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Mural
De: binho
Para: todos
E-mail: binhovsilva@hotmail.com
Data: 17/07/15 10:12

As famílias nem sempre são ditosas ou harmônicas, constituindo agrupamentos de difíceis entendimentos, por faltarem os instrumentos da paz, que cada membro desconsiderou em outra oportunidade, mas que agora retornam em carência. Assim sendo, cada espírito renasce, não no grupo da própria afetividade entre corações generosos e dignos, mas no clã onde tem necessidade de aprimorar-se pela paciência, pela resignação, pelo silêncio e pela bondade, preparando-se para o enfrentamento com os demais grupos sociais nos quais deve desenvolver os objetivos superiores da existência.
Joanna de Ângelis

De: binho
Para: todos
E-mail: binhovsilva@hotmail.com
Data: 17/07/15 09:06

Deves saber que foste criado para gloriosa ascensão, mas que só é fácil descer. Subir exige trabalho, paciência, perseverança, condições essenciais para o encontro do amor e da sabedoria.
Se alguém te fala em valor das facilidades, não acredites; é possível que o aventureiro esteja descendo. Mas quando te façam ver perspectivas consoladoras, através do suor e do esforço pessoal, aceita os alvitres com alegria. Aquele que compreende o tesouro oculto nos obstáculos e dele se vale para enriquecer a vida, está subindo e é digno de ser seguido.

Caminho, verdade e vida - Chico Xavier - Emmanuel

De: binho
Para: todos
E-mail: binhovsilva@hotmail.com
Data: 16/07/15 13:52

I São João,4, 20:Se alguém diz: \"Eu amo a Deus\", e no entanto odeia o seu irmão, esse tal é mentiroso; pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê.
Palavras sábias que justificam um dos princípios básicos do cristianismo: ama o próximo como a si mesmo. Jesus Cristo veio para dar testemunho do amor do Pai. Confundido ainda por muitos como se fosse o próprio Deus, Aquele que jamais ninguém viu, Jesus-homem veio mostrar o caminho de se chegar ao Pai de amor, ser único e criador de todo o universo. Entregou-se em holocausto próprio para dar testemunho da verdade.

De: Wilson
Para: Os estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 13/07/15 20:31

Nós construímos o nosso Destino.

A Reforma intima ou Reforma Moral é um processo de LUTA espiritual que devemos desenvolver gradativamente, não podemos criar desculpas ou criar justificativas para nossas imperfeições morais, por que, elas não foram criadas por Deus e sim por nós mesmos, se nós criamos esse LIXO quem deve LIMPAR esse lixo é nós e não Deus.
Deus nos deu o Livre arbítrio para nós mesmos edificar nossa Evolução, nós somos filhos das nossas Obras, cada pensamento no Bem, cada sentimento nobre, cada atitude de amor e caridade é um avanço espiritual para o Cristo ( as Virtudes Superiores)

Deus não criou as nossas imperfeições morais e os nossos vícios
Deus não criou o sofrimento, nem o crime e nem as guerras
Deus não criou a miséria, as favelas e a má distribuição de renda
Deus não criou a imoralidade, a corrupção, o egoísmo
Deus não criou o racismo, a maldade contra os animais e as injustiças
Deus não criou o ódio, nem a raiva, nem a ira, nem a cólera
Deus não criou a escuridão moral
Essa sujeira não é de Deus essa sujeira é minha, somente minha, toda minha.
Deus criou a VIRTUDE e o homem criou o vicio
Pense nisso, mais cuidado não fique só pensando, devemos antes de tudo PRATICAR as Virtudes de Deus.
Se eu sou filho de Deus, Deus me criou para que?
Para ser fraco, derrotado, fracassado, viciado, imoral, delinqüente, bandido, claro que NÃO.

Deus te criou para ser VITORIOSO pleno de Luz e Virtudes

E o nosso Dever é glorificar as Virtudes de Deus dentro de nós, praticando, praticando, praticando e praticando.
A Reforma Intima ou a Reforma moral se processa de forma gradativa, no qual vamos lentamente combatendo as nossas imperfeições morais, exemplos, vencer o vicio do cigarro é uma libertação espiritual, vencer o vicio da bebida, vencer o vicio da gula, vencer o vicio do jogo, são conquistas morais para nosso crescimento espiritual, outro exemplo, vencer os sentimentos negativos de ódio, raiva, inveja, egoísmo, falsidade, desonestidade, racismo, ciúmes, são conquistas muito importantes para nossa Evolução.
O Espirito se reencarna no plano terreno é para VENCER as suas imperfeições morais e evoluir, ninguém esta predestinado a ser fraco, derrotado, leviano, fracassado, viciado, malandro, picareta, nada disso existe como fatalidade cega do Destino, temos o Livre arbítrio para escolher o Bem ou o mal, a Virtude ou o vicio, a Luz ou a escuridão.

Nós construímos o nosso Destino.

Nenhum Espirito se reencarna no mundo terra, para praticar o mal, não existe predestinação para o crime, para o fracasso, para a derrota, para os vícios, para a imoralidade, para a hipocrisia, o mal não é obra do Destino e nem obra de Deus, o mal é obra das nossas imperfeições morais é por isso que devemos combater gradativamente as nossas imperfeições morais, para podermos Evoluir e crescer espiritualmente, ninguém conseguira evoluir enquanto não travar uma LUTA seria contra as suas impurezas morais, cada sujeira moral é uma trava para nossa Evolução.
As impurezas morais ou imperfeições morais não estão na matéria corporal e sim em nosso Espírito que é o ser pensante, portanto, a nossa Luta é espiritual, cada vitoria sobre os maus pensamentos, sobre os maus sentimentos, sobre os vícios, sobre os maus hábitos, é uma LIBERTAÇÃO espiritual e um impulso para nossa Evolução.

Estamos no plano terreno é para VENCER e não ser vencidos pelas nossas imperfeições morais e pelas influencias negativas e degradantes da matéria, nó somos filhos de Deus o Grande Foco de Luz, e o Criador não cria nenhum Espírito para ser fraco, derrotado, mimado, malandro, picareta, viciado, fracassado, não existe fatalidades morais na vida do Espírito, somos nós mesmos que criamos nosso Céu ou inferno, pelo uso do livre arbítrio.

Se nós somos filhos da Grande Luz, nós temos a luz dentro de nós, nós somos Luz, estamos na Luz e vivemos na Luz e buscamos a Luz, portanto, ninguém se reencarna no plano material para viver na escuridão ou para praticar a escuridão.
Cada imperfeição moral que eu procuro Vencer é um impulso para nosso crescimento espiritual, estamos em processo evolutivo e nós somos filhos de Deus, portanto, nós podemos e devemos lutar contra essas imperfeições morais e espirituais.

Wilson Moreno

De: Marcos
Para: TODOS
E-mail: marcos@yahoo.com.br
Data: 13/07/15 18:47


Perdão, uma palavra tão pequena, mas com um significado e uma importância muito grande para todos nós que aprendemos o quanto é importante perdoar.

Mas porque o pedido de perdão é algo tão importante? porque precisamos libera-lo?

Deus nos concedeu algo que se chama livre-arbítrio, Ele nos deixa tomar nossas próprias decisões e quando estas são sábias somos abençoados por Deus, mas quando erradas só nos causam dor e sofrimento, não porque Deus nos imponha algum sofrimento por causa das nossas decisões, mas simplesmente porque optamos por algo que não é o melhor para as nossas vidas e decisões erradas podem ter consequências ruins.

Uma das melhores decisões que podemos tomar em nossas vidas é perdoar e liberar o pedido de perdão isso mesmo perdão é uma decisão, não um sentimento, não precisamos sentir para liberar perdão, precisamos tomar a atitude, a decisão de perdoar, o sentimento é consequência da nossa decisão e isso afetará também a nossa qualidade de vida e felicidade.

