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Mural
De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 13/05/16 13:58

Carta à Sua Alteza o Príncipe G.


Revista Espírita, janeiro de 1859



PRÍNCIPE,



Vossa Alteza honrou-me dirigindo-me várias perguntas referentes ao Espiritismo; vou tentar respondê-las, tanto quanto o permita o estado dos conhecimentos atuais sobre a matéria, resumindo em poucas palavras o que o estudo e a observação nos ensinaram a esse respeito. Essas questões repousam sobre os princípios da própria ciência: para dar maior clareza à solução, é necessário ter esses princípios presentes no pensamento; permita-me, pois, tomar a coisa de um ponto mais alto, colocando como preliminares certas proposições fundamentais que, de resto, elas mesmas servirão de resposta a algumas de vossas perguntas.


Há, fora do mundo corporal visível, seres invisíveis que constituem o mundo dos Espíritos.


Os Espíritos não são seres à parte, mas as próprias almas daqueles que viveram na Terra ou em outras esferas, e que deixaram seus envoltórios materiais.


Os Espíritos apresentam todos os graus de desenvolvimento intelectual e moral. Há, por conseqüência, bons e maus, esclarecidos e ignorantes, levianos, mentirosos, velhacos, hipócritas, que procuram enganar e induzir ao mal, como os há muitos superiores em tudo, e que não procuram senão fazer o bem. Essa distinção é um ponto capital.


Os Espíritos nos cercam sem cessar, com o nosso desconhecimento, dirigem os nossos pensamentos e as nossas ações, e por aí
influem sobre os acontecimentos e os destinos da Humanidade.



Os Espíritos, freqüentemente, atestam sua presença por efeitos materiais. Esses efeitos nada têm de sobrenatural; não nos parecem tal senão porque repousam sobre bases fora das leis conhecidas da matéria. Uma vez conhecidas essas bases, o efeito entra na categoria dos fenômenos naturais; é assim que os Espíritos podem agir sobre os corpos inertes e fazê-los mover sem o concurso de nossos agentes exteriores. Negar a existência de agentes desconhecidos, unicamente porque não são compreendidos, seria colocar limites ao poder de Deus, e crer que a Natureza nos disse sua última palavra.



Todo efeito tem uma causa; ninguém o contesta. É, pois, ilógico negar a causa unicamente porque seja desconhecida.



Se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente. Quando se vê o braço do telégrafo fazer sinais que respondem a um pensamento, disso se conclui, não que esses braços sejam inteligentes, mas que uma inteligência fá-los moverem-se. Ocorre o mesmo com os fenômenos espíritas. Se a inteligência que os produz não é a nossa, é evidente que ela está fora de nós.


Nos fenômenos das ciências naturais, atua-se sobre a matéria inerte, que se manipula à vontade; nos fenômenos espíritas age-se sobre inteligências que têm seu livre arbítrio, e não estão submetidas à nossa vontade. Há, pois, entre os fenômenos usuais e os fenômenos espíritas uma diferença radical quanto ao princípio: por isso, a ciência vulgar é incompetente para julgá-los.


O Espírito encarnado tem dois envoltórios, um material que é o corpo, o outro semi-material e indestrutível que é o perispírito. Deixando o primeiro, conserva o segundo que constitui para ele uma espécie de corpo, mas cujas propriedades são essencialmente diferentes. Em seu estado normal, é invisível para nós, mas pode tornar-se momentaneamente visível e mesmo tangível: tal é a causa do fenômeno das aparições.


Os Espíritos não são, pois, seres abstratos, indefinidos, mas seres reais e limitados, tendo sua própria existência, que pensam e agem em virtude de seu livre arbítrio. Estão por toda parte, ao redor de nós; povoam os espaços e se transportam com a rapidez do pensamento.



Os homens podem entrar em relação com os Espíritos e deles receberem comunicações diretas pela escrita, pela palavra e por outros meios. Os Espíritos, estando ao nosso lado e podendo virem ao nosso chamado, pode-se, por certos intermediários, estabelecer com eles comunicações seguidas, como um cego pode fazê-lo com as pessoas que ele não vê.


Certas pessoas são dotadas, mais do que outras, de uma aptidão especial para transmitirem as comunicações dos Espíritos: são os médiuns. O papel do médium é o de um intérprete; é um instrumento do qual se servem os Espíritos: esse instrumento pode ser mais ou menos perfeito, e daí as comunicações mais ou menos fáceis.

Os fenômenos espíritas são de duas ordens: as manifestações físicas e materiais, e as comunicações inteligentes. Os efeitos físicos são produzidos por Espíritos inferiores; os Espíritos elevados não se ocupam mais dessas coisas quanto nossos sábios não se ocupam em fazerem grandes esforços: seu papel é de instruir pelo raciocínio.



As comunicações podem emanar de Espíritos inferiores, como de Espíritos superiores. Reconhecem-se os Espíritos, como os homens, pela sua linguagem: a dos Espíritos superiores é sempre séria, digna, nobre e marcada de benevolência; toda expressão trivial ou inconveniente, todo pensamento que choque a razão ou o bom senso, que denote orgulho, acrimônia ou malevolência, necessariamente, emana de um Espírito inferior.


Os Espíritos elevados não ensinam senão coisas boas; sua moral é a do Evangelho, não pregam senão a união e a caridade, e jamais enganam. Os Espíritos inferiores dizem absurdos, mentiras, e, freqüentemente, grosserias mesmo.


A bondade de um médium não consiste somente na facilidade das comunicações, mas, sobretudo, na natureza das comunicações que recebe. Um bom médium é aquele que simpatiza com os bons Espíritos e não recebe senão boas comunicações.


Todos temos um Espírito familiar que se liga a nós desde o nosso nascimento, nos guia, nos aconselha e nos protege; esse Espírito é sempre bom.


Além do Espírito familiar, há Espíritos que são atraídos para nós por sua simpatia por nossas qualidades e nossos defeitos, ou por antigas afeições terrestres. Donde se segue que, em toda reunião, há uma multidão de Espíritos mais ou menos bons, segundo a natureza do meio.


Podem os Espíritos revelar o futuro?



Os Espíritos não conhecem o futuro senão em razão de sua elevação. Os que são inferiores não conhecem mesmo o seu, por mais forte razão o dos outros. Os Espíritos superiores o conhecem, mas não lhes é sempre permitido revelá-lo. Em princípio, e por um desígnio muito sábio da Providência, o futuro deve nos ser ocultado; se o conhecêssemos, nosso livre arbítrio seria por isso entravado. A certeza do sucesso nos tiraria o desejo de nada fazer, porque não veríamos a necessidade de nos dar ao trabalho; a certeza de uma infelicidade nos desencorajaria. Todavia, há casos em que o conhecimento do futuro pode ser útil, mas deles jamais podemos ser juizes: os Espíritos no-los revelam quando crêem útil e têm a permissão de Deus; fazem-no espontaneamente e não ao nosso pedido. E preciso esperar, com confiança a oportunidade, e sobretudo não insistir em caso de recusa, de outro modo se arrisca a relacionar-se com Espíritos levianos que se divertem às nossas custas.



Podem os Espíritos nos guiar, por conselhos diretos, nas coisas da vida?


Sim, eles o podem e o fazem voluntariamente. Esses conselhos nos chegam diariamente pelos pensamentos que nos sugerem. Freqüentemente, fazemos coisas das quais nos atribuímos o mérito, e que não são, na realidade, senão o resultado de uma inspiração que nos foi transmitida. Ora, como estamos cercados de Espíritos que nos solicitam, uns num sentido, os outros no outro, temos sempre o nosso livre arbítrio para nos guiar na escolha, feliz para nós quando damos a preferência ao nosso bom gênio.


Além desses conselhos ocultos, pode-se tê-los diretos por um médium; mas é aqui o caso de se lembrar dos princípios fundamentais que emitimos a toda hora. A primeira coisa a considerar é a qualidade do médium, senão o for por si mesmo. Médium que não tem senão boas comunicações, que, pelas suas qualidades pessoais não simpatiza senão com os bons Espíritos, é um ser precioso do qual podem-se esperar grandes coisas, se todavia for secundado pela pureza de suas próprias instruções e se tomadas convenientemente: digo mais, é um instrumento providencial.


O segundo ponto, que não é menos importante, consiste na natureza dos Espíritos aos quais se dirigem, e não é preciso crer que o primeiro que chegue possa nos guiar utilmente. Quem não visse nas comunicações espíritas senão um meio de adivinhação, e em um médium uma espécie de ledor de sorte, se enganaria estranhamente. É preciso considerar que temos, no mundo dos Espíritos, amigos que se interessam por nós, mais sinceros e mais devotados do que aqueles que tomam esse título na Terra, e que não têm nenhum interesse em nos bajular e em nos enganar. Além do nosso Espírito protetor, são parentes ou pessoas que se nos afeiçoaram em sua vida, ou Espíritos que nos querem o bem por simpatia. Aqueles vêm voluntariamente quando são chamados, e vêm mesmo sem que sejam chamados; temo-los, freqüentemente, ao nosso lado sem disso desconfiar. São aqueles aos quais pode-se pedir conselhos pela via direta dos médiuns, e que os dão mesmo espontaneamente sem que lhes peça. Fazem-no sobretudo n a intimidade, no silêncio, e então quando nenhuma influência venha perturbá-los: aliás, são muito prudentes, e não se tem a temer da sua parte uma indiscrição imprópria: eles se calam quando há ouvidos demais. Fazem-no, ainda com mais bom grado, quando estão em comunicação freqüente conosco; como eles não dizem as coisas senão com o propósito e segundo a oportunidade, é preciso esperar a sua boa vontade e não crer que, à primeira vista, vão satisfazer a todos os nossos pedidos; querem nos provar com isso que não estão às nossas ordens.


A natureza das respostas depende muito do modo como se colocam as perguntas; é preciso aprender a conversar com os Espíritos como se aprende a conversar com os homens: em todas as coisas é preciso a experiência. Por outro lado, o hábito faz com que os Espíritos se identifiquem conosco e com o médium, os fluidos se combinam e as comunicações são mais fáceis; então se estabelece, entre eles e nós, verdadeiras conversações familiares; o que não dizem num dia, dizem-no em outro; eles se habituam à nossa maneira de ser, como nós à sua: fica-se, reciprocamente, mais cômodo. Quanto à ingerência de maus Espíritos e de Espíritos enganadores, o que é o grande escolho, a experiência ensina a combatê-los, e pode-se sempre evitá-los. Se não se lhes expuser, não vêm mais onde sabem perder seu tempo.




Qual pode ser a utilidade da propagação das idéias espíritas?


O Espiritismo, sendo a prova palpável, evidente da existência, da individualidade e da imortalidade da alma, é a destruição do Materialismo. Essa negação de toda religião, essa praga de toda sociedade. O número dos materialistas que foram conduzidos a idéias mais sadias é considerável e aumenta todos os dias: só isso seria um benefício social. Ele não prova somente a existência da alma e sua imortalidade; mostra o estado feliz ou infeliz delas segundo os méritos desta vida. As penas e as recompensas futuras não são mais uma teoria, são um fato patente que se tem sob os olhos. Ora, como não há religião possível sem a crença em Deus, na imortalidade da alma, nas penas e nas recompensas futuras, se o Espiritismo conduz a essas crenças aqueles em que estavam apagadas, disso resulta que é o mais poderoso auxiliar das idéias religiosas: dá a religião àqueles que não a têm; fortifica-a naqueles em que ela é vacilante; consola pela certeza do futuro, faz aceitar com paciência e resignação as tribulações desta vida, e afasta do pensamento do suicídio, pensamento que se repele naturalmente quando se lhe vê as conseqüências: eis porque aqueles que penetraram esses mistérios estão felizes com isso; é para eles uma luz que dissipa as trevas e as angústias da dúvida.


