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Mural
De: Wilson
Para: Os Estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 31/10/14 12:12

O Livro dos Médiuns
CAPÍTULO XXV
Das Evocações
Questões sobre as evocações


17ª Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos conforme pretendem alguns?

\"ESTA PERGUNTA ERA ESCUSADA [DISPENSÁVEL, SUPÉRFLUA], PORQUANTO BEM SABES QUE A MATÉRIA NENHUMA AÇÃO EXERCE SOBRE OS ESPÍRITOS.

FICA BEM CERTO DE QUE NUNCA UM BOM ESPÍRITO ACONSELHARÁ SEMELHANTES ABSURDIDADES.

A VIRTUDE DOS TALISMÃS, DE QUALQUER NATUREZA QUE SEJAM, JAMAIS EXISTIU, SENÃO, NA IMAGINAÇÃO DAS PESSOAS CRÉDULAS.\"

18ª Que se deve pensar dos Espíritos que marcam encontros em lugares lúgubres e a horas indevidas?

\"Esses Espíritos se divertem à custa dos que lhes dão ouvidos.

E sempre inútil e não raro perigoso ceder a tais sugestões:

inútil, porque nada absolutamente se ganha em ser mistificado;

perigoso, não pelo mal que possam fazer os Espíritos, mas pela influência que isso pode ter sobre cérebros fracos.\"


Revista Espírita, dezembro de 1862

\"(...)

Certas pessoas preferem, sem dúvida, uma receita mais fácil para afastar os maus Espíritos: algumas palavras a dizer ou alguns sinais afazer, por exemplo, o que seria mais cômodo do que se corrigir de seus defeitos.

Com isso não estamos descontentes, mas não conhecemos nenhum outro procedimento mais eficaz para vencer um inimigo do que ser mais forte do que ele.

Quando se está doente, é preciso se resignar a tomar um remédio, por amargo que ele seja; mas também, quando se teve a coragem de beber, como se sente bem, e quanto se é forte!

É PRECISO, POIS, SE PERSUADIR DE QUE NÃO HÁ, PARA ALCANÇAR ESSE OBJETIVO,

NEM PALAVRAS SACRAMENTAIS,

NEM FÓRMULAS,

NEM TALISMÃS,

NEM QUAISQUER SINAIS MATERIAIS.

OS MAUS ESPÍRITOS DISSO SE RIEM E SE ALEGRAM FREQÜENTEMENTE EM INDICAREM QUE SEMPRE TÊM O CUIDADO DE SE DIZER INFALÍVEIS, PARA MELHOR CAPTAR A CONFIANÇA DAQUELES QUE QUEREM ENGANAR, PORQUE ENTÃO ESTES CONFIANTES NA VIRTUDE DO PROCEDIMENTO, SE ENTREGAM SEM MEDO.


Causas da obsessão e meios de combate - II
Revista Espírita, janeiro de 1863

\"(...)

A presunção de julgar-se invulnerável pelos maus Espíritos muitas vezes tem sido punida de modo crudelíssimo, porque jamais são impunemente desafiados pelo orgulho. O orgulho é a parte que lhes dá mais fácil acesso, pois ninguém oferece menos resistência do que o orgulhoso, quando tomado pelo seu lado fraco.

Antes de nos dirigirmos aos Espíritos, convém, pois, encouraçarmos-nos contra o assalto dos maus, assim como se marchássemos em terreno onde tememos picadas de cobras.

Isto se consegue, inicialmente, pelo estudo prévio, que indica a rota e as precauções a tomar.

A seguir, a prece.

MAS É NECESSÁRIO BEM NOS COMPENETRARMOS DA VERDADE QUE

O ÚNICO PRESERVATIVO ESTÁ EM NÓS, NA PRÓPRIA FORÇA, E NUNCA NAS COISAS EXTERIORES.

QUE NEM HÁ TALISMÃS,

NEM AMULETOS,

NEM PALAVRAS SACRAMENTAIS,

NEM FÓRMULAS SAGRADAS OU PROFANAS

QUE TENHAM A MENOR EFICÁCIA

SE NÃO TIVERMOS EM NÓS MESMOS AS QUALIDADES NECESSÁRIAS.

Assim, essas qualidades é que devem ser adquiridas.


O Céu e o Inferno
Capítulo X

\"(...)

Nenhum objeto, medalha ou talismã tem a propriedade de atrair ou repelir Espíritos, pois a matéria ação alguma exerce sobre eles.

Nunca um bom Espírito aconselha tais absurdos.

A virtude dos talismãs só pode existir na imaginação de pessoas simplórias.

O Livro dos Espíritos
Parte Segunda - Capítulo 9
Intervenção dos espíritos no mundo corporal
Poder oculto. Talismãs. Feiticeiros

\"(...)

553. Qual pode ser o efeito das fórmulas e práticas com que algumas pessoas pretendem dispor da cooperação dos Espíritos?

- É o efeito de torná-las ridículas se forem pessoas de boa-fé. Caso contrário, são patifes que merecem castigo. Todas as fórmulas são enganosas;

não há nenhuma palavra sacramental,

nenhum sinal cabalístico,

nenhum talismã

que tenha qualquer ação sobre os Espíritos,

PORQUE ELES SÃO ATRAÍDOS SOMENTE PELO PENSAMENTO E NÃO PELAS COISAS MATERIAIS.

553.a. Alguns Espíritos não têm, às vezes, ditado fórmulas cabalísticas?

- Sim, há Espíritos que indicam sinais, palavras esquisitas ou prescrevem alguns atos com a ajuda dos quais fazeis o que chamais de tramas secretas;

mas ficais bem certos: SÃO ESPÍRITOS QUE ZOMBAM E ABUSAM DE VOSSA CREDULIDADE.

554. Aquele que, errado ou certo, tem confiança no que chama virtude de um talismã, não pode por essa própria confiança atrair um Espírito, já que é o pensamento que age? O talismã não será apenas um sinal que ajuda a dirigir o pensamento?

- É verdade; mas a natureza do Espírito atraído depende da pureza da intenção e da elevação dos sentimentos; portanto, devemos crer que aquele que é tão simples para acreditar na virtude de um talismã não tenha um objetivo mais material do que moral.

Além do mais, em todos os casos, isso indica uma inferioridade e fraqueza de idéias que o expõem aos Espíritos imperfeitos e zombeteiros.

Esse pequeno estudo Doutrinário mostra que o Espiritismo é uma Doutrina Racional e não mística.

Wilson Moreno.


De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 29/10/14 09:12

LIBERTA-TE DO MAL

De um lado, a riqueza cultural e intelectual, as conquistas valiosas da ciência e da tecnologia que modificaram totalmente a face do Planeta, ampliando os horizontes cósmicos e os tornando compreensíveis ao pensamento, enquanto que pandemias terríveis vêm sendo varridas do orbe lentamente.
A contribuição inestimável das vacinas, a relativa e lúcida facilidade de diagnóstico de muitas enfermidades, os produtos farmacêuticos de extraordinário valor, as medidas preventivas a muitos males, a vigência de hábitos alimentares saudáveis, de exercícios físicos e contato com a natureza, os notáveis recursos cirúrgicos, os de transplantes de órgãos e de próteses constituem bênçãos jamais sonhadas antes, tornando a existência humana mais amena e saudável.
As ciências psicológicas facultam a compreensão dos conflitos humanos e dos transtornos que se ampliam com altos índices de depressão, de loucura, de desvios de comportamento...
Sob outro aspecto, porém, os valores ético-morais, imprescindíveis ao equilíbrio mente-corpo, demonstram que a evolução espiritual tem sido menos ampla do que aquela de natureza intelectual.
Simultaneamente, o espectro da fome, da miséria sob diferentes aspectos, a drogadição, a volúpia do prazer exacerbado, como se a função do corpo fosse direcionada apenas para o gozo, as fugas espetaculares para os vícios de toda ordem e a violência perversa dominam as criaturas que, aturdidas, não sabem qual rumo a seguir.
Valiosos estudiosos do comportamento e da economia apelam para o comedimento, para a liberdade responsável, enquanto outros, que se encontram alucinados, proclamam a necessidade da liberação do aborto, da eutanásia, da discriminação da maconha e de outras substâncias alucinógenas com excessiva liberdade para os seus usuários, sem a preocupação de educá-los preventivamente ou de tratá-los após o tombo nas suas armadilhas soezes.
Mulheres e homens infelizes proclamam a excelência do suicídio ante os insucessos, as doenças incuráveis, os problemas afligentes, as situações embaraçosas, exteriorizando os tormentos que os caracterizam e que desejam transformar em condutas normais...
Uma onda de desespero cresce no mundo ante expectativas dolorosas em relação às culturas religiosas do Oriente assim como as do Ocidente e vice-versa, ao mesmo tempo, em um período em que os direitos humanos são proclamados e reconhecidos, o fanatismo de diversas condutas e o radicalismo ameaçam a paz entre os povos dominados pelas paixões primitivas disfarçadas de civilização...
Há, em toda parte, a busca desenfreada por algo que complete o ser, facultando-lhe as fugas terríveis para os esportes radicais, para as experiências aberrantes, para as condutas extravagantes, para a formação de tribos e de clãs agressivos que facilitam a vigência do ódio e da crueldade, em uma época em que os mesmos já deveriam ter sido substituídos pela compreensão, pela fraternidade, pela compaixão...
Infelizmente, não tem havido lugar na sociedade imediatista para o amor e a paz, para os ideais de enobrecimento e de solidariedade que não encontram espaço na grande mídia, conforme desfrutam a sexolatria, os crimes hediondos e as futilidades rotuladas de condutas ideais.
A família, desagregada, cede lugar a um grupamento de pessoas vinculadas pela consanguinidade e separadas pelos sentimentos de amizade e de dever, facultando os desvios para os sites e blogs da convivência virtual que facilitam o intercâmbio doentio e cruel, com psicopatas e atormentados, que se ocultam atrás da tela dos computadores, assim como de outros instrumentos de comunicação do mesmo gênero...
Em consequência, a deserção moral é volumosa e profundamente lamentável, permitindo todos os tipos de condutas desastradas com graves prejuízos para o indivíduo em si mesmo e para a sociedade em geral.
Há abundância de conforto e de diversões para alguns e escassez absoluta de quase tudo para a maioria das criaturas terrestres.
São inevitáveis as interrogações: Que se fazer ante tantos paradoxos? Como se viver corretamente sem alienação? Existe alguma diretriz para o encontro com o equilíbrio e a harmonia interior?
A resposta é simples e talvez contundente: A diretriz e a conduta a se vivenciar podem ser enunciadas no conceito: evitar-se o mal ou dele libertar-se, caso já se lhe encontre instalado.
Pensando na grande problemática referida acima em alguns dos seus mais graves aspectos elaboramos, ao longo dos últimos meses, estudos espíritas em torno de trinta temas, convidando os interessados à conquista da paz, da saúde e da alegria de viver, à luta pela própria felicidade.
Baseando-nos nas vigorosas lições de Jesus e nas sábias diretrizes do Espiritismo, procuramos atualizar os seus conteúdos em linguagem própria para estes dias, oferecendo sugestões oportunas e fáceis para a conquista da harmonia pessoal e para a cooperação com as demais pessoas.
Reconhecemos não trazerem estas páginas novidades muito do agrado de grande número de leitores, mas sabemos que um dos requisitos essenciais para a aprendizagem é a metodologia da repetição, a fim de que se fixem nos painéis da memória e nos delicados tecidos dos sentimentos as informações que se devem transformar em recurso para a sua vivência.
Tudo quanto anotamos já tem sido apresentado por estudiosos sérios e interessados nos comportamentos felizes, assim como por sociólogos e psicólogos, religiosos e cidadãos afeiçoados ao Bem.
O nosso trabalho encontra-se, porém, enraizado nos textos do Evangelho de Jesus e nas seguras orientações que os Espíritos trouxeram ao mundo desde o dia do surgimento de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, a 18 de abril de 1857 e as obras que foram publicadas depois pelo insigne codificador.
São o resultado da nossa própria experiência, assim como da experiência de milhões de indivíduos que optaram pelo Bem em luta incessante para a libertação do mal, que ainda vige no íntimo de todos os seres humanos, como herança doentia do processo grandioso da evolução antropológica e psicológica através das sucessivas reencarnações.
Com este modesto contributo, esperamos cooperar com as pessoas sinceras e afeiçoadas ao amor e à verdade, a fim de que não desanimem nunca no afã da edificação e da vivência do amor, conforme o Mestre de Nazaré nos ensinou, em todas e quaisquer situações em que se encontre.
...E o amor solucionará todos os problemas, por mais intrincados se apresentem.

Salvador, (BA), 21 de setembro de 2011.

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo Franco.

De: wilson
Para: Os estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 27/10/14 21:06

Vejamos uma questão importante na Doutrina Espírita, a palavra Deus pode afastar os maus espíritos.
Vejamos as Observações Doutrinarias do Mestre Allan Kardec.