Nossos relacionamentos são muitos: escola, trabalho, família, e em algum momento ferimos ou somos feridos por pessoas importantes para nós, e é nessa hora que precisamos de sabedoria para tomar a decisão certa.

O importante é oferecermos perdão a quem nos ofendeu ou machucou e reparar aquilo que fizemos que possa ter ofendido alguém.


Se você não perdoar a quem te magoou, não poderá experimentar o poder de receber o perdão.

Mateus 6:14-15
\"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, .também vosso Pai celeste vos perdoará; 15 se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas\"

Este é um dos princípios espirituais mais poderosos, porém um dos mais difíceis de ser colocado em prática. Às vezes dizemos que temos fé, entretanto perdoar é um grande exercício de fé, e nem sempre o fazemos. Como dar crédito a alguém que você sabe que poderá magoá-lo novamente? É por fé na palavra de Deus que diz que devemos perdoar, verdadeiramente, confiando que o poderoso perdão do Pai nos alcançará sem limites.

Quem você precisa perdoar?

Você não lembra?

Basta fechar os olhos, e sempre lembramos daqueles que nos magoaram. Coloque esta pessoa diante de Deus neste momento. Peça a Deus que te fortaleça em fé para perdoá-la

Perdoa e Libera o pedido de perdão!

De: Wilson
Para: Os estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 13/07/15 18:30

Não existe Predestinação para o mal

Nenhum espírito se reencarna no mundo terra PREDESTINADO a ser um criminoso, bandido, um drogado, um estrupador, um corrupto, O MAL NÃO É UMA NECESSIDADE, ele é obra do mal uso do Livre arbítrio, são as pessoas pelas suas fraquezas, ignorância, maus pensamentos e maus instintos que promovem o mal e os crimes na sociedade.
E ninguém esta predestinado a ser vitimas de criminosos, por que, se tivesse o mal e os crimes seriam uma necessidade.
Nenhuma pessoa tem a MISSÃO de praticar maldades, vícios e crimes, portanto, quem sofre na mão de criminosos é pela maldade humana.
Exemplo.
Se um pedofilo abusa e mata uma criança, isso não era PREDESTINAÇÃO DA CRIANÇA e sim a maldade absurda desse criminoso.

O Bem e o mal.
Vejamos a base dessa questão.

O Bem são as Virtudes, ser bom, correto, honesto, educado, cordial, trabalhador, cultivar pensamentos elevados, positivos e firmes no Bem, cultivar a prece sincera, combater os maus desejos e vícios.
O mal são os defeitos morais, ser falso, desonesto, malandro, maldoso, picareta, racista, arrogante, malicioso, vulgar, imoral, cruel, cultivar maus pensamentos, vícios e maus desejos.
Essa é a Diferença, Virtudes e defeitos morais.
Nenhum espírito se reencarna no mundo terra com a missão de praticar o mal, vícios, crimes, imoralidades, desonestidade, NÃO EXISTE PREDESTINAÇÃO PARA O MAL, CRIMES, VÍCIOS OU PARA A DERROTA.
Estamos reencarnados no mundo terra é para EVOLUIR moralmente e intelectualmente, temos que vencer as nossas imperfeições morais, edificar o Bem , a Caridade e as Virtudes, quem se volta para o caminho do mal esta travando a sua evolução espiritual e se auto punindo, por que, ele vai gerar para si mesmo um Karma pesado e negativo, que ele terá que resgatar em futuras reencarnações.
Quem planta o mal vai colher dores, sofrimentos, dificuldades e ate doenças.
O mal gera o mal em nossas vidas.
Quem com ferro fere com ferro será ferido.

O Bem gera luz para nossa evolução espiritual.
Ser bom, correto, honesto, educado, manter os pensamentos elevados, positivados e firmes no Bem e nas Virtudes é Vencer a si mesmo e evoluir para Deus o Criador incriado.
Quem planta a caridade, as virtudes e a luz vai colher evolução, paz, felicidade, é assim que funciona, colhemos o que plantamos.

Não se esqueça disso, nenhum espírito se reencarna PREDESTINADO para o mal, para a derrota, fracasso, vícios, imoralidades, crimes, estamos no plano terreno é para evoluir, vencer a si mesmo, vencer as suas imperfeições morais.
Não existe desculpas e nem justificativas para se praticar o mal, só os fracos e os derrotados espiritualmente seguem o caminho escuro da maldade e dos crimes.
Disse Jesus, brilhe a vossa Luz.


Sobre a Obsessão.

São as nossas imperfeições morais que atraem os maus espíritos, essas imperfeições morais são basicamente os maus pensamentos, vícios, maus desejos, maus hábitos, atitudes negativas, a desonestidade, a falsidade, o ódio, a raiva, os desejos de vingança, o egoísmo etc...

As causas básicas das Obsessões foram colocadas por Emmanuel e Cheila na psicografia de Chico Xavier, são:
a) a cabeça e mãos desocupadas
b) a palavra irreverente
c) a boca maledicente
d) a conversa inútil e fútil prolongada
e) a atitude hipócrita
f) o gesto impaciente
g) a inclinação pessimista
h)o apego demasiado a coisas e pessoas
i) o comodismo exagerado
j) a solidariedade ausente
m) considerar nosso trabalho excessivo
n) o desejo de apreço e reconhecimento
o) o impulso de exigir dos outros mais do que de nós mesmos
p) fugir para o álcool ou drogas estupefacientes

São essas imperfeições morais que atraem pela sintonia vibratória dos pensamentos os espíritos inferiores, perturbadores e obsessores do plano astral, a defesa psíquica contra os maus espíritos esta em nossa melhoria Moral e Mental.
O Mestre Allan Kardec, fala em seus livros, que a autoridade que o homem tem sobre os maus espíritos esta no ascendente Moral, enquanto maior este maior é a autoridade, tudo depende do ascendente Moral.
O Mestre Allan Kardec explica, que SÃO AS NOSSAS IMPERFEIÇÕES MORAIS QUE VÃO ATRAIR OS MAUS ESPÍRITOS, DA MESMA FORMA, QUE AS MOSCAS FAREJAM AS CHAGAS DO CORPO, OS MAUS ESPÍRITOS FAREJAM AS CHAGAS MORAIS DA ALMA, PARA EVITAR AS MOSCAS BASTA LIMPAR O CORPO, PARA EVITAR OS MAUS ESPÍRITOS, BASTA LIMPAR NOSSA ALMA DE SUAS IMPUREZAS MORAIS, ESSA LIMPEZA MORAL É MUITO IMPORTANTE PARA PODERMOS REPELIR OS ESPÍRITOS PERTURBADORES E OBSESSORES.

Cuidado com seus pensamentos, cultive sempre pensamentos elevados, nobres, positivos é pelo pensamento que eles se aproximam das pessoas, tudo é uma questão de sintonia mental, nenhum objeto material pode afastar os maus espíritos, tudo reside na sua forma de pensar, sentir e agir, evite os centros de macumbas e as superstições, nesses lugares predomina sempre espíritos inferiores sem luz.

Os maus espíritos se aproveitam das nossas fraquezas, qualquer vacilo com os pensamentos eles se aproximam pela sintonia vibratória, como disse Jesus, Orar e Vigiar para não cair em tentações.
Vigie seus pensamentos, seus desejos e impulsos.
Nós somos o que pensamos.
Não adianta usar velas, incenso, amuletos, talismã, roupas brancas, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, exorcismos, imagens de santos, nada disso funciona e na elevação mental e moral e na pratica do Bem e das virtudes que esta a DEFESA PSÍQUICA contra os maus espíritos.

Wilson Moreno.