Se considerarmos agora a moral ensinada pelos Espíritos superiores, ela é toda evangélica, é dizer tudo: prega a caridade cristã em toda a sua sublimidade; faz mais, mostra a necessidade para a felicidade presente e futura, porque as conseqüências do bem e do mal que fizermos estão ali diante dos nossos olhos. Conduzindo os homens aos sentimentos de seus deveres recíprocos, o Espiritismo neutraliza o efeito das doutrinas subversivas da ordem social.


Essas crenças não podem ser um perigo para a razão?



Todas as ciências não forneceram seu contingente às casas de alienados? É preciso condená-las por isso? As crenças religiosas não estão ali largamente representadas? Seria justo, por isso, proscrever a religião? Conhecem-se todos os loucos que o medo do diabo produziu? Todas as grandes preocupações intelectuais levam à exaltação, e podem reagir lastimavelmente sobre um cérebro fraco; teria fundamento ver-se no Espiritismo um perigo especial a esse respeito, se ele fosse a causa única, ou mesmo preponderante, dos casos de loucura. Faz-se grande barulho de dois ou três casos aos quais não se daria nenhuma atenção em outra circunstância; não se levam em conta, ainda, as causas predisponentes anteriores. Eu poderia citar outras nas quais as idéias espíritas, bem compreendidas, detiveram o desenvolvimento da loucura. Em resumo, o Espiritismo não oferece, sob esse aspecto, mais perigo que as mil e uma causas que a produzem diariamente; digo mais, que ele as oferece muito menos, naq uilo que ele carrega em si mesmo seu corretivo, e que pode, pela direção que dá às idéias, pela calma que proporciona ao espírito daqueles que o compreende, neutralizar o efeito de causas estranhas. O desespero é uma dessas causas; ora, o Espiritismo, fazendo-nos encarar as coisas mais lamentáveis com sangue frio e resignação, nos dá a força de suportá-las com coragem e resignação, e atenua os funestos efeitos do desespero.


As crenças espíritas não são a consagração das idéias supersticiosas da Antigüidade e da Idade Média, e não podem recomendá-las?


As pessoas sem religião não taxam de superstição a maioria das crenças religiosas? Uma idéia não é supersticiosa senão porque ela é falsa; cessa de sê-lo se se torna uma verdade. Está provado que, no fundo da maioria das superstições, há uma verdade ampliada e desnaturada pela imaginação. Ora, tirar a essas idéias todo seu aparelho fantástico, e não deixar senão a realidade, é destruir a superstição: tal é o efeito da ciência espírita, que coloca a nu o que há de verdade ou de falso nas crenças populares. Por muito tempo, as aparições foram vistas como uma crença supersticiosa; hoje, que são um fato provado, e, mais que isso, perfeitamente explicado, elas entram no domínio dos fenômenos naturais. Seria inútil condená-las, não as impediria de se produzirem; mas aqueles que delas tomam conhecimento e as compreendem, não somente não se amedrontam, mas com elas ficam satisfeitos, e é a tal ponto que aqueles que não as têm desejam tê-las. Os fenômenos incompreendidos deixam o camp o livre à imaginação, são a fonte de uma multidão de idéias acessórias, absurdas, que degeneram em superstição. Mostrai a realidade, explicai a causa, e a imaginação se detém no limite do possível; o maravilhoso, o absurdo e o impossível desaparecem, e com eles a superstição; tais são, entre outras, as práticas cabalísticas, a virtude dos sinais e das palavras mágicas, as fórmulas sacramentais, os amuletos, os dias nefastos, as horas diabólicas, e tantas outras coisas das quais o Espiritismo, bem compreendido, demonstra o ridículo.


Tais são, Príncipe, as respostas que acreditei dever fazer às perguntas que me haveis dado a honra em me endereçar, feliz se elas podem corroborar as idéias que Vossa Alteza já possui sobre essas matérias, e vos levar a aprofundar uma questão de tão alto interesse; mais feliz ainda se meu concurso ulterior puder ser para vós de alguma utilidade.



Com o mais profundo respeito, sou, de Vossa Alteza, o muito humilde e muito obediente servidor,

Allan Kardec

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 12/05/16 18:41

O LIVRE-ARBÍTRIO

ALLAN KARDEC, O LIVRO DOS ESPÍRITOS

859. Com todos os acidentes, que nos sobrevêm no curso da vida, se dá o mesmo que com a morte, que não pode ser evitada, quando tem que ocorrer?

“São de ordinário coisas muito insignificantes, de modo que vos podeis prevenir deles e fazer que os eviteis algumas vezes, dirigindo o vosso pensamento, pois nos desagradam os sofrimentos materiais. Isso, porém, nenhuma importância tem na vida que escolhestes. A fatalidade, verdadeiramente, só existe quanto ao momento em que deveis aparecer e desaparecer deste mundo.”

a) - Haverá fatos que forçosamente devam dar-se e que os Espíritos não possam conjurar, embora o queiram?

“Há, mas que tu viste e pressentiste quando, no estado de Espírito, fizeste a tua escolha. Não creias, entretanto, que tudo o que sucede esteja escrito, como costumam dizer. Um acontecimento qualquer pode ser a conseqüência de um ato que praticaste por tua livre vontade, de tal maneira que, se não o houvesses praticado, o acontecimento não seria dado. Imagina que queimas o dedo. Isso nada mais é senão resultado da tua imprudência e efeito da matéria. Só as grandes dores, os fatos importantes e capazes de influir no moral, Deus os prevê, porque são úteis à tua depuração e à tua instrução.”

861. Ao escolher a sua existência, o Espírito daquele que comete um assassínio sabia que viria a ser assassino?

“Não. Escolhendo uma vida de lutas, sabe que terá ensejo de matar um de seus semelhantes, mas não sabe se o fará, visto que ao crime precederá quase sempre, de sua parte, a deliberação de praticá-lo. Ora, aquele que delibera sobre uma coisa é sempre livre de fazê-la, ou não. Se soubesse previamente que, como homem, teria que cometer um crime, o Espírito estaria a isso predestinado. Ficai, porém, sabendo que a ninguém há predestinado ao crime e que todo crime, como qualquer outro ato, resulta sempre da vontade e do livre-arbítrio.
“Demais, sempre confundis duas coisas muito distintas: os sucessos materiais e os atos da vida moral. A fatalidade, que por algumas vezes há, só existe com relação àqueles sucessos materiais, cuja causa reside fora de vós e que independem da vossa vontade. Quanto aos da vida moral esses emanam sempre do próprio homem que, por conseguinte, tem sempre a liberdade de escolher. No tocante, pois, a esses atos, nunca há fatalidade.”

862. Pessoas existem que nunca logram bom êxito em coisa alguma, que parecem perseguidas por um mau gênio em todos os seus empreendimentos. Não se pode chamar a isso fatalidade?

“Será uma fatalidade, se lhe quiseres dar esse nome, mas que decorre do gênero da existência escolhida. É que essas pessoas quiseram ser provadas por uma vida de decepções, a fim de exercitarem a paciência e a resignação. Entretanto, não creias seja absoluta essa fatalidade. Resulta muitas vezes do caminho falso que tais pessoas tomam, em discordância com suas inteligências e aptidões. Grandes probabilidades tem de se afogar quem pretender atravessar a nada um rio, sem saber nadar. O mesmo se dá relativamente à maioria dos acontecimentos da vida. Quase sempre obteria o homem bom êxito, se só tentasse o que estivesse em relação com as suas faculdades. O que o perde são o seu amor próprio e a sua ambição, que o desviam da senda que lhe é própria e o fazem considerar vocação o que não passa de desejo de satisfazer a certas paixões. Fracassa por sua culpa. Mas, em vez de culpar-se a si mesmo, prefere queixar-se da sua estrela. Um, por exemplo, que seria bom operário e ganharia honestamente a vida, mete-se a ser mau poeta e morre de fome. Para todos haveria lugar no mundo, desde que cada um soubesse colocar-se no lugar que lhe compete.”



863. Os costumes sociais não obrigam muitas vezes o homem a enveredar por um caminho de preferência a outro e não se acha ele submetido à direção da opinião geral, quanto à escolha de suas ocupações? O que se chama respeito humano não constitui óbice ao exercício do livre-arbítrio?

“São os homens e não Deus quem faz os costumes sociais. Se eles a estes se submetem, é porque lhes convêm. Tal submissão, portanto, representa um ato de livre-arbítrio, pois que, se o quisessem, poderiam libertar-se de semelhante jugo. Por que, então, se queixam? Falece-lhes razão para acusarem os costumes sociais. A culpa de tudo devem lançá-la ao tolo amor-próprio de que vivem cheios e que os faz preferirem morrer de fome a infringi-los. Ninguém lhes leva em conta esse sacrifício feito à opinião pública, ao passo que Deus lhes levará em conta o sacrifício que fizerem de suas vaidades. Não quer isto dizer que o homem deva afrontar sem necessidade aquela opinião, como fazem alguns em que há mais originalidade do que verdadeira filosofia. Tanto desatino há em procurar alguém ser apontado a dedo, ou considerado animal curioso, quanto acerto em descer voluntariamente e sem murmurar, desde que não possa manter-se no alto da escala.”