1)Só pela superioridade moral se exerce ascendência sobre os Espíritos inferiores. Os Espíritos perversos reconhecem a superioridade dos homens de bem. Entretanto alguém que lhes oponha a vontade enérgica, espécie de força bruta, reagem e muitas vezes são os mais fortes. Alguém tentava dominar assim um Espírito rebelde, aplicando a vontade ,e este lhe respondeu: Deixa-me em paz com esses ares de mata-mouros, que não vales mais do que eu. Que se diria de um ladrão pregando moral a outro ladrão?

Estranha-se que o nome de Deus, invocado contra eles, quase sempre não produza efeito. São Luís explicou a razão na resposta seguinte:

“O nome de Deus só tem influência sobre os Espíritos imperfeitos na boca de quem pode usá-lo com a autoridade das suas próprias virtudes. Na boca de um homem que não tenha nenhuma superioridade moral sobre o Espírito é uma palavra como qualquer outra. Dá-se o mesmo com os objetos sagrados que lhes opõem. A arma terrível é inofensiva em mãos inábeis ou incapazes de usá-la”.

Vou realçar essa Observação muito importante de São Luiz.
O NOME DE DEUS SÓ TEM INFLUÊNCIA SOBRE OS ESPÍRITOS IMPERFEITOS NA BOCA DE QUEM PODE USÁ-LO COM A AUTORIDADE DAS SUAS PRÓPRIAS VIRTUDES. NA BOCA DE UM HOMEM QUE NÃO TENHA NENHUMA SUPERIORIDADE MORAL SOBRE O ESPÍRITO É UMA PALAVRA COMO QUALQUER OUTRA.

Vejamos uma observação de J. Herculano Pires sobre essa questão.

A palavra Deus, em si, não tem nenhum poder.
A palavra é apenas um signo e sua carga emotiva está no conceito, na idéia que ela exprime e portanto no pensamento.
Dizê-la sem sentir o que ela representa é como articular sons sem sentido. Dizê-la com plena consciência do seu significado e sentindo-a fundamente é ligar-nos a Deus. No plano espiritual o que vale é a vibração psíquica e não a forma verbal, ou segundo Kardec, o fundo e não a forma.

Muitas pessoas e espíritas pesam que a palavra Deus ou Jesus vai afastar os maus espíritos, isso não existe, é a nossa elevação moral, pensamentos elevados e nobres, boas ações, praticar a caridade, ser correto e honesto, combater os maus pensamentos e maus desejos, combater os vícios é isso que VAI AFASTAR os maus espíritos ou espíritos obsessores.

Na questão 479 do Livro dos Espiritos encontramos o seguinte.


479. A prece é um meio eficaz para curar a obsessão?
— A prece é um poderoso socorro para todos os casos, mas sabei que não é suficiente murmurar algumas palavras para obter o que se deseja. Deus assiste aos que agem, e não aos que se limitam a pedir. Cumpre, portanto, que o obsedado faça, de seu lado, o que for necessário para destruir em si mesmo a causa que atrai os maus Espíritos.

Vou realçar essa Observação Doutrinaria que é muito importante.
DEUS ASSISTE AOS QUE AGEM, E NÃO AOS QUE SE LIMITAM A PEDIR. CUMPRE, PORTANTO, QUE O OBSEDADO FAÇA, DE SEU LADO, O QUE FOR NECESSÁRIO PARA DESTRUIR EM SI MESMO A CAUSA QUE ATRAI OS MAUS ESPÍRITOS.

Eu posso falar em Deus ou Jesus e continuar com maus pensamentos, vícios, maus desejos e tento atitudes negativas.
É nas VIRTUDES E NA ELEVAÇÃO MORAL que esta defesa contra os espíritos inferiores e obsessores.

2) Uma outra questão importante colocada pelo Mestre Allan Kardec é ineficácia do uso de objetos matérias para afastar os espíritos inferiores e obsessores, o uso de amuletos, talismã, roupas brancas, imagens de santos, velas, despachos, exorcismos, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, são praticas sem nenhum valor espiritual.
Vejamos as colocações doutrinarias do Mestre Kardec.

OUTRA VERDADE, IGUALMENTE VERIFICADA PELA EXPERIÊNCIA, E QUE A LÓGICA COMPROVA, É A COMPLETA INEFICÁCIA DE EXORCISMOS, FÓRMULAS, PALAVRAS SACRAMENTAIS, AMULETOS, TALISMÃS, PRÁTICAS EXTERIORES OU QUAISQUER SÍMBOLOS MATERIAIS.

Vejamos outras observações doutrinarias.

A questão 554 de “O Livro dos Espíritos” corrobora essa posição. Confiramos:
P.: “Que efeito pode produzir fórmulas e práticas mediante as quais pessoas há que pretendam dispor do concurso dos Espíritos?”

R.: “(…) Todas as fórmulas são mera charlatanaria. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes são só atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais”. E continua mais adiante: “Ora, muito raramente aquele que seja bastante simplório para acreditar na virtude de um talismã deixará de colimar um fim mais material do que moral. Qualquer, porém, que seja o caso, essa crença denuncia uma inferioridade e uma fraqueza de ideias que favorecem a ação dos espíritos imperfeitos e escarninhos”.

Em “O Livro dos Médiuns”, é perguntado aos Espíritos Superiores:
“Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos conforme pretendem alguns”?

R.: “ESTA PERGUNTA ERA ESCUSADA, PORQUANTO BEM SABES QUE A MATÉRIA NENHUMA AÇÃO EXERCE SOBRE OS ESPÍRITOS. FICA BEM CERTO DE QUE NUNCA UM BOM ESPÍRITO ACONSELHARÁ SEMELHANTES ABSURDIDADES. A VIRTUDE DOS TALISMÃS, DE QUALQUER NATUREZA QUE SEJAM, JAMAIS EXISTIU, SENÃO, NA IMAGINAÇÃO DAS PESSOAS CRÉDULAS”.

O Codificador Allan Kardec comentou, concluindo e reiterando a total desvinculação do Espiritismo com o pensamento mágico propalado pelas religiões e crenças fetichistas:

“OS ESPÍRITOS SÃO ATRAÍDOS OU REPELIDOS PELO PENSAMENTO E NÃO POR OBJETOS MATERIAIS (…). Em todos os tempos os Espíritos superiores condenaram o emprego de signos e de formas cabalísticas; e todo Espírito que lhes atribui uma virtude qualquer ou que pretende dar talismãs que denotam magia, por aí revela a própria inferioridade, quer quando age de boa-fé e por ignorância, (…) quer quando conscientemente (…). Os sinais cabalísticos, quando não são mera fantasia, são símbolos que lembram crenças supersticiosas na virtude de certas coisas, como os números, os planetas e sua correspondência com os metais, crenças nascidas no tempo da ignorância e que repousam sobre erros manifestos, aos quais a ciência fez justiça, mostrando o que há sobre os pretensos sete planetas, os sete metais, etc. A forma mística e ininteligível de tais emblemas tem o objetivo de os impor ao vulgo (…), aquilo que não compreende.”

Wilson Moreno.

De: antonio marcos de freitas
Para: todos os irmãos
E-mail: marfrei2003@yahoo.com.br
Data: 27/10/14 18:55

Este mural é uma fonte de grandes energias!!me sinto muito feliz ao entrar no site e poder ler tantas coisas boas, quantas vezes recorri a este espaço!!!Muitas energias a todos!!!

De: Wilson
Para: Os Estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 26/10/14 15:48

A maior tática usada pelos espíritos enganadores e mistificadores do mundo invisível é tentar anular o julgamento, a critica e a analise das mensagens e comunicações, eles são espertos, maliciosos, inteligentes, falam que não podemos Julgar, não julgues para não ser julgados, com a mesma medida que julgar seu irmão sereis também julgado, julgar e criticar é faltar com a caridade.
Irmão não julga irmão, devemos amar e tolerar, o mais importante não é JULGAR e sim amar.
Com essas argumentações maliciosas com segundas intenções, eles conseguem anular o Discernimento, o raciocínio e o julgamento correto das pessoas.
Ninguem questiona nada, as pessoas passam a aceitar tudo sem exame, elas falam, não podemos julgar e nem avaliar as coisas, todos nós somos espíritos imperfeitos encarnados no plano material para evoluir.
Todos somos imperfeitos e pecadores.

Dessa forma maliciosa, o campo fica aberto para as mistificações e embustes do plano invisível.

Eles conseguiram anular a capacidade de discernimento, julgamento e critica das pessoas, somos robôs sem raciocínio, isso é muito grave.
Perguntamos como desmascarar os mistificadores encarnados e desencarnados, se não for pelo discernimento, julgamento e critica justa e limpa????
Toda critica tem que ser justa, limpa, honesta e correta visando sempre o Bem da sociedade humana.
Criticar para iluminar e freiar o mal e nunca para destruir ou agredir.
Perguntamos, você aceita tudo sem exame???
Você engole tudo passivamente???
É isso que os espíritos malandros, mentirosos, hipócritas e embusteiros querem, pessoas que não questiona, aceitam tudo sem exame, não julgam e nem analisam.
Quem cala consente.


As Mistificações.

De início, salientamos que não há mistificadores sem mistificados. Trata-se, portanto, de uma via de mão dupla. “A facilidade com que certas pessoas aceitam tudo o que teria vindo do mundo invisível ... é o que encoraja os mistificadores”, disse Kardec. Por isso, devemos tomar cuidado para não sermos nós os encorajadores das mistificações. Como? Recebendo todas as informações com reserva e prudência. É o que nos aconselhou o Codificador do Espiritismo. Dessa forma, não nos enganarão tão facilmente.

Vejamos uma observação importante de Kardec.

a) A astúcia dos Espíritos mistificadores ultrapassa às vezes tudo o que se possa imaginar. A arte, com que dispõem as suas baterias e combinam os meios de persuadir, seria uma coisa curiosa, se eles nunca passassem dos simples gracejos; porém, as mistificações podem ter consequências desagradáveis para os que não se achem em guarda. […] Entre os meios que esses Espíritos empregam, devem colocar se na primeira linha, como sendo os mais frequentes, os que têm por fim tentar a cobiça, como a revelação de pretendidos tesouros ocultos, o anuncio de heranças, ou outras fontes de riquezas. Devem, além disso, considerar se suspeitas, logo à primeira vista, as predições com época determinada, assim como todas as indicações precisas, relativas a interesses materiais. Cumpre não se deem os passos prescritos ou aconselhados pelos Espíritos, quando o fim não seja eminentemente racional; que ninguém nunca se deixe deslumbrar pelos nomes que os Espíritos tomam para dar aparência de veracidade às suas palavras; desconfiar das teorias e sistemas científicos ousados; enfim, de tudo o que se afaste do objetivo moral das manifestações. Encheríamos um volume dos mais curiosos, se houvéramos de referir todas as mistificações de que temos tido conhecimento.

Fonte Livro dos Mediuns.


b) Se não se quer ser vítimas desses Espíritos levianos, é PRECISO JULGÁ-LOS, e para isso temos um critério infalível: o bom senso e a razão.

Sabemos as qualidades da linguagem que caracterizam, entre nós, os homens verdadeiramente bons e superiores, essas qualidades são as mesmas para os Espíritos; devemos julgá-los por sua linguagem. Não poderíamos muito repetir o que caracteriza a dos Espíritos elevados: ela é constantemente digna, nobre, sem fanfarrice e contradição, pura de toda trivialidade, marcada por uma inalterável benevolência. Os bons Espíritos aconselham; eles não mandam; eles não se impõem; sobre o que ignoram, se calam. Os Espíritos levianos falam com a mesma segurança daquilo que sabem e daquilo que não sabem, respondem a tudo sem se importarem com a verdade. Nós os vimos, em um ditado supostamente sério, colocar, com uma imperturbável firmeza, César no tempo de Alexandre; outros afirmarem que não é a Terra que gira ao redor do Sol.

Em resumo, toda expressão grosseira ou simplesmente inconveniente, toda marca de orgulho e de presunção, toda máxima contrária à sã moral, toda heresia científica notória, é, entre os Espíritos, como entre os homens, um sinal incontestável de má natureza, de ignorância ou pelo menos de leviandade. De onde se segue que é preciso pesar tudo o que dizem e fazê-los passar pelo crisol da lógica e do bom senso; é uma recomendação que nos fazem, sem cessar, os bons Espíritos. “Deus, nos dizem, não vos deu o julgamento para nada; servi-vos dele, pois, para saber com quem tendes relação.” Os maus Espíritos temem o exame; eles dizem: “Aceitai nossas palavras e não as julgueis.” Se tivessem a consciência de estar com a verdade, não temeriam a luz.

O hábito de escrutar as menores palavras dos Espíritos, de pesar-lhes o valor, (do ponto de vista do pensamento, e não da forma gramatical, com a qual têm pouco cuidado,) distancia forçosamente os Espíritos mal intencionados, que não vêm, então, perder inutilmente seu tempo, uma vez que se rejeite tudo o que é mau ou de origem suspeita. Mas quando se aceita cegamente tudo o que dizem que se coloca, por assim dizer, de joelhos diante de sua pretensa sabedoria, fazem o que fariam os homens – disso abusam.
Se o médium é senhor de si, se não se deixa dominar por um entusiasmo irrefletido, pode fazer o que aconselhamos; mas, frequentemente, ocorre que o Espírito o subjuga a ponto de fasciná-lo e fazê-lo achar admiráveis as coisas mais ridículas, e se abandona tanto mais a essa perniciosa confiança que, fortificado em suas boas intenções e seus bons sentimentos, crê que isso basta para afastar os maus Espíritos; não, isso não basta, porque esses Espíritos ficam encantados em fazê-lo cair na armadilha, aproveitando-se de sua fraqueza e de sua credulidade. Que fazer então? Atribuir a um terceiro desinteressado que, julgando com sangue frio e sem prevenção, poderá ver uma palha aí onde ele não via uma trave.