De: Manoel Monteiro
Para: Todos
E-mail: mmonteiro@gmail.com
Data: 11/07/15 23:00

“Se alguém te fere, desculpa e esquece. Nunca te vingues, porque ao ofensor basta viver para que se corrija e se reconheça”. Emmanuel

De: Everton
Para: todos
E-mail: evertonhk@hotmail.com
Data: 07/07/15 08:03

Os Tempos são Chegados

Autor: Allan Kardec. Revista Espírita, outubro de 1866

A Humanidade realizou, até este dia.
incontestáveis progressos; os homens,
por sua inteligência, chegaram a
resultados que jamais tinham atingido
com relação às ciências, às artes e ao
bem-estar material; resta-lhes, ainda,
um imenso progresso a realizar: é o de
fazer reinar entre eles a caridade, a
fraternidade e a solidariedade, para
assegurar o seu bem-estar moral. Não o
podiam nem com suas crenças, nem com
suas instituições antiquadas, restos
de uma outra época, boas em uma certa
época, suficientes para um estado
transitório, mas que, tendo dado o que
elas comportam, seriam um atraso hoje.
Tal uma criança é estimulada por
móveis, impotentes quando vem a idade
madura. Não é mais somente o
desenvolvimento da inteligência que é
necessário aos homens, é a elevação do
sentimento, e para isto é preciso
destruir tudo o que poderia
superexcitar neles o egoísmo e o
orgulho.
Tal é o período onde vão entrar
doravante, e que marcará as fases
principais da Humanidade. Esta fase
que se elabora neste momento, é o
complemento necessário do estado
precedente, como a idade viril é o
complemento da juventude; ela podia,
pois, ser prevista e predita
antecipadamente, e é por isto que se
diz que os tempos marcados por Deus
são chegados.
Neste tempo, não se trata de uma
mudança parcial, de uma renovação
limitada a uma região, a um povo, a
uma raça; é um movimento universal que
se opera no sentido do progresso
moral. Uma nova ordem de coisas tende
a se estabelecer, e os homens que lhe
são os mais opostos nela trabalham com
o seu desconhecimento; a geração
futura, desembaraçada das escórias do
velho mundo e formada de elementos
mais depurados, achar-se-á animada de
idéias e de sentimentos diferentes da
geração presente que se vai a passos
de gigante. O velho mundo estará
morto, e viverá na história, como hoje
os tempos da Idade Média, com seus
costumes bárbaros e suas crenças
supersticiosas.
De resto, cada um sabe que a ordem das
coisas atuais deixa a desejar; depois
de ver, de alguma sorte, esgotar o
bem-estar material, que é o produto da
inteligência, chega-se a compreender
que o complemento desse bem-estar não
pode estar senão no desenvolvimento
moral. Quanto mais se avança, mais se
sente o que falta, sem, no entanto,
poder ainda defini-lo claramente: é o
efeito do trabalho intimo que se opera
para a regeneração; têm-se desejos,
aspirações que são como o
pressentimento de um estado melhor.
Mas uma mudança tão radical, quanto a
que se elabora, não pode se realizar
sem comoção; a luta inevitável entre
as idéias, e quem diz luta, diz
alternativa de sucesso e de revés; no
entanto, como as idéias novas são as
do progresso, e que o progresso está
nas leis da Natureza, elas não podem
deixar de se impor sobre as idéias
retrógradas. Forçosamente, desse
conflito, surgirão as perturbações
temporárias, até que o terreno seja
desobstruído dos obstáculos que se
opõem ao estabelecimento de um novo
edifício social. Da luta das idéias é
que surgirão os graves acontecimentos
anunciados, e não cataclismos, ou
catástrofes puramente materiais. Os
cataclismos gerais eram a conseqüência
do estado de formação da Terra; hoje,
não são mais as entranhas do globo que
se agitam, são as da Humanidade.
A Humanidade é um ser coletivo em que
se operam as mesmas revoluções morais
que em cada ser individual, com esta
diferença de que umas se cumprem de
ano em ano, e as outras de século em
século. Que sejam acompanhadas, em
suas evoluções através do tempo, e
ver-se-á a vida das diversas raças
marcadas por períodos que dão a cada
época uma fisionomia particular.
Ao lado dos movimentos parciais, há um
movimento geral que dá o impulso à
Humanidade inteira; mas o progresso de
cada parte do conjunto é relativo ao
seu grau de adiantamento. Tal será uma
família composta de vários filhos dos
quais o mais jovem está no berço e o
primogênito com a idade de dez anos,
por exemplo. Em dez anos, o
primogênito terá vinte anos e será um
homem; o mais jovem terá dez anos e,
embora mais avançado, será ainda uma
criança; mas, a seu turno, tornar-se-á
um homem. Assim é com as diferentes
frações da Humanidade; os mais
atrasados avançam, mas não saberão, de
um pulo, alcançar o nível dos mais
avançados.
A Humanidade, tornada adulta, tem
novas necessidades, aspirações mais
largas, mais elevadas; compreende o
vazio das idéias das quais foi
embalada, a insuficiência de suas
instituições para a sua felicidade;
ela não encontra mais, no estado das
coisas, as satisfações legitimas para
as quais se sente chamada; por isso
ela sacode coeiros, e se lança
impelida por uma força irresistível,
para as margens desconhecidas, para
descoberta de novos horizontes menos
limitados. E é no momento em que ela
se encontra muito pobremente em sua
esfera material, onde a vida
intelectual transborda, onde o
sentimento da espiritualidade
desabrocha, quantos homens, pretensos
filósofos, esperam encher o vazio por
doutrinas do niilismo e do
materialismo! Estranha aberração!
Esses mesmos homens que pretendem
impeli-la para a frente, se esforçam
por circunscrevê-la no circulo
estreito da matéria; de onde ela
aspira sair; e lhe fecham o aspecto da
vida infinita, e lhe dizem, em lhe
mostrando o túmulo: Nec plus ultra!