872. A questão do livre-arbítrio se pode resumir assim: O homem não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica não foram previamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino. Ele pode, por prova e por expiação, escolher uma existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio onde se ache colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir. Assim, o livre-arbítrio existe para ele, quando no estado de Espírito, ao fazer a escolha da existência e das provas e, como encarnado, na faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos a que todos nos temos voluntariamente submetido. Cabe à educação combater essas más tendências. Fá-lo-á utilmente, quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modifica a inteligência pela instrução e o temperamento pela higiene.
Desprendido da matéria e no estado de erraticidade, o Espírito procede à escolha de suas futuras existências corporais, de acordo com o grau de perfeição a que haja chegado e é nisso, como temos dito, que consiste sobretudo o seu livre-arbítrio. Esta liberdade, a encarnação não a anula. Se ele cede à influência da matéria, é que sucumbe nas provas que por si mesmo escolheu. Para ter quem o ajude a vencê-las, concedido lhe é invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos. (337)
Sem o livre-arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar o mal, nem mérito em praticar o bem. E isto a tal ponto está reconhecido que, no mundo, a censura ou o elogio são feitos à intenção, isto é, à vontade. Ora, quem diz vontade diz liberdade. Nenhuma desculpa poderá, portanto, o homem buscar, para os seus delitos, na sua organização física, sem abdicar da razão e da sua condição de ser humano, para se equiparar ao bruto. Se fora assim quanto ao mal, assim não poderia deixar de ser relativamente ao bem. Mas, quando o homem pratica o bem, tem grande cuidado de averbar o fato à sua conta, como mérito, e não cogita de por ele gratificar os seus órgãos, o que prova que, por instinto, não renuncia, mau grado à opinião de alguns sistemáticos, ao mais belo privilégio de sua espécie: a liberdade de pensar.
A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os sucessos da vida, qualquer que seja a importância deles. Se tal fosse a ordem das coisas, o homem seria qual máquina sem vontade. De que lhe serviria a inteligência, desde que houvesse de estar invariavelmente dominado, em todos os seus atos, pela força do destino? Semelhante doutrina, se verdadeira, conteria a destruição de toda liberdade moral; já não haveria para o homem responsabilidade, nem, por conseguinte, bem, nem mal, crimes ou virtudes. Não seria possível que Deus, soberanamente justo, castigasse suas criaturas por faltas cujo cometimento não dependera delas, nem que as recompensasse por virtudes de que nenhum mérito teriam. Demais, tal lei seria a negação da do progresso, porquanto o homem, tudo esperando da sorte, nada tentaria para melhorar a sua posição, visto que não conseguiria ser mais nem menos.
Contudo, a fatalidade não é uma palavra vã. Existe na posição que o homem ocupa na Terra e nas funções que aí desempenha, em conseqüência do gênero de vida que seu Espírito escolheu como prova, expiação ou missão. Ele sofre fatalmente todas as vicissitudes dessa existência e todas as tendências boas ou más, que lhe são inerentes. Aí, porém, acaba a fatalidade, pois da sua vontade depende ceder ou não a essas tendências. Os pormenores dos acontecimentos, esses ficam subordinados às circunstâncias que ele próprio cria pelos seus atos, sendo que nessas circunstâncias podem os Espíritos influir pelos pensamentos que sugiram. (459)
Há fatalidade, portanto, nos acontecimentos que se apresentam, por serem estes conseqüência da escolha que o Espírito fez da sua existência de homem. Pode deixar de haver fatalidade no resultado de tais acontecimentos, visto ser possível ao homem, pela sua prudência, modificar-lhes o curso. Nunca há fatalidade nos atos da vida moral. No que concerne à morte é que o homem se acha submetido, em absoluto, à inexorável lei da fatalidade, por isso que não pode escapar à sentença que lhe marca o termo da existência, nem ao gênero de morte que haja de cortar a esta o fio.
Segundo a doutrina vulgar, de si mesmo tiraria o homem todos os seus instintos que, então, proviriam, ou da sua organização física, pela qual nenhuma responsabilidade lhe toca, ou da sua própria natureza, caso em que lícito lhe fora procurar desculpar-se consigo mesmo, dizendo não lhe pertencer a culpa de ser feito como é. Muito mais moral se mostra, indiscutivelmente, a Doutrina Espírita. Ela admite no homem o livre-arbítrio em toda a sua plenitude e, se lhe diz que, praticando o mal, ele cede a uma sugestão estranha e má, em nada lhe diminui a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, o que evidentemente lhe é muito mais fácil do que lutar contra a sua própria natureza. Assim, de acordo com a Doutrina Espírita, não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz oculta que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal, como pode cerrá-los à voz material daquele que lhe fale ostensivamente. Pode-o pela ação da sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e reclamando, para tal fim, a assistência dos bons Espíritos. Foi o que Jesus nos ensinou por meio da sublime prece que é a oração dominical, quando manda que digamos: “Não nos deixes sucumbir à tentação, mas livra-nos do mal.” Essa teoria da causa determinante dos nossos atos ressalta com evidência de todo o ensino que os Espíritos hão dado. Não só é sublime de moralidade, mas também, acrescentaremos, eleva o homem aos seus próprios olhos. Mostra-o livre de subtrair-se a um jugo obsessor, como livre é de fechar sua casa aos importunos. Ele deixa de ser simples máquina, atuando por efeito de uma impulsão independente da sua vontade, para ser um ente racional, que ouve, julga e escolhe livremente de dois conselhos um. Aditemos que, apesar disto, o homem não se acha privado de iniciativa, não deixa de agir por impulso próprio, pois que, em definitiva, ele é apenas um Espírito encarnado que conserva, sob o envoltório corporal, as qualidades e os defeitos que tinha como Espírito. Conseguintemente, as faltas que cometemos têm por fonte primária a imperfeição do nosso próprio Espírito,que ainda não conquistou a superioridade moral que um dia alcançará, mas que, nem por isso, carece de livre-arbítrio. A vida corpórea lhe é dada para se expungir de suas imperfeições, mediante as provas por que passa, imperfeições que, precisamente, o tornam mais fraco e mais acessível às sugestões de outros Espíritos imperfeitos, que delas se aproveitam para tentar fazê-lo sucumbir na luta em que se empenhou. Se dessa luta sai vencedor ele se eleva; se fracassa, permanece o que era, nem pior, nem melhor. Será uma prova que lhe cumpre recomeçar, podendo suceder que longo tempo gaste nessa alternativa.
Quanto mais se depura, tanto mais diminuem os seus pontos fracos e tanto menos acesso oferece aos que procurem atraí-lo para o mal. Na razão de sua elevação, cresce-lhe a força moral, fazendo que dele se afastem os maus Espíritos.
Todos os Espíritos, mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana e, como o nosso mundo é um dos menos adiantados, nele se conta maior número de Espíritos maus do que de bons.
Tal a razão por que aí vemos perversidade. Façamos, pois, todos os esforços para a este planeta não voltarmos, após a presente estada, e para merecermos ir repousar em mundo melhor, em um desses mundos privilegiados, onde não nos lembraremos da nossa passagem por aqui, senão como de um exílio temporário.


De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 11/05/16 12:18

OS BONS MÉDIUNS






Inerente a todos os seres humanos, a faculdade


mediúnica expressa-se de maneira variada,


conforme a estrutura evolutiva, os recursos


morais, as conquistas espirituais de cada


indivíduo.











Incipiente em uns e ostensiva noutros, pode ser


considerada com a peculiaridade psíquica que


permite a comunicação dos homens com os


Espíritos, mediante cujo contributo inúmeras


interrogações e enigmas encontram respostas e


elucidações claras para o entendimento dos reais


mecanismos da existência física na Terra.











Distúrbios psíquicos inexplicáveis, desequilíbrios


orgânicos injustificáveis, transtornos


comportamentais e dificuldades nos


relacionamentos sociais e afetivos, malquerenças


e aflições íntimas destituídas de significado,


exaltação e desdobramentos da personalidade,


algumas alucinações visuais e auditivas, na


mediunidade encontram seu campo de expansão,


refletindo os dramas espirituais do ser, que


procedem das experiências anteriores à atual


existência física, alguns transformados em


fenômenos obsessivos profundamente


perturbadores.











Mal compreendida por largo tempo através da


História, foi envolta em mitos e cercada de


superstições, que nada têm a ver com a sua


realidade.











Sendo uma percepção da alma encarnada cujo


conteúdo as células orgânicas decodificam, não


significa manifestação de angelitude ou de


santificação, como também não representa


punição imposta por Deus, a fim de alcançar os


calcetas e endividados perante as Soberanas Leis.











Existente igualmente no ser espiritual, é uma


faculdade do Espírito que, através dos delicados


equipamentos sutis do seu perispírito, faculta o


intercâmbio entre os desencarnados de


diferentes esferas da Erraticidade.











Dessa maneira, não se trata de um calvário de


padecimentos intérminos em cujo curso a


tristeza e o sofrimento dão-se as mãos, como


pretendem alguns portadores de comportamento


masoquista, mas também não é característica de


superioridade moral, que distingue o seu


possuidor em relação às demais pessoas.











Pode ser considerada como a moderna escada de


Jacó, que permite a ascensão espiritual daquele


que se lhe dedica com abnegação e


devotamento.











Semelhante às demais faculdades do ser


humano, exige cuidados especiais, quais aqueles


que se dispensam à inteligência, à memória, às


aptidões artísticas e culturais...











O conhecimento do seu mecanismo torna-se


indispensável para que seja exercida com


seriedade, ao lado de cuidados outros que se lhe


fazem essenciais, quais sejam, a identificação da


lei dos fluidos, a aplicação dos dispositivos


morais para o aperfeiçoamento incessante, a


disciplina dos equipamentos nervosos, as


disposições superiores para o bem, o nobre e o


edificante.











Neutra, sob o ponto de vista ético-moral, qual


ocorre com as demais faculdades, é direcionada


pelo seu portador, que se encarrega de orientá-


la conforme as próprias aspirações, perseguindo


os objetivos elevados, que são a meta essencial


da reencarnação.











À medida que o médium introjeta reflexões em


torno do seu conteúdo valioso, mais se lhe


dilatam as possibilidades, que, disciplinadas,


facultam ensejo para a produção de resultados


compatíveis com o direcionamento que se lhe


aplique.











A observação cuidadosa dos sintomas através


dos quais se expressa, favorece a perfeita


identificação daqueles que se comunicam e


podem contribuir em favor do progresso moral


do medianeiro.











O hábito do silêncio interior e da quietação


emocional faculta-lhe a captação das ondas que


permitem o intercâmbio equilibrado, ampliando-


lhe a área de serviços espirituais.











Concessão divina para a Humanidade, é a ponte


que traz de volta aqueles que abandonaram o


corpo físico ou que dele foram expulsos, sem


que deixassem a vida, comprovando-lhes a


imortalidade em triunfo.











Ante a impossibilidade de ser alcançada a


perfeição mediúnica, face à condição


predominante de mundo de provações que


caracteriza o planeta terrestre e tipifica os seus


habitantes por enquanto, cada servidor deve


lutar para adquirir a qualidade de bom médium,


isto é, aquele que comunica com facilidade, que


se faz instrumento dócil aos Espíritos que o


utilizam sob a orientação do seu Mentor.











Nunca se acreditando imaculado, sabe que pode


ser vítima da mistificação dos zombeteiros e


maus, não a temendo, mas trabalhando por


sutilizar as suas percepções psíquicas e


emocionais, e elevando-se moralmente para


atingir patamares mais enobrecidos nas faixas da


evolução.











A facilidade com que os desencarnados o


utilizam, especialmente por estar disponível


sempre que necessário, propicia-lhe maior


sensibilidade e o credencia ao apoio dos Guias


da Humanidade, que o cercam de carinho e o


inspiram para a ascensão contínua.











Consciente dos próprios limites e das infinitas


possibilidades da Vida, reconhece o quanto


necessita de transformar-se interiormente para


melhor, a fim de ser enganado menos vezes e


jamais enganar aos outros, pelo menos


conscientemente.











A disciplina e o equilíbrio moral, os pensamentos


e as ações honoráveis, o salutar hábito da oração


e da meditação, precatam-no das investiduras


dos maus e perversos que pululam em toda


parte, preservando-lhe os sutis equipamentos


mediúnicos dos choques de baixo teor vibratório


que lhes são inerentes, ajudando-o, assim, a


manter contato com esses infelizes, quando


necessário, porém, sob o controle dos Guias que


os conduzem, jamais ao paladar e apetite da


loucura que os avassala.











O bom médium é simples e sem as


complexidades do agrado da ignorância, do


egoísmo e da presunção, cujas conquistas são


internas e que irradia os valores morais de


dentro para fora, qual antena que possui os


requisitos próprios para a captação das ondas


que serão transformadas em imagens sonoras,


visuais ou portadoras de força motriz para


muitas finalidades.











Quando esteja açodado pelas conjunturas difíceis


ou afligido pelas provações iluminativas, que


fazem parte do seu processo de evolução, nunca


deve desanimar, nem esperar fruir de privilégios,


que os não possui, seguindo fiel e tranqüilo no


desempenho da tarefa que lhe diz respeito,


preservando a alegria de viver, servir e amar.