Revista Espírita 1859 – Fevereiro – Allan Kardec

Como disse Allan Kardec.

CUMPRE NÃO SE DEEM OS PASSOS PRESCRITOS OU ACONSELHADOS PELOS ESPÍRITOS, QUANDO O FIM NÃO SEJA EMINENTEMENTE RACIONAL.

SE NÃO SE QUER SER VÍTIMAS DESSES ESPÍRITOS LEVIANOS, É PRECISO JULGÁ-LOS, E PARA ISSO TEMOS UM CRITÉRIO INFALÍVEL: O BOM SENSO E A RAZÃO

Vejamos que Kardec fala em JULGAR os espíritos comunicantes, analisar tudo pelo crivo severo da razão e da lógica, só aceitar ensinamentos que tenham um nível racional e moral elevado e nobre.
Perguntamos para nossa reflexão.
Os espíritos de luz ou espíritos elevados vão pedir velas, despachos, cigarros, charutos, cachaça, comida e sacrificios de animais???
Existe base racional e moral nisso???
Portanto, meus amigos devemos julgar e analisar tudo que venha dos espíritos com muito cuidado, não aceitem nada sem exame.
Existem muitos espíritos enganadores, mentirosos e hipócritas vagando pelo mundo espiritual, eles são espertos, maliciosos, tomam nomes falsos, usam uma linguagem doce, suave e melosa para SEDUZIR e enganar as pessoas.
Vocês acham que os espíritos mistificadores são burros ou idiotas para usarem uma linguagem grosseira, ímpia e agressiva, claro que não, eles são espertos e malandros procuram enganar as pessoas na lábia doce, eles falam macio, são lobos em pele de ovelhas.
Desconfiai desses espíritos que usam sempre uma linguagem melosa e doce, procurem passar pelo Crivo severo da Razão e da Lógica todas as informações e mensagens que venha do plano espiritual, lá como cá, existem os enganadores e malandros.
Não aceitem nada sem rigoroso exame.
Essas entidades que pedem bebidas alcoólicas, cigarros, despachos, charutos, velas, comida e ate sacrifícios de inocentes animais, são espíritos que estão apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos.
Não acredite nessas entidades, raciocine e examine tudo.
Wilson Moreno.

De: Wilson
Para: Todos e Victor Hugo
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 24/10/14 23:08

Victor hugo suas colocações são perfeitas, isso mesmo, busquemos a fé raciocinada sem misticismos e fantasias, um abraço

De: Victor Hugo
Para: Todos e FREDERICO
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 23/10/14 09:31

Queridos irmãos, tenham um lindo dia, repleto de muita paz, harmonia, saúde, bem-estar, trabalho e infinita alegria.

O termo MILAGRE não é usado no Espiritismo, pois, em sua concepção, milagre é sempre algo sobrenatural, fugindo, assim, às leis divinas. Quando Jesus realizou certos fenômenos e as pessoas não entendiam as leis naturais, davam o nome de milagre para designar o fato.

O espírito André Luiz afirma:

Milagre - designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar à Lei Divina ainda se encontra incompleto ao entendimento fragmentário da criatura. (Livro O Espírito da Verdade, psicografado por Francisco Cândido Xavier).

Ao irmão FREDERICO:
Caríssimo irmão, Allan Kardec é o maior gênio do mundo depois de Jesus, inclusive enviado por este para o trabalho da Codificação Espírita, pois, somente ele seria capaz de tão iluminativo cometimento. Confie sempre no Codificador!

Quanto à apometria, isso não é Espiritismo. Se possível, leia o texto de Divaldo Franco intitulado \"Apometria não é Espiritismo\". Dessa forma, existem várias práticas que podem até ser respeitáveis, mas não se enquadram nos quadros da Doutrina Espírita, pois, Allan Kardec estabeleceu uma nova ordem de ideias baseadas na Realidade (livre-arbítrio, reencarnação, lei de causa e efeito, mediunidade, obsessão, sintonia, caridade, etc, etc, etc), sendo que não se pode incorporar novidades ao corpo do Espiritismo. Ocorre, lamentavelmente - como diz o espírito Vianna de Carvalho no livro Reflexões Espíritas, psicografado por Divaldo Franco, que muitos não estudam profundamente o Espiritismo e, assim, trazem tudo o que é novidade para o Espiritismo (vide mensagem abaixo de minha despedida).

Não confie nas Casas que fazem apometria.

No que tange ao espírito Ramatis, não confie nos seus escritos. Passe sempre pelo crivo da razão e lembre-se que J. Herculano Pires, na opinião do espírito Emmanuel (mentor de Chico Xavier) é o \"metro que melhor mediu Kardec\", informação contida no livro Herculano Pires: O homem no mundo (capítulo Herculano no além).
E Herculano - com sua argumentação extraordinária - demonstra os equívocos de Ramatis, cujas opiniões chocam-se diretamente com vários preceitos Espíritas. Portanto, não confie!

Quanto ao uso da mediunidade para desvendar crimes, isso foi usado em algumas ocasiões....leia o livro Psicografia no Tribunal.

Mas recorde-se de que a Terra deve resolver suas questões e o Excelso Legislador estabeleceu Leis Naturais imutáveis para que haja equilíbrio universal. Assim, a dinâmica Mundo Espiritual - Reencarnação implica na possibilidade de um relacionamento entre desencarnados e reencarnados, mas lembre-se que existe um limite.
Considere as nobres palavras de Léon Denis no prefácio do livro No Invisível:

\"Não esperem os homens que os espíritos façam o que compete aos homens realizar.\"

Forte abraço a todos

Fiquem com DEUS

Buscai a Verdade; a Verdade vos libertará. Jesus
(João, cap. 8, vers. 32)

E hoje, quando o Espiritismo sensibiliza milhões de vidas, o seu Movimento parecer deperecer, perdendo em qualidade o que adquire em quantidade.

Adeptos precipitados tentam enxertar conceitos supersticiosos no organismo impoluto da Doutrina que dispensa apêndices, permanecendo ideal conforme foi legada por Allan Kardec.

A invigilância de alguns simpatizantes procura adaptar crendices ultramontanas ao texto doutrinário, para acomodar interesses imediatos e vazios, por falta de coragem para arrostar as conseqüências da fé na sua legitimidade.

O Espiritismo sobrepõe-se-lhes, porque nenhum exotismo pode fazer parte do seu contexto.

Teimam introduzir no seu conteúdo superior práticas que, embora respeitáveis, são do Orientalismo, não se coadunando com a tecedura da verdade de que Allan Kardec se fez intermediário consciente.

A Doutrina Espírita, não obstante, respeitando todos os comportamentos religiosos e éticos da Humanidade, permanece acima de qualquer conotação suspeita ou desfiguração nas suas bases. Portanto, a Codificação Espírita se mantém inamovível, num todo granítico, iluminando o pensamento e explicando a causalidade da vida e a realidade do homem.

Vianna de Carvalho (espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Reflexões Espíritas

De: Wilson
Para: Os estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 22/10/14 23:18

Deus não faz milagres.

Deus o Criador incriado rege e regula toda a Obra Universal através de Leis naturais, eternas e imutáveis são as Leis divinas.
Tudo no mundo visível e no mundo invisível é regulado por essas Leis.
O milagre e o sobrenatural seriam derrogações das Leis naturais, como as Leis de Deus são perfeitas e imutáveis e Deus não derroga as suas Leis, vamos concluir que não existem milagres e nem o sobrenatural no Universo, por que, tudo é regulado por essas Leis perfeitas, naturais e imutáveis.
Deus não derroga as suas leis.
Todos os fenômenos psíquicos e físicos que observamos no Universo, são fenômenos NATURAIS regulados pelas Leis divinas, que são naturais, perfeitas e imutáveis.
Deus para provar a sua grandeza não precisa derrogar as suas Leis, ele prova a sua grandeza e sabedoria pela harmonia e perfeição das Leis que regulam o Universo.
Tudo na Obra Universal é Perfeição, Beleza profunda, Sabedoria, Evolução, Deus é perfeito em suas Leis e em suas Obras.
Deus é a Ciência completa e perfeita em tudo.
O Deus bíblico é uma criação humana, esse Deus que castiga, que pune, que realiza milagres, que pede sacrifícios de animais, que realiza guerras, que sente cólera e ira, manda exterminar povos estrangeiros, é um Deus Matéria com as imperfeições morais dos homens.
O Deus colocado por Moises gera medo e pavor.

Vejamos uma Observação importante do Mestre Allan Kardec sobre essa questão que se encontra no livro a A Gênese.

OS MILAGRES NÃO SÃO NECESSÁRIOS PARA A GLÓRIA DE DEUS; NADA NO UNIVERSO SE AFASTA DAS LEIS GERAIS. DEUS NÃO FAZ MILAGRES, PORQUE, SENDO SUAS LEIS PERFEITAS, ELE NÃO TEM NECESSIDADE DE AS DERROGAR. SE SE TRATA DE FATOS QUE NÃO COMPREENDEMOS, É QUE AINDA NOS FALTAM OS CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS.

O Mestre Kardec disse. Deus não faz milagres.
O Espiritismo pela fé raciocinada combate as superstições, o sobrenatural e as crendices.
O Racionalismo Cristão também explana esses assuntos.

Busquemos Deus mais de uma forma racional pelo caminho do Bem, das Virtudes, da caridade, do amor, do respeito pelos animais, da honestidade.
Deus é Espírito e não matéria.


O Deus bíblico não existe.


Deus existe, Ele é o Criador da Vida, do Universo e da Luz, o que eu estou tentando analisar que o Deus que esta na bíblia é um Deus criado pela mente dos homens, esse Deus bíblico sente ira, cólera, sente raiva, pedi sacrifícios de animais, manda exterminar povos estrangeiros, vamos analisar que Deus sendo a Perfeição Completa o Criador da Vida e do Universo ele não pode ter as imperfeições morais que o ser humano tem, Deus não sente ira, Deus não sente cólera, Deus não manda exterminar povos estrangeiros, Deus não pede sacrifícios de animais.
Vamos concluir que o Deus bíblico tem as paixões e as imperfeições morais dos homens, foi o homem que imaginou Deus dessa forma.
Deus existe ele é real, nós somos seus filhos, nós somos seres divinos, Deus nos criou.
Portanto, eu acredito em Deus.
Sobre a natureza de Deus, o Mestre Jesus disse Deus é ESPIRITO, portanto, a natureza de Deus é espiritual e não material, Deus não tem forma material nem corporal, Deus é Espirito e Luz.
Para se adorar Deus só existe uma forma PRATICAR as Virtudes, são as boas obras, os bons pensamentos, a pratica do Bem, da Caridade, do Amor, da honestidade, que vai nos ligar ao Criador incriado.
Deus é Amor, Perfeição e Luz.
Temos que buscar Deus de uma forma Moral, pelo aprimoramento espiritual, praticando as virtudes.
Eu posso acreditar em Deus e continuar maldoso, desonesto, falso, racista, mesquinho, vulgar, malandro, vicioso, buscar Deus é se melhorar MORALMENTE e intelectualmente, trilhando o caminho da Luz, das Virtudes, da Justiça, da Moralidade, da Paz.
Deus é Virtudes e o caminho para Ele é exatamente as Virtudes.

Sobre a bíblia ela é um livro de origem humana e como tal apresenta coisas certas e erradas, coisas positivas e negativas, coisas boas e ruins, temos que estudar a bíblia de uma forma racional sem misticismos e fantasias, a bíblia apresenta coisas boas e positivas, mais ela não é um livro divino e perfeito, ela é de origem humana.
Deus não escreve livros, a bíblia de Deus é a Ciência, a Natureza, o Universo.

O ser humano é um espírito encarnado no plano material para EVOLUIR pelo aprimoramento moral e Intelectual, estamos no mundo terra é para Vencer e crescer, nós somos seres divinos filhos da Luz.
Deus não criou nenhum espírito para ser um fraco, um derrotado, um pobre coitado, uma vitima do destino, nada disso existe.
Deus nós criou para Vencer, Evoluir e sermos felizes.
O ser humano é um ser divino dotado de um grande poder espiritual que vai sendo desenvolvido gradativamente mediante múltiplas reencarnações, nós podemos vencer muita coisa, basta acreditar em si mesmo, na força invisível dos seus pensamentos.
Nós somos o que pensamos.
Perguntamos.
Deus criou o ser humano para ser fraco, pequeno, limitado, para sermos seres fracassados diante da vida??????
Claro que não.
Deus te criou para a Vitoria e para a Luz.
NÓS SOMOS CRIADOS PELO MESMO PODER QUE CRIOU O UNIVERSO, DEU PARA ENTENDER.