A fraternidade deve ser a pedra
angular da nova ordem social; mas não
há fraternidade real, sólida e efetiva
se não estiver apoiada sobre uma base
inabalável; essa base é a fé; não a fé
de tais ou tais dogmas particulares
que mudam com o tempo e os povos e se
lançam pedras, porque, anatematizando-
se, entretêm o antagonismo; mas a fé
nos princípios fundamentais que todo o
mundo pode aceitar Deus, a a/ma, o
futuro, O PROGRESSO INDIVIDUAL,
INDEFINIDO, A PERPETUIDADE DAS
RELAÇÕES ENTRE OS SERES. Quando todos
os homens estiverem convencidos de que
Deus é o mesmo para todos, que esse
Deus, soberanamente justo e bom, nada
pode querer de injusto, que o mal vem
dos homens e não dele, se olharão como
filhos de um mesmo pai e se estenderão
a mão. É esta fé que o Espiritismo dá,
e que será doravante o pivô sobre o
qual se moverá o gênero humano,
quaisquer que sejam suas maneiras de
adorá-lo e suas crenças particulares,
que o Espiritismo respeita, mas da
qual não tem que se ocupar. Só dessa
fé pode sair o verdadeiro progresso
moral, porque só ela dá uma sanção
lógica aos direitos legítimos e aos
deveres; sem ela, o direito é aquele
que dá a força; o dever, um código
humano imposto pelo constrangimento.
Sem ela, o que é o homem? um pouco de
matéria que se desfaz, um ser efêmero
que não faz senso passar; o próprio
gênio o uma centelha que brilha um
instante para se apagar para sempre;
certamente, não há ali de que se
isentar muito aos seus próprios olhos.
Com um tal pensamento, onde estão
realmente os direitos e os deveres?
qual é o objetivo do progresso?
Sozinha, esta fé faz sentir ao homem
sua dignidade pela perpetuidade e o
progresso do seu ser. Não num futuro
mesquinho e circunscrito à
personalidade, mas grandioso e
esplêndido; seu pensamento se eleva
acima da Terra; sente-se crescer
pensando que tem seu papel no Universo
e que esse Universo é seu domínio que
poderá um dia percorrer, e que a morte
dele não fará uma nulidade, ou um ser
inútil a si mesmo e aos outros.
O progresso intelectual realizado até
este dia. nas mas vastas proporções, é
um grande passo, e marca a primeira
fase da Humanidade, mas sozinho é
impotente para regenerá-la; enquanto o
homem for dominado pelo orgulho e pelo
egoísmo, utilizará sua inteligência e
seus conhecimentos em proveito de suas
paixões e de seus interesses pessoais;
é por isso que os aplica ao
aperfeiçoamento dos meios de
prejudicar aos outros e de se
entredestruirem. Só o progresso moral
pode assegurar a felicidade dos homens
sobre a Terra, colocando um freio às
más paixões; só ele pode fazer reinar
entre eles a concórdia, a paz, a
fraternidade. Será ele que abaixará as
barreiras dos povos, que fará tombar
os preconceitos de casta, e calar os
antagonismos de seitas, ensinando aos
homens a se olharem como irmãos,
chamados para se entre ajudarem e não
viverem às expensas uns dos outros.
Será ainda o progresso moral,
secundado aqui pelo progresso da
inteligência, que confundirá os homens
numa mesma crença, estabelecida sobre
as verdades eternas, não sujeitas à
discussão e, por isto mesmo, aceitas
por todos. A unidade de crença será o
laço mais poderoso, o mais sólido
fundamento da fraternidade universal,
quebrado em todos os tempos pelos
antagonismos religiosos que dividem os
povos e as famílias, que fazem ver no
próximo inimigos que é preciso fugir,
combater, exterminar, em lugar de
irmãos que é preciso amar.
Um sinal não menos característico do
período em que entramos, é a reação
evidente que se opera no sentido das
idéias espiritualistas, uma repulsa
instintiva se manifesta contra as
idéias materialistas, cujos
representantes se tornam menos
numerosos ou menos absolutos. O
espirito de incredulidade que tinha se
apoderado das massas, ignorantes ou
esclarecidas, e lhe tinha feito
rejeitar, com a forma, o próprio fundo
de toda crença, parece Ter tido um
sono ao sair do qual experimenta a
necessidade de respirar um ar mais
vivificante. Involuntariamente, onde o
vazio se fez, procura-se alguma coisa,
um ponto de apoio, uma esperança.
Neste grande movimento regenerador, o
Espiritismo tem um papel considerável,
não o Espiritismo ridículo inventado
por uma critica zombeteira, mas o
Espiritismo filosófico, tal como o
compreende quem se dá ao trabalho de
procurar a amêndoa sob a casca.
Já dissemos em outro lugar: \"Quanto
mais uma idéia é grande, mais encontra
ela adversários, e pode se medir sua
importância pela violência dos ataques
dos quais é objeto.\"
O número dos retardatários é ainda
grande, sem dúvida, mas o que podem
contra a onda que cresce, senão nela
lançar algumas pedras? Esta onda é a
regeneração que se ergue, ao passo que
eles desaparecem com a geração que se
vai cada dia a grandes passos. Até lá
defenderão o terreno palmo a palmo;
há, pois, uma luta inevitável, mas uma
luta desigual, porque é a do passado
decrépito que cai em farrapos, contra
o futuro juvenil; da estagnação contra
o progresso; da criatura contra a
vontade de Deus, porque os tempos
marcados para ele estão chegados.

De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 06/07/15 14:53

Conhecimento de Si Mesmo

Autor: Allan Kardec

Questão 919 de O Livro dos Espíritos:



Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?



\"Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.\"



a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?



\"Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: \"Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?\"



\"Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.



\"O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm. em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.



\"Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos.\" SANTO AGOSTINHO.



Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos. A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que são outros tantos argumentos pessoais. E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.




De: Victor Hugo
Para: Todos
E-mail: vhgdebem@gmail.com
Data: 03/07/15 12:23

ESCLARECIMENTOS DE ALLAN KARDEC



Carta à Sua Alteza o Príncipe G.

Revista Espírita, janeiro de 1859

Príncipe,

Vossa Alteza honrou-me dirigindo-me várias perguntas referentes ao Espiritismo; vou tentar respondê-las, tanto quanto o permita o estado dos conhecimentos atuais sobre a matéria, resumindo em poucas palavras o que o estudo e a observação nos ensinaram a esse respeito. Essas questões repousam sobre os princípios da própria ciência: para dar maior clareza à solução, é necessário ter esses princípios presentes no pensamento; permita-me, pois, tomar a coisa de um ponto mais alto, colocando como preliminares certas proposições fundamentais que, de resto, elas mesmas servirão de resposta a algumas de vossas perguntas.

Há, fora do mundo corporal visível, seres invisíveis que constituem o mundo dos Espíritos.

Os Espíritos não são seres à parte, mas as próprias almas daqueles que viveram na Terra ou em outras esferas, e que deixaram seus envoltórios materiais.

Os Espíritos apresentam todos os graus de desenvolvimento intelectual e moral. Há, por consequência, bons e maus, esclarecidos e ignorantes, levianos, mentirosos, velhacos, hipócritas, que procuram enganar e induzir ao mal, como os há muitos superiores em tudo, e que não procuram senão fazer o bem. Essa distinção é um ponto capital.

Os Espíritos nos cercam sem cessar, com o nosso desconhecimento, dirigem os nossos pensamentos e as nossas ações, e por aí
influem sobre os acontecimentos e os destinos da Humanidade.

Os Espíritos, freqüentemente, atestam sua presença por efeitos materiais. Esses efeitos nada têm de sobrenatural; não nos parecem tal senão porque repousam sobre bases fora das leis conhecidas da matéria. Uma vez conhecidas essas bases, o efeito entra na categoria dos fenômenos naturais; é assim que os Espíritos podem agir sobre os corpos inertes e fazê-los mover sem o concurso de nossos agentes exteriores. Negar a existência de agentes desconhecidos, unicamente porque não são compreendidos, seria colocar limites ao poder de Deus, e crer que a Natureza nos disse sua última palavra.

Todo efeito tem uma causa; ninguém o contesta. É, pois, ilógico negar a causa unicamente porque seja desconhecida.

Se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente. Quando se vê o braço do telégrafo fazer sinais que respondem a um pensamento, disso se conclui, não que esses braços sejam inteligentes, mas que uma inteligência fá-los moverem-se. Ocorre o mesmo com os fenômenos espíritas. Se a inteligência que os produz não é a nossa, é evidente que ela está fora de nós.

Nos fenômenos das ciências naturais, atua-se sobre a matéria inerte, que se manipula à vontade; nos fenômenos espíritas age-se sobre inteligências que têm seu livre arbítrio, e não estão submetidas à nossa vontade. Há, pois, entre os fenômenos usuais e os fenômenos espíritas uma diferença radical quanto ao princípio: por isso, a ciência vulgar é incompetente para julgá-los.

O Espírito encarnado tem dois envoltórios, um material que é o corpo, o outro semi-material e indestrutível que é o perispírito. Deixando o primeiro, conserva o segundo que constitui para ele uma espécie de corpo, mas cujas propriedades são essencialmente diferentes. Em seu estado normal, é invisível para nós, mas pode tornar-se momentaneamente visível e mesmo tangível: tal é a causa do fenômeno das aparições.

Os Espíritos não são, pois, seres abstratos, indefinidos, mas seres reais e limitados, tendo sua própria existência, que pensam e agem em virtude de seu livre arbítrio. Estão por toda parte, ao redor de nós; povoam os espaços e se transportam com a rapidez do pensamento.

Os homens podem entrar em relação com os Espíritos e deles receberem comunicações diretas pela escrita, pela palavra e por outros meios. Os Espíritos, estando ao nosso lado e podendo virem ao nosso chamado, pode-se, por certos intermediários, estabelecer com eles comunicações seguidas, como um cego pode fazê-lo com as pessoas que ele não vê.

Certas pessoas são dotadas, mais do que outras, de uma aptidão especial para transmitirem as comunicações dos Espíritos: são os médiuns. O papel do médium é o de um intérprete; é um instrumento do qual se servem os Espíritos: esse instrumento pode ser mais ou menos perfeito, e daí as comunicações mais ou menos fáceis.