O trabalho edificante será sempre o seu apoio de


segurança, que o fortalecerá em todos os


momentos da existência física, nunca se


refugiando na inoperância, que é geradora de mil


males que sempre perturbam.











Porque identifica as próprias deficiências, não se


jacta da faculdade que possui, reconhecendo que


ela pode ser bloqueada ou retirada,


empenhando-se para torná-la uma ferramenta


de luz a serviço do Amor em todos os instantes.











Os bons médiuns, que escasseiam, em razão da


momentânea inferioridade humana, são os


instrumentos hábeis para contribuírem em favor


do Mundo Novo de amanhã, quando a


mediunidade, melhor compreendida e mais bem


exercida, se tornará uma conquista valiosa do


espírito humano credenciado para a felicidade


que já estará desfrutando.






(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão mediúnica da noite de 08 de agosto de 2001, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)

Autor: Manoel Philomeno de Miranda
Psicografia de Divaldo Franco

De: Victor Hugo
Para: t
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 11/05/16 12:17

“Não pares de trabalhar e servir. Encoraja-te na luz oculta do bem, escora-te em Deus e segue adiante”. Batuíra

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 08/05/16 20:11

COMPORTAMENTO E VIDA

Autor: Manoel Philomeno de Miranda (espírito)

O fatalismo biológico, estabelecido
mediante as
conquistas pessoais de cada indivíduo,
não é
definitivo em relação à data da sua
morte.

A longevidade como a brevidade da
existência
corporal, embora façam parte do
programa
adrede estabelecido para cada homem,
alteram-
se para menos ou para mais, de acordo
com o
seu comportamento e do contributo que
oferece
à aparelhagem orgânica para a sua
preservação
ou desgaste.

Necessitando de um período de tempo em
cada
existência física para realizar a
aprendizagem
evolutiva em cujo curso está inscrito,
o Espírito
tem meios para abreviar-lhe ou
ampliar-lhe o
ciclo, mediante os recursos de que
dispõe e são
facultados a todos.

É óbvio que o estróina desperdiça
maior quota de
energias, impondo sobrecargas
desnecessárias
aos equipamentos fisiológicos, do que
o
indivíduo prudente.

As ocorrências que lhes sucedam têm as
suas
causas no comportamento que se
permitem.

Igualmente, a forma de desencarnar,
sem fugir
ao impositivo do destino que é de
construção
pessoal, resulta das experiências que
são vividas.
O homem imprevidente e precipitado,
desrespeitador dos códigos de lei
estabelecidos,
toma-se fácil presa de infaustos
acontecimentos,
que ele mesmo se propicia como efeito
da
conduta arbitrária a que se entrega.

Acidentes, homicídios, intoxicações,
desastres de
vários tipos que arrebatam vidas,
resultam da
imprevidência, da irresponsabilidade,
do orgulho
dos que lhes são vitimas, na maioria
das vezes e
no maior número de acontecimentos.

Devendo aplicar a inteligência e a
bondade como
norma de conduta habitual, grande
parte das
criaturas prefere a arrogância, a
discussão acesa,
o desrespeito ao dever, a negligência,
tornando-
se, afinal, vitimas de si mesmas,
suicidas
indiretas.

Nos autocídios de ação prolongada ou
imediata,
a responsabilidade é total daqueles
que tomam a
decisão infeliz e a levam a cabo,
inspirados ou
não por Entidades perversas com as
quais
sintonizam.

Derrapando em comportamentos
pessimistas a
que se aferram, a atitudes agressivas
nas quais
se comprazem, na fixação de idéias
tormentosas
em que se demoram, em ambições
desenfreadas
e rebeldia sistemática, a etapa final,
infelizmente,
não pode ser outra. Com o gesto que
supõem de
libertação, tombam, por largos anos de
dor, em
mais cruel processo de recuperação e
desespero,
para que aprendam disciplina e
submissão contra
as quais antes se rebelaram.

Depreende-se, portanto, que o
comportamento
do homem a todo instante contribui de
maneira
rigorosa para a programação da sua
vida.

São de duas classes as causas que
influem na sua
existência, dentro do determinismo da
evolução
humana: as próximas, desta
reencarnação, na
qual se movimenta, e as remotas, que
procedem
das ações pretéritas. Estas últimas
estabeleceram
já os impositivos de reparação a que o
indivíduo
não pode fugir, amenizando-os ou
vencendo-os
através de atuais ações do rumor, que
promovem
quem as vitaliza e aquele a quem são
dedicadas.
As primeiras, no entanto, as da
presente
existência, vão gerando novos
compromissos
que, se negativos, podem ser atenuados
de
imediato por meio de atitudes opostas,
e, se
positivos, ampliados na sua aplicação.

O tabagismo, o alcoolismo, a
toxicomania, a
sexolatria, a glutonaria, entre outros
fatores
dissolventes e destrutivos, são de
livre opção
anual, não incursos no processo
educativo de
ninguém. Quem, a qualquer deles se
vincula,
padecer-lhe-á, inexoravelmente, o
efeito
prejudicial, não se podendo queixar ou
aguardar
solução de emergência.

O tabagismo responde por cárceres de
várias
procedências, na língua, na boca, na
laringe, por
inúmeras afecções e enfermidades
respiratórias,
destacando-se o terrível enfisema
pulmonar.
Todo aquele que se lhe submete à
dependência
viciosa, está incurso,
espontaneamente, nessa
fatalidade destruidora, que não estava
no seu
programa e foi colocada por
imprevidência ou
presunção.

O alcoolismo é gerador de distúrbios
orgânicos e
psíquicos de inomináveis
conseqüências,
gerando desgraças que, de forma
nenhuma
deveriam suceder. É ele o
desencadeador da
loucura, da depressão ou da
agressividade, na
área psíquica, sendo o responsável por
distúrbios
gástricos, renais e, principalmente,
pela
irreversível cirrose hepática. Seja
através da
aguardente popular ou do whisky
elegante, a
alcoolofilia dízima multidões que se
lhe
entregam espontaneamente.

A toxicomania desarticula as sutis
engrenagens
da mente e desagrega as moléculas do
metabolismo orgânico, lesando vários
órgãos e
alucinando todos quantos se comprazem
nas
ilusões mórbidas que dizem viver, não
obstante
de breve duração. Iniciada a
dependência que se
fez espontânea, desdobrara-se à frente
longos
anos, numa e noutra reencarnação, para
que
sejam reparados todos os danos que
poderiam
ter sido evitados quase sem esforço.

A sexolatria gera distonias
emocionais, por
conduzir o indivíduo ao reduto das
sensações
primitivas, mantendo-os nas áreas do
gozo
insaciável, que o leva à exaustão, a
terríveis
frustrações na terceira idade, se a
alcança, e a
depressões sem conta pelo descalabro
que
desorganiza o corpo e perturba a
mente. Além
desses, são criados campos de
dificuldade
afetiva, de responsabilidade emocional
com os
parceiros utilizados, estabelecendo-se
compromissos desditosos para o
futuro.

A glutoneria, além de deformar a
organização
física, é agente de males que
sobrecarregam o
corpo produzindo contínuas distinções
gastrointestinais, dispepsias, acidez,
ulcerações,
alienando o homem que vive para comer,
quando
deveria, com equilíbrio, comer para
viver.

São muitos os agentes dos infortúnios
para o
homem, que ele aceita no seu
comportamento,
afetando-lhe a vida.

Entretanto, através de outras atitudes
e conduta
poderia preserva-la, prolongá-la, dar-
lhe beleza,
propiciando-lhe harmonia e felicidade.

Além de atingir aquele que elege esta
ou aquela
maneira de agir, os resultados
alcançam os
descendentes que, através das heranças
transmissíveis, conforme as suas
necessidades
evolutivas, as experimentarão.

O comportamento do Espírito, no corpo
ou fora
dele, é responsável pela vida,
contribuindo de
maneira eficaz na sua programática,
igualmente
interferindo na conduta do grupo em
que se
movimenta e onde atua, como dos
descendentes
que de alguma forma se lhe vinculam.

As ações corretas prolongam a
existência do
corpo e promovem o equilíbrio da
mente,
enquanto as atribuladas e agressivas
produzem o
inverno.

Nunca será demasiado repetir-se que,
assim
como o homem pensa e age, edificará a
sua
existência, vivendo-a de conformidade
com o comportamento elegido.

Psicografia de Divaldo Franco. Livro:
Temas da Vida e da Morte


De: Manoel
Para: Todos
E-mail: mmonak@gmail.com
Data: 08/05/16 20:09

“Cada criatura constrói na própria mente e no próprio coração o paraíso que a erguerá ao nível sublime da perfeita alegria, ou o inferno que a rebaixará aos mais escuros antros de sofrimento”. Emmanuel

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 05/05/16 21:42

“E em qualquer circunstância, não te entregues ao desalento nem ao medo, não engrossando as massas desgovernadas, convicto de que Jesus, o Governador Amorável da Terra, está vigilante, no entanto, conta contigo para a obra do bem geral”. Joanna de Ângelis

De: Victor Hugo
Para: MARIA AMÉLIA DE ARAÚJO
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 04/05/16 00:35

Irmã Maria Amélia,

Disse Jesus:

\"Perdoa-os Pai, porque eles não sabem o que fazem.\"

Não desça a sua faixa vibratória até a faixa vibratória do agressor. Fique em paz!

Se cumpres o teu dever e não aspiras a outro
prêmio que não seja a consciência tranqüila,
quem te poderá fazer o mal, se procuras
somente o bem?

Pense nisso, atendendo a isso, e verificarás que a
segurança íntima reside em ti mesmo, qual
acontece à paz da alma, que vem a ser
patrimônio de cada um.

Emmanuel (espírito)
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Benção de Paz
.......

VIVER EM PAZ

\"..Vivei em paz...\"
Paulo, (II CORÍNTIOS. 13:11.)

Mantém-te em paz.
É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para isso, contudo - para que a tranqüilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.

Uns acusam, outros choram.
Ajuda-os, enquanto podes.
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.
Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.

Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

Emmanuel (espírito)
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Fonte Viva
..............

Não Merecem

Guarde-se do mal e defenda-se dele com a realização do bem operante. O mal não merece consideração.
Há muito que fazer, valorizando a oportunidade de serviço que surge inesperada.
A intriga não merece a atenção dos seus ouvidos.
A injúria não merece o respeito da sua preocupação.
A ingratidão não merece o zelo da sua aflição.
O ultraje não merece o seu revide verbalista.
A mentira não merece a interrupção das suas nobres tarefas.
A exasperação não merece o seu sofrimento.
A perseguição gratuita não merece a sua solicitude.
A maledicência não merece o alto-falante da sua garganta.
A inveja não merece o tempo de que você necessita para o trabalho nobre.

Os maus não merecem a sua inquietação.
Entregue-os ao tempo benfazejo.

Abra os braços ao dever, firme-se no solo do serviço, abrace-se à cruz da responsabilidade, recordando o madeiro onde expirou o Cristo e, em perfeita magnitude, desafie a fúria do mal.
O lídimo cristão é fiel servidor.


Você tem somente um amo a quem prestará contas: Jesus!

Preocupado com o que deve fazer, não pare a escutar os que não têm o que fazer ou nada querem fazer.
Transformando-se em antena viva da inspiração superior, registre o ensinamento evangélico do amor, no coração, viva-o na ação e prossiga sem medo.