Nós somos uma CRIAÇÃO DIVINA.

Nós somos seres divinos e poderosos.
Vos sois deuses.

O Bem e o mal.
Deus sendo o Criador do universo a Perfeição em tudo, ele não poderia criar coisas ruins e negativas.
Deus criou a Luz, o Bem, as Virtudes, a Moral, a Fraternidade, a Paz.
O homem pela sua baixa evolução moral e espiritual é que criou as guerras, as violências, a miséria, a exploração capitalista, as maldades contra os animais, a desonestidade, o racismo etc...
O mal é de origem humana.
O bem é de origem Divina.
Mais pela evolução espiritual o homem vai se melhorando moralmente e passa a edificar as virtudes, a moral e a justiça.
Ele passa a promover a Luz, sendo um agente dessa luz.

Wilson Moreno

De: FREDERICO HAUPT BESSIL
Para: médiuns
E-mail: fredhaupt@hotmail.com
Data: 22/10/14 12:34

Por que os centros espíritas federados não recomendam fazer apometria ? Pode-se confiar nas casas espiritualistas-Universalistas Ramatis que fazem apometria? Pode-se confiar nos ensinamentos dos livros de Ramatis? Quanto às últimas postagens, acho equivocado afirmar que Deus não faz milagres e que o Deus da Bíblia não existe e dizer que muita coisa escrita na bíblia não está certa e, por outro lado, asseverar que tudo que Allan Kardec escreveu é irrefutável e incontroverso. Nesse sentido, por que os médiuns não ajudam a desvendar crimes descobrindo a autoria dos delitos investigados?

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 22/10/14 08:58

ESTUDO SOBRE A NATUREZA DO CRISTO

Allan Kardec


Livro: Obras Póstumas


I - Fonte das provas da natureza do Cristo



A questão da natureza do Cristo foi debatida

desde os primeiros séculos do Cristianismo, e

pode-se dizer que não está ainda resolvida, uma

vez que ainda é discutida em nossos dias. Foi a

diferença de opinião sobre este ponto, que deu

nascimento à maioria das seitas que dividiram a

Igreja há dezoito séculos, e é notável que todos

os chefes dessas seitas foram bispos ou

membros do clero com diversos títulos. Por

consegüinte, eram homens esclarecidos, a

maioria escritores de talento, nutridos na ciência

teosófica, que não achavam concludentes as

razões evocadas em favor do dogma da

divindade do Cristo; não obstante, então como

hoje, as opiniões se formaram sobre abstrações,

mais do que sobre fatos, procurou-se,

sobretudo, o que o dogma poderia ter de

plausível ou de irracional, e, geralmente, se

negligenciou, de parte a parte, em fazer ressaltar

os fatos que poderiam lançar, sobre a questão,

uma luz decisiva.



Mas onde encontrar esses fatos se isso não for

nos atos e nas palavras de Jesus?



Jesus, nada tendo escrito, seus únicos

historiadores foram os apóstolos que, eles não

mais, nada escreveram quando vivos; não tendo

nenhuma história profana contemporânea falado

dele, não existe sobre a sua vida e a sua

doutrina, nenhum outro documento senão os

Evangelhos; portanto, é ali somente que é

necessário procurar a chave do problema. Todos

os escritos posteriores, sem disso excetuar os de

São Paulo, não são, e não podem ser, senão

comentários ou apreciações, reflexo de opiniões

pessoais, freqüentemente contraditórias, que não

poderiam, em nenhum caso, ter a autoridade do

relato daqueles que receberam as instruções

diretamente do Mestre.



Sobre essa questão, como sobre as de todos os

dogmas em geral, o acordo dos Pais da Igreja, e

outros escritores sacros, não poderia ser evocado

como argumento preponderante, nem como uma

prova irrecusável em favor de sua opinião, tendo

em vista que nenhum deles pôde citar um único

fato, fora do Evangelho, concernente a Jesus,

nenhum deles descobriu documentos novos

desconhecidos de seus predecessores.



Os autores sacros não puderam senão voltar

sobre o mesmo círculo, dar a sua apreciação

pessoal, tirar conseqüências de seu ponto de

vista, comentar sob novas formas, e com mais ou

menos desenvolvimento, as opiniões

contraditórias. Todos os do mesmo partido

deveram escrever no mesmo sentido, se não nos

mesmos termos, sob pena de serem declarados

heréticos, como o foram Orígenes e tantos

outros. Naturalmente, a Igreja não colocou, entre

seus Pais, senão os escritores ortodoxos do seu

ponto de vista; ela não exaltou, santificou e

colecionou senão aqueles que tomaram a sua

defesa, ao passo que rejeitou os outros e

destruiu os seus escritos tanto quanto possível.

O acordo entre os Pais da Igreja, portanto, nada

tem de concludente, uma vez que é uma

unanimidade de escolha formada pela eliminação

dos elementos contrários. Se se leva em

consideração tudo o que foi escrito pró e contra,

não se sabe muito de que lado penderia a

balança.



Isso nada tira ao mérito pessoal dos

sustentadores da ortodoxia, nem ao seu valor

como escritores e homens conscienciosos; foram

os advogados de uma mesma causa, que

defenderam com incontestável talento, e

deveriam, forçosamente, chegar às mesmas

conclusões. Longe de querer denegri-los, em

que quer que seja, quisemos simplesmente

refutar o valor das conseqüências que se

pretende tirar de seu acordo.



No exame que vamos fazer, da questão da

divindade do Cristo, pondo de lado as sutilezas

da escolástica que não serviram senão para

embrulhar em lugar de elucidar, nos apoiaremos

exclusivamente sobre os fatos que ressaltam do

texto do Evangelho, e que, examinados

friamente, conscienciosamente, sem idéia

preconcebida, fornecem superabundantemente

todos os meios de convicção que se possam

desejar. Ora, entre esses fatos, não há de mais

preponderante, nem de mais concludentes,

senão as palavras mesmas do Cristo, palavras

que não se saberia recusar sem infirmar a

veracidade dos apóstolos. Pode-se interpretar de

diferentes maneiras uma palavra, uma alegoria;

mas afirmações precisas, sem ambigüidade, cem

vezes repetidas, não poderiam ter um duplo

sentido. Nenhum outro, senão Jesus, pode

pretender saber melhor do que ele o que quis

dizer, como ninguém pode pretender estar

melhor informado do que ele sobre a sua própria

natureza: quando ele comenta as suas palavras, e

as explica, para evitar todo equívoco, deve-se

confiar nele, a menos lhe neguemos a

superioridade que se lhe atribui, e substituamos

a sua própria inteligência. Se foi obscuro em

certos pontos, quando se serviu de linguagem

figurada, sobre o que toca à sua pessoa não há

equívoco possível. Antes do exame das palavras,

vejamos os atos.



II. - A divindade do Cristo está provada pelos

milagres?



Segundo a Igreja, a divindade do Cristo está

estabelecida, principalmente pelos milagres,

como testemunho de um poder sobrenatural.

Esta consideração pôde ter um certo peso numa

época em que o maravilhoso era aceito sem

exame; mas hoje, que a ciência levou as suas

investigações até as leis da Natureza, os milagres

encontram mais incrédulos do que crentes; e o

que não contribuiu pouco para o seu descrédito,

foi o abuso das imitações fraudulentas e a

exploração que deles se fez. A fé nos milagres

foi destruída pelo próprio uso que dela se fez;

disso resultou que os do Evangelho são agora

considerados, por muitas pessoas, como

puramente legendários.



A Igreja, aliás, ela mesma, retira aos milagres

toda a sua importância, como prova da divindade

do Cristo, declarando que o demônio também

pode fazê-los tão prodigiosos quanto ele:

porque se o demônio tem um tal poder, fica

evidente que os fatos desse gênero não têm, de

nenhum modo, um caráter exclusivamente

divino; se ele pode fazer coisas admiráveis para

seduzir mesmo os eleitos, como simples mortais

poderiam distinguir os bons milagres dos maus,

e não há a temer que, vendo fatos similares, não

confundam Deus e Satanás?



Dar a Jesus um tal rival em habilidade era uma

grande falta de jeito; mas, pelo que respeita a

contradições e inconseqüências, não eram

olhadas de tão perto em uma época em que os

fiéis ter-se-iam feito um caso de consciência em

pensar por eles mesmos, e de discutir o menor

artigo imposto à sua crença; então, não se

contava com o progresso e não se pensava que o

reino da fé cega e ingênua, reino cômodo como o

do bel prazer, pudesse ter um termo. O papel,

tão preponderante que a Igreja se obstinou em

dar ao demônio, teve conseqüências desastrosas

para a fé, à medida que os homens se sentiram

capazes de ver pelos próprios olhos. O demônio,

que se explorou com sucesso durante um tempo,

tornou-se o machado posto ao velho edifício das

crenças, e uma das principais causas da

incredulidade; pode-se dizer que a Igreja, se

fazendo dele um auxiliar indispensável,

alimentou em seu seio aquele que deveria virar-

se contra ela e miná-la em seus fundamentos.



Uma outra consideração não menos grave, é que

os fatos miraculosos não são o privilégio

exclusivo da religião cristã: não há, com efeito,

uma religião idólatra ou pagã, que não teve os

seus milagres, tão maravilhosos e tão autênticos,

para os adeptos, quanto os do cristianismo. A

Igreja se tirou o direito de constatá-los,

atribuindo às potências infernais o poder de

produzi-los.



O caráter essencial do milagre, no sentido

teológico, é ser uma exceção nas leis da

Natureza, e, por consegüinte, inexplicável por

essas mesmas leis. Desde o instante que um fato

pode se explicar, e que se ligue a uma causa

conhecida, cessa de ser milagre. Assim é que as

descobertas da ciência fizeram entrar no domínio

do natural, certos efeitos qualificados de

prodígios enquanto a causa ficou ignorada. Mais

tarde, o conhecimento do princípio espiritual, da

ação dos fluidos sobre a economia, do mundo

invisível no meio do qual vivemos, das

faculdades da alma, da existência e das

propriedades do perispírito, deu a chave dos

fenômenos de ordem psíquica, e provou que não

são, não mais do que os outros, derrogações às

leis da Natureza, mas que, ao contrário, delas

são aplicações freqüentes. Todos os efeitos de

magnetismo, de sonambulismo, de êxtase, de

dupla vista, de hipnotismo, de catalepsia, de

anestesia, de transmissão do pensamento, de

presciência, de curas instantâneas, de

possessões, de obsessões, de aparições e de

transfigurações, etc., que constituem a quase

totalidade dos milagres do Evangelho, pertencem

a essa categoria de fenômenos.



Sabe-se agora que esses efeitos são o resultado

de aptidões e de disposições fisiológicas

especiais; que se produziram em todos os

tempos, entre todos os povos, e puderam ser

considerados como sobrenaturais sob o mesmo

título de todos aqueles cuja causa era

incompreendida. Isso explica por que todas as

religiões tiveram os seus milagres, que não são

outros senão os fatos naturais, mas quase

sempre amplificados ao absurdo pela

credulidade, a ignorância e a superstição, e que

os conhecimentos atuais reduziram ao seu justo

valor, permitindo levá-los em conta de lenda.



A possibilidade da maioria dos fatos que o

Evangelho cita como tendo sido realizados por

Jesus, está hoje completamente demonstrada

pelo Magnetismo e pelo Espiritismo, enquanto

fenômenos naturais. Uma vez que se produzem

sob os nossos olhos, seja espontaneamente, seja

por provocação, não há nada de anormal em que

Jesus possuísse faculdades idênticas às de

nossos magnetizadores, curadores, sonâmbulos,

videntes, médiuns, etc. Desde o instante que

essas mesmas faculdades se encontram, em

diferentes graus, numa multidão de indivíduos

que nada têm de divino, que são encontradas

mesmo entre os heréticos e os idólatras, elas não

implicam, em nada, uma natureza sobre-

humana.



Se Jesus qualificava, ele mesmo, os seus atos de

milagres, é que nisso, como em muitas outras

coisas, devia apropriar a sua linguagem aos

conhecimentos de seus contemporâneos; como

estes poderiam aprender uma nuança de palavra

que não é ainda compreendida por todo o

mundo? Para o vulgo, as coisas extraordinárias

que ele fazia, e que pareciam sobrenaturais,

naquele tempo e mesmo muito mais tarde, eram

milagres; não podia dar-lhe um outro nome. Um

fato digno de nota é que deles se serviu para

afirmar a missão que tinha de Deus, segundo as

suas próprias expressões, mas disso jamais se

prevaleceu para se atribuir o poder divino (1).



(1) Para o desenvolvimento completo da questão

dos milagres, ver A Gênese segundo o

Espiritismo, capítulos XIII e seguintes, onde são

explicados, pelas leis naturais, todos os milagres

do Evangelho.



É necessário, pois, riscar os milagres das provas

sobre as quais se pretende fundar a divindade da

pessoa do Cristo; vejamos agora se as

encontramos em suas palavras.



III. - Divindade de Jesus está provada pelas suas

palavras?