Os fenômenos espíritas são de duas ordens: as manifestações físicas e materiais, e as comunicações inteligentes. Os efeitos físicos são produzidos por Espíritos inferiores; os Espíritos elevados não se ocupam mais dessas coisas quanto nossos sábios não se ocupam em fazerem grandes esforços: seu papel é de instruir pelo raciocínio.

As comunicações podem emanar de Espíritos inferiores, como de Espíritos superiores. Reconhecem-se os Espíritos, como os homens, pela sua linguagem: a dos Espíritos superiores é sempre séria, digna, nobre e marcada de benevolência; toda expressão trivial ou inconveniente, todo pensamento que choque a razão ou o bom senso, que denote orgulho, acrimônia ou malevolência, necessariamente, emana de um Espírito inferior.

Os Espíritos elevados não ensinam senão coisas boas; sua moral é a do Evangelho, não pregam senão a união e a caridade, e jamais enganam. Os Espíritos inferiores dizem absurdos, mentiras, e, frequentemente, grosserias mesmo.

A bondade de um médium não consiste somente na facilidade das comunicações, mas, sobretudo, na natureza das comunicações que recebe. Um bom médium é aquele que simpatiza com os bons Espíritos e não recebe senão boas comunicações.

Todos temos um Espírito familiar que se liga a nós desde o nosso nascimento, nos guia, nos aconselha e nos protege; esse Espírito é sempre bom.

Além do Espírito familiar, há Espíritos que são atraídos para nós por sua simpatia por nossas qualidades e nossos defeitos, ou por antigas afeições terrestres. Donde se segue que, em toda reunião, há uma multidão de Espíritos mais ou menos bons, segundo a natureza do meio.

Podem os Espíritos revelar o futuro?

Os Espíritos não conhecem o futuro senão em razão de sua elevação. Os que são inferiores não conhecem mesmo o seu, por mais forte razão o dos outros. Os Espíritos superiores o conhecem, mas não lhes é sempre permitido revelá-lo. Em princípio, e por um desígnio muito sábio da Providência, o futuro deve nos ser ocultado; se o conhecêssemos, nosso livre arbítrio seria por isso entravado. A certeza do sucesso nos tiraria o desejo de nada fazer, porque não veríamos a necessidade de nos dar ao trabalho; a certeza de uma infelicidade nos desencorajaria. Todavia, há casos em que o conhecimento do futuro pode ser útil, mas deles jamais podemos ser juízes: os Espíritos no-los revelam quando crêem útil e têm a permissão de Deus; fazem-no espontaneamente e não ao nosso pedido. E preciso esperar, com confiança a oportunidade, e sobretudo não insistir em caso de recusa, de outro modo se arrisca a relacionar-se com Espíritos levianos que se divertem às nossas custas.

Podem os Espíritos nos guiar, por conselhos diretos, nas coisas da vida?

Sim, eles o podem e o fazem voluntariamente. Esses conselhos nos chegam diariamente pelos pensamentos que nos sugerem. Freqüentemente, fazemos coisas das quais nos atribuímos o mérito, e que não são, na realidade, senão o resultado de uma inspiração que nos foi transmitida. Ora, como estamos cercados de Espíritos que nos solicitam, uns num sentido, os outros no outro, temos sempre o nosso livre arbítrio para nos guiar na escolha, feliz para nós quando damos a preferência ao nosso bom gênio.

Além desses conselhos ocultos, pode-se tê-los diretos por um médium; mas é aqui o caso de se lembrar dos princípios fundamentais que emitimos a toda hora. A primeira coisa a considerar é a qualidade do médium, senão o for por si mesmo. Médium que não tem senão boas comunicações, que, pelas suas qualidades pessoais não simpatiza senão com os bons Espíritos, é um ser precioso do qual podem-se esperar grandes coisas, se todavia for secundado pela pureza de suas próprias instruções e se tomadas convenientemente: digo mais, é um instrumento providencial.

O segundo ponto, que não é menos importante, consiste na natureza dos Espíritos aos quais se dirigem, e não é preciso crer que o primeiro que chegue possa nos guiar utilmente. Quem não visse nas comunicações espíritas senão um meio de adivinhação, e em um médium uma espécie de ledor de sorte, se enganaria estranhamente. É preciso considerar que temos, no mundo dos Espíritos, amigos que se interessam por nós, mais sinceros e mais devotados do que aqueles que tomam esse título na Terra, e que não têm nenhum interesse em nos bajular e em nos enganar. Além do nosso Espírito protetor, são parentes ou pessoas que se nos afeiçoaram em sua vida, ou Espíritos que nos querem o bem por simpatia. Aqueles vêm voluntariamente quando são chamados, e vêm mesmo sem que sejam chamados; temo-los, freqüentemente, ao nosso lado sem disso desconfiar. São aqueles aos quais pode-se pedir conselhos pela via direta dos médiuns, e que os dão mesmo espontaneamente sem que lhes peça. Fazem-no sobretudo n a intimidade, no silêncio, e então quando nenhuma influência venha perturbá-los: aliás, são muito prudentes, e não se tem a temer da sua parte uma indiscrição imprópria: eles se calam quando há ouvidos demais. Fazem-no, ainda com mais bom grado, quando estão em comunicação frequente conosco; como eles não dizem as coisas senão com o propósito e segundo a oportunidade, é preciso esperar a sua boa vontade e não crer que, à primeira vista, vão satisfazer a todos os nossos pedidos; querem nos provar com isso que não estão às nossas ordens.

A natureza das respostas depende muito do modo como se colocam as perguntas; é preciso aprender a conversar com os Espíritos como se aprende a conversar com os homens: em todas as coisas é preciso a experiência. Por outro lado, o hábito faz com que os Espíritos se identifiquem conosco e com o médium, os fluidos se combinam e as comunicações são mais fáceis; então se estabelece, entre eles e nós, verdadeiras conversações familiares; o que não dizem num dia, dizem-no em outro; eles se habituam à nossa maneira de ser, como nós à sua: fica-se, reciprocamente, mais cômodo. Quanto à ingerência de maus Espíritos e de Espíritos enganadores, o que é o grande escolho, a experiência ensina a combatê-los, e pode-se sempre evitá-los. Se não se lhes expuser, não vêm mais onde sabem perder seu tempo.

Qual pode ser a utilidade da propagação das ideias espíritas?

O Espiritismo, sendo a prova palpável, evidente da existência, da individualidade e da imortalidade da alma, é a destruição do Materialismo. Essa negação de toda religião, essa praga de toda sociedade. O número dos materialistas que foram conduzidos a ideias mais sadias é considerável e aumenta todos os dias: só isso seria um benefício social. Ele não prova somente a existência da alma e sua imortalidade; mostra o estado feliz ou infeliz delas segundo os méritos desta vida. As penas e as recompensas futuras não são mais uma teoria, são um fato patente que se tem sob os olhos. Ora, como não há religião possível sem a crença em Deus, na imortalidade da alma, nas penas e nas recompensas futuras, se o Espiritismo conduz a essas crenças aqueles em que estavam apagadas, disso resulta que é o mais poderoso auxiliar das ideias religiosas: dá a religião àqueles que não a têm; fortifica-a naqueles em que ela é vacilante; consola pela certeza do futuro, faz aceitar com paciência e resignação as tribulações desta vida, e afasta do pensamento do suicídio, pensamento que se repele naturalmente quando se lhe vê as consequências: eis porque aqueles que penetraram esses mistérios estão felizes com isso; é para eles uma luz que dissipa as trevas e as angústias da dúvida.

Se considerarmos agora a moral ensinada pelos Espíritos superiores, ela é toda evangélica, é dizer tudo: prega a caridade cristã em toda a sua sublimidade; faz mais, mostra a necessidade para a felicidade presente e futura, porque as consequências do bem e do mal que fizermos estão ali diante dos nossos olhos. Conduzindo os homens aos sentimentos de seus deveres recíprocos, o Espiritismo neutraliza o efeito das doutrinas subversivas da ordem social.

Essas crenças não podem ser um perigo para a razão?