Você sabe que em toda seara existem abelhas diligentes e marimbondos destruidores. Também, não ignora “que os maus por si mesmos se destroem”, como afirma a sabedoria popular.


Identifique no obstáculo o ensejo iluminativo e não se detenha.

Por essa razão, enquanto a ventania açoita, guarde a sua fé robusta e, sem dar atenção ao mal, esteja acautelado, porque, não descendo às ondas mentais dos maus, você paira inatingível nas vibrações superiores das Altas Potências da Vida. Doe amor e, assim, faça o bem, para que não venha “a responder por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem”.

Autor: Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Legado Kardequiano

De: Victor Hugo
Para: BARTOLOMEU
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 03/05/16 10:43

A BARTOLOMEU

Irmão querido, bom dia!
Que seus segundos sejam repletos de luz, paz, harmonia, saúde, bom ânimo e infinita alegria.
Lamento os fatos, mas confie sempre no sublime irmão Amado Mestre Jesus e no Pai todo amor.
Persevere no bem, prossiga resoluto fazendo sempre a sua parte. Não desanime nunca! Dará tudo certo!
Sugerimos que procure uma Casa Espírita de boa procedência a fim de ouvir as palestras, receber o passe e iniciar o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.
Logo todas essas questões serão normalizadas, mas, sobretudo, é a construção que você tem no seu interior que importa. Edifique em si um reino de paz e conhecimento para que, se for necessário, qualquer outra circunstância aziaga seja enfocada como uma simples e inofensiva pedrinha no caminho.

Leia o cap. V de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Faça o Evangelho no Lar.
Abaixo seguem mensagens de paz.
Forte abraço
Fique com DEUS

\"Bem-aventurados os mansos e pacíficos, pois herdarão a Terra\". JESUS (Mateus, cap. 5, vers. 5)

\"Buscai a Verdade; a Verdade vos libertará\". JESUS (João, cap. 8, vers. 32)

\"Fora da caridade não há salvação\" ALLAN KARDEC

\"Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade\". ALLAN KARDEC

\"Todos os Espíritos estão destinados à perfeição, e Deus lhes fornece as maneiras de alcançá-la por meio da reencarnação\". ALLAN KARDEC


\"Pensamento otimista e sadio, palavra esclarecedora, sem a pimenta da
malícia ou da censura e atitudes bem definidas no compromisso superior
aceito, ser-te-ão abençoadas forças mentais e escoras morais
impedindo-te que erres ou que caias. Abre, desse modo, os teus braços, submete- te cruz redentora e avança. Para a ouvir um pouco as vozes do passado
que ensinam experiências e não temas: sê fiel a Jesus até o fim!\"
Joanna de Ângelis (espírito) / Divaldo Franco


Nosso espírito residirá onde projetarmos nossos pensamentos, alicerces
vivos do bem e do mal. Por isto mesmo, dizia Paulo, sabiamente: -
\"Pensai na coisas que são de cima.\"
Emmanuel (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Cada criatura constrói na própria mente e no próprio coração o paraíso
que a erguerá ao nível sublime da perfeita alegria, ou o inferno que a
rebaixará aos mais escuros antros de sofrimento. Emmanuel (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Acalma a mente e harmoniza o mundo interior.
A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age
e confia. Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco

Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim
de que não percas a oportunidade de viver com alegria. André Luiz (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier.


ALEGRIA

A vida é bênção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias. Sempre pense de modo saudável, por mais que sintas o coração doer ou sensações ruins. Eleva-te sempre, não dês atenção à perturbação. Seguindo esta conduta alegre você irá, com o passar do tempo, ficar bem e desfrutar de paz interior.

Vives consoante pensas e almejas, consciente ou inconscientemente.

Conforme dirijas a mente, recolherás os resultados. Possuis todos os recursos ao alcance da vontade. Canalizando-a para o bem ou para o mal, fruirás saúde ou doença. Tem em mente, no entanto, que o teu destino é programado pela tua mente e pelos teus atos, dependendo de ti a direção que lhe concedas.

Autor: Joanna de Ângelis (espírito)
Psicografia de Divaldo Franco


PERSEVERANÇA

Sempre que aflições te visitem na forma de enfermidade ou tristeza, humilhação ou penúria, perseguição ou tentação, prejuízo ou desastre, não te rendas às sugestões de rebeldia ou desalento. Trabalha e espera, entre o prazer de servir e a felicidade de confiar, recordando que, se procuras pelo socorro de Deus, o socorro de Deus também te procura. E se a tranqüilidade parece tardar, porque privações e provações se multipliquem, persevera com o trabalho e com a esperança, lembrando-te de que a lei do bem opera sempre e de que o amparo de Deus está oculto ou vem vindo.

Emmanuel (espírito) / psicografia de Chico Xavier



ELES ESTÃO VIVOS

Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêem e te escutam!
Quando possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições.

Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!
Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando os derradeiros pensamentos terrestres através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos. Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.
Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a fôrça precisa para restauração espiritual que demandam.

Muitos deles, ainda inadaptados a vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor...
Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.

Outros muitos, seguem-te ainda. Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida... Os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores ... Os que lenantas-te para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia com o ósculo da amizade e da beneficiência. Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.
Auxilia aos entes queridos na espiritualidade a fim de que te possam auxiliar!

Se lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à Alma, abraçando o trabalho que terão deixado de fazer. Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar sustentando no mundo!

Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!

Chora, porque a dor é forte e, é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre!
E deixa que os corações amados, hoje no mais Além, te enxuguem as lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-lo-ás a todos positivamente contigo nas alegrias do Novo despertar.


Autor: Emmanuel (espírito)
Psicografia de Chico Xavier


SEMPRE COM DEUS

Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.
Se te encontras cansado, pensa Nele, o eterno Pai que jamais descansa. Como nos ensinou o próprio Jesus, o Pai trabalha constantemente.
Se te encontras triste, eleva a Deus os teus sentimentos, meditando na alegria solar com que, todas as manhãs, a infinita bondade do Pai dissolve as trevas, anunciando um dia novo de oportunidades.
Se estás doente pensa em como Deus, na sua compaixão e equilíbrio, reajusta os quadros da natureza. Pensa em como após a tempestade que arranca árvores centenárias e destrói montanhas, tudo se asserena.
Se te sentes incompreendido, ainda assim volta-te para Deus. Ele, o eterno doador de todas as bênçãos, quantas vezes é incompreendido pelas criaturas que criou e sustenta. Mesmo assim, a sua paciência inesgotável não desanima, aguardando que nos decidamos por abandonar nossas imperfeições.
Se te sentes humilhado, entrega a Deus as dores da tua sensibilidade ferida ou do orgulho menosprezado, refletindo no anonimato com que ele esconde a sua imensa grandeza, servindo-nos todos os dias.
Se te sentes sozinho, busca a companhia sublime de Deus na pessoa daqueles que seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento. Os mais solitários que tu mesmo, que se encontram em provações mais difíceis que as tuas. Procura aqueles que a miséria encara todas as horas e necessitam da tua ajuda para matar a fome, a sede, acalmar a dor.
Sai de ti mesmo e procura-os. Eles se encontram nas favelas, nas praças, nos hospitais, nos asilos, nas prisões. Talvez, ao teu lado, nos familiares que te esperam um gesto de carinho, uma palavra amiga, um pouco de atenção.
Se estás aflito, confia a Deus as tuas ansiedades. Fala-lhe de tudo aquilo que te vai na intimidade e Nele, que é o amor, todas as tuas tormentas haverão de se acalmar.
Enfim, seja qual for a dificuldade, recorda o todo misericordioso que não nos esquece.
Na oração haverás de encontrar a força a fim de te ergueres e superares os problemas, pequenos ou grandes que te estejam a supliciar.
Na oração, que é rota de luz, não haverá de te faltar o ânimo para enfrentar mais este dia, com coragem, bom ânimo e alegria, porque, afinal de contas, dia como este nunca houve e nem haverá igual.
***
Na vida, auxilia quanto puderes. Faze o bem sem olhar a quem.
Imagina que és o lavrador e o teu próximo é o campo. Tu plantas e o outro produz. Tu és o celeiro, o outro é o cliente.
Se desejas seguir para Deus, pensa que entre Deus e tu mesmo, o próximo é a ponte.
O Criador atende às criaturas através das criaturas.
Por isso mesmo, é preciso viver e servir.
(Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado nos caps. 13 e 19 do livro \"O Espírito da Verdade, ed. FEB)


ESPIRITISMO

O Espiritismo estabelece com base em fatos, provas e evidências que:


. DEUS é o Pai Criador, a Inteligência Suprema e Causa Primeira de todas as coisas.

. Jesus é um espírito puro, tendo atingido o grau máximo de perfeição a que um espírito pode chegar. É o Governador Espiritual da terra, é o Incomparável Mestre, o nosso único Guia e Modelo.

. O Espírito é imortal.

. Todos reencarnamos várias vezes, seja na Terra ou em outro mundo, pois, conforme Jesus disse “Há muitas moradas na casa de Meu Pai”.

. Todos temos o livre-arbítrio (liberdade de pensar e agir) e arcamos com as conseqüências dos nossos atos, sejam boas ou não. A isso dá-se o nome de Lei de Causa e Efeito, conforme Jesus estabeleceu “A cada um será dado segundo as suas obras”.


Princípios da Doutrina Espírita (pontos fundamentais):

DEUS: O Pai Criador, a Inteligência Suprema, a Causa Primeira de Todas as Coisas.
JESUS: O Guia e Modelo, O Amado Mestre, O Espírito Mais Perfeito que já passou pela Terra, o Governador Espiritual do Planto Terrestre.
KARDEC: A Base Fundamental.

. Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
. O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
. Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (Homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
. No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
. O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semi-material que une o Espírito ao corpo material.
. Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
. Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
. Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
. Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
. As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.
. Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.
. O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
. A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
. A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
. A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.


Prática Espírita

. Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: \"Dai de graça o que de graça recebestes\". Assim, todos os trabalhadores espíritas (oradores, passistas, dirigentes, médiuns de toda ordem, etc) trabalham sem recebimento financeiro algum.
. A prática espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
. O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeter os seus ensinos ao crivo da razão antes de aceitá-los.
. A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.
. Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
. O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que \"o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza\".
O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.


O Centro Espírita

É escola de formação espiritual e moral, baseada no Espiritismo, ou seja, nos ensinamentos de Jesus. É posto de atendimento fraternal a todos os que o procuram com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação. É núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita.

É casa onde as crianças, os jovens, os adultos e os idosos tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar, dentro dos princípios espíritas.
É oficina de trabalho que proporciona aos seus freqüentadores oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo, pela vivência do Evangelho em suas atividades. É recanto de paz construtiva, propiciando a união de seus freqüentadores na vivência da recomendação de Jesus: \"Amai-vos uns aos outros\".

Caracteriza-se pela simplicidade própria das primeiras Casas do Cristianismo nascente na prática da caridade, na total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores.
É a unidade fundamental do Movimento Espírita.


Seus Objetivos

Promover o Estudo, a Difusão e a Prática da Doutrina Espírita atendendo e ajudando às pessoas:
- que buscam orientação e amparo para seus problemas espirituais e materiais;
- que querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita;
- que querem exercitar e praticar a Doutrina Espírita, em todas as suas áreas de ação.

Suas Atividades Básicas

1. Divulgação da Doutrina Espírita (por todas as formas e meios compatíveis com os princípios doutrinários): palestras, aulas, grupos de estudos, livros, etc.