Dirigindo-se aos discípulos, que entraram em

disputa, para saber qual dentre eles era o maior;

e lhes disse pegando uma criança e colocando-a

junto a si:



\"Quem me recebe, recebe aquele que me enviou;

porque aquele que é o menor entre vós, é o

maior.\" (São Lucas, cap. IX, v. 48.)



\"Quem recebe em meu nome uma criancinha

como esta, me recebe, e quem me recebe, não

recebe só a mim, mas recebe aquele que me

enviou.\" (São Marcos, cap. IX, v. 36.)



\"Jesus lhes disse, pois: \"Se Deus fosse o vosso

Pai, me amaríeis, porque foi de Deus que eu saí,

e que é de sua parte que vim; porque não vim

por mim mesmo, mas foi ele quem me enviou.\"

(São João, cap. VIII, v. 42.)



\"Jesus lhes disse, pois: \"Estou ainda convosco por

um pouco de tempo, e em seguida vou para

aquele que me enviou.\" (São João, cap. VII, v. 33.)



\"Aquele que vos escuta me escuta; aquele que

vos despreza me despreza, e quem me despreza,

despreza aquele que me enviou.\" (São João, cap.

X, v. 16.)



O dogma da divindade de Jesus está fundado

sobre a igualdade absoluta entre a sua pessoa e

Deus, uma vez que é o próprio Deus: é um artigo

de fé; ora, estas palavras, tão freqüentemente

repetidas por Jesus: Aquele que me enviou,

testemunham não somente quanto a dualidade

das pessoas, mas, ainda, como dissemos,

excluem a igualdade absoluta entre elas; porque

aquele que é enviado, necessariamente, está

subordinado àquele que envia; obedecendo, faz

ato de submissão. Um embaixador, falando de

seu soberano, dirá: Meu senhor, aquele que me

enviou; mas se é o soberano em pessoa que vem,

ele falará em seu próprio nome e não dirá:

Aquele que me enviou, porque não se pode

enviar a si mesmo. Jesus o disse, em termos

categóricos por estas palavras: eu não vim por

mim mesmo, mas foi ele quem me enviou.



Estas palavras: Aquele que me despreza,

despreza aquele que me enviou, não implicam,

de nenhum modo, a igualdade e ainda menos a

identidade; em todos os tempos, o insulto feito a

um embaixador era considerado como feito ao

próprio soberano. Os apóstolos tinham a palavra

de Jesus, como Jesus tinha a de Deus; quando

lhes disse: Aquele que vos escuta me escuta, não

entendia dizer que seus apóstolos e ele não

faziam senão uma única e mesma pessoa, igual

em todas as coisas.



A dualidade de pessoas, assim como o estado

secundário e subordinado de Jesus, com relação

a Deus, ressaltam, além disso, sem equívoco, das

passagens seguintes:



\"Fostes vós que permanecestes sempre firmes

comigo nas minhas tentações. – Por isso eu vos

preparo o Reino, como meu pai mo preparou, – a

fim de que comais e bebais à minha mesa no

meu reino, e que vos senteis sobre os tronos

para julgar as doze tribos de Israel.\" (São Lucas,

cap. XXII, v. 28, 29 e 30.)



\"Por mim eu digo o que vi na casa de meu Pai,

fazeis vós o que vistes na casa de vosso pai.\"

(São João, cap. VIII, v. 38.)



\"Ao mesmo tempo apareceu uma nuvem que os

cobriu, e saiu dessa nuvem uma voz que fez

ouvir estas palavras: Este é meu filho bem-

amado; escutai-o.\" (Transfigur. São Marcos, cap.

IX, v. 6.)



\"Ora, quando o filho do homem vier em sua

majestade, acompanhado de todos os anjos,

sentar-se-á sobre o trono de sua glória; – e

todas as nações estando reunidas, separará umas

das outras, como o pastor separa as ovelhas dos

bodes, – e colocará as ovelhas à sua direita e os

bodes à sua esquerda. – Então, o Rei dirá àqueles

que estarão à sua direita: Vinde, vós que fostes

abençoados por meu Pai, possuir o reino que vos

foi preparado desde o começo do mundo.\" (São

Mateus, cap. XXV, v. 31 a 34.)



\"Quem me confessar e me reconhecer diante dos

homens, eu o reconhecerei e o confessarei

também diante de meu pai que está nos céus; – e

quem me renunciar diante dos homens, eu o

renunciarei também, eu mesmo, diante de meu

pai que está nos céus.\" (São Mateus, cap. X, v.

32, 33.)



\"Ora, eu vos declaro que quem me confessar e

me reconhecer diante dos homens, o filho do

homem o reconhecerá também diante dos anjos

de Deus; mas se alguém me renunciar diante dos

homens, eu o renunciarei também diante dos

anjos de Deus.\" (São Lucas, cap. XII, v. 8, 9.)



\"Mas se alguém se envergonhar de mim e de

minhas palavras, o filho do homem se

envergonhará também dele, quando vier em sua

glória e na de seu pai e dos santos anjos.\" (São

Lucas, cap. IX, v. 26.)



Nestas duas últimas passagens, Jesus parecia

mesmo colocar acima dele os santos anjos,

compondo o tribunal celeste, diante do qual seria

o defensor dos bons e o acusador dos maus.



\"Mas por aquilo que é de estar sentado à minha

direita ou à minha esquerda, não é a mim, de

nenhum modo, que cabe vo-lo dar, mas será por

aquele a quem meu Pai preparou.\" (São Mateus,

cap. XX, v. 23.)



\"Ora, os Fariseus estando reunidos, Jesus lhes fez

esta pergunta – e lhes disse: \"Que vos parece do

Cristo? De quem é filho? Eles lhe responderam:

De David. – E como, pois, lhes disse, David

chama-o em espírito o seu Senhor com estas

palavras: O Senhor disse ao meu Senhor: Sentai-

vos à minha direita até que reduza os vossos

inimigos a vos servir de escabelo? Se, pois, David

chama-o seu Senhor, como é seu filho? \"(São

Mateus, cap. XXII, v. 41 a 45.)



\"Mas Jesus, ensinando no templo, lhes disse:

Como os escribas dizem que o Cristo é o filho de

David, – uma vez que David, ele mesmo, disse ao

meu Senhor: Sentai-vos à minha direita até que

haja reduzido vossos inimigos a vos servir de

escabelo? – Depois, portanto, que David o chama,

ele mesmo, seu senhor, como é seu filho? \"(São

Marcos, cap. XII, v. 35, 36, 37. – São Lucas, cap.

XX, v. 41 a 44.)



Jesus consagra, com estas palavras, o princípio

da diferença hierárquica que existe entre o Pai e

o Filho. Jesus podia ser o filho de David por

filiação corpórea, e como descendente de sua

raça, foi porque teve o cuidado de ajuntar:

\"Como o chama em espírito, seu senhor? \" Se há

uma diferença hierárquica entre o pai e o filho;

Jesus, como filho de Deus, não pode ser o igual

de Deus.



Jesus confirma essa interpretação e reconhece

sua inferioridade em relação a Deus, em termos

que não deixam equívoco possível:



\"Ouvistes o que vos disse:\" Eu me vou, e volto a

vós. Se me amais, vos alegrareis de que vou para

meu Pai, porque meu Pai É MAIOR DO QUE EU.\"

(São João, cap. XIV, v. 28).



\"Então um jovem se aproxima e lhe diz: Bom

mestre, que bem é necessário que eu faça para

adquirir a vida eterna? – Jesus lhe respondeu:

\"Por que me chamais bom? Não há senão Deus

que seja bom. Se quereis entrar na vida, guardai

os mandamentos.\" (São Mateus, cap. XIX, v. 16,

17. – São Marcos, cap. X, v. 17, 18, – São Lucas,

cap. XVIII, v. 18, 19.)



Não somente Jesus não se deu, em nenhuma

circunstância, por ser o igual de Deus, mas aqui

ele afirma positivamente o contrário, considera-

se como inferior em bondade; ora, declarar que

Deus está acima dele pelo poder e suas

qualidades morais, é dizer que ele mesmo não é

Deus. As passagens seguintes vêm em apoio

destas, e são também explícitas.



\"Não falei, de nenhum modo, de mim mesmo;

mas meu Pai, que me enviou, foi quem me

prescreveu, por seu poder, o que devo dizer, e

como devo falar; – e eu sei que o seu poder é a

vida eterna; o que eu digo, pois, o digo segundo

o que meu Pai mo ordenou.\" (São João, cap. XII,

v. 49, 50.)



\"Jesus lhes respondeu: \"Minha doutrina não é

minha doutrina, mas a doutrina daquele que me

enviou. – Se alguém quer fazer a vontade de

Deus, reconhecerá se a minha doutrina é dele, ou

se falo de mim mesmo. – Aquele que fala de seu

próprio movimento procura sua própria glória,

mas aquele que procura a glória de quem o

enviou é verídico, e nele, de nenhum modo, há

injustiça.\" (São João, cap. VII, v. 16, 17, 18.)



\"Aquele que não me ama nada, não guarda,

minha palavra; e a palavra que ouvistes não foi a

minha palavra em nada, mas a de meu Pai que

me enviou.’ (São João, cap. XIV, v. 24.)



\"Não credes que estou em meu Pai e que meu Pai

está em mim? O que vos digo, não vo-lo digo por

mim mesmo; mas meu Pai, que mora em mim

faz, ele mesmo, as obras que eu faço.\" (São João,

cap. XIV, v. 10.)



\"O céu e a Terra passarão, mas as minhas

palavras não passarão. – Pelo que é do dia e da

hora, o homem não o saiba, não, nem mesmo os

anjos que estão no céu, nem mesmo o Filho, mas

somente o Pai. \"(São Marcos, cap. XIII. v. 32. –

São Mateus, cap. XXIV v. 35, 36.) .



\"Jesus lhes disse, pois: \"Quando houverdes

levantado ao alto o filho do homem, então

conhecereis o que sou, porque eu não faço nada

de mim mesmo, não digo senão o que meu Pai

me ensinou; e aquele que me enviou está

comigo, e de modo nenhum me deixou só,

porque faço sempre o que lhe é agradável.\" (São

João, cap. VIII, v. 28, 29.)



\"Desci do céu não para fazer a minha vontade,

mas para fazer a vontade daquele que me

enviou.\" (São João, cap. VI, v. 38.)



Não posso nada fazer de mim mesmo. Julgo

segundo o que entendo, e meu julgamento é

justo porque não procuro minha vontade, mas a

vontade daquele que me enviou.\" (São João, cap.

V, v. 30.)



\"Mas, por mim, tenho um testemunho maior do

que o de João, porque as obras que meu Pai me

deu o poder de fazer, as obras, digo eu, que

faço, dão testemunho de mim, que foi meu Pai

que me enviou.\" (São João, cap. V, v. 36.)



\"Mas agora procurais me fazer morrer, eu que

vos disse a verdade que aprendi de Deus, foi o

que Abraão nunca fez.\" (São João, cap. VIII, v.

40.)



Desde então, que ele não disse nada de si

mesmo; que a doutrina que ensinou não é a sua,

mas que a tem de Deus, que lhe ordenou vir

fazê-la conhecer; que não faz senão o que Deus

lhe deu o poder de fazer; que a verdade que

ensina, ele aprendeu de Deus, à vontade de

quem está submetido; é que não é o próprio

Deus, mas seu enviado, seu messias e seu

subordinado.



É impossível recusar, de maneira mais positiva,

toda assimilação à pessoa de Deus, e de

determinar seu principal papel em termos mais

precisos. Não estão aí pensamentos ocultos sob

o véu da alegoria, e que não se descobrem senão

à força de interpretação: é o sentido próprio,

expresso sem ambigüidade.



Se se objetasse que Deus, não querendo se fazer

conhecer na pessoa de Jesus, enganasse sobre a

sua individualidade, poder-se-ia perguntar sobre

o quê está fundada essa opinião, e quem tem

autoridade para sondar o fundo de seu

pensamento, e dar, às suas palavras, um sentido

contrário àquele que elas exprimem? Uma vez

que, quando vivo, ninguém o considerava como

Deus, mas era olhado, ao contrário, como um

messias, se não quisesse ser conhecido pelo que

era, bastar-lhe-ia nada dizer; de sua afirmação

espontânea é preciso concluir que ele não era

Deus, ou que, se o era, voluntariamente e sem

utilidade, disse uma coisa falsa.



É de notar-se que São João, aquele dos

Evangelistas sobre a autoridade de quem mais se

apoiou para estabelecer o dogma da divindade

do Cristo, seja precisamente o que encerra os

argumentos contrários mais numerosos e os

mais positivos; pode-se disso convencer pela

leitura das passagens seguintes, que não

acrescentam nada, é verdade, às provas já

citadas, mas vêm em seu apoio, porque delas

ressaltam evidentemente a dualidade e a

desigualdade das pessoas.



\"Por causa disso, os Judeus perseguiam Jesus e

procuravam fazê-lo morrer, porque fizera essas

coisas no Sábado. – Mas Jesus lhes disse: Meu pai

age até o presente, e eu ajo também. (São João,

cap. V, v. 16, 17.)