Todas as ciências não forneceram seu contingente às casas de alienados? É preciso condená-las por isso? As crenças religiosas não estão ali largamente representadas? Seria justo, por isso, proscrever a religião? Conhecem-se todos os loucos que o medo do diabo produziu? Todas as grandes preocupações intelectuais levam à exaltação, e podem reagir lastimavelmente sobre um cérebro fraco; teria fundamento ver-se no Espiritismo um perigo especial a esse respeito, se ele fosse a causa única, ou mesmo preponderante, dos casos de loucura. Faz-se grande barulho de dois ou três casos aos quais não se daria nenhuma atenção em outra circunstância; não se levam em conta, ainda, as causas predisponentes anteriores. Eu poderia citar outras nas quais as ideias espíritas, bem compreendidas, detiveram o desenvolvimento da loucura. Em resumo, o Espiritismo não oferece, sob esse aspecto, mais perigo que as mil e uma causas que a produzem diariamente; digo mais, que ele as oferece muito menos, naquilo que ele carrega em si mesmo seu corretivo, e que pode, pela direção que dá às ideias, pela calma que proporciona ao espírito daqueles que o compreende, neutralizar o efeito de causas estranhas. O desespero é uma dessas causas; ora, o Espiritismo, fazendo-nos encarar as coisas mais lamentáveis com sangue frio e resignação, nos dá a força de suportá-las com coragem e resignação, e atenua os funestos efeitos do desespero.

As crenças espíritas não são a consagração das ideias supersticiosas da Antiguidade e da Idade Média, e não podem recomendá-las?

As pessoas sem religião não taxam de superstição a maioria das crenças religiosas? Uma ideia não é supersticiosa senão porque ela é falsa; cessa de sê-lo se se torna uma verdade. Está provado que, no fundo da maioria das superstições, há uma verdade ampliada e desnaturada pela imaginação. Ora, tirar a essas ideias todo seu aparelho fantástico, e não deixar senão a realidade, é destruir a superstição: tal é o efeito da ciência espírita, que coloca a nu o que há de verdade ou de falso nas crenças populares. Por muito tempo, as aparições foram vistas como uma crença supersticiosa; hoje, que são um fato provado, e, mais que isso, perfeitamente explicado, elas entram no domínio dos fenômenos naturais. Seria inútil condená-las, não as impediria de se produzirem; mas aqueles que delas tomam conhecimento e as compreendem, não somente não se amedrontam, mas com elas ficam satisfeitos, e é a tal ponto que aqueles que não as têm desejam tê-las. Os fenômenos incompreendidos deixam o campo livre à imaginação, são a fonte de uma multidão de ideias acessórias, absurdas, que degeneram em superstição. Mostrai a realidade, explicai a causa, e a imaginação se detém no limite do possível; o maravilhoso, o absurdo e o impossível desaparecem, e com eles a superstição; tais são, entre outras, as práticas cabalísticas, a virtude dos sinais e das palavras mágicas, as fórmulas sacramentais, os amuletos, os dias nefastos, as horas diabólicas, e tantas outras coisas das quais o Espiritismo, bem compreendido, demonstra o ridículo.

Tais são, Príncipe, as respostas que acreditei dever fazer às perguntas que me haveis dado a honra em me endereçar, feliz se elas podem corroborar as ideias que Vossa Alteza já possui sobre essas matérias, e vos levar a aprofundar uma questão de tão alto interesse; mais feliz ainda se meu concurso ulterior puder ser para vós de alguma utilidade.

Com o mais profundo respeito, sou, de Vossa Alteza, o muito humilde e muito obediente servidor,

Allan Kardec



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CONTROLE UNIVERSAL DOS ESPÍRITOS



Revista Espírita, abril de 1864

Já abordamos esta questão em nosso ultimo número, a propósito de um artigo especial – da perfeição dos seres criados. Mas ela é de tal importância, tem conseqüências de tal magnitude para o futuro do Espiritismo, que julgamos dever tratá-lo de modo mais completo.

Se a Doutrina Espírita fosse uma concepção puramente humana, não teria como garantia senão as luzes de quem a tivesse concebida. Ora, ninguém aqui poderia ter a pretensão fundada de possuir, ele só, a verdade absoluta. Se os Espíritos que a revelaram se tivessem manifestado a um só homem, nada garantiria a sua origem, pois seria preciso crer sob palavra naquele que dissesse ter recebido seu ensino. Admitindo de sua parte uma perfeita sinceridade, ao menos poderia convencer as pessoas de seu ambiente. Poderia ter sectários, mas não conseguiria jamais atrair todo o mundo.

Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por uma via mais rápida e mais autêntica. Eis por que encarregou os Espíritos de a levar de um a outro polo, manifestando-se por toda parte, sem dar a ninguém o privilégio exclusivo de ouvir a sua palavra. Um homem pode ser enganado, pode mesmo enganar-se. Assim não poderia ser quando milhões de homens vêem e ouvem a mesma coisa: é uma garantia para cada um e para todos. Aliás pode fazer-se um homem desaparecer, mas não desaparecem as massas. Podem queimar-se os livros, mas não os Espíritos. Ora, se queimassem todos os livros, a fonte da doutrina não seria emudecida, por isso que não está na terra: surge por toda a parte e cada um pode aproveitá-la. Em falta de homens para a espalhar, haverá sempre Espíritos que atingem todo o mundo e ninguém os pode atingir.

Na realidade, são os próprios Espíritos que fazem a propaganda, auxiliados por inumeráveis médiuns que suscitam por todos os lados. Se tivessem tido um intérprete único, por mais favorecido que fosse, o Espiritismo seria apenas conhecido. Esse mesmo intérprete, fosse de que classe fosse, teria sido objeto de prevenções por parte de muita gente. Nem todas as nações o teriam aceitado, ao passo que os Espíritos se comunicam por toda a parte, a todos os povos, a todas as seitas e partidos, sendo aceitos por todos. O Espiritismo não tem nacionalidade. Está por fora de todos os cultos particulares, não é imposto por nenhuma classe da sociedade, pois cada um pode receber instruções de parentes e amigos de além túmulo. Era preciso que assim fosse, para que pudesse chamar todos os homens à fraternidade. Se, não tivesse colocado em terreno neutro, teria mantido dissenções, em vez de as apaziguar.

Essa universalidade do ensino dos Espíritos constitui a força do Espiritismo. Aí, também, está a causa de sua propagação tão rápida. Ao passo que a voz de um só homem, mesmo com o auxílio da imprensa, teria levado séculos antes de chegar a todos os ouvidos, eis que milhares de vozes se fazem ouvir simultaneamente em todos os pontos da terra, para proclamar os mesmos princípios, e os transmitir aos mais ignorantes, como aos mais sábios, a fim de que ninguém fique deserdado. É uma vantagem de que não gozou nenhuma das doutrinas até hoje aparecidas. Se, pois, o Espiritismo é uma verdade, nem teme a má vontade dos homens, nem as revoluções morais, nem os desmoronamentos físicos do globo, porque nenhuma dessas coisas podem atingir os Espíritos.

Mas se não é a única vantagem resultante desta posição excepcional, o Espiritismo aí encontra uma onipotente garantia contra os cismas que poderiam suscitar, pela ambição de uns, ou pelas contradições de certos Espíritas. Seguramente essas contradições são com escolho, mas que leva em si o remédio ao lado do mal.

Sabe-se que os Espíritos, por força da diferença existente em suas capacidades, estão longe de estar individualmente na posse de toda a verdade; que nem a todos é dado penetrar certos mistérios; que seu saber é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares não sabem mais que os homens e até menos que certos homens; que entre eles, como entre estes, há presunçosos e pseudo-sábios, que crêem saber o que não sabem, sistemáticos que tomam suas verdades; enfim, que os Espíritos de ordem mais elevada, os que estão completamente desmaterializados, são os únicos despojados das idéias e preconceitos terrenos. Mas sabe-se, também, que os Espíritos enganadores não tem escrúpulo em esconder-se sob nomes de empréstimo, para fazerem aceitas as suas utopias. Disso resulta que, para tudo quanto esteja fora do ensino exclusivamente moral, as revelações que cada um pode obter tem um caráter individual sem autenticidade. Que devem ser consideradas como opinião pessoais de tal ou qual Espírito, e que seria imprudente aceitá-las e promulgá-las levianamente como verdades absolutas.

