que despertam no Além com a consciência atormentada e o coração estiolado.

Perseverai no bem.

Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objetivos essenciais. Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir. Evocando o encontro de Jerusalém, quando as duas figuras exponenciais do Evangelho de Jesus, Pedro e Paulo, enfrentaram-se para debater paradigmas de alta relevância na divulgação do Evangelho límpido e cristalino que Jesus trouxe para todos, sem privilégios nem preconceitos, relembramos que foi o amor que venceu as opiniões divergentes e que em lágrimas fez que o primeiro concílio dos cristãos se transformasse na pedra angular da divulgação da verdade, depois que o Mestre retornou aos páramos divinos.

Mantende-vos coesos com a Codificação Espírita, que um dia influenciará o comportamento da sociedade terrestre. O Espiritismo não é uma filosofia para determinado número de criaturas, é uma mensagem de vida eterna para todos os seres humanos. E, ante a interrogação dos desafios que parecem apresentar uma humanidade em decadência, ponde a certeza de que a Barca terrestre continua sob o comando do nauta Jesus, e na sua marcha inexorável irá aportar no país da regeneração.

Dai-vos as mãos em qualquer circunstância.

Que a sensibilidade exacerbada, nascida na presunção ou nos dispositivos egóicos, não vos constitua impedimento ao trabalho de iluminar consciências.

Existem, filhas e filhos amados, mais relevantes ações do bem do que degradação e decadência. Sucede que o erro e o vício trombeteiam as suas ações, enquanto a virtude discreta e silenciosa aproveita das noites sem estrelas para se tornarem as lâmpadas divinas guiando para o momento supremo da libertação.

Sabemos das vossas lutas, dos vossos testemunhos silenciosos, das lágrimas vertidas ante o que desejais realizar e o que lograis fazer. Não poucas vezes, com os vossos guias espirituais, enxugamo-vos o pranto e apontamo-vos o rumo no oceano bravio a ser conquistado para serem encontradas as terras da promissão.

Não vacileis!

Utilizai-vos dos sublimes recursos da Doutrina, especialmente as reuniões mediúnicas para, através dessa ponte sublime, que liga um ao outro plano da vida, deslindardes os aranzéis das forças negativas que muitas vezes vos envolvem, disseminando nos sentimentos amarguras e decepções.

Não creiais que aquilo que não lograis seja negativa do Senhor; antes considerai que a dificuldade de agora é a melhor solução para as necessidades vigentes. Amanhã entendereis melhor o que hoje vos constitui incógnita.

Saudamo-vos, filhas e filhos da união, pelos resultados do nosso encontro anual, pela serenidade com que discutistes os temas em pauta.

Agradecemos a Deus a compreensão das necessidades locais, na Pátria do Cruzeiro, neste país continental, que deve restaurar o pensamento de Jesus e enviá-lo para a humanidade.

À Europa e aos Estados Unidos da América do Norte cabem as investigações mais profundas em quase todas as áreas do conhecimento. À nova Sulamérica, marcada pela dor, pelo sofrimento do irmão de África e do indígena ingênuo e nativo, compete o surgimento do bem com a contribuição da Europa e da Ásia, caracterizado pelo sentimento de amor. Seremos a demonstração viva de que a mais pulsante força do universo é o amor, porque Deus é amor, e através desse amor que vige em toda parte e em nós, podemos tolerar-nos e dar-nos as mãos para os objetivos que nos levarão à plenitude.

Exultai, porque o Senhor vigia e os seus embaixadores, os cocriadores do planeta que lhe têm a direção estão alertas e a programação em pauta está sendo executada mesmo que, por enquanto, não seja visível quanto gostaríamos.

Contribuí, pois, filhas e filhos da alma, com a vossa ternura, burilando as imperfeições do período primário da evolução e, transformando-as em sentimentos de entrega em nome da caridade fraternal que, em breve, se expandirá pela Terra toda, sem que haja a diferença dos superdesenvolvidos e dos miseráveis, quando então o lobo feroz estará na mesma fonte sorvendo a água ao lado do cordeiro pacífico.

Nesses dias que se aproximam, e de que fazeis parte, exultai com os corações voltados para Jesus e cantai hosanas.

Tendes o nome escrito no livro do reino dos Céus e esforçai-vos para que seja mantido diante da misericórdia inefável daquele que é o caminho para a verdade, que é o caminho para a vida: nosso Senhor Jesus Cristo!