2. Assistência espiritual (orientação e ajuda às pessoas com necessidades espirituais): atendimento fraterno, exposição de temas espíritas, estudo do evangelho à luz da Doutrina Espírita, passes e atividade mediúnica.

4. Assistência e promoção social (orientação e ajuda às pessoas com necessidades materiais): assistência através da distribuição de alimento, roupa e remédio, e promoção através de cursos de orientação, ensino e formação profissional.


O EVANGELHO NO LAR


ROTEIRO PARA A REALIZAÇÃO \"O EVANGELHO NO LAR\": deixe o seu lar em Paz

1º) Escolher um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os elementos da família, ou da maior parte deles. Observar, rigorosamente, esse dia e essa hora da reunião, para facilitar a assistência espiritual. Nunca mudar o horário, pois os bons espíritos estarão no horário agendado. É possível fazer individualmente se for preciso.

2º) Iniciar a reunião com uma prece, simples e espontânea, em que, mais que as palavras, tenham valor os sentimentos, não devendo, portanto, ser decoradas.

3º) Fazer a leitura, metódica e seqüente, de \"O Evangelho Segundo o Espiritismo\".

4º) Fazer comentários breves sobre o trecho lido, buscando sempre a essência dos sentimentos de Jesus, para a sua aplicação na vida diária. A reunião poderá ser dirigida pelo chefe da casa, ou pela pessoa que tiver maiores conhecimentos doutrinários, a qual deverá incentivar a participação de todos os presentes, colocando as lições ao alcance dos de menor compreensão.

5º) Fazer vibrações pelo lar onde o Evangelho está sendo estudado, para os presentes, seus parentes e amigos.

6º) Relembrar sempre que é dever de todos os que procuram viver o Evangelho, concorrer, sem esmorecimento:

para a Paz da terra;
para a implantação e a vivencia do Evangelho em todos os lares;
para o entendimento fraternal entre todas as Religiões;
para a cura ou melhoria de todos os enfermos, do corpo ou da alma, minimizando seus sofrimentos e suas vicissitudes;
para o incentivo dos trabalhadores do bem e da Verdade;
7º) Fazer a prece de encerramento.

8) Colocar copos de água e solicitar aos espíritos, quando da prece inicial, que fluidifiquem as águas.

9) Podem ser usados livros psicografados por Chico Xavier e Divaldo Franco

\"Dilate a confiança em favor de você mesmo, esperando em Jesus. A idéia é poderosa força em criação ininterrupta. Cada pensamento infeliz é como um ser à parte, destruindo sua alegria. Cada idéia deprimente é semelhante a vírus sutil aniquilando sua saúde.
Liberte-se das influências inferiores, cultivando a serenidade e desenvolvendo a esperança.
Surpreenda o mal, sem lhe dar maior importância, e aniquile-o na grura onde se acolhe. Levante as próprias energias e lute.
Toda luz que você acender no mundo, nascida em seu íntimo, transformar-se-á em lâmpada luminosa no caminho de todos, porquanto nenhum vendaval poderá, jamais, apagar uma única luz alimentada pela energia a derramar-se do Pai, que nos inspira e guia através de sua Leis naturais e imutáveis\".

Marco Prisco (espírito) / psicografia de Divaldo Franco

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 03/05/16 10:38

ESPIRITISMO ESTUDADO

Vianna de Carvalho (espírito)

Impostergável, nos cometimentos diários, o dever de estudar e aplicar as nobres lições do Espiritismo, no atual estágio da evolução do pensamento.
À medida que as luzes da Doutrina Espírita clarificam o entendimento humano, mais imperioso se torna o cultivo das informações que ressumam da Revelação, a fim de que a ignorância em torno dos problemas do espírito seja em definitivo combatida.

A responsabilidade dos que travaram contato com a Mensagem de Jesus, desvelada e atualizada pelos Espíritos, é muito grande, pois que àquele que usufrui a bênção do esclarecimento não se pode conceder a indulgência da leviandade, nem tampouco a reprochável conduta da indiferença em face das magnas questões que se agigantam em todo lugar.

Até hoje o egoísmo tem exercido sobre o espírito humano um soberano comando, O Espiritismo, preconizando o amor que liberta e a fraternidade que socorre, é o mais severo adversário desse sicário destruidor.

Todavia, para que o adepto do Espiritismo se integre realmente no espírito da Doutrina, exige-se-lhe aprofundamento intelectual no conteúdo da informação espírita, de modo a poder corporificá-la conscientemente no comportamento moral e social, na jornada diária.


Nesse sentido, há que fazer justa quão indispensável diferença entre o Espiritismo e o Movimento Espírita.


Vigem, em muitos setores da prática espiritista, normas e diretrizes ultrajantes à Mensagem de que Allan Kardec foi instrumento do Alto, seja por negligência de muitos dos seus membros, seja pela crassa ignorância daqueles que assumem responsabilidades definidas, ante os dispositivos abraçados, sem os necessários recursos culturais indispensáveis. Por exemplo, é equivocado dizer Espiritismo Kardecista, pois, o próprio Kardec rejeitou a denominação kardecista, pois, só há um Espiritismo. Ocorre que, por falta de conhecimento, muitas pessoas confundem a Doutrina Espírita com outras crenças e práticas, como candomblé, umbanda, etc. O Espiritismo não tem nada a ver com essas crenças e práticas.


Ante a grandeza da Revelação, por estarem acostumados às limitações típicas das seitas do passado, ou porque ainda vinculados às superstições nefandas dos dias recuados, muitos pseudo-espiritas pretendem reduzir a grandeza imensurável do Espiritismo à estreiteza de uma nova seita, em cujo organismo grassem os erros derivados da incompetência e do abastardamento, de que o desconhecimento da Codificação se faz motivação poderosa.

O Movimento Espírita é o resultado do labor dos homens, enquanto o Espiritismo é a Doutrina dos Espíritos dirigida aos homens.

O Espiritismo, pois, não cessemos de repetir, é ciência de observação e investigação incessante. Tateamos agora as primeiras constatações, ante o infinito das realidades que ele busca, devassa e esclarece. Há, ainda e continuamente, infindo campo de informação a perquirir e constatar no eloqüente continente da vida espiritual.

Estudado, o Espiritismo dealba a antemanhã luminosa da humanidade do futuro, desde agora.
Como Filosofia, a sua escola de indagação não se limita às linhas clássicas da discussão, nem se empareda na estreiteza dos conceitos ultramontanos ou do debate limitado, porquanto estas não são as primeiras nem as últimas palavras das elucidações que faculta, nem dos esclarecimentos que oferta.



Religião da ciência, como ciência da filosofia, é, ao mesmo tempo, a filosofia da religião, e sua ética não se estratifica na moralidade das convenções transitórias, nem se resume a dogmas atentatórios à razão.


Com fundamentos na Revelação Moisaica, através do insubstituível código do Decálogo, sempre oportuno e novo em toda a sua elaboração — segurança para cada homem e arbítrio para todas as nações — abranda, com a excelsa beleza do Evangelho do Cristo, a aspereza severa das antigas leis de Talião, dando cumprimento às promessas dos Profetas e de Jesus.

Doutrina que acompanha o progresso do Conhecimento e estimula novas formas de averiguação e pesquisa, não se detém nas conquistas conseguidas, antes projeta para o mundo das causas as suas alocuções filosóficas, facultando empreendimentos mais audaciosos e profundos, tendo em vista o investimento homem — esse objetivo essencial da sua obstinada busca transcendental.


Convertê-lo em resíduo seitista é desfigurá-lo danosamente, ceifando os elevados objetivos a que se propõe. Mantê-lo em círculo de mediunismo desregrado, significa desconsiderá-lo no aspecto superior das suas realizações: o da pesquisa científica, por cujos roteiros a ciência e a fé se unirão na romagem para a vida e para Deus.

É verdade que se alastram formas primitivas de mediunismo em toda parte, merecendo esta questão mais cuidadoso exame, para melhor serem debeladas as nefastas conseqüências de tal fenômeno. E, por essa razão, maior deve ser o nosso empenho na sadia divulgação dos postulados espíritas, lavrados no estudo sistemático e constante do contexto doutrinário, para que o medicamento com que pretendemos amenizar ou erradicar os males morais da sociedade hodierna, não venha a produzir maiores danos, como resultado da sua má dosagem e aplicação.

A princípio, o Cristianismo foi eficiente remédio aplicado sobre as feridas do Paganismo. A indiscriminada e irracional utilização da Doutrina do Cristo, deformada nos seus pontos básicos, sobre as chagas sociais da época, produziu cânceres mais virulentos do que aqueles que visava a combater e de cujos danos ainda sofrem as comunidades modernas...


Fenômeno consentâneo pode ocorrer nestes dias com o Espiritismo... Sem dúvida, a Doutrina é irreversível e sadia. Todavia, a Boa Nova também o é. . .

Dilatam-se as referências espíritas no organismo social do momento; multiplicam-se as Casas Espíritas; há adesões em massa ao Espiritismo; surgem os primeiros sintomas de cultos espíritas; aparecem fartas concessões ao Espiritismo. . . Respeitando e considerando todas as formas de divulgação, não nos podemos furtar à conclusão de que a quantidade tem recebido maior valorização do que a qualidade, que deve manter o caráter específico de pureza que não podemos subestimar.

O movimento espírita cresce e se propaga, mas a Doutrina Espírita permanece ignorada, quando não adulterada em muitos dos seus postulados, ressalvadas as excelentes e incontáveis exceções.

O que se possa lucrar pela quantidade pode redundar em prejuízo na qualidade.

No que diz respeito ao capítulo das obsessões, aventureiros inescrupulosos se intrometem, inspirados por mentes desencarnadas afeiçoadas à lavoura da perturbação, fazendo que promovam espetáculos lamentáveis, nos quais a mediunidade se transforma em chaga espiritual, por cuja purulência exsudam as misérias pretéritas...


Alardeiam perseguições, esses malfazejos diretores de trabalhos, e, em nome do esclarecimento, apavoram os neófitos, fazendo que, pelo medo e através do desconhecimento do Espiritismo, se vinculem aos seus desafetos desencarnados, mediante a fixação mental ou ao pavor que os dominam, após as incursões inconscientes em misteres de tal monta.

O Espiritismo é doutrina de otimismo, de educação integral, de higiene mental e moral. É o retorno do Cristo ao atormentado homem do século ciclópico da Tecnologia, através dos seus emissários, renovando a Terra e multiplicando a esperança e a paz nas mentes e nos corações que Lhe permaneçam fiéis.

Nos redutos em que o estudo da Doutrina Espírita é considerado desnecessário, afirma-se que êle se faz adversário da cultura e, a pretexto de auxílio aos que sofrem, atenta-se contra a ciência médica, principalmente, reduzindo-o a superstição danosa e inconseqüente.



Destinado aos infelizes, estes não são apenas os que sofrem as dificuldades econômicas e são conhecidos como constituintes das classes humildes. A dor não se limita a questões de circunstância, tempo e lugar. Dessa maneira, não prescreve a ignorância, mas proscreve-a.

lmpostergável, portanto, o compromisso que temos, todos nós, desencarnados e encarnados, de estudar e divulgar o Espiritismo nas bases nobres com que no-lo apresentou Allan Kardec, a fim de que o Consolador, de que se faz instrumento, não apenas enxugue em nós os suores e as lágrimas, mas faça estancar, nas fontes do sofrimento, as causas de todas as aflições que produzem as lágrimas e os suores.