O primeiro controle é, sem sombra de dúvida, o da razão, à qual é preciso submeter, sem exceção, tudo quanto vem dos Espíritos. Toda teoria em manifesta contradição com o bom senso, com uma lógica rigorosa e com os dados positivos que se possuem, por mais respeitável que seja a sua assinatura, deve ser rejeitada. Mas esse controle é incompleto em muitos casos, por força da insuficiência das luzes de certas pessoas e da tendência de muitos a tomar seu próprio julgamento por único árbitro da verdade. Em tal caso, que fazem os homens que não tem absoluta confiança em si próprios? Seguem a opinião do maior número e a opinião da maioria é o seu guia. Assim deve ser a respeito do ensino dos Espíritos, que nos fornecem, eles próprios, os seus meios.

A concordância no ensino dos Espíritos é, pois, o melhor controle, mas ainda é preciso que ocorra em certas condições. A menos segura de todas é quando um médium interroga, ele próprio, a vários Espíritos sobre um ponto duvidoso. É evidente que se estiver sob o império de uma obsessão e se tratar com um Espírito enganador, este lhe pode dizer a mesma coisa com nomes diversos. Também não há garantia suficiente na conformidade obtida pelo médiuns de um mesmo centro, pois podem sofrer a mesma influência. A única séria garantia está na concordância que exista entre as revelações espontâneas, feitas por grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em diversas regiões. Compreende-se que aqui não se trata de comunicações relativas a interesses secundários, mas do que se liga aos princípios da mesmos da doutrina.

Prova a experiência que quando um princípio novo deve ter a sua solução, é ensinado espontaneamente em diversos ponto ao mesmo tempo e de maneira, senão na forma, ao menos no fundo. Se, pois, a um Espírito agrada formular um sistema excêntrico, baseado em suas próprias idéias e fora da verdade, podemos estar certos que o sistema ficará circunscrito e cairá ante a humanidade das instruções dadas por toda a parte, como já houve vários exemplos. É essa unanimidade que faz caírem todos os sistemas parciais, nascidos na origem do Espiritismo, quando cada um explicava os fenômenos à sua maneira e antes que fossem conhecidas as leis que regem as relações entre o mundo visível e o invisível.

Tal a base em que nos apoiamos quando formulamos um princípio da doutrina. Não o damos como verdadeiro por ser conforme as nossas idéias; não nos colocamos absolutamente como árbitro supremo da verdade e a ninguém dizemos: \"Crede nisto porque o dizemos\". Nossa opinião, aos nossos olhos, não passa de opinião pessoal, que pode ser justa ou falsa, desde que não somos mais infalível que qualquer outro. Também não é porque um princípio nos é ensinado que para nós é a verdade, mas porque recebeu a sanção da concordância.

Esse controle universal é uma garantia para a futura unidade do Espiritismo e anulará todas as teorias contraditórias. É aí que, no futuro, será procurado o critério da verdade. O que fez o sucesso da doutrina formulada no Livro dos Espíritos e no Livro dos Médiuns é que por toda parte cada um pode receber dos Espíritos, diretamente, a confirmação do que eles encerram. Se, de todos os lados, os Espíritos tivessem vindo contradize-los, de há muito esses livros teriam tido a sorte de todas as concepções fantásticas. O próprio apoio da imprensa não os teria salvo do naufrágio, ao passo que, privados desse apoio, nem por isto deixaram de fazer um caminho rápido, porque tiveram o dos Espíritos, cuja boa vontade compensou com sobra a má vontade dos homens. Assim será com todas as idéias emanadas dos Espíritos ou dos homens que não puderem suportar a prova do controle, cujo poder ninguém poderá contestar.

Suponhamos, pois, que apraza a certos Espíritos ditar, sob um título qualquer, um livro em sentido contrário. Suponhamos mesmo que, numa intenção hostil, e visando desacreditar a doutrina, a malevolência suscitasse comunicações apócrifas. Que influência poderiam ter esses escritos, se são desmentidos de todos os lados pelos Espíritos? É da adesão destes últimos que seria necessário assegurar-se, antes de lançar um sistema em seu nome. Do sistema de um só ao de todos há uma distância da unidade ao infinito. Que podem mesmo todos os argumentos dos detratores sobre a opinião das massas, quando milhão de vozes amigas, partidas do espaço, vem de todos os pontos do globo e no seio de cada família, os bater na brecha? Sob esse ponto a experiência já não confirmou a teoria? Em que se tornaram todas as publicações que se diziam vir aniquilar o Espiritismo? Qual a que lhe deteve a marcha? Até hoje a questão não tinha sido encarada sob este ponto de vista, sem dúvida um dos mais sérios. Cada um contou consigo, mas não com os Espíritos.

Ressalta de tudo isto uma verdade capital: é que quem quer que quisesse atravessar-se contra a corrente das idéias estabelecidas e sancionadas, poderia bem causar uma pequena perturbação local e momentânea, mas nunca dominar o conjunto, mesmo no presente e, ainda menos, no futuro.

Ressalta, ainda, que as instruções dadas pelos Espíritos sobre pontos da doutrina ainda não elucidados, não poderia constituir lei, enquanto ficassem isoladas. Consequentemente, não devem ser aceitas senão com todas as reservas e a título de informação.

Daí a necessidade de dar à sua publicação a maior prudência. E, no caso se julgasse dever publicá-las, importa não as apresentar senão como opiniões individuais, mais ou menos prováveis, mas tendo, em todo o caso, necessidade de confirmação. É essa confirmação que se deve esperar, antes de apresentar um princípio como verdade absoluta, se não quiser ser acusado de leviandade ou de irrefletida credulidade.

Em suas revelações, os Espíritos superiores procedem com extrema sabedoria. Só gradativamente abordam as grandes questões da doutrina, à medida que a inteligência se torna apta a compreender verdades de uma ordem mais elevada, e que circunstâncias propícias para a emissão de uma idéia nova. Eis porque, desde o começo, não disseram tudo e ainda hoje não o disseram, jamais cedendo à impaciência de criaturas muito apressadas, que querem colher os frutos antes de sua maturidade. Seria, pois, supérfluo querer precipitar o tempo marcado a cada coisa pela Providência, porque então os Espíritos realmente sérios positivamente recusam o seu concurso; mas os Espíritos levianos, pouco se incomodando com a verdade, a tudo respondem. É por isso que, sobre todas as questões prematuras, sempre há respostas contraditórias.

Os princípios acima não são fruto de uma teoria pessoal, mas a conseqüência forçosa das condições em que se manifestam os Espíritos. É evidente que se um Espírito diz uma coisa de um lado, enquanto milhões dizem o contrário alhures, a presunção de verdade não pode estar com aquele que é o único ou mais ou menos de sua opinião. Ora, pretender ser o único a ter razão contra todos seria tão ilógico da parte de um Espírito quanto da parte de um homem. Os Espíritos verdadeiramente sábios, se não se sentem suficientemente esclarecidos sobre uma questão, jamais a resolvem de maneira absoluta. Declaram não a tratar senão de seu ponto de vista, e aconselham mesmo a esperar-se a sua confirmação.