\"Porque o Pai não julga ninguém; mas dá todo

poder de julgar ao Filho, – a fim de que todos

honrem o Filho, como honram o Pai. Aquele que

não honra em nada o Filho, não honra em nada o

Pai que o enviou.



Em verdade, em verdade vos digo, aquele que

ouve a minha palavra, e que crê naquele que me

enviou, tem a vida eterna, e não cai, na

condenação; mas já passou da morte à vida.\"



\"Em verdade, em verdade vos digo, a hora vem, e

ela já veio, em que os mortos ouvirão a voz do

Filho de Deus, e aqueles que ouvirão, viverão;

porque como o Pai tem a vida em si mesmo,

também deu ao Filho ter a vida nele mesmo, – e

lhe deu o poder de julgar, porque é o Filho do

homem. \"(São João, cap. V, v. 22 a 27.)



\"E o Pai que me enviou, ele mesmo, tem dado

testemunho de mim. Jamais ouvistes a sua voz,

nem vistes a sua face. E sua palavra não

permanecerá em vós, porque não credes naquele

que ele enviou.\" (São João, cap. V, v. 37,38.)



\"E quando eu julgar, o meu julgamento será

digno de fé, porque não estou só; mas meu Pai,

que me enviou, está comigo.\" (São João, cap. VIII,

v. 16.)



Jesus, tendo dito essas coisas, levou os olhos ao

céu e disse: \"Meu Pai, a hora é chegada; glorificai

vosso Filho, a fim de que vosso Filho vos

glorifique. – Como lhe deste poder sobre todos

os homens, a fim de que dê a vida eterna a todos

aqueles que lhe destes. – Ora, a vida eterna

consiste em vos conhecer, a vós que sois O

ÚNICO DEUS verdadeiro, e a Jesus Cristo que

enviastes.



\"Eu vos glorifiquei sobre a Terra; acabei a obra

da qual me encarregastes. – E vós, meu Pai,

glorificai-me, pois, agora em vós mesmos, dessa

glória que tive em vós antes que o mundo fosse.



\"Logo eu não estarei mais no mundo; mas, por

eles, estão ainda no mundo, e eu dele retorno a

vós. Pai santo, conservai em vosso nome aqueles

que me destes, a fim de que sejam um como

nós.\"



\"Eu lhes dei vossa palavra, e o mundo os odiou,

porque não são em nada do mundo, como eu,

não sou, eu mesmo, do mundo.\"



\"Santificai-os na verdade. A vossa palavra é a

própria verdade. – Assim como vós me enviastes

ao mundo, eu também os enviei ao mundo, – e

eu me santifico, a mim mesmo, por eles, a fim de

que sejam também santificados na verdade. \"



\"Eu não peço por eles somente, mas ainda por

aqueles que devem crer em mim pela sua

palavra; – a fim de que estejam todos juntos,

como vós, meu Pai, estais em mim e eu em vós;

que eles, sejam do mesmo modo, um em nós, a

fim de que o mundo creia que me enviastes.\"



\"Meu Pai, desejo que lá onde estou, aqueles que

me destes ali estejam também comigo; a fim de

que contemplem minha glória, que me destes,

porque me amastes antes da criação do mundo.\"



\"Pai justo, o mundo em nada vos conheceu; mas

eu, eu vos conheci: e estes conheceram que me

enviastes. – Eu lhes fiz conhecer vosso nome e o

farei conhecer ainda, a fim de que o amor, com o

qual me amastes, esteja neles, e que eu próprio

o esteja neles.\" (São João, cap. XVII, v. 1 a 5, 11 a

14, de 17 a 26, Prece de Jesus.)



\"É por isso que meu Pai me ama, porque deixo a

minha vida para retomá-la. – Ninguém ma

arrebata, mas sou eu que a deixo por mim

mesmo; tenho o poder de deixá-la e tenho o

poder de retomá-la. É o poder que recebi de meu

Pai.\" (São João, cap. X, v. 17, 18.)



\"Eles tiraram a pedra, e Jesus, levantando os

olhos para o alto, disse estas palavras: Meu Pai,

eu vos dou graça pelo que me atendestes. – Por

mim, sabia que me atenderíeis sempre; mas digo

isso para esse povo que me cerca, a fim de que

creia que foi vós que me enviastes.\" (Morte de

Lázaro, São João, cap. XI, v. 41, 42.)



\"Eu não vos falarei muito mais, porque o príncipe

deste mundo vai chegar, embora não tenha nada

em mim que lhe pertença: mas a fim de que o

mundo conheça que amo meu Pai, e que faço o

que meu Pai me ordenou.\" (São João, cap. XIV, v.

30 e 31.)



\"Se guardardes meus mandamentos,

permanecereis no meu amor, como eu mesmo

guardei os mandamentos de meu Pai, e

permaneço em seu amor.\" (São João, cap. XV, v.

10.)



\"Então Jesus, lançando uma grande exclamação,

disse: Meu Pai, reponho minha alma em vossas

mãos. E, pronunciando estas palavras, expirou.\"

(São Lucas, cap. XXIII, v. 46.)



Uma vez que Jesus, ao morrer, repunha a sua

alma entre as mãos de Deus, tinha, portanto,

uma alma distinta de Deus, submissa a Deus,

portanto, não era o próprio Deus.



As palavras seguintes dão testemunho de uma

certa fraqueza humana, de uma aprensão da

morte e dos sofrimentos que Jesus vai suportar,

e que contrasta com a natureza, essencialmente

divina, que se lhe atribui; mas elas testemunham,

ao mesmo tempo, uma submissão que é a do

inferior ao superior.



\"Então, Jesus chegou num lugar chamado

Getsêmani; e disse aos seus discípulos: Sentai-

vos aqui enquanto vou ali para orar. – E tendo

tomado consigo Pedro e os dois filhos de

Zebedeu, começou a se entristecer e a estar

numa grande aflição. Então, lhes disse: Minha

alma está triste até à morte; permanecei aqui e

velai comigo. – e indo um pouco mais longe, se

prosternou o rosto contra a terra, pedindo e

dizendo: Meu Pai, se for possível, faça com que

este cálice se afaste de mim; não obstante, que

isso seja não como eu o quero, mas como o

quereis. – Veio em seguida para os seus

discípulos, e tendo-os encontrado dormindo,

disse a Pedro: O quê! Não pudestes velar uma

meia hora comigo? – Velai e orai, a fim de que

não cairdes, na tentação. O Espírito está pronto,

mas a carne é fraca. – Foi-se ainda orar uma

segunda vez, dizendo: \"Meu Pai, se este cálice

não pode passar sem que eu o beba, que a vossa

vontade seja feita.\" (Jesus no Jardim das

Oliveiras. (São Mateus, cap. XXVI, v. de 36 a 42.)



\"Então, lhes disse: Minha alma está triste até à

morte; permanecei aqui e velai. – E, tendo ido um

pouco mais longe, se prosternou contra a terra,

pedindo que, se fosse possível, essa hora se

afastasse dele. – E dizia: Abba, meu Pai, tudo vos

é possível, transportai este cálice para longe de

mim; contudo, que a vossa vontade seja feita e

não a minha.\" (São Marcos, cap. XIV, v. 34, 35,

36.)



\"Quando chegou naquele lugar, lhes disse: Orai a

fim de que não sucumbais em nada à tentação. –

E estando longe deles em torno de um lanço de

pedra, pôs-se de joelhos, dizendo: Meu Pai, se

quereis, afastai este cálice de mim; contudo, que

isso não seja minha vontade que se faça, mas a

vossa. – Então apareceu-lhe um anjo do céu que

veio fortificá-lo. – E, tendo caído em agonia,

redobrou as suas preces. – E lhe veio um suor de

gotas de sangue que corria até a terra.\" (São

Lucas, cap. XXII, v. de 40 a 44.)



E na nona hora, Jesus lançou um grande grito,

dizendo: Eli! Eli! Lamma Sabachthani? quer dizer:

meu Deus! meu Deus! por que me abandonastes?

(São Mateus, cap. XXVII, v. 46.)



\"E na nona hora, Jesus lançou um grande grito,

dizendo: Meu Deus! Meu Deus! Por que me

abandonastes?\" (São Marcos, cap. XX, v. 34.)



As palavras seguintes poderiam deixar alguma

incerteza e dar lugar a crer numa identificação de

Deus com a pessoa de Jesus; mas, além de que

não poderia prevalecer sobre os termos precisos

daquelas que precedem, levam ainda, nelas

mesmas, a sua própria retificação.



\"Eles lhe disseram: Que sois vós, pois? Jesus lhes

respondeu: eu sou o princípio de todas as coisas,

eu mesmo que vos falo. – Tenho muitas coisas a

dizer de vós; mas aquele que me enviou é

verdadeiro, e não digo senão o que aprendi com

ele.\" (São João, cap. VII, v. 25, 26.)



\"O que meu Pai me deu é maior do que todas as

coisas; e ninguém pode arrebatá-lo da mão de

meu Pai. Meu Pai e eu somos uma mesma coisa. \"



Quer dizer, que seu pai e ele não são senão um

pelo pensamento, uma vez que exprime o

pensamento de Deus; que ele tem a palavra de

Deus.



\"Então, os judeus pegaram pedras para lapidá-lo.

– e Jesus lhes disse: Fiz, diante de vós, várias

boas obras pelo poder de meu Pai: por qual delas

é que me lapidais? – Os judeus lhe responderam:

Não é por nenhuma boa obra que vos lapidamos,

mas por causa de vossa blasfêmia e porque,

sendo homem, vos fazeis Deus. – Jesus lhes

replicou: Não está escrito na vossa lei: Eu disse

que sois deuses? – Se, pois, ela chama deuses

àqueles a quem a palavra de Deus está dirigida, e

que as Escrituras não possam ser destruidas, –

por que dizeis que blasfemo, eu que meu Pai

santificou e enviou no mundo, porque eu disse

que sou filho de Deus? – Se não faço as obras de

meu Pai, não me creiais; mas se as faço, quando

não queirais crer em mim, crede nas minhas

obras, a fim de que conheçais e creiais que meu

Pai está em mim, e eu em meu Pai.\" (São João,

cap. X, v. 29 a 38.)



Num outro capítulo, dirigindo-se aos seus

discípulos, lhes disse:



\"Naquele dia, conhecereis que estou em meu Pai

e vós em mim, e eu em vós.\" (São João, cap. XIV,

v. 20.)



Dessas palavras, não é preciso concluir que Deus

e Jesus não fazem senão um, de outro modo

seria preciso concluir também, das mesmas

palavras, que os apóstolos não fazem,

igualmente, senão um com Deus.



IV. Palavras de Jesus depois de sua morte



\"Jesus lhes respondeu: Não me toqueis, porque

ainda não subi para o meu Pai; mas ide procurar

os meus irmãos e lhes dizei, de minha parte: Eu

subi para o meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e

vosso Deus.\" (Aparição a Maria Madalena. São

João, cap. XX, v. 17.)



\"Mas Jesus, aproximando-se, assim lhes falou:

Todo poder me foi dado no céu e sobre a Terra.\"

(Aparição aos Apóstolos. São Mateus, cap. XXVIII,

v. 18.)



\"Ora, sois testemunhas destas coisas; – E eu vou

enviar-vos o dom de meu Pai que vos foi

prometido.\" (Aparição aos Apóstolos. São Lucas,

cap. XXIV, v. 48, 49.)



Tudo acusa, pois, nas palavras de Jesus, seja

quando vivo, seja depois de sua morte, uma

dualidade de pessoas perfeitamente distintas,

assim como o profundo sentimento de sua

inferioridade e de sua subordinação com relação

ao Ser supremo. Por sua insistência ao afirmar

espontaneamente, sem ser a isso constrangido,

nem provocado, por quem quer que seja, parece

querer protestar de antemão contra o papel que

ele previa que se lhe seria atribuído um dia. Se

tivesse guardado silêncio sobre o caráter de sua

personalidade, o campo estaria aberto para todas

as superstições como a todos os sistemas; mas a

precisão de sua linguagem afasta toda incerteza.



Que autoridade maior se pode encontrar do que

as próprias palavras de Jesus? Quando diz,

categoricamente: sou ou não sou tal coisa, quem

ousaria se arrogar o direito de dar-lhe um

desmentido, fosse isso para colocá-lo mais alto

do que ele mesmo não se coloca? Quem é que,

razoavelmente, pode pretender estar mais

esclarecido do que ele sobre a sua própria

natureza? Que interpretações podem prevalecer

contra afirmações tão formais e tão multiplicadas

como estas:



\"Não vim por mim mesmo, mas aquele que me

enviou é o único Deus verdadeiro. – É de sua

parte que venho. – Eu digo o que vi na casa de

meu Pai. – Não cabe a mim vo-lo dar, mas isso

será para aqueles a quem meu Pai o preparou. –

Eu me vou para meu Pai, porque meu Pai é maior

do que eu. – Por que me chamais bom? Não há

senão Deus que seja bom. – Não falo por mim

mesmo, mas meu Pai, que me enviou, foi quem

me prescreveu pelo seu mandamento, o que

devo dizer. – A minha doutrina não é minha

doutrina, mas a doutrina daquele que me enviou.