Os Espíritos-espíritas trabalhadores da Casa de Ismael, mantenedora do lema Deus, Cristo e Caridade, aqui conosco, solicitam-nos para que lhes sejamos a voz pedindo: avante, anônimos seareiros da verdade, e amai até as últimas forças da vossa jornada no planeta abençoado!

Muita paz, filhas e filhos, são os votos do servidor e amigo de sempre,

Bezerra


Mensagem psicofônica de Espírito Bezerra de Menezes pelo médium Divaldo Pereira Franco no encerramento da reunião ordinária do Conselho Federativo Nacional, realizada em Brasília, entre os dias 6 e 8 de novembro de 2015.

De: wilson
Para: Os estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 14/04/16 08:15

Vou deixar algumas perguntas e questões.


Esses espiritos desencarnados que pedem coisas matérias como velas, despachos, cigarros, charutos, bebidas alcoólicas são espiritos elevados???
Os espiritos elevados precisam de coisas matérias???
Os espiritos elevados vão mandar uma pessoa beber e fumar???
Os espiritos elevados falam palavrões???? Como fazem os exus e pomba giras.
Os espiritos elevados pedem sacrifícios de pobres animais????
Vc confia nessas entidades umbandistas que bebem e fumam???

Vc confia nessas entidades que pedem despachos e oferendas com restos de comida e animais mortos???
Basta esses espiritos falar em deus, Jesus e caridades para vc confiar cegamente neles????

Vc deixaria seu filho tomar um passe de um médium que bebe e fuma????
Se essas entidades mandar vc beber e fumar vc vai beber e fumar????
Se essas entidades mandar vc sacrificar animais vc faria isso????

Cuidado somente espiritos inferiores, obsessores ainda apegados a matéria é que pedem essas coisas matérias.
São espiritos atrasados ainda apegados a matéria, eles querem continuar a sentir os prazeres viciosos como beber e fumar.
São espiritos ignorantes e sem luz anda condicionados as sensações terrenas.

Temos que usar sempre o discernimento, o julgamento das comunicações mediúnicas, a critica construtiva e positiva, não podemos aceitar nada sem exame, tudo tem que ser analisado com muito cuidado e critérios.

TEMOS QUE PASSAR PELO CRIVO SEVERO DA RAZÃO E DA LÓGICA AS INFORMAÇÕES DADA PELOS ESPÍRITOS DESENCARNADOS, QUALQUER OFENSA A RAZÃO, A LÓGICA E AO BOM SENSO DENÚNCIA A PRESENÇA DE ESPÍRITOS ATRASADOS E INFERIORES.

Um exemplo, os espíritos de luz ou espíritos elevados não precisam de coisas matérias como velas, despachos, bebidas alcoólicas, cigarros, charutos, somente espíritos ainda apegados a matéria é que pedem essas coisas, espíritos sem luz, sem esclarecimentos.
Entidades que bebem e fumam não merecem nenhuma confiança, elas são espertas, maliciosas, mentirosas, sabem manipular as palavras para enganar as pessoas, muitos desses espíritos embusteiros e mistificadores usam nomes falsos, venerados e pomposos para enganar e usam quase sempre uma linguagem melosa, doce e meiga para SEDUZIR e iludir.

O plano deles é seduzir.
Os espíritos de luz ou espíritos bons e elevados só tratam de assuntos nobres, dignos, elevados, eles procuram MORALIZAR as pessoas, incentivando elas a seguirem o caminho do bem, das virtudes, da elevação moral, da caridade e do respeito.
Os espíritos de luz pregam as Virtudes e a elevação Moral, os espíritos ainda apegados a matéria geralmente tratam de questões terra a terra, questões vulgares sem pureza moral, assuntos como amarração, volta da pessoa amada, como ganhar dinheiro ou ficar rico sem trabalho, como conseguir mulheres, sorte no jogo etc...
Os espíritos de luz nunca vão incentivar uma pessoa a beber, fumar ou fazer despachos, oferendas e sacrifícios de pobres animais.
OS ESPÍRITOS DE LUZ PREGAM O RESPEITO E O AMOR PELOS ANIMAIS.
Temos que entender que no mundo espiritual existem muitos espíritos mentirosos, enganadores, espertos, hipócritas, sedutores, não podemos confiar abertamente neles, temos que examinar tudo de forma racional, sem empolgações ou entusiasmos, qualquer vacilo eles nos enganam.
Wilson Moreno

 
 
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