Por mais bela, justa e grande que seja uma idéia, é impossível que, desde o começo, alie todas as opiniões. Os conflitos daí resultantes são conseqüência inevitável do movimento que se opera. São mesmo necessários para melhor destacar a verdade, e é útil que ocorram no começo, para que as idéias falsas sejam mais prontamente desgastadas. Os espíritas que concebessem alguns temores devem, pois, ficar perfeitamente seguros. Todas as pretensões isoladas cairão pela força das coisas, ante o grande e poderoso critérium de controle universal. Não é à opinião de um homem que se aliarão, é a voz unânime dos Espíritos. Não é um homem, nem nós mais que outro, que fundará a ortodoxia espírita; também não é um Espírito vindo impor-se a quem quer que seja: é a universalidade dos Espíritos, comunicando-se em toda a terra, por ordem de Deus. Aí está o caráter essencial da doutrina espírita. Aí está a sua força e a sua autoridade. Deus quis que a sua lei se assentasse numa base inabalável, e, por isso, não a assentou sobre a cabeça frágil de um só.

É perante esse poderoso areópago, que nem conhece grupelhos, nem as rivalidades invejosas, nem seitas ou nações, que virão quebrar-se todas as oposições, todas as ambições, todas as pretensões à supremacia individual; que nós mesmos nos quebraríamos se quiséssemos substituir os seus soberanos desígnios por nossas próprias idéias; ele é o único que resolverá todas as questões litigiosas, que fará calarem-se as dissidências e dará ou não razão a quem de direito. Ante esse imponente acordo de todas as vozes do céu, que pode a opinião de um homem ou de um Espírito? Menos que a gota d’água que se perde no oceano, menos que a voz da criança, abafada pela tempestade.

A opinião universal, eis, então, o juiz supremo, o que se pronuncia em última instância. Ela se forma de todas as opiniões individuais. Se uma delas for verdadeira, terá apenas o seu peso relativo na balança. Se for falsa, não pode triunfar sobre todas as outras. Neste imenso concurso os indivíduos se apagam, e aí está um novo cheque para o orgulho humano.

Esse conjunto harmonioso já se desenha. Ora, este século não passará sem que resplandeça em todo o seu brilho, de maneira a fixar todas as incertezas. Porque, daqui para a frente vozes poderosas terão recebido a missão de se fazer ouvir para aliar os homens sob a mesma bandeira, desde que o campo seja suficientemente trabalhado. Enquanto espera, aquele que flutuasse entre dois sistemas opostos, pode observar em que sentido se forma a opinião geral; é o índice certo do sentido no qual se pronuncia a maioria dos Espíritos sobre os diversos pontos em que se comunicam. É um sinal não menos certo de qual dos dois sistemas triunfará.



ALLAN KARDEC

De: Wilson
Para: Os estudiosos
E-mail: wilsonmoreno67@gmail.com
Data: 02/07/15 14:36

Orientações Espirituais

Não é para ser viciado que o espírito vem a este mundo-escola e cadinho depurador, que é a Terra. Vem para engrandecer-se na luta honrada pela vida, tornando-se, quando homem, esposo, pai e cidadão exemplar, e, quando mulher, mãe atenciosa e dedicada, esposa digna e criatura valorosa. Vem para adquirir cada vez mais nítida consciência do que é como espírito e matéria, e do significado das encarnações, que têm por base, por fundamento, a necessidade de evoluir, para ascender a planos mais altos da vida espiritual.

Os vícios corrompem, a um só tempo, o corpo e o espírito. E o de fumar constitui-se, na opinião da maioria dos cientistas que estudam os maléficos efeitos que exerce sobre todo o organismo, um dos maiores flagelos do século, produzindo males incuráveis.

A perturbação tem por causa maior o despreparo para a vida. Esse despreparo provém da ignorância em que vivem os seres sobre o que são, o que fazem neste mundo e para onde vão após a desencarnação.
Sem esclarecimento, a pessoa se abala (e perturba) com as coisas mais naturais: um simples mal-entendido, um gesto de desconsideração, um insucesso, um fracasso amoroso, e até uma desencarnação de parente ou amigo, são causas determinantes mais comuns.

Ao menor sinal de perturbação, o astral inferior passa a agir, insidiosamente, sobre a criatura perturbada, levando-a inclusive, por meio de intuições malévolas, a perturbar-se ainda mais, abrindo caminho para a loucura.
Não há delito espiritual contraído que não tenhamos de resgatar, mesmo que para esse resgate sejam necessárias dezenas ou até centenas de encarnações. Esses débitos, resultantes do mau uso do livre-arbítrio, vão-se acumulando sem que a maioria dos devedores se aperceba desse acúmulo.

Varra da mente os pensamentos doentios, revista-se de ânimo forte e de valor, não fale nem admita que se fale em doenças no seu lar, procure ter o espírito sempre ocupado com coisas úteis, não faça nem permita que se façam comentários da vida de quem quer que seja. Assim, repelirá a ação insidiosa do astral inferior, que a vem perturbando e incutindo em seu espírito cismas e manias, inclusive de doenças, para enfraquecê-la cada vez mais e levá-la ao avassalamento.

A morte absolutamente não existe. O espírito encarna e desencarna em obediência às leis da evolução. No planeta Terra há um curso evolutivo a fazer. É condição para ele avançar a planos mais elevados. Se formos relapsos e indiferentes com relação à encarnação, não passamos nas provas e somos forçados a repetir as matérias. De que modo? Encarnando de novo, até que o curso seja efetivamente terminado.
Quantas encarnações são perdidas pelo mau uso do livre-arbítrio, resultante da ignorância em que vivem os seres humanos com relação às coisas espirituais? Trinta, quarenta, cinqüenta ou mais encarnações, com sacrifício desnecessário. Se os seres humanos vivessem compenetrados da vantagem de se conduzirem bem, aproveitariam ao máximo cada encarnação.

Tornada imprestável a máquina (o corpo), o maquinista (o espírito) dela se desliga, rompendo os cordões fluídicos pelos quais lhe transmitia a energia, o calor e a vida. O corpo entra em decomposição, passando para o domínio das leis químicas, enquanto o espírito, apoiado em seu perispírito (corpo astral), que é dele inseparável, ou fica na atmosfera terrestre, se envolvido em fluidos materializados, como acontece com tantos, ou ascende ao plano espiritual a que pertence, se cumpriu os seus deveres na Terra e não se deixou empolgar pelas enganadoras seduções da vida material. Como vê, a morte de fato não existe, por ser o espírito eterno.

A evolução é infinita, e, pois, há sempre degraus a subir, por mais evoluído que seja o espírito.
A nossa verdadeira família é espiritual e não carnal. No espaço superior, não se cultivam inimizades nem ressentimentos por agravos acasos sofridos; neste mundo quem mal o faz, a si o faz — é a lei espiritual, imutável, como são todas essas leis. O véu da matéria impede que nos reconheçamos em vida física, aproximando, para reconciliação, o ofendido do ofensor.

É comum, sim, o espírito encarnar num mesmo lar, o avô ou bisavô muitas vezes vindo como filhos do neto ou bisneto, e assim sucessivamente.
Não seja tímido. A timidez é um defeito que deve ser combatido como todos os demais. É uma questão de o indivíduo procurar aprimorar a sua personalidade com o poder da vontade e uma constante vigilância.
Quem sabe disciplinar a sua vida, de maneira a ter horas para o trato das coisas materiais e espirituais, não possui tempo para alimentar pensamentos doentios, que prejudicam o corpo e o espírito. A maior luta que o espírito encarnado consciente trava neste mundo é contra fraquezas e vícios, oriundos, em sua grande maioria, de encarnações passadas e de erros de educação, para dominá-los e vencê-los.

Antonio Cottas

De: Nely
Para: todos
E-mail: neli.maria@ig.com.br
Data: 01/07/15 23:31

Prezados irmãos Boa Noite, venho pedir vibrações para:
Caetano Patrício de Souza - 58 anos Internado UTI Ac Camargo SP
Rua tamandaré, 207. - câncer pulmão.
Maria Olinda de Souza - 60 anos - Rua Antonio Salvador Zen, 20 Araraquara - SP -Saúde delicada - médicos não fazem diagnostico correto, sente muita falta de ar, ansiedade - ex fumante.
os dois mesma família. muita paz.
Obrigado
Nely

 
 
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