– A palavra que ouvistes, não é a minha palavra,

mas a do meu Pai que ma enviou. – Não faço

nada por mim mesmo, mas não digo senão

aquilo que meu Pai me ensinou. – Nada pude

fazer por mim mesmo. – Eu não procuro a minha

vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

– Eu vos disse a verdade que aprendi de Deus. –

Meu alimento é fazer a vontade daquele que me

enviou. – Vós sois o único Deus verdadeiro, e

Jesus Cristo que enviastes. – Meu Pai, reponho a

minha alma em vossas mãos. – Meu Pai, se for

possível, fazei com que este cálice se afaste de

mim. – Meu Deus, meu Deus, por que me

abandonastes? – Eu subo para o meu Pai e vosso

Pai, para o meu Deus e vosso Deus.\"



Quando se lê tais palavras, pergunta-se somente

como pôde vir ao pensamento dar-lhes um

sentido diametralmente oposto àquele que elas

exprimem tão claramente, conceber uma

identificação completa de natureza e de poder

entre o senhor e aquele que se diz seu servidor.

Nesse grande processo, que dura há quinze

séculos, quais são as peças de convicção? Os

Evangelhos, – não há outras, – que, sobre o

ponto em litígio, não dão lugar a nenhum

equívoco. A esses documentos autênticos, que

não se pode contestar sem se inscrever em falso

contra a veracidade dos evangelistas e do próprio

Jesus, documentos estabelecidos por

testemunhos oculares, que se lhes opõem? Uma

doutrina teórica puramente especulativa, nascida

três séculos mais tarde de uma polêmica

estabelecida sobre a natureza abstrata do Verbo,

vigorosamente combatida durante vários séculos,

e que não prevaleceu senão pela pressão de um

poder civil absoluto.



V. Dupla natureza de Jesus



Poder-se-ia objetar que, em razão da dupla

natureza de Jesus, suas palavras eram a

expressão de seu sentimento como homem, e

não como Deus. Sem examinar, neste momento,

por qual encadeamento de circunstâncias se

conduziu, bem mais tarde, à hipótese dessa

dupla natureza, admitamo-la, por um instante, e

vejamos se, em lugar de elucidar a questão, ela

não a complica mais, ao ponto de torná-la

insolúvel.



O que devia ser humano em Jesus era o corpo, a

parte material; deste ponto de vista

compreende-se que ele haja mesmo podido

sofrer como homem. O que devia ser divino nele

era a alma, o Espírito, o pensamento, em uma

palavra, a parte espiritual do Ser. Se sentia e

sofria como homem, deveria pensar e falar como

Deus. Ele falou como homem ou como Deus?

Está aí uma questão importante pela autoridade

excepcional de seus ensinamentos. Se falou

como homem, suas palavras são discutíveis; se

falou como Deus elas são indiscutíveis; é preciso

aceitá-las e a elas se conformar sob pena de

deserção e de heresia; o mais ortodoxo seria

aquele que delas se aproximasse mais.



Dir-se-á que, sob o envoltório corpóreo, Jesus

não tinha consciência de sua natureza divina?

Mas, se fora assim, não teria mesmo pensado

como Deus, sua natureza divina teria ficado no

estado latente; só a natureza humana teria

presidido à sua missão, aos seus atos morais

como aos seus atos materiais. É, pois, impossível

fazer abstração de sua natureza divina durante a

sua vida, sem enfraquecer a sua autoridade.



Mas se falou como Deus, por que esse incessante

protesto contra a sua natureza divina que, nesse

caso, não podia ignorar? Estaria, pois, enganado,

o que seria pouco divino, ou teria

conscientemente enganado o mundo, o que o

seria ainda menos. Parece-nos difícil sair desse

dilema.



Admitindo-se que falou ora como homem, ora

como Deus, a questão se complica, pela

impossibilidade de distinguir o que vinha do

homem e o que vinha de Deus.



No caso, onde haveria tido motivos para

dissimular a sua verdadeira natureza durante a

sua missão, o meio mais simples era dela não

falar, ou se exprimir como o fez em outras

circunstâncias, de maneira vaga e parabólica,

sobre os pontos cujo conhecimento estava

reservado para o futuro; ora, tal não é aqui o

caso, uma vez que as suas palavras não têm

nenhuma ambigüidade.



Enfim, se, apesar de todas essas considerações,

se pudesse ainda supor que, quando vivo,

ignorou a sua verdadeira natureza, essa opinião

não é mais admissivel depois da sua

ressurreição; porque, quando aparece aos seus

discípulos, não é mais o homem que fala, é o

Espírito desligado da matéria, que deve ter

recobrado a plenitude de suas faculdades

espirituais e a consciência de seu estado normal,

de sua identificação com a divindade; e,

entretanto, é então que diz: Eu subo para o meu

Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus!



A subordinação de Jesus é ainda indicada pela

sua própria qualidade de mediador, que implica a

existência de uma pessoa distinta; é ele que

intercede junto de seu Pai; que se oferece em

sacrifício para resgatar os pecadores; ora, se é

Deus, ele mesmo, ou lhe era igual em todas as

coisas, não tinha necessidade de interceder,

porque não se intercede junto de si mesmo.



VI. Opinião dos Apóstolos



Até o presente, apoiamos-nos exclusivamente

nas próprias palavras do Cristo, como o único

elemento peremptório de convicção, porque fora

disso não pode haver senão opiniões pessoais.



De todas essas opiniões, as que têm mais valor,

incontestavelmente, são as dos apóstolos, tendo

em vista que eles o assistiram em sua missão, e

que, se lhes deu instruções secretas quanto à sua

natureza, delas se encontrará traços em seus

escritos. Tendo vivido em sua intimidade, melhor

do que quem quer que seja, deveriam conhecê-

lo. Vejamos, pois, de que maneira o

consideraram.



\"Ó Israelitas, escutai as palavras que vou vos

dizer: Sabeis que Jesus de Nazaré foi um homem

que Deus tornou célebre entre vós pelas

maravilhas, pelos prodígios e pelos milagres que

fez por ele no vosso meio. – Entretanto, o

crucificastes, e o fizestes morrer pelas mãos dos

maus, tendo-o entregue por uma ordem

expressa da vontade de Deus e por um decreto

de sua presciência. – Mas Deus o ressuscitou,

parando as dores do inferno, sendo impossível

que ali fosse retido. – Porque Davi disse em seu

nome: Tenho sempre o Senhor presente diante

de mim, porque ele está à minha direita, a fim de

que eu não seja abalado. – É por isso que o meu

coração está alegre, que a minha língua cantou

cânticos de alegria, e que mesmo a minha carne

repousará em esperança; – porque não deixareis,

minha alma no inferno, e que não permitis nunca

que vosso Santo sofra a corrupção. – Vós me

fizestes conhecer o caminho da vida, e me

enchereis com a alegria que dá a visão do vosso

rosto.\" (Atos dos Apóstolos, cap. II, v. 22 a 28.

Pregação de São Pedro.)



\"Depois, portanto, que foi elevado pelo poder de

Deus, e que recebeu o cumprimento da promessa

de que o Pai lhe enviara o Santo Espírito, ele

difundiu esse Espírito Santo que vedes e

entendeis agora; – porque Davi nunca subiu ao

céu; – ora, ele mesmo disse: O Senhor disse ao

meu Senhor: Sentai-vos à minha direita, até que

eu haja reduzido os vossos inimigos a vos servir

de escabelo. – Que toda a casa de Israel saiba,

pois, muito certamente que Deus fez Senhor e

Cristo esse Jesus que crucificastes.\" (Atos dos

Apóstolos, capítulo II, v. de 33 a 36, Pregações

de São Pedro.)



\"Moisés disse aos nossos pais: O Senhor vosso

Deus vos suscitará, dentre os vossos irmãos, um

profeta como eu; escutai-o em tudo o que vos

dirá. – Quem não escutar esse profeta será

exterminado do meio do povo.



\"Foi por vós primeiramente que Deus suscitou

seu filho, e vo-lo enviou para vos bendizer, a fim

de que cada um se convertesse de sua má vida.\"

(Atos dos Ap., cap. III, v. 22, 23, 26. Pregação de

São Pedro.)



\"Nós vos declaramos, a todos vós e a todo povo

de Israel, que é pelo nome de Nosso Senhor Jesus

Cristo de Nazaré, o qual haveis crucificado, e que

Deus ressuscitou dentre os mortos; foi por ele

que este homem está agora curado como o vedes

diante de vós.\" (Atos dos Ap., cap. IV, v. 10.

Pregação de São Pedro.)



\"Os reis da Terra foram levantados, os príncipes

se uniram juntos contra o Senhor e contra seu

Cristo. – Porque Herodes e Pôncio Pilatos, com os

Gentios e o povo de Israel, verdadeiramente se

puseram de acordo, nesta cidade, contra vosso

santo Filho Jesus, que consagrastes pela vossa

unção, para fazer tudo o que o vosso poder e o

vosso conselho ordenaram dever ser feito.\" (Atos

dos Ap. cap. IV, v. 26, 27, 28. Prece dos

Apóstolos.)



\"Pedro e os outros apóstolos responderam: é

necessário antes obedecer a Deus do que aos

homens. – O Deus de nossos Pais ressuscitou

Jesus que fizestes morrer dependurando-o no

madeiro. – Foi ele que Deus elevou para a sua

direita como sendo o príncipe e o salvador, para

dar a Israel a graça da penitência e a remissão

dos pecados.\" (V. Atos dos Ap., cap. V, v. 29, 30,

31. Respostas dos Apóstolos ao grande

sacerdote.)



\"Foi esse Moisés que disse aos filhos de Israel:

Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um

profeta como eu, escutai-o.



Mas o Mais Alto não habita, nos templos feitos

pela mão dos homens, segundo esta palavra do

profeta: – O céu é o meu trono, e a terra é o meu

escabelo. Que casa me edificareis, disse o

Senhor? E qual poderia ser o lugar de meu

repouso? \"(Atos dos Apóstolos, cap. VII, v. 37,

48, 49. Discurso de Estêvão.)



\"Mas Estêvão, estando cheio do Santo Espírito, e

levantando os olhos aos céus, viu a glória de

Deus, e Jesus que estava de pé à direita de Deus,

e ele disse: Vejo abertos os céus, e o Filho do

homem que está de pé à direita de Deus.



\"Então, lançando grandes gritos, e tapando os

ouvidos, lançaram-se juntos sobre ele; – e

tendo-o arrastado fora dos muros da cidade,

lapidaram-no; e as testemunhas depuseram as

sua vestes aos pés de um jovem chamado Saulo

(mais tarde São Paulo). – Assim lapidaram

Estêvão, e invocava Jesus, e dizia: Senhor Jesus,

recebei o meu Espírito.\" (Atos dos Apóstolos,

cap. VII, v. de 55 a 58. Martírio de Estêvão)



Estas citações testemunham claramente o caráter

que os apóstolos atribuíam a Jesus . A idéia

exclusiva que delas ressalta é a de sua

subordinação a Deus, da constante supremacia

de Deus, sem que nada ali revele um pensamento

de assimilação qualquer de natureza e de poder.

Para eles, Jesus era um homem profeta,

escolhido e bendito por Deus. Não foi, pois,

entre os apóstolos que a crença na divindade de

Jesus nasceu. São Paulo, que não conhecera

Jesus, mas que, de ardente perseguidor se

tornou o mais zeloso e o mais eloqüente

discípulo da fé nova, e cujos escritos prepararam

os primeiros formulários da religião cristã, não é

menos explícito a esse respeito. É o mesmo

sentimento de dois seres distintos, e da

supremacia do Pai sobre o filho.



\"Paulo, servidor de Jesus Cristo, apóstolo da

vocação divina, escolhido e destinado para

anunciar o evangelho de Deus, – que ele

prometera antes, pelos seus profetas, nas

escrituras santas, – com respeito a seu filho, que

lhe nasceu, segundo a carne, do sangue e da

raça de Davi; – que foi predestinado para ser

filho de Deus, num soberano poder, segundo o

Espírito de santidade, pela ressurreição dentre os

mortos; com respeito, disse eu, a Jesus Cristo,

nosso Senhor; – por quem recebemos a graça do

apostolado, para fazer obedecer, ao mesmo

tempo, todas as nações pela virtude de seu

nome; – na fileira das quais estais também, como

sendo chamadas por Jesus Cristo; – a vós que

estais em Roma, que sois queridos de Deus, e

chamados para serem santos; que Deus, nosso

Pai, e Jesus Cristo, nosso Senhor, vos dêem a

graça e a paz.\" (Romanos, cap. I, v. 1 a 7.)



\"Assim, estando justificados pela fé, tenhamos a

paz com Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.



Pois por que, quando estávamos na languidez do

pecado, Jesus Cristo morreu por ímpios como

nós, no tempo destinado por Deus?



Jesus Cristo não deixou de morrer por nós no

tempo destinado por Deus. Assim, estando agora

justificados pelo seu sangue, seremos com mais

forte razão livrados por ele da cólera de Deus.



E não somente fomos reconciliados, a nós, nos

glorificamos mesmo em Deus por Jesus Cristo,

nosso Senhor, por quem obtivemos essa

reconciliação.