Nesta aferição de valores, para o elevado mister da divulgação espírita, oremos e vigiemos, conforme a recomendação do Mestre, para que nos desincumbamos a contento do cometimento aceito, dando conta da nossa responsabilidade, com o espírito tranquilo e a mente pacificada.

Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Sementeira da Fraternidade

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 02/05/16 09:51

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

222. Não é novo, dizem alguns, a ideia da
reencarnação; ressuscitaram-no da doutrina de
Pitágoras. Nunca dissemos ser de invenção
moderna a Doutrina Espírita.

Constituindo uma lei da Natureza, o Espiritismo
há de ter existido desde a origem dos tempos e
sempre nos esforçamos por demonstrar que dele
se descobrem sinais na antiguidade mais remota.
Pitágoras, como se sabe, não foi o autor do
sistema da metempsicose; ele o colheu dos
filósofos indianos e dos egípcios, que o tinham
desde tempos imemoriais. A ideia da
transmigração das almas formava, pois, uma
crença vulgar, aceita pelos homens mais
eminentes. De que modo a adquiriram? Por uma
revelação, ou por intuição?

Ignoramo-lo Seja, porém, como for, o que não
padece dúvida é que uma ideia não atravessa
séculos e séculos, nem consegue impor-se a
inteligências de escol, se não contiver algo de
sério. Assim, a ancianidade desta doutrina, em
vez de ser uma objeção, seria prova a seu favor.
Contudo, entre a metempsicose dos antigos e a
moderna doutrina da reencarnação, há, como
também se sabe, profunda diferença, assinalada
pelo fato de os Espíritos rejeitarem, de maneira
absoluta, a transmigração da alma do homem
para os animais e reciprocamente.

Portanto, ensinando o dogma da pluralidade das
existências corporais, os Espíritos renovam uma
doutrina que teve origem nas primeiras idades
do mundo e que se conservou no íntimo de
muitas pessoas, até aos nossos dias.
Simplesmente, eles a apresentam de um ponto
de vista mais racional, mais acorde com as leis
progressivas da Natureza e mais de
conformidade com a sabedoria do Criador,
despindo-a de todos os acessórios da
superstição. Circunstância digna de nota é que
não só neste livro os Espíritos a ensinaram no
decurso dos últimos tempos: já antes da sua
publicação, numerosas comunicações da mesma
natureza se obtiveram em vários países,
multiplicando-se depois, consideravelmente.
Talvez fosse aqui o caso de examinarmos por
que os Espíritos não parecem todos de acordo
sobre esta questão. Mais tarde, porém,
voltaremos a este assunto.

Examinaremos de outro ponto de vista a matéria
e, abstraindo de qualquer intervenção dos
Espíritos, deixemo-los de lado, por enquanto,.
Suponhamos que esta teoria nada tenha que ver
com eles; suponhamos mesmo que jamais se
haja cogitado de Espíritos.

Coloquemo-nos, momentaneamente, num
terreno neutro, admitindo o mesmo grau de
probabilidade para ambas as hipóteses, isto é, a
da pluralidade e a da unicidade das existências
corpóreas, e vejamos para que lado a razão e o
nosso próprio interesse nos farão pender.

Muitos repelem a ideia da reencarnação pelo só
motivo de ela não lhes convir. Dizem que uma
existência já lhes chega de sobra e que,
portanto, não desejariam recomeçar outra
semelhante. De alguns sabemos que saltam em
fúria só com o pensarem que tenham de voltar à
Terra. Perguntar-lhes-emos apenas se imaginam
que Deus lhes pediu o parecer, ou consultou os
gostos, para regular o Universo. Uma de duas: ou
a reencarnação existe, ou não existe; se existe,
nada importa que os contrarie; terão que a
sofrer, sem que para isso lhes peça Deus
permissão. Afiguram-se-nos os que assim falam
um doente a dizer: Sofri hoje bastante, não
quero sofrer mais amanhã. Qualquer que seja o
seu mau-humor, não terá por isso que sofrer
menos no dia seguinte, nem nos que se
sucederem, até que se ache curado.
Conseguintemente, se os que de tal maneira se
externam tiverem que viver de novo,

corporalmente, tornarão a viver, reencarnarão.
Nada lhes adiantará rebelarem-se, quais crianças
que não querem ir para o colégio, ou
condenados, para a prisão. Passarão pelo que
têm de passar.

São demasiado pueris semelhantes objeções,
para merecerem mais seriamente examinadas.

Diremos, todavia, aos que as formulam que se
tranquilizem, que a Doutrina Espírita, no tocante
à reencarnação, não é tão terrível como a julgam;
que, se a houvessem estudado a fundo, não se
mostrariam tão aterrorizados; saberiam que
deles dependem as condições da nova existência,
que será feliz ou desgraçada, conforme ao que
tiverem feito neste mundo; que desde agora
poderão elevar-se tão alto que a recaída no
lodaçal não lhes seja mais de temer.

Suponhamos dirigir-nos a pessoas que acreditam
num futuro depois da morte e não aos que criam
para si a perspectiva do nada, ou pretendem que
suas almas se vão afogar num todo universal,
onde perdem a individualidade, como os pingos
da chuva no oceano, o que vem a dar quase no
mesmo. Ora, pois: se credes num futuro
qualquer, certo não admitis que ele seja idêntico
para todos, porquanto de outro modo, qual a
utilidade do bem? Por que haveria o homem de
constranger-se? Por que deixaria de satisfazer a
todas as suas paixões, a todos os seus desejos,
embora a custa de outrem, uma vez que por isso
não ficaria sendo melhor, nem pior? Credes, ao
contrário, que esse futuro será mais ou menos
ditoso ou inditoso, conforme ao que houverdes
feito durante a vida e então desejais que seja tão
afortunado quanto possível, visto que há de
durar pela eternidade, não? Mas, porventura,
teríeis a pretensão de ser dos homens mais
perfeitos que hajam existido na Terra e, pois,
com direito a alcançardes de um salto a suprema
felicidade dos eleitos? Não. Admitis então que há
homens de valor maior do que o vosso e com
direito a um lugar melhor, sem daí resultar que
vos conteis entre os réprobos. Pois bem!
Colocai-vos mentalmente, por um instante,
nessa situação intermédia, que será a vossa,
como acabastes de reconhecer, e imaginai que
alguém vos venha dizer: Sofreis; não sois tão
felizes quanto poderíeis ser, ao passo que diante
de vós estão seres que gozam de completa
ventura. Quereis mudar na deles a vossa posição?
- Certamente, respondereis; que devemos fazer?
- Quase nada: recomeçar o trabalho mal
executado e executá-lo melhor. - Hesitaríeis em
aceitar, ainda que a poder de muitas existências
de provações? Façamos outra comparação mais
prosaica. Figuremos que a um homem que, sem
ter deixado a miséria extrema, sofre, no entanto,
privações, por escassez de recursos, viessem
dizer: Aqui está uma riqueza imensa de que
podes gozar; para isto só é necessário que
trabalhes arduamente durante um minuto.

Fosse ele o mais preguiçoso da Terra, que sem
hesitar diria: Trabalhemos um minuto, dois
minutos, uma hora, um dia, se for preciso. Que
importa isso, desde que me leve a acabar os
meus dias na fartura? Ora, que é a duração da
vida corpórea, em confronto com a eternidade?
Menos que um minuto, menos que um segundo.

Temos visto algumas pessoas raciocinarem deste
modo: Não é possível que Deus, soberanamente
bom como é, imponha ao homem a obrigação de
recomeçar uma série de misérias e tribulações.
Acharão, porventura, essas pessoas que há mais
bondade em condenar Deus o homem a sofrer
perpetuamente, por motivo de alguns momentos
de erro, do que em lhe facultar meios de reparar
suas faltas? “Dois industriais contrataram dois
operários, cada um dois quais podia aspirar a se
tornar sócio do respectivo patrão.

Aconteceu que esses dois operários certa vez
empregaram muito mal o seu dia, merecendo
ambos ser despedidos. Um dos industriais, não
obstante as súplicas do seu, o mandou embora e
o pobre operário, não tendo achado mais
trabalho, acabou por morrer na miséria.

O outro disse ao seu: Perdeste um dia; deves-me
por isso uma compensação. Executaste mal o teu
trabalho; ficaste a me dever uma reparação.
Consinto que o recomeces. Trata de executá-lo
bem, que te conservarei ao meu serviço e
poderás continuar aspirando à posição superior
que te prometi.” Será preciso perguntemos qual
dos industriais foi mais humano?

Dar-se-á que Deus, que é a clemência mesma,
seja mais inexorável do que um homem?

Alguma coisa de pungente há na ideia de que a
nossa sorte fique para sempre decidida, por
efeito de alguns anos de provações, ainda
quando de nós não tenha dependido o
atingirmos a perfeição, ao passo que
eminentemente consoladora é a ideia oposta,
que nos permite a esperança. Assim, sem nos
pronunciarmos pró ou contra a pluralidade das
existências, sem preferirmos uma hipótese a
outra, declaramos que, se aos homens fosse
dado escolher, ninguém quereria o julgamento
sem apelação. Disse um filósofo que, se Deus
não existisse, fora mister inventá-lo, para
felicidade do gênero humano. Outro tanto se
poderia dizer sobre a pluralidade das existências.
Mas, conforme atrás ponderamos, Deus

não nos pede permissão, nem consulta os nossos
gostos. Ou isto é, ou não é. Vejamos de que lado
estão as probabilidades e encaremos de outro
ponto de vista o assunto, unicamente como
estudo filosófico, sempre abstraindo do ensino
dos Espíritos.

Se não há reencarnação, só há, evidentemente,
uma existência corporal. Se a nossa atual
existência corpórea é única, a alma de cada
homem foi criada por ocasião do seu
nascimento, a menos que se admita a
anterioridade da alma, caso em que se caberia
perguntar o que era ela antes do nascimento e se
o estado em que se achava não constituía uma
existência sob forma qualquer. Não há meio
termo: ou a alma existia, ou não existia antes do
corpo. Se existia, qual a sua situação? Tinha, ou
não, consciência de si mesma? Se não tinha, é
quase como se não existisse. Se tinha
individualidade, era progressiva, ou estacionária?
Num e noutro caso, a que grau chegara ao tomar
o corpo?

Admitindo, de acordo com a crença vulgar, que a
alma nasce com o corpo, ou, o que vem a ser o
mesmo, que, antes de encarnar, só dispõe de
faculdades negativas, perguntamos: 1º Por que
mostra a alma aptidões tão diversas e
independentes das ideias que a educação lhe fez
adquirir?

2º Donde vem a aptidão extranormal que muitas
crianças em tenra idade revelam, para esta ou
aquela arte, para esta ou aquela ciência,
enquanto outras se conservam inferiores ou
medíocres durante a vida toda?

3º Donde, em uns, as ideias inatas ou intuitivas,
que noutros não existem?

4º Donde, em certas crianças, o instituto precoce
que revelam para os vícios ou para as virtudes,
os sentimentos inatos de dignidade ou de
baixeza, contrastando com o meio em que elas
nasceram?

5º Por que, abstraindo-se da educação, uns
homens são mais adiantados do que outros?

6º Por que há selvagens e homens civilizados? Se
tomardes de um menino hotentote recém-
nascido e o educardes nos nossos melhores
liceus, fareis dele algum dia um Laplace ou um
Newton?

Qual a filosofia ou a teosofia capaz de resolver
estes problemas? É fora de dúvida que, ou as
almas são iguais ao nascerem, ou são desiguais.
Se são iguais, por que, entre elas, tão grande
diversidade de aptidões? Dir-se-á que isso
depende do organismo. Mas, então, achamo-nos
em presença da mais monstruosa e imoral das
doutrinas. O homem seria simples máquina,
joguete da matéria; deixaria de ter a
responsabilidade de seus atos, pois que poderia
atribuir tudo às suas imperfeições físicas. Se
almas são desiguais, é que Deus as criou assim.
Nesse caso, porém, por que a inata superioridade
concedida a algumas?

Corresponderá essa parcialidade à justiça de
Deus e ao amor que Ele consagra igualmente a
todas suas criaturas?

Admitamos, ao contrário, uma série de
progressivas existências anteriores para cada
alma e tudo se explica. Ao nascerem, trazem os
homens a intuição do que aprenderam antes: São
mais ou menos adiantados, conforme o número
de existências que contem, conforme já estejam
mais ou menos afastados do ponto de partida.
Dá-se aí exatamente o que se observa numa
reunião de indivíduos de todas as idades, onde
cada um terá desenvolvimento proporcionado ao
número de anos que tenha vivido. As existências
sucessivas serão, para a vida da alma, o que os
anos são para a do corpo. Reuni, em certo dia,
um milheiro de indivíduos de um a oitenta anos;
suponde que um véu encubra todos os dias
precedentes ao em que os reunistes e que, em
consequência, acreditais que todos nasceram na
mesma ocasião. Perguntareis naturalmente como
é que uns são grandes e outros pequenos, uns
velhos e jovens outros, instruídos uns, outros
ainda ignorantes. Se, porém, dissipando-se a
nuvem que lhes oculta o passado, vierdes a saber
que todos hão vivido mais ou menos tempo, tudo
se vos tornará explicado. Deus, em Sua justiça,
não pode ter criado almas desigualmente
perfeitas. Com a pluralidade das existências, a
desigualdade que notamos nada mais apresenta
em oposição à mais rigorosa equidade: é que
apenas vemos o presente e não o passado. A
este raciocínio serve de base algum sistema,
alguma suposição gratuita? Não. Partimos de um
fato patente, incontestável: a desigualdade das
aptidões e do desenvolvimento intelectual e
moral e verificamos que nenhuma das teorias
correntes o explica, ao passo que uma outra
teoria lhe dá explicação simples, natural e lógica.
Será racional preferir-se as que não explicam
àquela que explica?

À vista da sexta interrogação acima, dirão
naturalmente que o hotentote é de raça inferior.
Perguntaremos, então, se o hotentote é ou não
um homem. Se é, por que a ele e à sua raça
privou Deus dos privilégios concedidos à raça
caucásica? Se não é, por que tentar fazê-lo
cristão? A Doutrina Espírita tem mais amplitude
do que tudo isto. Segundo ela, não há muitas
espécies de homens, há tão-somente cujos
espíritos estão mais ou menos atrasados, porém,
todos suscetíveis de progredir. Não é este
princípio mais conforme à justiça de Deus?

Vimos de apreciar a alma com relação ao seu
passado e ao seu presente. Se a considerarmos,
tendo em vista o seu futuro, esbarraremos nas
mesmas dificuldades.

1ª Se a nossa existência atual é que, só ela,
decidirá da nossa sorte vindoura, quais, na vida
futura, as posições respectivas do selvagem e do
homem civilizado? Estarão no mesmo nível, ou se
acharão distanciados um do outro, no tocante à
soma de felicidade eterna que lhes caiba?

2ª O homem que trabalhou toda a sua vida por
melhorar-se, virá a ocupar a mesma categoria de
outro que se conservou em grau inferior de
adiantamento, não por culpa sua, mas porque
não teve tempo, nem possibilidade de se tornar
melhor?

3ª O que praticou o mal, por não ter podido
instruir-se, será culpado de um estado de coisas
cuja existência em nada dependeu dele?

4ª Trabalha-se continuamente por esclarecer,
moralizar, civilizar os homens. Mas, em
contraposição a um que fica esclarecido, milhões
de outros morrem todos os dias antes que a luz
lhes tenha chegado. Qual a sorte destes últimos?
Serão tratados como réprobos? No caso
contrário, que fizeram para ocupar categoria
idêntica à dos outros?

5ª Que sorte aguarda os que morrem na infância,
quando ainda não puderam fazer nem o bem,
nem o mal? Se vão para o meio dos eleitos, por
que esse favor, sem que coisa alguma hajam
feito para merecê-lo? Em virtude de que
privilégio eles se veem isentos das tribulações da
vida?

Haverá alguma doutrina capaz de resolver esses
problemas? Admitam-se as existências
consecutivas e tudo se explicará conformemente
à justiça de Deus. O que se não pôde fazer numa
existência faz-se em outra. Assim é que ninguém
escapa à lei do progresso, que cada um será
recompensado segundo o seu merecimento real
e que ninguém fica excluído da felicidade
suprema, a que todos podem aspirar, quaisquer
que sejam os obstáculos com que topem no
caminho.

Essas questões facilmente se multiplicariam ao
infinito, porquanto inúmeros são os problemas
psicológicos e morais que só na pluralidade das
existências encontram solução.

Limitamo-nos a formular as de ordem mais
geral. Como quer que seja, alegar-se-á talvez
que a Igreja não admite a doutrina da
reencarnação; que ela subverteria a religião. Não
temos o intuito de tratar dessa questão neste
momento. Basta-nos o havermos demonstrado
que aquela doutrina é eminentemente moral e
racional. Ora, o que é moral e racional não pode
estar em oposição a uma religião que proclama
ser Deus a bondade e a razão por excelência.
Que teria sido da religião, se, contra a opinião
universal e o testemunho da ciência, se houvesse
obstinadamente recusado a render-se à
evidência e expulsado de seu seio todos os que
não acreditassem no movimento do Sol ou nos
seis dias da criação? Que crédito houvera
merecido e que autoridade teria tido, entre povos
cultos, uma religião fundada em erros manifestos
e que os impusesse como artigos de fé? Logo
que a evidência se patenteou, a Igreja,
criteriosamente, se colocou do lado da evidência.
Uma vez provado que certas coisas existentes
seriam impossíveis sem a reencarnação, que, a
não ser por esse meio, não se consegue explicar
alguns pontos do dogma, cumpre admiti-lo e
reconhecer meramente aparente o antagonismo
entre esta doutrina e a dogmática. Mais adiante
mostraremos que talvez seja muito menor do
que se pensa a distância que, da doutrina das
vidas sucessivas, separa a religião e que a esta
não faria aquela doutrina maior mal do que lhe
fizeram as descobertas do movimento da Terra e
dos períodos geológicos, as quais, à primeira
vista, pareceram desmentir os textos sagrados.
Demais, o princípio da reencarnação ressalta de
muitas passagens das Escrituras, achando-se
especialmente formulado, de modo explícito, no
Evangelho:

“Quando desciam da montanha (depois da
transfiguração), Jesus lhes fez esta
recomendação: Não faleis a ninguém do que
acabastes de ver, até que o Filho do homem
tenha ressuscitado, dentre os mortos.
Perguntaram-lhe então seus discípulos: Por que
dizem os escribas ser preciso que primeiro venha
Elias? Respondeu-lhes Jesus: É certo que Elias há
de vir e que restabelecerá todas as coisas. Mas,
eu vos declaro que Elias já veio, e eles não o
conheceram e o fizeram sofrer como
entenderam. Do mesmo modo darão a morte ao
Filho do homem. Compreenderam então seus
discípulos que era de João Batista que ele lhes
falava.” (São Mateus, cap. XVII.)

Pois que João Batista fora Elias, houve
reencarnação do Espírito ou da alma de Elias no
corpo de João Batista.

Em suma, como quer que opinemos acerca da
reencarnação, quer a aceitemos, quer não, isso
não constituirá motivo para que deixemos de
sofrê-la, desde que ela exista, mau grado a
todas as crenças em contrário. O essencial está
em que o ensino dos Espíritos é eminentemente
cristão; apóia-se na imortalidade da alma, nas
penas e recompensas futuras, na justiça de Deus,
no livre-arbítrio do homem, na moral do Cristo.
Logo, não é antireligioso.

Temos raciocinado, abstraindo, como dissemos,
de qualquer ensinamento espírita que, para
certas pessoas, carece de autoridade. Não é
somente porque veio dos Espíritos que nós e
tantos outros nos fizemos adeptos da pluralidade
das existências. É porque essa doutrina nos
pareceu a mais lógica e porque só ela resolve
questões até então insolúveis.

Ainda quando fosse da autoria de um simples
mortal, tê-la-íamos igualmente adotado e não
houvéramos hesitado um segundo mais em
renunciar às ideias que esposávamos. Em sendo
demonstrado o erro, muito mais que perder do
que ganhar tem o amor-próprio, com o se
obstinar na sustentação de uma ideia falsa.
Assim também, tê-la-íamos repelido, mesmo
que provindo dos Espíritos, se nos parecera
contrária à razão, como repelimos muitas outras,
pois sabemos, por experiência, que não se deve
aceitar cegamente tudo o que venha deles, da
mesma forma que se não deve adotar às cegas
tudo o que proceda dos homens. O melhor título
que, ao nosso ver, recomenda a ideia da
reencarnação é o de ser, antes de tudo, lógica.
Outro, no entanto, ela apresenta: o de a
confirmarem os fatos, fatos positivos e por bem
dizer, materiais, que um estudo atento e
criterioso revela a quem se dê ao trabalho de
observar com paciência e perseverança e diante
dos quais não há mais lugar para a dúvida.
Quando esses fatos se houverem vulgarizado,
como os da formação e do movimento da Terra,
forçoso será que todos se rendam à evidência e
os que se lhes colocaram em oposição ver-se-ão
constrangidos a desdizer-se.

Reconheçamos, portanto, em resumo, que só a
doutrina da pluralidade das existências explica o
que, sem ela, se mantém inexplicável; que é
altamente consoladora e conforme à mais
rigorosa justiça; que constitui para o homem a
âncora de salvação que Deus, por misericórdia,
lhe concedeu.

As próprias palavras de Jesus não permitem
dúvida a tal respeito. Eis o que se lê no
Evangelho de São João, capítulo III:

3. Respondendo a Nicodemos, disse Jesus: Em
verdade, em verdade, te digo que, se um homem
não nascer de novo, não poderá ver o reino de
Deus.

4. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem
nascer já estando velho? Pode tornar ao ventre de
sua mãe para nascer segunda vez?

5. Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te
digo que, se um homem não renascer da água e
do Espírito, não poderá entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne e o que é
nascido do Espírito é Espírito. Não te admires de
que eu te tenha dito: é necessário que torneis a
nascer. (Ver, adiante, o parágrafo “Ressurreição
da carne”, n° 1010.)

De: Paulo
Para: Todos
E-mail: paulolimak@hotmail.com
Data: 02/05/16 09:43

“E em qualquer circunstância, não te entregues ao desalento nem ao medo, não engrossando as massas desgovernadas, convicto de que Jesus, o Governador Amorável da Terra, está vigilante, no entanto, conta contigo para a obra do bem geral”. Joanna de Ângelis

 
 
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