Se pelo pecado de um só vários morreram, a

misericórdia e o dom de Deus se derramaram,

com mais forte razão, abundantemente, sobre

vários pela graça de um só homem, que é Jesus

Cristo.\" (Romanos, cap. V, v. 1, 6, 9, 11, 15, 17.)



\"Se somos filhos, somos também herdeiros;

HERDEIROS de Deus e CO-HERDEIROS de Jesus

Cristo, desde que, todavia, soframos com ele.\"

(Romanos, cap. VIII, v. 17.)



\"Se vos confessais de boca que Jesus Cristo é o

Senhor e se credes de coração que Deus o

ressuscitou dentre os mortos, sereis salvos.\"

(Romanos, cap. X, v. 9.)



\"Em seguida virá a consumação de todas as

coisas, quando terá entregue o seu reino a Deus,

seu Pai, e tiver destruido todo império, toda

dominação, todo poder, – porque Jesus Cristo

deve reinar até que seu Pai tenha posto todos os

seus inimigos sob os pés. – Ora, a morte será o

último inimigo que será destruído; porque as

Escrituras disseram que Deus os pôs todos sob

os pés e a todos sujeitou-lhe; é indubitável que

nisso é preciso excetuar aquele que sujeitou

todas as coisas. – Quando, pois, todas as coisas

estiverem submetidas ao Filho, quando o Filho

estiver, ele mesmo, submetido a aquele que lhe

terá submetido todas as coisas, a fim de que

Deus seja tudo em todos.\" (1a. aos Coríntios,

cap. XV, v. de 24 a 28.)



\"Mas veremos que Jesus, que se tornara, por um

pouco de tempo, inferior aos anjos, foi coroado

de glória e de honra por causa da morte que

sofreu; Deus, em sua bondade, tendo querido

que ele morresse por todos, – porque era bem

digno de Deus, por quem e para quem são todas

as coisas, que, querendo conduzir à glória vários

filhos, consumou e aperfeiçoou pelo sofrimento,

aquele que deveria ser o chefe e o autor de sua

salvação.



\"Assim, aquele que santifica e aqueles que são

santificados, vêm todos de um mesmo princípio;

é por isso que não ruboriza ao chamá-los seus

irmãos, – dizendo: Eu anunciarei o vosso nome

aos meus irmãos; eu cantarei os vossos louvores

no meio da assembléia de vosso povo. – E,

alhures, porei a minha confiança em Deus. E em

um outro lugar: eis-me com os filhos que Deus

me deu.



\"Eis porque foi necessário que fosse em tudo

semelhante aos seus irmãos, para ser para com

Deus um pontífice compassivo e fiel em seu

ministro, a fim de expiar os pecados do povo. –

porque foi das penas e dos próprios sofrimentos,

pelos quais foi tentado e provado, que tirou a

virtude e a força de socorrer aqueles que, são

também tentados.\" (Hebreus, cap. II, v. de 9 a 13,

17, 18.)



\"Portanto, vós meus santos irmãos, que tendes

parte na vocação celeste, considerai Jesus, que é

o apóstolo e o pontífice da religião que

professamos; – que é fiel àquele que o

estabeleceu nesse cargo, como Moisés lhe foi fiel

em toda sua casa; – porque ele foi julgado digno

de uma glória tanto maior do que a de Moisés,

do que aquele que edificou a casa, e mais

estimável do que a própria casa; porque não há

casa que não haja sido construída por alguém.

Ora, aquele que é o arquiteto e o criador de

todas as coisas é Deus.\" (Hebreus, cap. III, v. de 1

a 4.)



VII. Predições dos profetas concernentes a Jesus



Além das afirmações de Jesus e da opinião dos

apóstolos, há um testemunho do qual os mais

ortodoxos dos crentes não saberiam contestar o

valor, uma vez que o apontam constantemente

como artigo de fé; é o do próprio Deus; quer

dizer, o dos profetas, falando sob a inspiração e

anunciando a vinda do Messias. Ora, eis as

passagens da Bíblia consideradas como a

predição desse grande acontecimento.



\"Eu o vejo, mas não agora; eu o vejo mas não de

perto; uma estrela procede de Jacó, e um cetro se

levanta de Israel e trespassa os chefes de Moab,

e destruirá todos os filhos de Seth.\" (Números,

XXIV, v. 17.)



\"Eu lhes suscitarei um profeta, como tu, de entre

seus irmãos, e colocarei as minhas palavras em

sua boca, e lhes dirá ele o que eu lhe tiver

ordenado. E ocorrerá que, quem não escutar as

palavras que dirá em meu nome, disso lhe

pedirei conta.\" (Deuteronômio. XVIII, v. 18, 19.)



\"Ocorrerá, pois, quando os dias tiverem se

cumprido para lá levar-te com teus pais que farei

levantar a tua posteridade depois de ti, um dos

teus filhos, e estabelecerei o seu reino, e ele me

construirá uma casa, e afirmarei seu trono para

sempre. Eu lhe serei pai e ele me será filho; e não

retirarei a minha misericórdia dele, como a retirei

daquele que foi antes de ti, e o estabelecerei em

minha casa e em meu reino para sempre, e seu

trono será afirmado para sempre.\" (I,

Paralipômenos, XVII, v. de 11 a 14.)



\"É porque o próprio Senhor vos dará um sinal.

Eis: uma virgem ficará grávida, e ela parirá um

filho, e será chamado seu nome Emmanuel.\"

(Isaías, VII, v. 14.)



\"Porque a criança nos nasceu, o Filho nos foi

dado, e o poder foi posto sobre o seu ombro, e

se chamará seu nome o Admirável, o

Conselheiro, o Deus forte, o Poderoso, o Pai da

eternidade, o Príncipe da paz.\" (Isaías, IX, v. 5)



\"Eis meu servidor, eu o sustentarei; é o meu

eleito, minha alma nele colocou sua afeição;

coloquei o meu Espírito sobre ele; ele exercerá a

justiça entre as nações.



\"Não se retirará nunca, nem se precipitará nunca,

até que haja estabelecido a justiça sobre a Terra,

e os seres se detiverem à sua lei.\" (Isaias, XLII, v.

1 e 4.)



\"Ele gozará do trabalho de sua alma, e nisso será

saciado; e meu servidor justo nisso justificará

vários, pelo conhecimento que terão dele e ele

mesmo levará suas iniqüidades.\" (Isaías, LIII, v.

11.)



\"Rejubila-te extremamente, filha de Sião; lance

gritos de alegria, filha de Jerusalém! Eis: teu rei

virá a ti, justo e salvador humilde, e montará

sobre um asno, e sobre o potro de uma jumenta.

E proibirei os carros de guerra de Efraim, e os

cavalos de Jerusalém, e o arco do combate será

também proibido e teu rei falará de paz às

nações; e seu domínio se estenderá desde um

mar ao outro mar, e desde o rio até os confins da

Terra.\" (Zacarias, IX, v. 9, 10.)



\"E ele (o Cristo) se manterá, e governará pela

força do Eterno, e com a magnificência do nome

do Eterno, seu Deus. E eles farão as pazes, e

agora será glorificado até os confins da Terra, e

será ele que fará a paz. (Miquéias, V, v. 4.)



A distinção entre Deus e seu enviado futuro está

caracterizada da maneira mais formal; Deus o

designa seu servidor, por conseqüência seu

subordinado; em suas palavras, nada há que

implique a idéia de igualdade de poder, nem de

consubstancialidade entre as duas pessoas. Deus

ter-se-ia enganado, e os homens vindos três

séculos após Jesus Cristo teriam visto mais justo

do que ele? Tal parece ser a sua pretensão.



VIII. O Verbo se fez carne



\"No começo era o Verbo, e o Verbo estava com

Deus, e o Verbo era Deus. – Ele estava no começo

com Deus. – Todas as coisas foram feitas por ele;

e nada do que fez não fez sem ele. – Nele estava

a vida e a vida era a luz dos homens; – E a luz

brilhou nas trevas, e as trevas não a

compreenderam.



\"Houve um homem enviado de Deus que se

chamava João. – Ele veio para servir de

testemunha, para dar testemunho à luz, a fim de

que todos cressem por ele. – Ele não era a luz,

mas veio para dar testemunho daquele que era a

luz.



\"Aquela era a verdadeira luz que clareia todo

homem vindo neste mundo. – Ele estava no

mundo e o mundo nada fez por ele, e o mundo

não o conheceu. – Ele veio aos seus e os seus

não o receberam. – Mas deu a todos aqueles que

o receberam o poder de serem feitos filhos de

Deus, àqueles que creram em seu nome, que não

são nascidos do sangue nem da vontade da

carne, nem da vontade do homem, mas de Deus

mesmo.



\"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós; e

vimos a sua glória, sua glória tal quanto o Filho

único deveria recebê-la do Pai; ele, digo eu,

habitou entre nós, cheio de graça e de verdade.\"

(João, cap. 1º, v. de 1 a 14.)



Esta passagem dos Evangelhos é a única que, à

primeira vista, parece encerrar implicitamente

uma idéia de identificação entre Deus e a pessoa

de Jesus; é também aquela sobre a qual se

estabeleceu, mais tarde, a controvérsia a este

respeito. Essa questão da divindade de Jesus não

chegou senão gradualmente; nasceu das

discussões levantadas a propósito das

interpretações dadas, por alguns, às palavras

Verbo e Filho. Não foi senão no quarto século

que ela foi adotada, em princípio, por uma parte

da Igreja. Esse dogma é, pois, o resultado de

uma decisão dos homens e não de uma revelação

divina.



Há de início a notar que, as palavras que citamos

mais acima, são de João, e não de Jesus, e que,

admitindo que não hajam sido alteradas, não

exprimem, em realidade, senão uma opinião

pessoal, uma indução onde se encontra o

misticismo habitual de sua linguagem; elas não

poderiam, pois, prevalecer contra as afirmações

reiteradas do próprio Jesus.



Mas, aceitando-as tais quais são, elas não

resolvem de nenhum modo a questão no sentido

da divindade, porque se aplicariam igualmente a

Jesus, criatura de Deus.



Com efeito, o Verbo é Deus, porque é a palavra

de Deus. Tendo Jesus recebido essa palavra

diretamente de Deus, com a missão de revelá-la

aos homens, assimilou-a; a palavra divina, da

qual estava penetrado, se encarnou nele; trouxe-

a ao nascer, e foi com razão que Jesus pôde

dizer: O Verbo se fez carne, e habitou entre nós.

Jesus pode, pois, estar encarregado de transmitir

a palavra de Deus sem ser Deus, ele mesmo,

como um embaixador transmite as palavras de

seu soberano, sem ser o soberano. Segundo o

dogma da divindade, é Deus que fala; na outra

hipótese, ele fala pela boca de seu enviado, o

que não rouba nada à autoridade de suas

palavras.



Mas quem autoriza essa suposição antes do que

outra? A única autoridade competente para

decidir a questão são as próprias palavras de

Jesus, quando disse: \"Eu nunca falei de mim

mesmo, mas aquele que me enviou me

prescreveu , por seu mandamento o que devo

dizer; - minha doutrina não é a minha doutrina,

mas a doutrina daquele que me enviou, a palavra

que ouvistes não é, minha palavra, mas a de meu

Pai que me enviou.\" É impossível exprimir-se

com mais clareza e precisão.



A qualidade de Messias ou enviado, que lhe é

dada em todo o curso dos Evangelhos, implica

uma posição subordinada com relação àquele

que ordena; aquele que obedece não pode estar

igual àquele que manda. João caracteriza essa

posição secundária, e, por conseqüência,

estabelece a dualidade das pessoas quando

disse: E vimos a sua glória, tal quanto \"o Filho

único deveria receber do Pai\".

De: jaine
Para: Encarnados e Desencarnados
E-mail: jaine22@bol.com.br
Data: 20/10/14 20:50

Que os bons espíritos, Jesus, e DEUS, o nosso Criador, possam nos fortalecer a todos os encarnados, que possamos ficar me luz e harmonia aqui nesse plano terrestre para que aceitemos de bom grado e nos dando muitas vibrações positivas porque estamos aqui só de passagem e Deus sabe o que é bom para nós todos do mundo inteiro,vamos emanar muita humildade e misericórdia a mim e a todos que me rodeiam no dia a dia sempre muita força e paz e aos desencarnados que estejam em sabedoria plena em suas novas caminhadas aceitamos que espíritos de luz estarão acompanhando-os e olhando por eles sempre assim seja paz

De: jaine
Para: Todos e Família
E-mail: jaine22@bol.com.br
Data: 18/10/14 21:24

Venho pedir aos bons espíritos muita luz,sabedoria,harmonia,humildade,humanidade e muito amor a todas as pessoas do mundo inteiro,paz e paciência,tolerância, verdadeiramente muito amor e paz em todos os sentidos. Mandar vibrações positivas para os encarnados e desencarnados amigos e inimigos que estão aqui na vida terrena e na espiritual agora, que encontremos todos a alegria e a lógica de que estamos aqui de passagem e que a nossa caminhada com Jesus e os companheiros espirituais temos de agradecer pelos que estiveram conosco em muito ou pouco tempo olhe pela mamãe,irmão e parentes assim seja

 
 
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